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Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo.

Leia o conto “Momento cristalino”, de Geni Guimarães:

Para dezembro foi marcada a data para realização do evento.

Minha colação de grau.

Em casa conversamos e decidimos que todos da família estariam presentes.

Discutimos o ter que calçar e vestir todo mundo adequadamente, como exigia a ocasião.

Fizemos o balanço e, vendo a escassez do dinheiro, concordamos no seguinte: só compraríamos tudo novo para mim. Os outros só comprariam aquilo que não tivessem mesmo, de jeito nenhum. Portanto, compramos roupa para um, sapato para outro e assim por diante.

A Cecília tinha dois vestidos de sair e a Cema dois pares de sapatos, porque tinha ganho um da sua madrinha de crisma. Então, minha mãe usaria um dos vestidos da Cecília e um dos pares de sapato da Cema.

Para meu pai compramos um terno lindo, azul. Compramos ainda uma gravata listrada e um par de meias brancas. Emprestamos para ele o sapato do cunhado Zé e cerzimos uma camisa branca que só tinha uns rasgadinhos na gola.

No dia, todos estavam nervosos, mas arrumaram-se muito cedo para a cerimônia.

Meu pai cortou o cabelo do Zezinho, do Dirceu e dos outros homens da família. Depois o Joãozinho cortou o do meu pai.

Tanta gente e tanto esmero na arrumação fizeram com que chegássemos ao local do evento em cima da hora.

Indiquei-lhes o lugar onde deveriam ficar e fui ocupar o meu, entre os formandos. De onde estava, via-os todos, incomodados nos trajes de missa.

Vez em quando, encorajava-os com um riso. Meu pai, ao lado da minha mãe, estava pleno, altivo, sereno. Com os olhos acompanhava todos os meus movimentos, engolindo salivas de prazer.

Minha mãe me bebia através dos ares do meu pai, que, embevecido, ajeitava a gola da camisa propositalmente, me segredando que estava feliz.

Fui chamada para receber o certificado. Eles, meus pais, não se puderam conter só com as palmas. Levantaram e me aplaudiram em pé. Mãos abertas, barulhentas, livres.

Meus irmãos, contagiados, perderam a timidez e também se puseram em pé, me aplaudindo e apontando, como se só eu existisse ali, como se no momento eu estivesse me apossando da chave do céu.

O diretor esperou pacientemente até que eles percebessem o ultrapassar do limite e fossem, um a um, retomando seus lugares nos bancos.

Terminada a entrega dos certificados, fui convidada para discursar, por ter sido escolhida para oradora da turma.

De novo, meu pai ficou em pé, desatou o nó da gravata e assumiu postura de rei. Para melhor me ouvir, esqueceu a etiqueta, fez conchas com as mãos e envolveu as orelhas.

As formalidades todas terminaram. Fui até eles para voltarmos juntos.

Eu, princesa, entreguei meu certificado ao rei, que o embrulhou no lenço de bolso e passou a carregá-lo como se fosse um vaso de cristal.

Em casa, tomados de euforia, começamos a relembrar os acontecimentos da festa. Rimos das palmas fora da hora, das mãos do meu pai segurando as orelhas, da cara do diretor ao vê-los donos do ambiente. Determinada hora, minha mãe interrompeu nossa sadia algazarra e disse:

– Agora é que vocês vão dar risada de verdade – cutucou meu pai. – Mostra pra eles, Mariano.

Ele, fingindo brincar de mágico, retirou os sapatos dos pés e nos mostrou: duas bexigas enormes desfiguravam seus calcanhares e algumas escoriações marcavam toda a região no peito dos pés.

Fiquei estática. Tudo aquilo por mim, para mim. Toda aquela dor para me ver receber o certificado. Não me contive.

-Perdão, pai.

