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Considerando os argumentos apresentados por Sérgio Buarque de Holanda, avalie o que se afirma a respeito do pensamento e da obra desse autor.
I- O modelo colonial português no Brasil, caracterizado pelo patrimonialismo, explica historicamente o surgimento do “homem cordial” e a dificuldade de estabelecer instituições impessoais e racionalmente organizadas em território brasileiro.
II- Inspirado pelos tipos puros weberianos, argumenta que o colonizador do tipo semeador encarnava a tentativa de transferir métodos europeus para os trópicos, exercendo controle estratégico sobre a ocupação e expansão territorial, enquanto o ladrilhador, em contraste, caracterizava-se por improvisação adaptativa, ajustando-se de maneira espontânea e flexível, improvisando soluções diante das contingências locais.
III- Afirma que os portugueses possuíam uma sociabilidade marcada pela capacidade de adaptação a diferentes contextos, traços que influenciaram o modo de colonização no Brasil, mas também contribuíram para o personalismo, o patrimonialismo e a fragilidade das instituições na formação social brasileira.
IV- Descreve a democracia brasileira como um “lamentável mal-entendido” porque foi transplantada sem base social compatível e suas ideias liberais não se enraizaram em uma sociedade definida estruturalmente pelo personalismo.
V- Sustenta que o bacharelismo, ao valorizar conhecimento jurídico formal, contribuiu para a construção de uma ordem social mais equitativa, na qual privilégios derivativos de relações pessoais eram progressivamente eliminados.
Está correto apenas o que se afirma em
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Reconhecendo o valor dessa articulação, é correto afirmar que a figura do intelectual indígena
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Em linhas gerais, é correto afirmar que a obra pode ser caracterizada como
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Nesse sentido, é correto afirmar que a literatura indígena contemporânea
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Dentre as classificações previstas na BNCC, é correto afirmar que a crônica de Lara Resende é
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TEXTO PARA AS QUESTÕES 05 E 06
Meu Pequeno Oratório
Minha Nossa Senhora das Graças toda minha.
Das raízes e dos troncos.
Das florestas e das frondes.
Dos rios que correm para o mar e dos corguinhos sem destino.
Dos altares, dos montes e das grunas.
Dos pássaros sem voo, e das rolinhas bandoleiras.
Nossa Senhora das cigarras imprevidentes que morrem de cantar e das formigas previdentes que morrem sem cantar.
Das abelhas rufionas que vão de flor em flor segredando de amor e acasalando os polens.
Das cobras e dos tigres que também têm direito à vida.
Nossa Senhora dos maus e dos bons.
Profundamente minha porque de todos os anônimos bichos e gentes.
Nossa Senhora da custódia das sementes, lançadas ao léu da vida germinando, crescendo florescentes ou morrendo perdidas na raleira.
Nossa Senhora das sementes...
Ajudai todas elas – boas e más a bem cumprir seu destino de sementes, lançando do seu pequenino coração vital o esporo à raiz fálica que as confirmarão na terra e na sequência das gerações através do tempo.
Nossa Senhora das raízes...
Eu sou a raiz ancestral, perdida e desfigurada no tempo obscura na terra onde lutam, sobrevivem e desaparecem todas no esquecimento e no abandono.
Vigia para mim e guarda em vida longa todas as raízes novas que vivem enleadas às minhas já gastas e amortecidas.
Abençoai, minha Nossa Senhora, todos aqueles que se foram e que se desfi zeram na obscuridade e no esquecimento da árvore ingrata que os alimentou.
Disponível em: https://santatereza.go.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/Meu-livro-de-Cordel-Cora-Coralina.pdf Acesso em: 30 jan.2026.
Meu Livro de Cordel é uma das obras mais emblemáticas da escritora Cora Coralina. No livro, a autora presta homenagem aos poetas populares e cantadores anônimos do Nordeste, reafirmando sua afinidade com a simplicidade e a oralidade dessa tradição literária. Com base na leitura e análise do texto, julgue os itens a seguir:
I. O texto é construído com vários trechos polissêmicos, em sentido figurado, deslocando palavras do contexto religioso para o contexto biológico. Tal peculiaridade fica evidente nos versos da primeira estrofe do cordel.
II. Há um efeito de sentido muito significativo, quando são construídas algumas equiparações de elementos, tais como: “cigarras” (v.8) e “formigas” (v.9), “cobras” e “tigres” (v.13).
III. A palavra “corguinhos” (v.4) pode ser considerada um sinônimo de “pássaros” e “rolinhas” (v.7).
IV. A última estrofe do cordel (v.35 - 38), traz uma imagem ambígua, negativa e muito pesada a respeito dos antepassados da autora.
São verdadeiros:
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Em uma perspectiva inclusiva, a literatura infantojuvenil acessível deve
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O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucúia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. O Urucúia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá — fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossura, até ainda virgens dessas lá há. O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães… O sertão está em toda a parte
Esse fragmento do romance exemplifica uma característica da terceira geração modernista ao
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Espelho
Por acaso, surpreendo-me no espelho: quem é esse
Que me olha e é tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto... é cada vez menos estranho...
Meu Deus, Meu Deus... Parece
Meu velho pai — que já morreu!
Como pude ficarmos assim?
Nosso olhar — duro — interroga:
“O que fizeste de mim?!”
A mudança da voz poética, do singular para o plural, relaciona-se à
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As relações entre o caráter local e universal são um traço marcante para a formação da literatura brasileira. Nesse sentido, é correto afirmar que, no contexto do Realismo Brasileiro, no qual se insere Machado de Assis, as manifestações da dialética do localismo e do cosmopolitismo
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