Foram encontradas 5.028 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Juazeiro do Norte-CE
Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.
[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.
Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...
*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.
Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.
O autor do texto filia-se literariamente ao
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: IF-PB
TEXTO II PARA AS QUESTÕES 11 A 20
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os
epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente
civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoismo que
induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da
5 sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável
dos que sabem os seus mortos na vala comum(*); parece-
lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
A construção textual “E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo (...)” (linhas 2 e 3) constrói-se por meio de recurso de ironia, o que gera, no contexto apresentado, uma crítica
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: IF-PB
TEXTO II PARA AS QUESTÕES 11 A 20
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os
epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente
civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoismo que
induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da
5 sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável
dos que sabem os seus mortos na vala comum(*); parece-
lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
O trecho “E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou.” (linhas 2 a 5) é construído sob a lógica da coesão sequencial que não se utiliza de marcadores argumentativos para ligar as estruturas oracionais. Caso se substituísse o sinal de ponto e vírgula por um marcador textual de coesão sequencial, sem que se altere a coerência do texto, ter-se-ia o seguinte conectivo:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT
Instrução: Leia o trecho abaixo. Um dos aspectos da competência discursiva é o sujeito ser capaz de utilizar a língua de modo variado, para produzir diferentes efeitos de sentido e adequar o texto a diferentes situações de interlocução oral e escrita. É o que aqui se chama de competência linguística e estilística (PCN, 1998).
Sobre esse aspecto da linguagem, leia o poema abaixo, para responder às questões 28 e 29.
Irene no céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
(BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. 11ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.)
A respeito do uso da linguagem e efeito de sentido, marque a afirmativa INCORRETA.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Itame
Orgão: Pref. Joviânia-GO
"Não queria arrancar-lhe as ilusões. Também ele, em criança, e ainda depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram. No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião, ele, como tivesse recebido da mãe ambos os ensinos, envolveu-os na mesma dúvida, e logo depois em uma só negação total. Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía um só argumento; limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava incredulidade; diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foi andando."
(MACHADO DE ASSIS. Obras completas em quatro volumes, volume 2. São Paulo: Editora Nova Aguilar, 2015, p. 435)
Assinale a opção em que não haja correspondência de ideias com a frase: "E digo mal, porque negar é ainda afirmar..."
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Itame
Orgão: Pref. Joviânia-GO
Retrato
Cecília Meireles
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Itame
Orgão: Pref. Joviânia-GO

O objetivo literário desse poema seria:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Itame
Orgão: Pref. Joviânia-GO

Os vocábulos: “ninguém, não,” podem ser classificados, respectivamente em:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Itame
Orgão: Pref. Joviânia-GO

Na primeira linha do poema, há uma figura de linguagem que pode ser classificada como:
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TEXTO IV
“No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.” (p.1)
“Lá fora a vista era uma tristura de entardecer dentro da cerração. Macunaíma sentiu-se desinfeliz e teve saudades de Ci a inesquecível. Chamou os manos pra se consolarem todos juntos. Maanape e Jiguê sentaram junto dele na cama e os três falaram longamente da Mãe do Mato. E espalhando a saudade falaram dos matos e cobertos cerrações deuses e barrancas traiçoeiras do Uraricoera. Lá que eles tinham nascido e se rido pela primeira vez nos macurus...” (p. 64)
“Na escureza o calor se amaciava como saindo das águas; pra trabalhar se cantava; nossa mãe ficara virada numa coxilha mansa no lugar chamado Pai da Tocandeira... Ai, que preguiça... E os três manos perceberam pertinho o murmurejo do Uraricoera! Oh! como era bom por lá... O herói se atirou pra trás chorando largado na cama.” (p. 64)
“– Ara... que preguiça... No outro dia atingiram as cabeceiras dum rio e escutaram perto o ruidejar do Uraricoera. Era ali. Um passarinho serigaita trepado na munguba, enxergando o farrancho gritou logo.” (106)
“Não havia mais ninguém lá. Dera tangolomângolo na tribo Tapanhumas e os filhos dela se acabaram de um em um. Não havia mais ninguém lá. Aqueles lugares aqueles campos furos puxadouros arrastadouros meios-barrancos, aqueles matos misteriosos, tudo era a solidão do deserto. Um silêncio imenso dormia à beira-rio do Uraricoera. [...] Ninguém jamais não podia saber tanta história bonita e a fala da tribo acabada. Um silêncio imenso dormia à beirario do Uraricoera.” (p. 123)
(ANDRADE, Mário. Macunaíma. São Paulo: Projeto Livro Livre, 2016.
Assinale a alternativa CORRETA, a partir do texto IV.
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