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A poética cabralina é marcada pela “arqueação” construtiva do verso, recusa do sentimentalismo e atenção ao trabalho material da linguagem; Manuel Bandeira combina coloquialidade e lirismo modernista; Ariano Suassuna reelabora épico popular com forte oralidade. A crítica reconhece em João Cabral uma ética da forma, que dramatiza o objeto sem derramar emotividade.

Considerando o texto, assinale o enunciado coerente com a poética de João Cabral.
 

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Na poesia de Augusto dos Anjos, a convivência de léxico científico (“clorofórmio”, “álgido”) com imagética fúnebre e confessional produz choque estilístico que se distingue do anti-ornamento construtivo cabralino. Em João Cabral, o rigor do desenho verbal e a recusa do sentimentalismo armam um “frio de método”. Em Augusto, a hibridização tecnocientífica acentua o estranhamento filosófico do eu poético, criando uma fricção entre corporalidade degradada e reflexão metalinguística.

Segundo o texto, identifique o efeito predominante da mistura lexical científica e confessional.
 

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Em Morte e Vida Severina, a composição coral do retirante assume forma de denúncia social rigorosamente construtiva, na qual o trabalho formal cria tensão entre fatalismo e resistência. O contraste com A Bagaceira, vista por Antonio Candido como marco do romance nordestino moderno, evidencia um narrador crítico que dialoga com oralidades e memórias coletivas. À luz de Bakhtin, a coexistência de vozes populares e eruditas amplia o horizonte interpretativo e instaura polifonia, tensionando discursos hegemônicos, ironias e pontos de vista conflitantes que se respondem mutuamente no texto.

Com base no texto e na teoria bakhtiniana, assinale a proposição que melhor caracteriza a polifonia.
 

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A literatura nordestina, especialmente na Paraíba e no Cariri, articula regionalismo, crítica social e valorização da oralidade popular. Considerando autores vinculados a esse contexto, qual proposição traduz com maior rigor sua contribuição?
 

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3950574 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FURB
Orgão: Pref. Camboriú-SC
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Considere as afirmativas a seguir, relacionadas aos precursores e seguidores da Literatura Infantil no Brasil. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Monteiro Lobato é considerado o principal precursor da Literatura Infantil no Brasil, sendo responsável por obras como "A Menina do Narizinho Arrebitado" e pela criação do Sítio do Picapau Amarelo, que uniu elementos da cultura popular e da fantasia.

(__)Escritores como Ana Maria Machado, Ziraldo e Ruth Rocha são considerados seguidores da tradição lobatiana, contribuindo para a consolidação e diversificação da Literatura Infantil brasileira com temáticas contemporâneas e linguagem acessível.

(__)Os precursores da Literatura Infantil no Brasil restringiram-se à tradução de obras estrangeiras, não havendo produção original relevante antes da década de 1980.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

 

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3949710 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FURB
Orgão: Pref. Timbó-SC
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Inicialmente a literatura infantil brasileira constituiu-se em traduções europeias. Ao longo de sua caminhada histórica, abriu espaço para escritores brasileiros, enfatizando a formação do leitor, a ampliação do imaginário, do repertório cultural e da relação da criança com a escrita e o mundo. Um autor que se destacou por promover uma ruptura com o modelo anterior foi Monteiro Lobato (1882-1948). Assinale a alternativa correta que descreve a contribuição histórica desse autor:
 

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3947567 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: IF-PA
Assim como Dom Casmurro, são obras realistas machadianas
 

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3947566 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: IF-PA
Texto para a questão.
Capítulo CXXXV

Otelo
    Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, – um simples lenço! – e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se, hoje são precisos os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há e valem só as camisas. Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. Nos intervalos não me levantava da cadeira; não queria expor-me a encontrar algum conhecido. As senhoras ficavam quase todas nos camarotes, enquanto os homens iam fumar. Então eu perguntava a mim mesmo se alguma daquelas não teria amado alguém que jazesse agora no cemitério, e vinham outras incoerências, até que o pano subia e continuava a peça. O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer. Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amorosas e puras, e a fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do público.
    – E era inocente, vinha eu dizendo rua abaixo; – que faria o público, se ela deveras fosse culpada, tão culpada como Capitu? E que morte lhe daria o mouro? Um travesseiro não bastaria; era preciso sangue e fogo, um fogo intenso e vasto, que a consumisse de todo, e a reduzisse a pó, e o pó seria lançado ao vento, como eterna extinção...
Dom Casmurro, Machado de Assis.
Bentinho e Capitu são personagens da célebre obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Pertencem também ao enredo da obra:
 

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3947565 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: IF-PA
Texto para a questão.
Capítulo CXXXV

Otelo
    Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, – um simples lenço! – e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se, hoje são precisos os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há e valem só as camisas. Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. Nos intervalos não me levantava da cadeira; não queria expor-me a encontrar algum conhecido. As senhoras ficavam quase todas nos camarotes, enquanto os homens iam fumar. Então eu perguntava a mim mesmo se alguma daquelas não teria amado alguém que jazesse agora no cemitério, e vinham outras incoerências, até que o pano subia e continuava a peça. O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer. Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amorosas e puras, e a fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do público.
    – E era inocente, vinha eu dizendo rua abaixo; – que faria o público, se ela deveras fosse culpada, tão culpada como Capitu? E que morte lhe daria o mouro? Um travesseiro não bastaria; era preciso sangue e fogo, um fogo intenso e vasto, que a consumisse de todo, e a reduzisse a pó, e o pó seria lançado ao vento, como eterna extinção...
Dom Casmurro, Machado de Assis.
Ao citar as ações e emoções do público, no contexto do capítulo em evidência, o autor traz à tona, no texto literário, uma função denominada de
 

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3947563 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: IF-PA

Texto para a questão.

Enunciado 4803527-1

CAMPOS, Augusto de. Viva Vaia. São Paulo Brasiliense, 1986.

O poema de Augusto de Campos exemplifica as bases do
 

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