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Foram encontradas 60 questões.

4136966 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Dentre as funções sociais e estéticas da literatura, a BNCC, baseando-se em Antonio Cândido, enfatiza a importância da função humanizadora do texto literário no ensino. Analise os itens que seguem:

I. O texto literário transcende questões puramente estéticas, desempenhando funções sociais como a formação das consciências individuais e coletivas.

II. A literatura desempenha funções sociais e estéticas como a humanização do homem e a transformação social.

III. A literatura é um fenômeno artístico e humanizador que pode ser reduzido ao seu conteúdo social.

Após a análise dos itens, assinale a alternativa CORRETA:

 

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4136965 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Fernando Sabino, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Luís Fernando Veríssimo, Millôr Fernandes, Otto Lara Resende e Moacyr Scliar são alguns nomes de destaque na produção de quais gêneros literários?

 

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4136964 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Considerando a periodização da literatura brasileira, os autores: Machado de Assis, Castro Alves, Cruz e Sousa e Torquato Neto pertencem, respectivamente, às seguintes escolas ou manifestações literárias:

 

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4136963 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Sobre variação linguística, fenômeno que foge do escopo de desvio da norma padrão, como preconiza Bagno (2015), analise os textos:

Enunciado 4677478-1

Abestado: Apalermado, imbecil, idiota, estúpido, otário. Pessoa que não entende nada. Em notória alusão ao animal, ou seja, uma besta.

Achar graça: Rir, sorrir. Ex.: "A menina achou muita graça da minha piada!".

Aí dento: Resposta a qualquer provocação.

Aluir: Mover-se, mexer-se. Ex.: "Se alui cara, arranja um trabalho!".

Amancebado(a): Pessoa solteira que vive maritalmente com outra. O mesmo que amigado(a).

Amansa-corno: Marca de aguardente produzida no Nordeste que ficou muito famosa pela originalidade do nome. O fabricante aproveitou um dos muitos apelidos desse destilado de cana-de-açúcar, autenticamente brasileiro, para dar nome ao seu produto.

CUNHA, Paulo José. Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês. Teresina: Oficina da Palavra, 2012.

O “Piauiês” é um dicionário de termos ou expressões características do estado do Piauí. No âmbito dos estudos da Sociolinguística, de Labov, Bagno, Bortoni-Ricardo e outros, o fenômeno da variação linguística é considerado uma importante manifestação da riqueza cultural dos falantes; fatores geográficos, cronológico e sociais, por exemplo, podem influenciar nos diferentes modos de expressão comunicativa. Partindo do exposto, assinale a alternativa que traz o tipo de variação que melhor representa a obra citada:

 

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4136962 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Lembrei de Nós

João Gomes - (part. Mestrinho e Jota.pê)

Quando o Sol vai, você vem

Pra competir com as estrelas

Do seu amor, sou refém

Você é minha certeza

Hoje eu lembrei de nós

Embaixo dos lençóis

Viajando sem sair do quarto

Sonhando acordado

Você é meu norte

Minha sorte, não me deixe

Me deixa mais forte

A razão do meu corre

Você me envolve

Você me resolve

Você é meu norte

Minha sorte, não me deixe

Me deixa mais forte

A razão dos meus corres

Você me envolve (você me envolve)

Você me resolve (vai)

CARNEIRO, Kaique; COMPOSITOR, Kinho; COMPOSITOR, Luizinho; LUCAS, Rian. Lembrei de nós. Intérprete: João Gomes; Mestrinho e Jota.pê. In: Dominguinho. 2025. Disponível em: https://bfan.link/dominguinho. Acesso em: 01 fev. 2026.

Leia, analise e assinale a alternativa INCORRETA, sobre o texto:

 