– Perdão do quê? Eu é que peço perdão. Imagine só… esquecer de usar a meia. Já pensou se um dos seus amigos visse? Deus me livre de te envergonhar! Pensou um pouco e arrematou a conversa:

– E quer saber de uma coisa? Se precisar, enfio de novo o desgraçado do sapato do Zé no pé, sem meia e tudo, e volto lá pra bater todas aquelas palmas de novo.

Novamente, leve onda de riso encheu a sala. O Dirceu pediu a bênção e se retirou para dormir. Todos fizeram a mesma coisa, e eu já estava para imitá-los quando vi meu pai procurando alguma coisa.

– O senhor queria alguma coisa, pai?

– Estou vendo onde foi que guardei o danado do diploma. Vou dormir com ele debaixo do travesseiro que é pra sonhar sonho bonito.

(GUIMARÃES, Geni. A cor da ternura. São Paulo: Quinteto, 2022.)

Classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:

I. (   ) “Ela falou sobre a língua e a literatura brasileiras. Depois disse bem alto: a língua e a literatura brasileira”. Nesse exemplo, a concordância está correta.

II. (   ) “Estou lendo Sueli Rodrigues e Sueli Carneiro: uma e outra professora defende os direitos das pessoas negras em seus textos”. Nesse exemplo, a concordância está correta.

III. (   ) “Sobre as poetas Eliane Potiguara e Graça Graúna: uma e outra escritora defendem a urgente demarcação das terras indígenas”. Nesse exemplo, a concordância está correta.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

 

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Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo.

Leia o conto “Momento cristalino”, de Geni Guimarães:

Para dezembro foi marcada a data para realização do evento.

Minha colação de grau.

Em casa conversamos e decidimos que todos da família estariam presentes.

Discutimos o ter que calçar e vestir todo mundo adequadamente, como exigia a ocasião.

Fizemos o balanço e, vendo a escassez do dinheiro, concordamos no seguinte: só compraríamos tudo novo para mim. Os outros só comprariam aquilo que não tivessem mesmo, de jeito nenhum. Portanto, compramos roupa para um, sapato para outro e assim por diante.

A Cecília tinha dois vestidos de sair e a Cema dois pares de sapatos, porque tinha ganho um da sua madrinha de crisma. Então, minha mãe usaria um dos vestidos da Cecília e um dos pares de sapato da Cema.

Para meu pai compramos um terno lindo, azul. Compramos ainda uma gravata listrada e um par de meias brancas. Emprestamos para ele o sapato do cunhado Zé e cerzimos uma camisa branca que só tinha uns rasgadinhos na gola.

No dia, todos estavam nervosos, mas arrumaram-se muito cedo para a cerimônia.

Meu pai cortou o cabelo do Zezinho, do Dirceu e dos outros homens da família. Depois o Joãozinho cortou o do meu pai.

Tanta gente e tanto esmero na arrumação fizeram com que chegássemos ao local do evento em cima da hora.

Indiquei-lhes o lugar onde deveriam ficar e fui ocupar o meu, entre os formandos. De onde estava, via-os todos, incomodados nos trajes de missa.

Vez em quando, encorajava-os com um riso. Meu pai, ao lado da minha mãe, estava pleno, altivo, sereno. Com os olhos acompanhava todos os meus movimentos, engolindo salivas de prazer.

Minha mãe me bebia através dos ares do meu pai, que, embevecido, ajeitava a gola da camisa propositalmente, me segredando que estava feliz.

Fui chamada para receber o certificado. Eles, meus pais, não se puderam conter só com as palmas. Levantaram e me aplaudiram em pé. Mãos abertas, barulhentas, livres.

Meus irmãos, contagiados, perderam a timidez e também se puseram em pé, me aplaudindo e apontando, como se só eu existisse ali, como se no momento eu estivesse me apossando da chave do céu.

O diretor esperou pacientemente até que eles percebessem o ultrapassar do limite e fossem, um a um, retomando seus lugares nos bancos.

Terminada a entrega dos certificados, fui convidada para discursar, por ter sido escolhida para oradora da turma.

