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Respondida
Dentre os poderes atribuídos ao Poder Executivo, o poder normativo
Respondida
A mais recente avaliação de desempenho de uma secretaria estadual constatou que alguns servidores não vinham performando adequadamente há considerável período de tempo. O assunto foi levado ao conhecimento da alta direção do órgão, assim como ao Gabinete do Chefe do Executivo, que solicitou, ao órgão central de gestão de pessoas, que avaliasse a possibilidade de desligamento dos referidos servidores e o respectivo impacto financeiro que decorreria do desligamento.
Dentre as possíveis soluções, foi relatado que
A
os servidores ocupantes de cargos efetivos não poderiam ser desligados da Administração Pública, tendo em vista a garantia de vitaliciedade constitucional.
B
os servidores ocupantes de cargos em comissão poderiam ser exonerados a qualquer tempo, a critério da autoridade competente, tendo em vista que são demissíveis ad nutum .
C
os ocupantes de cargos comissionados poderiam ser demitidos por meio de processo simplificado, bastando decisão motivada da autoridade competente, tendo em vista que não se sujeitaram a prévio concurso público, o que lhe conferiria estabilidade.
D
os servidores efetivos só poderiam ser demitidos por meio de decisão judicial, em processo que garantisse o contraditório e a ampla defesa.
E
os ocupantes de cargos efetivos ou em comissão, diferentemente dos empregados públicos, sujeitos a regime celetista, só poderiam ter seu vínculo funcional extinto por meio de processo administrativo disciplinar, observado o contraditório e a ampla defesa.
Respondida
A ocorrência de um acidente envolvendo uma ambulância pública municipal, durante o transporte de um paciente para uma unidade de saúde, e um veículo particular, no qual estava apenas o condutor, enseja, quanto à responsabilidade extracontratual do ente municipal, a
A
apuração sobre a existência de dolo ou culpa do condutor da ambulância, sendo que, na hipótese de culpa concorrente ou exclusiva da vítima, ficará afastada a responsabilização do Município.
B
comprovação dos três requisitos configuradores de responsabilidade dos entes públicos: elemento subjetivo – dolo ou culpa do agente público; nexo de causalidade; danos concretos em relação a terceiros e ao Município.
C
responsabilização objetiva, que prescinde de apuração de dolo ou culpa do condutor da ambulância para sua configuração, mas admite a exclusão de responsabilidade em hipóteses específicas, como culpa exclusiva de terceiro ou da própria vítima (condutor do veículo particular).
D
presunção de legitimidade e regularidade da conduta do agente público, porque se deslocava em estrito cumprimento ao seu dever legal, transferindo-se ao particular o ônus pela demonstração de não ter dado causa ao acidente.
E
responsabilização subjetiva do Município, caso o condutor seja agente público com vínculo funcional estatutário e seja comprovada a sua imprudência, negligência ou imperícia.
Respondida
A Administração pública de determinado município precisa adquirir equipamentos eletrônicos e de informática para viabilizar o atendimento ao público em nova unidade de prestação de serviços para emissão de documentos, cuja inauguração está próxima.
Considerando que há necessidade de aquisição de muitos itens, estes que são encontrados em considerável número de fornecedores, a Administração
A
poderá celebrar contratação direta, por inexigibilidade de licitação, caso seja possível identificar a disponibilidade de fornecimento de todos os itens por um único fornecedor.
B
deve deflagrar procedimento de pregão, no qual devem estar objetivamente descritos os bens, separados por itens, com vistas à maior participação de interessados.
C
pode realizar pregão eletrônico, desde que os bens, objetivamente descritos, estejam reunidos em um único lote, com vistas ao ganho de eficiência.
D
deverá celebrar contratação emergencial, tendo em vista a falta de planejamento da Administração e a proximidade da inauguração da unidade.
E
deverá realizar leilão, do tipo menor preço, tendo em vista se tratar da única modalidade licitatória que permite disputa entre os licitantes.
Respondida
Uma autarquia estadual criada para a execução dos serviços rodoviários de competência do ente federativo ajuizou ação de desapropriação para aquisição de imóveis privados, necessários à ampliação do trecho de uma rodovia sob sua administração.
Para que a constituição da autarquia, seu escopo funcional e a medida judicial adotada sejam consideradas regulares e válidas,
A
é necessário que tenha havido celebração de contrato formal para qualificação, como autarquia, da pessoa jurídica preexistente e ora contratada, devendo constar do referido instrumento a descrição do escopo de atuação e os limites do perímetro territorial passível de ser desapropriado pela mesma.
B
deve-se considerar que foi editada lei estadual autorizadora da constituição da pessoa jurídica, com previsão para que a integralidade da participação social fosse de titularidade do ente federado instituidor, este que também teria subscrito a ação judicial de desapropriação.
