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Foram encontradas 5.028 questões.

4157777 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: SUSTENTE
Orgão: TCE-PE
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A literatura brasileira, em diálogo com a literatura portuguesa, apresenta movimentos estéticos que ressoam traços identitários e transformações históricas. Selecione a alternativa CORRETA, considerando a interpretação crítica dessas obras.

 

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4152274 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: SC Treinamentos
Orgão: Pref. São João Batista-SC
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Conforme as orientações do fabricante, determinado suco concentrado deve ser diluído em água na proporção de 2 litros de suco para 5 de água. Seguindo as orientações do fabricante, ao misturar 1 litro de suco em água, a quantidade de mistura obtida será de:

 

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4151033 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Quero brincar, meus amigos

De ver beleza nas coisas.

Beleza no desatino

No teu amor descuidado

Beleza tanta beleza

Na pobreza.

 

[...]

 

Quero brincar, meus amigos

De ver beleza na morte.

Mais que na morte, na vida.

Tão doce morrer em vida

Tão triste viver em vão.

 

Vamos brincar, meus amigos

E de mãos dadas cantar

Minha feliz invenção:

Beleza tanta beleza

Em tudo que não se vê

Beleza.

 

HILST, H. Da poesia. São Paulo: Cia. das Letras, 2017 (fragmento).

 

Em uma reflexão sobre a beleza na poesia e na vida, o eu lírico convida o leitor a

 

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4151025 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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A roda dos não ausentes

 

O nada e o não,

ausência alguma,

borda em mim o empecilho.

Há tempos treino

o equilíbrio sobre

esse alquebrado corpo,

e, se inteira fui,

cada pedaço que guardo de mim

tem na memória o anelar

de outros pedaços.

E da história que me resta

estilhaçados sons esculpem

partes de uma música inteira.

Traço então a nossa roda gira-gira

em que os de ontem, os de hoje,

e os de amanhã se reconhecem

nos pedaços uns dos outros.

Inteiros.

 

EVARISTO, C. Poemas de recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017.

 

Nesse poema, a expressividade construída pelo eu lírico remete ao(à)

 

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4151023 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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A gramática em cordel

 

Grupo de duas vogais

Numa sílaba em Português

Sabemos que é um ditongo.

Tritongo, quando é de três

E sendo em sílabas vizinhas,

É hiato, dessa vez.

 

[...]

 

O substantivo vem,

Depois, a preposição.

Adjetivo, advérbio,

Vem agora a conjunção.

Numeral, artigo, verbo,

Pronome e interjeição.

 

[...]

 

Acho ser conveniente

Falar-se em preposição —

É palavra invariável,

Que sempre faz ligação

A outras duas palavras

E exprime posição.

 

JOSÉ MARIA DE FORTALEZA. Disponível em: www.fiocruz.br. Acesso em: 21 jan. 2024 (fragmento).

 

Nesse cordel, além da função poética, também está presente a função metalinguística, pois ocorre a

 

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4151014 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Como abater uma nuvem a tiros

 

sirenes, bares em chamas,

carros se chocando,

a noite me chama,

a coisa escrita em sangue

nas paredes das danceterias

e dos hospitais,

os poemas incompletos

e o vermelho sempre verde dos sinais

 

LEMINSKI, P. In: CESAR, A. C. et al. Poesia marginal. São Paulo: Ática, 2006.

 

O poema de Paulo Leminski filia-se à geração da chamada poesia marginal, produzida por artistas que fugiam dos padrões estabelecidos pela elite literária. Nesse texto, a expressão dessa poética fundamenta-se na

 

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4151011 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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O diplomático

 

Era solteiro, por obra das circunstâncias, não de vocação. Em rapaz teve alguns namoricos de esquina, mas com o tempo apareceu-lhe a comichão das grandezas, e foi isto que lhe prolongou o celibato até os quarenta e um anos, em que o vemos. Cobiçava alguma noiva superior a ele e à roda em que vivia, e gastou o tempo em esperá-la. Chegou a frequentar os bailes de um advogado célebre e rico, para quem copiava papéis, e que o protegia muito. Tinha nos bailes a mesma posição subalterna do escritório; passava a noite vagando pelos corredores, espiando o salão, vendo passar as senhoras, devorando com os olhos uma multidão de espáduas magníficas e talhes graciosos. Invejava os homens, e copiava-os. Saía dali excitado e resoluto. Em falta de bailes, ia às festas de igreja, onde poderia ver algumas das primeiras moças da cidade. Também era certo no saguão do paço imperial, em dia de cortejo, para ver entrar as grandes damas e as pessoas da corte, ministros, generais, diplomatas, desembargadores, e conhecia tudo e todos, pessoas e carruagens. Voltava da festa e do cortejo, como voltava do baile, impetuoso, ardente, capaz de arrebatar de um lance a palma da fortuna.

