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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Ferreira Gullar. O açúcar. In: Alfredo Bosi (org.). Ferreira Gullar – melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2012.
O texto literário de Ferreira Gullar é uma experiência singular de expressão, interpretação e representação da realidade. Considerando as ideias do texto apresentado e a peculiaridade da linguagem poética, julgue o item a seguir.
Predomina no texto a função referencial da linguagem, haja vista o caráter de denúncia de problemas sociais nele explícito.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Ferreira Gullar. O açúcar. In: Alfredo Bosi (org.). Ferreira Gullar – melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2012.
O texto literário de Ferreira Gullar é uma experiência singular de expressão, interpretação e representação da realidade. Considerando as ideias do texto apresentado e a peculiaridade da linguagem poética, julgue o item a seguir.
Na expressão “homens de vida amarga”, constata-se o uso do recurso literário da conotação para qualificar a vida dos trabalhadores dos canaviais.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Ferreira Gullar. O açúcar. In: Alfredo Bosi (org.). Ferreira Gullar – melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2012.
O texto literário de Ferreira Gullar é uma experiência singular de expressão, interpretação e representação da realidade. Considerando as ideias do texto apresentado e a peculiaridade da linguagem poética, julgue o item a seguir.
O poema está estruturado na constatação, pelo eu lírico, das semelhanças entre a vida dos “homens de vida amarga” e a do “dono da mercearia”
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Ferreira Gullar. O açúcar. In: Alfredo Bosi (org.). Ferreira Gullar – melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2012.
O texto literário de Ferreira Gullar é uma experiência singular de expressão, interpretação e representação da realidade. Considerando as ideias do texto apresentado e a peculiaridade da linguagem poética, julgue o item a seguir.
É possível reconhecer no texto recursos literários que intensificam a experiência sensorial relatada, como o uso da expressão “água na pele”
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Ferreira Gullar. O açúcar. In: Alfredo Bosi (org.). Ferreira Gullar – melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2012.
O texto literário de Ferreira Gullar é uma experiência singular de expressão, interpretação e representação da realidade. Considerando as ideias do texto apresentado e a peculiaridade da linguagem poética, julgue o item a seguir.
O eu lírico do poema é um trabalhador do setor canavieiro.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Macaparana-PE
“A palavra é o produto da relação recíproca entre falante e ouvinte, emissor e receptor. Cada palavra expressa o ‘um’ em relação ao outro. Eu me dou forma verbal a partir do ponto de vista da comunidade a que pertenço. O ‘eu’ se constrói construindo o ‘eu’ do outro e por ele é constituído.” O trecho de Bahktin conceitua:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: FASEH
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