De novo, meu pai ficou em pé, desatou o nó da gravata e assumiu postura de rei. Para melhor me ouvir, esqueceu a etiqueta, fez conchas com as mãos e envolveu as orelhas.

As formalidades todas terminaram. Fui até eles para voltarmos juntos.

Eu, princesa, entreguei meu certificado ao rei, que o embrulhou no lenço de bolso e passou a carregá-lo como se fosse um vaso de cristal.

Em casa, tomados de euforia, começamos a relembrar os acontecimentos da festa. Rimos das palmas fora da hora, das mãos do meu pai segurando as orelhas, da cara do diretor ao vê-los donos do ambiente. Determinada hora, minha mãe interrompeu nossa sadia algazarra e disse:

– Agora é que vocês vão dar risada de verdade – cutucou meu pai. – Mostra pra eles, Mariano.

Ele, fingindo brincar de mágico, retirou os sapatos dos pés e nos mostrou: duas bexigas enormes desfiguravam seus calcanhares e algumas escoriações marcavam toda a região no peito dos pés.

Fiquei estática. Tudo aquilo por mim, para mim. Toda aquela dor para me ver receber o certificado. Não me contive.

-Perdão, pai.

– Perdão do quê? Eu é que peço perdão. Imagine só… esquecer de usar a meia. Já pensou se um dos seus amigos visse? Deus me livre de te envergonhar! Pensou um pouco e arrematou a conversa:

– E quer saber de uma coisa? Se precisar, enfio de novo o desgraçado do sapato do Zé no pé, sem meia e tudo, e volto lá pra bater todas aquelas palmas de novo.

Novamente, leve onda de riso encheu a sala. O Dirceu pediu a bênção e se retirou para dormir. Todos fizeram a mesma coisa, e eu já estava para imitá-los quando vi meu pai procurando alguma coisa.

– O senhor queria alguma coisa, pai?

– Estou vendo onde foi que guardei o danado do diploma. Vou dormir com ele debaixo do travesseiro que é pra sonhar sonho bonito.

(GUIMARÃES, Geni. A cor da ternura. São Paulo: Quinteto, 2022.)

Todas as palavras estão corretamente acentuadas em:

 

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Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo.

Leia o conto “Momento cristalino”, de Geni Guimarães:

Para dezembro foi marcada a data para realização do evento.

Minha colação de grau.

Em casa conversamos e decidimos que todos da família estariam presentes.

Discutimos o ter que calçar e vestir todo mundo adequadamente, como exigia a ocasião.

Fizemos o balanço e, vendo a escassez do dinheiro, concordamos no seguinte: só compraríamos tudo novo para mim. Os outros só comprariam aquilo que não tivessem mesmo, de jeito nenhum. Portanto, compramos roupa para um, sapato para outro e assim por diante.

A Cecília tinha dois vestidos de sair e a Cema dois pares de sapatos, porque tinha ganho um da sua madrinha de crisma. Então, minha mãe usaria um dos vestidos da Cecília e um dos pares de sapato da Cema.

Para meu pai compramos um terno lindo, azul. Compramos ainda uma gravata listrada e um par de meias brancas. Emprestamos para ele o sapato do cunhado Zé e cerzimos uma camisa branca que só tinha uns rasgadinhos na gola.

No dia, todos estavam nervosos, mas arrumaram-se muito cedo para a cerimônia.

Meu pai cortou o cabelo do Zezinho, do Dirceu e dos outros homens da família. Depois o Joãozinho cortou o do meu pai.

Tanta gente e tanto esmero na arrumação fizeram com que chegássemos ao local do evento em cima da hora.

Indiquei-lhes o lugar onde deveriam ficar e fui ocupar o meu, entre os formandos. De onde estava, via-os todos, incomodados nos trajes de missa.

