A.L.M, masculino, 30 anos, procura atendimento
ambulatorial com queixa de obstrução nasal crônica,
rinorreia hialina, espirros em salva e prurido nasal intenso,
com evolução de aproximadamente três anos; os sintomas
se agravam nas primeiras horas da manhã e durante atividades de limpeza doméstica, acompanhando-se de prurido ocular, lacrimejamento e respiração bucal frequente,
sem febre, dor facial, secreção nasal purulenta ou hiposmia
significativa; relata dermatite atópica na infância e história
familiar de asma; ao exame físico observa-se mucosa nasal pálida, edemaciada, hipertrofia dos cornetos inferiores
e pregas de Dennie-Morgan; a espirometria encontra-se
dentro dos padrões da normalidade e o hemograma revela
eosinofilia discreta (6%); o paciente solicita exames laboratoriais para “confirmar alergia e indicar tratamento definitivo”; à luz das evidências atuais para abordagem inicial
da rinite alérgica persistente em adultos, qual é a conduta
mais apropriada?