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Foram encontradas 4.898 questões.

1284242 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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A certa personagem desvanecida
Um soneto começo em vosso gabo*:
Contemos esta regra por primeira,
Já lá vão duas, e esta é a terceira,
Já este quartetinho está no cabo.
Na quinta torce agora a porca o rabo;
A sexta vá também desta maneira:
Na sétima entro já com grã** canseira,
E saio dos quartetos muito brabo.
Agora nos tercetos que direi?
Direi que vós, Senhor, a mim me honrais
Gabando-vos a vós, e eu fico um rei.
Nesta vida um soneto já ditei;
Se desta agora escapo, nunca mais:
Louvado seja Deus, que o acabei.
Gregório de Matos
*louvor **grande
Tipo zero
Você é um tipo que não tem tipo
Com todo tipo você se parece
E sendo um tipo que assimila tanto tipo
Passou a ser um tipo que ninguém esquece
Quando você penetra num salão
E se mistura com a multidão
Você se torna um tipo destacado
Desconfiado todo mundo fica
Que o seu tipo não se classifica
Você passa a ser um tipo desclassificado
Eu até hoje nunca vi nenhum
Tipo vulgar tão fora do comum
Que fosse um tipo tão observado
Você ficou agora convencido
Que o seu tipo já está batido
Mas o seu tipo é o tipo do tipo esgotado
Noel Rosa
O soneto de Gregório de Matos e o samba de Noel Rosa, embora distantes na forma e no tempo, aproximam-se por ironizarem
 

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1284058 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
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A estética literária de uma época é fortemente influenciada por questões contextuais. Em relação à segunda fase modernista, observa-se que:
 

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1284051 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
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Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.

Somos Todos Estrangeiros.

Estrangeiro é o bairro em que moramos, estrangeira é a mulher que encoxamos no elevador, estrangeiros são nossos pais, nossos filhos. Nunca me senti em casa no Brasil, ninguém está em casa no Brasil: todo mundo foi até a esquina, todo mundo foi tomar um cafezinho. Achava que, de uma maneira ou de outra, eu estava embromando ou sendo embromado por alguém. Que viver não era nada daquilo, que eu não tinha nada com o peixe, que os verdadeiros brasileiros estavam misteriosamente ocupados com seus sofrimentos, ou então atarefados criando um Brasil melhor: gente andando rapidamente nas ruas da cidade, ou cavando uma terra dura e Ingrata. Os brasileiros eram abstratos, distantes, mais calados do que comumente se supõe. Conheço algumas vozes brasileiras: gostaria de saber escrever na tonal1dade do Jorge Veiga, ou do Moreira da Silva, misturada a uma retórica aborrecida e és avessas semelhante à de Ruy Barbosa - como o Hino à Bandeira acompanhado de caixinha de f6sforos. Os sambinhas. claro, eram brasileiros, o pessoal que sentava ao meu lado no Maracanê era brasileiro. as piadas de papagaio eram brasileiras. Mas tudo era de mentirinha, beirando sempre o pitoresco ou se precipitando na tragédia policial ou no editorial dos jornais.A vida a sério, os seis quarteirões em que me locomovia, as seis pessoas com quem convivia não eram, digamos assim, bem brasileiros - assim como eu, tinham máquina fotográfica a tiracolo e camisas com palmeiras.

Em tudo que eu engolia ficava uma ponta de tradução atravessada em minha garganta: os filmes com legendas em português as histórias em quadrinhos, os livros, as noticias; os foxes. Éramos uma versão pobre do que a vida deveria ser - e a vida vinha sempre em inglês, em francês, em alemão. Mesmo quando dizia Meu te amo·, ou "não me chateia", eu me sentia vagamente ridículo, apropriador - feito um homem de série da televisão mal dublado: minha boca fechada e as palavras ainda saindo, um ventríloquo com descontroIe psicomotor.

Reconheci, pelo paladar, pelos olhos, certos molhos, certas bossas tipicamente brasileiras (o problema é que eram tlpicos): feijoada, dendê, folha seca de Didi, Noel Rosa, escola de samba. Masa essência, a parte que tratava de mim (nos meus seis quarteirões, na cidade no sul do pais) e de minha relação com os severinos todos, essa parte era sempre tratada em outra língua; eu pertencia aos estrangeiros, foram eles que me disseram como vim a fazer parte ou como nunca fiz parte. Eu era, como todo brasileiro, um improvisador, um adaptador, um tradutor, consequentemente um traidor - porque eu olhava para a cara de meu semelhante e não sabia como poderíamos nos entender, o que ele Unha a me dizer, o que eu poderia lhe dizer, como Juntos conseguiriamos nos salvar. No entanto, o tempo todo, eu era, eu sou, apenas mais um Joilo, só que em russo.