Vez em quando, encorajava-os com um riso. Meu pai, ao lado da minha mãe, estava pleno, altivo, sereno. Com os olhos acompanhava todos os meus movimentos, engolindo salivas de prazer.

Minha mãe me bebia através dos ares do meu pai, que, embevecido, ajeitava a gola da camisa propositalmente, me segredando que estava feliz.

Fui chamada para receber o certificado. Eles, meus pais, não se puderam conter só com as palmas. Levantaram e me aplaudiram em pé. Mãos abertas, barulhentas, livres.

Meus irmãos, contagiados, perderam a timidez e também se puseram em pé, me aplaudindo e apontando, como se só eu existisse ali, como se no momento eu estivesse me apossando da chave do céu.

O diretor esperou pacientemente até que eles percebessem o ultrapassar do limite e fossem, um a um, retomando seus lugares nos bancos.

Terminada a entrega dos certificados, fui convidada para discursar, por ter sido escolhida para oradora da turma.

De novo, meu pai ficou em pé, desatou o nó da gravata e assumiu postura de rei. Para melhor me ouvir, esqueceu a etiqueta, fez conchas com as mãos e envolveu as orelhas.

As formalidades todas terminaram. Fui até eles para voltarmos juntos.

Eu, princesa, entreguei meu certificado ao rei, que o embrulhou no lenço de bolso e passou a carregá-lo como se fosse um vaso de cristal.

Em casa, tomados de euforia, começamos a relembrar os acontecimentos da festa. Rimos das palmas fora da hora, das mãos do meu pai segurando as orelhas, da cara do diretor ao vê-los donos do ambiente. Determinada hora, minha mãe interrompeu nossa sadia algazarra e disse:

– Agora é que vocês vão dar risada de verdade – cutucou meu pai. – Mostra pra eles, Mariano.

Ele, fingindo brincar de mágico, retirou os sapatos dos pés e nos mostrou: duas bexigas enormes desfiguravam seus calcanhares e algumas escoriações marcavam toda a região no peito dos pés.

Fiquei estática. Tudo aquilo por mim, para mim. Toda aquela dor para me ver receber o certificado. Não me contive.

-Perdão, pai.

– Perdão do quê? Eu é que peço perdão. Imagine só… esquecer de usar a meia. Já pensou se um dos seus amigos visse? Deus me livre de te envergonhar! Pensou um pouco e arrematou a conversa:

– E quer saber de uma coisa? Se precisar, enfio de novo o desgraçado do sapato do Zé no pé, sem meia e tudo, e volto lá pra bater todas aquelas palmas de novo.

Novamente, leve onda de riso encheu a sala. O Dirceu pediu a bênção e se retirou para dormir. Todos fizeram a mesma coisa, e eu já estava para imitá-los quando vi meu pai procurando alguma coisa.

– O senhor queria alguma coisa, pai?

– Estou vendo onde foi que guardei o danado do diploma. Vou dormir com ele debaixo do travesseiro que é pra sonhar sonho bonito.

(GUIMARÃES, Geni. A cor da ternura. São Paulo: Quinteto, 2022.)

Classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:

I. ( ) As palavras “pôster” e “ímã” são oxítonas e estão corretamente acentuadas.

II. ( ) Todas as palavras paroxítonas são acentuadas.

III. ( ) “Nó”, “anéis” e “gás” são exemplos de monossílabos tônicos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

 

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Para dezembro foi marcada a data para realização do evento.

 

Minha colação de grau.

 

Em casa conversamos e decidimos que todos da família estariam presentes.

 

Discutimos o ter que calçar e vestir todo mundo adequadamente, como exigia a ocasião.

 

Fizemos o balanço e, vendo a escassez do dinheiro, concordamos no seguinte: só compraríamos tudo novo para mim. Os outros só comprariam aquilo que não tivessem mesmo, de jeito nenhum. Portanto, compramos roupa para um, sapato para outro e assim por diante.