 

O pior é que entre a espiga e a mão há o tal muro do poeta, e o Rangel não era homem de saltar muros. De imaginação fazia tudo, raptava mulheres e destruía cidades. Mais de uma vez foi, consigo mesmo, ministro de Estado, e fartou-se de cortesias e decretos. Chegou ao extremo de aclamar-se imperador, um dia, dois de dezembro, ao voltar da parada no Largo do Paço; imaginou para isso uma revolução em que derramou algum sangue, pouco, e uma ditadura benéfica, em que apenas vingou alguns pequenos desgostos de escrevente. Cá fora, porém, todas as suas proezas eram fábulas. Na realidade, era pacato e discreto.

 

ASSIS, M. de. 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.

 

O trecho desse conto de Machado de Assis manifesta o ideário realista do século XIX ao

 

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Certo sábado, o sinhô José Carlos recebeu visitas, sete ou oito homens da capital. Eram pessoas importantes, pois nós, da cozinha, trabalhamos muito preparando quitutes sob a supervisão da sinhá Ana Felipa, que acompanhava tudo de caderno em punho e língua afiada. Depois de cada prato pronto, ela experimentava e jogava fora o que não ficava bom, no lixo mesmo, não sem antes jogar água ou fazer qualquer outra coisa para que nós não pudéssemos aproveitar.

 

Fazia isso dizendo que preto não tinha paladar para apreciar aquele tipo de comida e nem ela queria ser acusada de ter alimentado escravos com comida digna de reis, mesmo que estragada pela nossa incompetência, pelo nosso dom de fazer somente a ração a que estávamos acostumados todos os dias. O Sebastião e a Antônia, que serviriam os pratos, ganharam fardas novas. Ficaram horas com a sinhá Ana Felipa, que mostrou de que lado de cada pessoa deveriam servir à mesa, a ordem em que os pratos sairiam da cozinha e depois seriam retirados, como encher os copos, e outras coisas.

 

GONÇALVES, A. M. Um defeito de cor. Rio de Janeiro: Record, 2010.

 

Nesse trecho do romance, as tensões do contexto narrativo refletem-se na

 

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A literatura indígena, por sua vinculação à tradição oral e construção multimodal, entre outros aspectos, desafia o leitor. Os textos indígenas apresentam uma complexidade em termos de gênero, autoria, multimodalidades, além de percepções culturais da realidade, que exigem do leitor um reposicionamento cultural, ao mesmo tempo em que motivam a interação com o outro por meio da literatura. Como mediadores de leitura, os professores exercem um papel essencial na formação de leitores competentes. A leitura de obras literárias, em especial, promove a percepção não só de temas variados, mas também de como esses temas são abordados.

 

Quando falamos sobre o contato de crianças e jovens com a literatura indígena brasileira, estamos falando de muitas literaturas, culturas e vozes, criadas não só em língua portuguesa, mas também em idiomas originários. Os educadores voltam-se para a questão da inclusão social e cultural de grupos cuja literatura foi vista como inexistente por séculos. Isso se deve à visão de uma tradição literária ocidental cujos parâmetros de produção e divulgação divergem de culturas ainda muito ligadas à tradição oral e de performance.

 

Disponível em: www.revista.usp.br. Acesso em: 25 jan. 2024 (adaptado).

 

A abordagem da literatura indígena brasileira nas escolas é importante para a preservação da memória nacional por

 

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A escrava

 

Senti-me tocada de veneração em presença daquele amor filial, tão singelamente manifestado.

 

— Sigamos, então, — tornei eu.

 

Gabriel caminhava tão apressadamente que eu mal podia acompanhá-lo.

 

Em menos de quinze minutos transpúnhamos o umbral da casinha, que há dois dias apenas eu habitava.

 

Eu bem conhecia a gravidade do meu ato: recebia em meu lar dois escravos foragidos, e escravos talvez de algum poderoso senhor; era expor-me à vindita da lei; mas em primeiro lugar o meu dever, e o meu dever era socorrer aqueles infelizes.

 

Sim, a vindita da lei; lei que infelizmente ainda perdura, lei que garante ao forte o direito abusivo, e execrando de oprimir o fraco.

 

Mas, deixar de prestar auxílio àqueles desgraçados, tão abandonados, tão perseguidos, que nem para a agonia derradeira, nem para transpor esse tremendo portal da Eternidade, tinham sossego, ou tranquilidade! Não.

 

Tomei com coragem a responsabilidade do meu ato: a humanidade me impunha esse santo dever.

 

REIS, M. F. dos. A escrava. In: A escrava: antologia de prosa e versos. São Paulo: Metabiblioteca, 2021.

 

Nesse fragmento, o ponto de vista da narradora inova na tradição observada no romance romântico, pois

 

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