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4136961 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
O fragmento abaixo faz parte do conto “No moinho”, do escritor Eça de Queirós, e revela o momento em que Maria da Piedade apaixona-se por Adrião. Leia-o atenciosamente para responder à questão.
Refugiava-se então naquele amor como uma compensação deliciosa. Julgando-o todo puro, todo de alma, deixava-se penetrar dele e da sua lenta influência. Adrião tornara-se, na sua imaginação, como um ser de proporções extraordinárias, tudo o que é forte, e que é belo, e que dá razão à vida. […] Leu todos os seus livros, sobretudo aquela Madalena que também amara, e morrera de um abandono. Estas leituras acalmavam-na, davam-lhe como uma vaga satisfação ao desejo. Chorando as dores das heroínas de romance, parecia sentir alívio às suas.
Lentamente, esta necessidade de encher a imaginação desses lances de amor, de dramas infelizes, apoderou-se dela. Foi durante meses um devorar constante de romances. Ia-se assim criando no seu espírito um mundo artificial e idealizado. A realidade tornava-se-lhe odiosa, sobretudo sob aquele aspecto da sua casa, onde encontrava sempre agarrado às saias um ser enfermo. Vieram as primeiras revoltas. Tornou-se impaciente e áspera. Não suportava ser arrancada aos episódios sentimentais do seu livro, para ir ajudar a voltar o marido e sentir-lhe o hálito mau. Veio-lhe o nojo das garrafadas, dos emplastros, das feridas dos pequenos a lavar. Começou a ler versos. Passava horas só, num mutismo, à janela, tendo sob o seu olhar de virgem loura toda a rebelião duma apaixonada. Acreditava nos amantes que escalam os balcões, entre o canto dos rouxinóis: e queria ser amada assim, possuída num mistério de noite romântica…
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/no-moinho-eca-de-queiros/#google_vignette. Acesso em: 05 fev. 2026.
Sobre a análise do conto, é CORRETO afirmar que:
 

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4136960 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
Madama Carlota havia acertado tudo. Macabéa estava espantada. Só então vira que sua vida era uma miséria. Teve vontade de chorar ao ver o seu lado oposto, ela que, como disse, até então se julgava feliz.
Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo crepúsculo — crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se o último final da tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa. Macabéa ficou um pouco aturdida sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já estava mudada. E mudada por palavras — desde Moisés se sabe que a palavra é divina. Até para atravessar a rua ela já era outra pessoa. Uma pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho desespero. Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho. Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe decretara sentença de vida. Tudo de repente era muito e muito e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar. Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria.
Então ao dar o passo de descida da calçada para atravessar a rua, o Destino (explosão) sussurrou veloz e guloso: é agora é já, chegou a minha vez! E enorme como um transatlântico o Mercedes amarelo pegou-a — e neste mesmo instante em algum único lugar do mundo um cavalo como resposta empinou-se em gargalhada de relincho.
Macabéa ao cair ainda teve tempo de ver, antes que o carro fugisse, que já começavam a ser cumpridas as predições de madama Carlota, pois o carro era de alto luxo. Sua queda não era nada, pensou ela, apenas um empurrão. Batera com a cabeça na quina da calçada e ficara caída, a cara mansamente voltada para a sarjeta. E da cabeça um fio de sangue inesperadamente vermelho e rico. O que queria dizer que apesar de tudo ela pertencia a uma resistente raça anã teimosa que um dia vai talvez reivindicar o direito ao grito.
LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p.79-80.
Em qual dos trechos a seguir o narrador insere Macabéa como representativa de um grupo social?
 

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4136959 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Os provérbios, enquanto ditados populares, apresentam, em sua constituição, figuras de linguagem das mais variadas. Leia, atentamente, os provérbios a seguir e marque a única opção em que a associação NÃO está correta.

 

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4136958 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 50 E 51

Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:

- Que é que você quer?

A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:

- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...

Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:

- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".

A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:

- O que há, Inês?

- O que te fez esse moço?

Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:

- Eu não conheço essa mulher. Juro...

- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!

Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:

- Mas, Inês, quem é afinal esse moço?

- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".

- Eu! - exclamou Cassi.

- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...

Estava arrumando a casa.

Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:

- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!

Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:

- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!

BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.

Sobre o uso da variação linguística na fala da personagem Inês, podemos AFIRMAR que:

 

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4136957 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 50 E 51

Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:

- Que é que você quer?

A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:

- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...

Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:

- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".

A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:

- O que há, Inês?

- O que te fez esse moço?

Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:

- Eu não conheço essa mulher. Juro...

- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!

Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:

- Mas, Inês, quem é afinal esse moço?

- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".

- Eu! - exclamou Cassi.

- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...

Estava arrumando a casa.

Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:

- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!

Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:

- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!

BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.

A obra Clara dos Anjos (1948) retrata várias críticas sociais, dentre elas podemos citar CORRETAMENTE:

 

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