C
pode-se pressupor que a autarquia foi criada por lei do estado cuja Administração Pública integra, constando, do referido ato normativo, a descrição e os contornos dos serviços públicos que a entidade deve prestar, assim como a autorização para desapropriação de bens necessários àquela execução.
D
presume-se que tenha havido edição de lei para criação da autarquia como pessoa jurídica de direito privado integrante da Administração Pública Indireta, para a qual deverá, ainda, ter sido concedida a execução dos serviços rodoviários, em relação aos quais a capacidade expropriatória é inerente.
E
poderia ter havido autorização legislativa ou judicial para o ajuizamento da ação de desapropriação, tendo em vista que a descrição e os limites dos serviços públicos prestados pela autarquia já teriam sido objeto de consórcio público firmado entre o ente federativo e a referida pessoa jurídica.
Respondida
A revisão de atos administrativos ou a extinção antecipada de um contrato administrativo celebrado pela Administração Pública podem ter lugar nos casos de
A
ilegalidade verificada na fase preparatória à formalização, independentemente de verificação sobre o impacto nos efeitos produzidos pelo ato ou na execução do objeto contratado, tendo em vista que o desatendimento do arcabouço normativo tem natureza insanável.
B
vício de legalidade insanável, acarretando revogação do ato administrativo, com efeito retroativo à data da edição, ou a anulação do contrato, sem retroação de efeitos.
C
atos discricionários ou vinculados, por motivo interesse público, revogando-se o ato em juízo de conveniência e oportunidade, precedidos de indenização ao interessado no caso dos atos vinculados.
D
desvio de finalidade ou alteração superveniente de elementos discricionários do ato administrativo, mediante revogação do ato viciado, retroagindo seus efeitos à data da emissão, com vistas ao ressarcimento integral de todos os valores eventualmente pagos pela Administração.
E
execução insuficiente do objeto contratual pela contratada, mediante ato de extinção unilateral pela Administração Pública, que poderá assumir a prestação do serviço objeto do contrato, sem prejuízo da aplicação das sanções contratualmente previstas.
Respondida
A delegação de serviços públicos para a iniciativa privada, mediante a celebração de contratos de concessão regidos pela Lei nº 8.987/1995 ou pela Lei nº 11.079/2004, possui, como elementos comuns aos dois modelos jurídicos,
A
a responsabilização objetiva das concessionárias, em razão de lhes ter sido transferida, ainda que temporariamente, a titularidade de serviço público, o que atrai o regime jurídico de direito público aplicado ao poder concedente.
B
o princípio da modicidade tarifária, que exige a realização de licitação, para todas as modalidades de contratação previstas na disciplina legal, lançando mão do critério da menor tarifa para definição do vencedor.
C
a exigência de o poder concedente repartir os riscos dos investimentos e despesas com os concessionários, promovendo o reequilíbrio econômico-financeiro sempre que houver redução da margem de retorno do negócio.
D
a possibilidade de estabelecimento pelas concessionárias, nos termos do edital e contrato, de receitas alternativas e complementares a fonte de receita principal.
E
a prerrogativa de suspensão unilateral da execução contratual pelas concessionárias, nos casos de materialização de riscos assumidos pelo poder concedente, até o restabelecimento das condições originais contratadas.
Respondida
A contratação de serviços de locação de veículos, para atendimento das autoridades do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário em seus deslocamentos relacionados ao desempenho de suas funções,
A
pode se dar por meio de licitação, preferencialmente pela modalidade pregão – para o critério de menor preço, ou leilão – para o critério de maior desconto.
B
deve se dar por meio de licitação, sob a modalidade pregão, considerando que se trate de veículos padronizados, permitindo que os interessados disputem a contratação e que a escolha do vencedor se dê pelo critério do menor preço.
C
autoriza, mediante justificativa, a contratação direta dos serviços, considerando que não se trata de contrato de natureza administrativa, mas sim regido pelo direito privado, com derrogações excepcionais em prol da economicidade.
D
depende da realização de procedimento licitatório no âmbito do Poder Executivo, posto que a este cabe as contratações destinadas a organização administrativa das estruturas dos Poderes da Federação.
E
pode se dar mediante licitação e contratação únicas, aplicando-se regime jurídico próprio estabelecido para os órgãos autônomos externos ao Poder Executivo.
Respondida
Com base na Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos), é certo dizer que:
Respondida
A empresa Corrupção Ltda. foi investigada por supostamente ter oferecido vantagem indevida a agente público para obter contrato com órgão da Administração Pública. Instaurado o processo administrativo de responsabilização com base na Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), a empresa manifestou interesse em celebrar acordo de leniência, comprometendo-se a colaborar efetivamente com as investigações.
Nesse contexto, é correto afirmar que: