J.C.R, masculino, 27 anos, previamente saudável, é levado ao pronto-socorro após ingestão acidental de amendoim, apresentando início súbito de prurido generalizado, urticária extensa, angioedema labial, dispneia progressiva, sensação de opressão torácica e episódio de tontura; ao exame físico, encontra-se em estado geral comprometido, taquicárdico, hipotenso (85/50 mmHg), com sibilância difusa à ausculta pulmonar e saturação periférica de oxigênio de 90% em ar ambiente.
Qual é a medida terapêutica inicial prioritária que deve ser instituída de forma imediata?
M.V.S, feminino, 42 anos, foi encaminhada ao ambulatório de Alergia e Imunologia por apresentar episódios recorrentes de angioedema em face e extremidades,
sem urticária associada, com início na adolescência, refratários ao uso de anti-histamínicos e corticosteroides
sistêmicos; os episódios se agravam após procedimentos
odontológicos e situações de estresse; a paciente nega uso
de inibidores da enzima conversora da angiotensina, e exames laboratoriais demonstram níveis normais de IgE total;
considerando a apresentação clínica compatível com angioedema mediado por bradicinina e a investigação imunológica associada, qual mecanismo fisiopatológico está
mais diretamente relacionado ao quadro?
A.L.M, masculino, 30 anos, procura atendimento
ambulatorial com queixa de obstrução nasal crônica,
rinorreia hialina, espirros em salva e prurido nasal intenso,
com evolução de aproximadamente três anos; os sintomas
se agravam nas primeiras horas da manhã e durante atividades de limpeza doméstica, acompanhando-se de prurido ocular, lacrimejamento e respiração bucal frequente,
sem febre, dor facial, secreção nasal purulenta ou hiposmia
significativa; relata dermatite atópica na infância e história
familiar de asma; ao exame físico observa-se mucosa nasal pálida, edemaciada, hipertrofia dos cornetos inferiores
e pregas de Dennie-Morgan; a espirometria encontra-se
dentro dos padrões da normalidade e o hemograma revela
eosinofilia discreta (6%); o paciente solicita exames laboratoriais para “confirmar alergia e indicar tratamento definitivo”; à luz das evidências atuais para abordagem inicial
da rinite alérgica persistente em adultos, qual é a conduta
mais apropriada?
R.M.A., homem de 28 anos, previamente hígido, é atendido no pronto atendimento aproximadamente 90 minutos após entorse do tornozelo direito durante prática esportiva. Refere dor imediata, edema moderado e incapacidade de apoiar o membro.Ao exame físico, apresenta: dor à palpação óssea na borda posterior do maléolo medial, dor à palpação óssea na borda posterior do maléolo lateral, incapacidade de dar quatro passos consecutivos sem apoio. Não há sinais de instabilidade grosseira, lesão neurovascular, feridas abertas ou suspeita clínica de lesão complexa de partes moles. Segundo as Regras de Ottawa incorporadas aos ACR Appropriateness Criteria®, assinale a alternativa correta quanto à conduta de imagem inicial.
A Sra. M.S.C., 74 anos, em seguimento ambulatorial na atenção primária do SUS por osteoporose há mais
de uma década, faz uso contínuo de bifosfonato oral, com
histórico prévio de alternância entre diferentes agentes
da mesma classe. Evolui com dor insidiosa e progressiva
na coxa direita nos últimos três meses, sem história de
trauma relevante. Após queda da própria altura, apresenta
fratura diafisária do fêmur, cujas radiografias evidenciam
traço transverso, espessamento cortical e ausência de cominuição, achados compatíveis com fratura femoral atípica.
Segundo o Consenso da Sociedade Brasileira de
Ortopedia e Traumatologia (2019), assinale a alternativa
correta quanto à associação medicamentosa desse evento.
Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
F.T.S., feminino de 16 anos, em seguimento oncológico em hospital terciário do SUS, foi diagnosticado com osteossarcoma de fêmur distal. Após estadiamento completo e discussão multidisciplinar, definiu-se por ressecção ampla com preservação do membro.
A equipe cirúrgica avalia duas opções disponíveis para reconstrução óssea:
• Autoenxerto ósseo congelado com fixação
• Aloenxerto ósseo com fixação
Segundo o Consenso da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT, 2019), qual deve ser o critério de escolha entre essas opções? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
L.R.S., masculino15 anos, previamente saudável, relata dor progressiva na região distal do fêmur direito há
três meses, inclusive com piora noturna e aumento de volume local. A radiografia evidencia lesão óssea lítica de padrão permeativo, com reação periosteal em “raios de sol”
e rompimento da cortical. Não há história de trauma. De
acordo com o Consenso da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT, 2019) sobre tumores ósseos
primários, qual é a conduta inicial mais adequada? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde
ao questionamento.
T.G.M., 7 anos, previamente hígido, é admitido em
hospital público com febre, dor intensa e limitação funcional do quadril direito há 48 horas. A punção articular
confirma o diagnóstico de artrite séptica, sendo iniciada
antibioticoterapia intravenosa e realizada aspiração articular com drenagem inicial. Após 48 horas, o paciente apresenta melhora clínica progressiva, redução da dor e queda
dos marcadores inflamatórios. De acordo com o Consenso
da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
(SBOT, 2019), qual é a conduta mais adequada neste momento? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor
responde ao questionamento.
O Sr. J.F.M., 58 anos, trabalhador ativo, apresenta
dor mecânica progressiva no tornozelo direito há cerca de
dois anos, associada a limitação funcional para caminhadas prolongadas. As radiografias evidenciam osteoartrite
do tornozelo classificada como Kellgren–Lawrence estágio 2, sem deformidade grave, instabilidade articular ou
colapso ósseo. Não há sinais inflamatórios sistêmicos ou
comprometimento neurovascular. O paciente questiona
se há indicação de tratamento cirúrgico definitivo neste
momento. De acordo com o Consenso da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT, 2019), qual é
a conduta mais adequada? Assinalar entre as alternativas
abaixo a que melhor responde ao questionamento.
A Sra. R.M.C., 62 anos, apresenta dor lombopélvica
crônica há 18 meses, com piora funcional progressiva. Exames de imagem afastam hérnia discal e estenose de canal.
Testes clínicos e bloqueio diagnóstico confirmam dor sacroilíaca de origem degenerativa. A paciente realizou analgesia, fisioterapia e medidas posturais por mais de seis
meses, com alívio apenas parcial. A equipe avalia a possibilidade de utilização de radiofrequência como alternativa
terapêutica. Segundo o Consenso da Sociedade Brasileira
de Ortopedia e Traumatologia (SBOT, 2019), qual é a conduta mais adequada? Assinalar entre as alternativas abaixo
a que melhor responde ao questionamento.