 

A Cecília tinha dois vestidos de sair e a Cema dois pares de sapatos, porque tinha ganho um da sua madrinha de crisma. Então, minha mãe usaria um dos vestidos da Cecília e um dos pares de sapato da Cema.

 

Para meu pai compramos um terno lindo, azul. Compramos ainda uma gravata listrada e um par de meias brancas. Emprestamos para ele o sapato do cunhado Zé e cerzimos uma camisa branca que só tinha uns rasgadinhos na gola.

 

No dia, todos estavam nervosos, mas arrumaram-se muito cedo para a cerimônia.

 

Meu pai cortou o cabelo do Zezinho, do Dirceu e dos outros homens da família. Depois o Joãozinho cortou o do meu pai.

 

Tanta gente e tanto esmero na arrumação fizeram com que chegássemos ao local do evento em cima da hora.

 

Indiquei-lhes o lugar onde deveriam ficar e fui ocupar o meu, entre os formandos. De onde estava, via-os todos, incomodados nos trajes de missa.

 

Vez em quando, encorajava-os com um riso. Meu pai, ao lado da minha mãe, estava pleno, altivo, sereno. Com os olhos acompanhava todos os meus movimentos, engolindo salivas de prazer.

 

Minha mãe me bebia através dos ares do meu pai, que, embevecido, ajeitava a gola da camisa propositalmente, me segredando que estava feliz.

 

Fui chamada para receber o certificado. Eles, meus pais, não se puderam conter só com as palmas. Levantaram e me aplaudiram em pé. Mãos abertas, barulhentas, livres.

 

Meus irmãos, contagiados, perderam a timidez e também se puseram em pé, me aplaudindo e apontando, como se só eu existisse ali, como se no momento eu estivesse me apossando da chave do céu.

 

O diretor esperou pacientemente até que eles percebessem o ultrapassar do limite e fossem, um a um, retomando seus lugares nos bancos.

 

Terminada a entrega dos certificados, fui convidada para discursar, por ter sido escolhida para oradora da turma.

 

De novo, meu pai ficou em pé, desatou o nó da gravata e assumiu postura de rei. Para melhor me ouvir, esqueceu a etiqueta, fez conchas com as mãos e envolveu as orelhas.

 

As formalidades todas terminaram. Fui até eles para voltarmos juntos.

 

Eu, princesa, entreguei meu certificado ao rei, que o embrulhou no lenço de bolso e passou a carregá-lo como se fosse um vaso de cristal.

 

Em casa, tomados de euforia, começamos a relembrar os acontecimentos da festa. Rimos das palmas fora da hora, das mãos do meu pai segurando as orelhas, da cara do diretor ao vê-los donos do ambiente. Determinada hora, minha mãe interrompeu nossa sadia algazarra e disse:

 

– Agora é que vocês vão dar risada de verdade – cutucou meu pai. – Mostra pra eles, Mariano.

 

Ele, fingindo brincar de mágico, retirou os sapatos dos pés e nos mostrou: duas bexigas enormes desfiguravam seus calcanhares e algumas escoriações marcavam toda a região no peito dos pés.

 

Fiquei estática. Tudo aquilo por mim, para mim. Toda aquela dor para me ver receber o certificado. Não me contive.

 

-Perdão, pai.

 

– Perdão do quê? Eu é que peço perdão. Imagine só… esquecer de usar a meia. Já pensou se um dos seus amigos visse? Deus me livre de te envergonhar! Pensou um pouco e arrematou a conversa:

 

– E quer saber de uma coisa? Se precisar, enfio de novo o desgraçado do sapato do Zé no pé, sem meia e tudo, e volto lá pra bater todas aquelas palmas de novo.

 

Novamente, leve onda de riso encheu a sala. O Dirceu pediu a bênção e se retirou para dormir. Todos fizeram a mesma coisa, e eu já estava para imitá-los quando vi meu pai procurando alguma coisa.

 

– O senhor queria alguma coisa, pai?

