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Textos para a questão.
Texto 1
“Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude de muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.”
(Luís Vaz de Camões)
Texto 2
“Faz a imaginação de um bem amado
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.”
(Cláudio Manuel da Costa)
Comparando os textos 1 e 2, pode-se afirmar que
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Textos para a questão.
Texto 1
“Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude de muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.”
(Luís Vaz de Camões)
Texto 2
“Faz a imaginação de um bem amado
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.”
(Cláudio Manuel da Costa)
Confrontando as escolas literárias a que pertencem os autores dos textos 1 e 2, observa-se que
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Texto para a questão.
Aqui um regato
Corria sereno
Por margens cobertas
de flores e feno;
à esquerda se erguia
um bosque fechado,
e o tempo apressado,
que nada respeita,
já tudo mudou.
São estes os sítios?
São estes; mas eu
O mesmo não sou.
Marília, tu chamas?
Espera, que eu vou.
O texto mostra uma das vertentes mais conhecidas da poesia do autor, que é
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Texto para a questão.
Aqui um regato
Corria sereno
Por margens cobertas
de flores e feno;
à esquerda se erguia
um bosque fechado,
e o tempo apressado,
que nada respeita,
já tudo mudou.
São estes os sítios?
São estes; mas eu
O mesmo não sou.
Marília, tu chamas?
Espera, que eu vou.
As características presentes no texto permitem identificá-lo como pertencente ao
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Texto para a questão.
Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
(...)
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
(...)
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta – sonhou – e amou na vida. –
(...)
Sombras do vale, noites da montanha
Que minh’alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
(Álvares de Azevedo)
Analisando gramaticalmente o poema, pode-se afirmar que o
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Texto para a questão.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
(…)
(Luís Vaz de Camões)
Na lírica de Camões, o mundo geralmente é dinâmico, sujeito a constantes mudanças. Nesse poema, a passagem do tempo
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Texto para a questão.
Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
(...)
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
(...)
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta – sonhou – e amou na vida. –
(...)
Sombras do vale, noites da montanha
Que minh’alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
(Álvares de Azevedo)
No poema acima predomina
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Texto para a questão.
“ ‘Vais encontrar o mundo’, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. ‘Coragem para a luta!’
Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. (…) Eu tinha onze anos.”
O Ateneu, romance do qual foi extraído o fragmento, foi publicado em 1888. Sobre esta obra, considerando o autor, a escola literária vigente na época e suas características, pode-se afirmar que
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Texto para a questão.
Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
(...)
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
(...)
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta – sonhou – e amou na vida. –
(...)
Sombras do vale, noites da montanha
Que minh’alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
(Álvares de Azevedo)
O texto está organizado em torno da relação vida-amor-morte. Analisando essa relação, pode-se afirmar que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Senado
Ainda com o auxílio do texto IV, julgue os itens seguintes, referentes à literatura brasileira do século XX.
Em uma época em que o país acordava para a utopia da vitória sobre o subdesenvolvimento e conscientizava-se da necessidade de enfrentar as desigualdades regionais e sociais, quadro marcante dos anos cinqüenta, Guimarães Rosa — Corpo de Baile e Grande Sertão: Veredas, ambos de 1956 — e Érico Veríssimo — O Tempo e o Vento, entre 1949 e 1962 — escreviam a respeito da saga heróica do povo brasileiro, estivesse no sertão, nos pampas ou nas coxilhas.
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