Não consegui, como tanta gente de minha geração ou mais moça do que eu, me interessar pelo folclore caboclo. A própria palavra folclore Já leva embutido um desaforo urbano. No entanto, achava que o setor, devidamente estudado por profissionais competentes. me seria útil, me forneceria, por exemplo, dados para escrever com justeza para um público moço que vive de cinema, disco e que sabe, curiosamente. que há uma tremenda safadeza, uma violência no ar. Não tia, portanto, O Negrinho do Pastoreio - o que já preparava o terreno até para eu deixar de ler Machado de Assis ou Dalton Trevisan. Comprava pocketbooks, que eram mais baratos. mais engraçados, e, de certa forma. sobre mim, a meu respeito. Preocupado comigo mesmo, com esse "meu respeito", descobri-me sozinho no melo da avenida repetindo eu ... eu ... eu ... como um pronome enguiçado que não consegue engatara segunda e a terceira do singular. Perdi os joões, os Josés, os severinos, vim para o originai, o estrangeiro, dando inicio a uma certa paz, tranquilidade, a noção de ordem: as legendas acabaram, sou finalmente, completamente, um estrangeiro. Posso agora conjugar-me no plural, dizer nós. Somos todos estrangeiros, sds todos estrangeiros, são todos estrangeiros. Não há nada a fazer a não ser descobrir esse estrangeiro que há na gente. Daí então a gente começa a falar brasileiro, coça o saco, conta como é que é. Daí então o papo, aquele papo, pode começar. 56 que agora pra valer.

Londres, 7 de setembro, 1910. (LESSA. Nan. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. p. 227/229)

Sobre os três últimos períodos do texto não se pode afirmar:

 

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1283964 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: FCN
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A partir da leitura do seguinte excerto do primeiro ato de Invasão, de Dias Gomes, assinale a alternativa que apresenta, na fala de Malú, uma das temáticas encontradas na obra.
MALÚ
"Vocês aqui xingam a chuva. Lá no Norte, a gente reza pra ela vir. E a peste não vem. Acaba a gente tendo que vender os teréns, comprar uma passagem num pau-de-arara e vir pra cá. Pra não morrer de sede... pra vir morrer aqui de fome, de desabamento ou outra coisa qualquer." (p.22).
 

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1283789 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
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O texto a seguir faz parte da poesia feminina de Moçambique e revela a força mística da palavra, o grito de revolta pelo cruel tratamento dado aos negros. Estamos falando da voz feminina de:
(...) Mãe, minha mãe África
Das canções escravas ao luar,
Não posso, não posso repudiar
O sangue bárbaro que me legaste...
Porque em mim, em minha alma, em meus nervos,
Ele é mais forte que tudo,
Eu vivo, eu sofro, eu rio através dele, mãe! (...)
 

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Em conformidade com GONZAGA, assinalar a alternativa que apresenta uma característica do período literário Arcadismo:
 

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1283170 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNIPAR
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São versos de um poema de Ferreira Gullar:
o poema não diz
o que a coisa é
mas diz outra coisa
que a coisa quer ser
pois nada se basta
contente de si
o poeta empresta
às coisas
sua voz – dialeto –
e o mundo
no poema
se sonha
completo
Ressalta nesses versos a convicção do poeta de que
 

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1282820 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
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Observe o texto, em seguida responda o que se pede:
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
I – o poema afirma que o poeta não sofre;
II – ao se referir ao leitor, o poeta afirma que para compreender o poema, basta usar a razão;
III – poeta e público tentam o equilíbrio nos conflitos entre razão e emoção.
 

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1282814 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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TEXTO 4
É uma tendência substancialmente poética, situada na segunda metade do século XIX. Embora seja simultaneamente contemporânea do Realismo e do Naturalismo, não compartilha dos ideais desses movimentos literários, pois não pretende fazer da arte um mecanismo de interpretação objetiva. Pretende, isso sim, um esteticismo ancorado no princípio da “arte pela arte”, suprimindo da obra de arte qualquer dimensão utilitarista.
O culto à forma, a sofisticação de seus meios de expressão e a rejeição de assuntos corriqueiros e triviais são as marcas mais evidentes de seu projeto de ‘arte poética’.
O texto acima define características de um período literário conhecido como:
 

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[...] dentro de dois ou três meses iria para o seminário. Que faríamos agora? Capitu ouvia-me com atenção sôfrega, depois sombria; quando acabei, respirava a custo, como prestes a estalar de cólera, mas conteve-se. [...] A cabeça da minha amiga sabia pensar claro e depressa.
No excerto acima, do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, delineiam-se traços essenciais da personalidade de Capitu, desde adolescente dotada de iniciativa, autocontrole e desenvoltura, qualidades que
 

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