– Estou vendo onde foi que guardei o danado do diploma. Vou dormir com ele debaixo do travesseiro que é pra sonhar sonho bonito.

 

(GUIMARÃES, Geni. A cor da ternura. São Paulo: Quinteto, 2022.)

 

Classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:

 

I. ( ) Pela formalidade dos personagens, comprando terno, ou usando vestidos e sapatos, é possível afirmar que a família retratada no conto tem bastante dinheiro.

 

II. ( ) É possível afirmar que o conto é narrado por uma voz masculina.

 

III. ( ) É possível saber o nome do pai de quem narra o conto.

 

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

 

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Questão presente nas seguintes provas
4159512 Ano: 2025
Disciplina: Psicologia
Banca: ESMAL
Orgão: MPE-PI
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O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é realizado em grupos, organizado a partir de percursos, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus usuários, de acordo com o seu ciclo de vida, a fim de complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social. Forma de intervenção social planejada que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais e coletivas, na família e no território. Levando em conta a afirmação, assinale a alternativa CORRETA.

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
4159511 Ano: 2025
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: ESMAL
Orgão: MPE-PI
Provas:

Sobre a Resolução CFP nº 06/20219, assinale a resposta correta:

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
4159510 Ano: 2025
Disciplina: Psicologia
Banca: ESMAL
Orgão: MPE-PI
Provas:

Em relação à Psicologia Jurídica, assinale a resposta CORRETA:

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
4159509 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: ESMAL
Orgão: MPE-PI
Provas:

A prática docente no Brasil enfrenta diversos desafios históricos e estruturais que comprometem a qualidade do ensino. A seguir, relacione corretamente cada dificuldade enfrentada pelos professores com sua descrição correspondente.

 

(1) Desvalorização profissional

 

(2) Formação inicial e continuada inadequada

 

(3) Condições precárias de trabalho

 

(4) Desigualdades regionais

 

(5) Mudanças sociais e tecnológicas

 

(   ) Ausência de políticas eficazes de capacitação contínua, dificultando a adaptação às novas exigências pedagógicas e tecnológicas.

 

(   ) Disparidades significativas entre diferentes regiões do país quanto à infraestrutura escolar e à qualificação docente.

 

(   ) Distanciamento entre os conteúdos abordados na formação acadêmica e as necessidades concretas do cotidiano escolar.

 

(   ) Remuneração insatisfatória, baixa valorização social e restrições à autonomia profissional.

 

(   ) Ambientes escolares com infraestrutura deficiente, turmas superlotadas e escassez de recursos pedagógicos.

 

Assinale a alternativa que apresenta a correspondência CORRETA entre os números e as descrições

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
4159508 Ano: 2025
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: ESMAL
Orgão: MPE-PI
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A fórmula empírica de Hazen, é uma fórmula usada para calcular a altura de ascensão capilar de um solo. Sabe-se que esta altura é inversamente proporcional tanto ao seu índice de vazios como o diâmetro efetivo dos grãos. Sendo C uma constante que estabelece esta proporção igual a 0,21cm², para um solo com diâmetro efetivo de 0,07mm e índices de vazio igual a 0,6, qual a altura da ascensão capilar?

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
4159507 Ano: 2025
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: ESMAL
Orgão: MPE-PI
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O Ministério Público não foi intimado a intervir em ação de anulação de negócio jurídico cumulada com reintegração de posse, ajuizada por uma curadora em nome de idoso interditado, cuja curatela fora regularmente deferida em outro juízo. A sentença julgou improcedente o pedido, fundamentando-se na validade da doação feita pelo interditado antes da formalização judicial da curatela. O advogado da parte autora interpôs apelação, e, em segunda instância, o Ministério Público foi intimado a se manifestar pela primeira vez nos autos. Considerando a situação acima e as normas pertinentes do Código de Processo Civil e da legislação aplicável ao Ministério Público, assinale a alternativa CORRETA:

Questão Anulada

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