R.S.L, feminino, 38 anos, com diagnóstico de asma
desde a adolescência, procura atendimento relatando
dispneia, chiado e tosse praticamente diários, despertares
noturnos semanais e limitação importante nas atividades
habituais; refere uso frequente de broncodilatador de curta
duração, com alívio apenas parcial dos sintomas; nos últimos 12 meses, apresentou duas exacerbações que necessitaram de corticoterapia sistêmica; considerando as recomendações atuais do GINA 2025 para o manejo da asma
persistente em adultos, qual é a estratégia terapêutica mais
adequada neste momento?
V.H.L, masculino, 42 anos, previamente hígido,
procurou atendimento de emergência em duas ocasiões
distintas por apresentar urticária, prurido intenso, angioedema periorbital e episódios de vômitos intensos, acompanhados de tontura, iniciando-se cerca de 3 a 5 horas
após o consumo de hambúrguer e, em outra ocasião, após
ingestão de costela bovina assada; em ambas as situações,
os sintomas ocorreram no período noturno, após refeições
ricas em carne vermelha, e evoluíram com melhora após
uso de anti-histamínicos e corticosteroides; o paciente relata exposição frequente a carrapatos devido à atividade
rural; considerando o provável mecanismo imunológico
envolvido, qual é a hipótese diagnóstica mais compatível
com o quadro clínico?
D.R.P, masculino, 33 anos, é avaliado por história
de infecções bacterianas recorrentes do trato respiratório
superior desde a infância, incluindo sinusites e otites de
repetição, com necessidade frequente de antibioticoterapia, sem episódios de infecções oportunistas, infecções
virais graves ou manifestações autoimunes associadas;
exames laboratoriais iniciais demonstram níveis séricos
normais de imunoglobulinas totais (IgG, IgA e IgM) e
hemograma sem alterações significativas. Qual alteração
funcional é mais provável nesse paciente?
L.F.T, masculino, 38 anos, apresenta histórico de
infecções respiratórias bacterianas recorrentes desde a
adolescência, com episódios frequentes de sinusite, otite
média e pneumonias, frequentemente necessitando múltiplos ciclos de antibioticoterapia; também relata diarreias
de repetição, com investigação anterior inconclusiva; nega
manifestações autoimunes ou familiares com quadros semelhantes; encontra-se em bom estado geral no momento
da consulta, sem alterações relevantes ao exame físico; considerando a hipótese de imunodeficiência primária com
início tardio e a investigação inicial mais indicada neste
contexto, qual exame deve ser solicitado como primeira
etapa?
J.P.M, masculino, 45 anos, previamente hígido, sofreu picada de inseto ao manipular uma colmeia durante atividade de apicultura recreativa, relatando visualização clara de uma abelha com permanência do ferrão aderido à pele após a picada; cerca de cinco minutos após o evento, evoluiu com prurido difuso, urticária generalizada, angioedema labial, dispneia, tontura e hipotensão, sendo atendido em unidade de emergência com diagnóstico de anafilaxia e resposta adequada à adrenalina intramuscular; não possui histórico prévio de reações a himenópteros; encontra-se estável no seguimento ambulatorial e deseja investigação etiológica para definição de risco futuro e eventual indicação de imunoterapia específica; considerando a identificação inequívoca do inseto envolvido e as recomendações atuais para investigação diagnóstica nesses casos, qual é a estratégia mais apropriada?
M.C.S, feminino, 41 anos, técnica de enfermagem,
relata episódios de prurido oral, urticária perioral e leve
aperto na garganta, surgindo minutos após a ingestão de
banana e, em outra ocasião, após consumo de abacate; também refere prurido e irritação nasal imediata ao utilizar
luvas em ambientes hospitalares, sintomas que não ocorrem com luvas de vinil; não apresenta histórico de dermatite de contato prolongada ou lesões cutâneas persistentes;
considerando os achados clínicos, o provável mecanismo
imunológico envolvido e os exames disponíveis para investigação, qual é o mais indicado para confirmação diagnóstica?
G.A.S, feminino, 32 anos, previamente hígida, relata
que, cerca de 15 minutos após ingerir peixe grelhado em
restaurante, passou a apresentar prurido facial, urticária
difusa, rubor cutâneo, sensação de calor, cefaleia leve e discreto aperto na garganta; os sintomas regrediram espontaneamente após cerca de uma hora, com melhora adicional
após anti histamínico oral administrado no pronto-socorro; o marido e uma amiga, que compartilharam a mesma
refeição, também apresentaram sintomas semelhantes logo
após a ingestão; todos negam alergia alimentar prévia ou
história de atopia; considerando o padrão clínico, o contexto epidemiológico e o mecanismo fisiopatológico mais
provável, qual é a explicação correta para este episódio?
R.M.A, feminino, 41 anos, apresenta quadro de urticária crônica espontânea há aproximadamente 14 meses,
com pápulas e placas eritemato edematosas intensamente
pruriginosas, de surgimento diário, com resolução completa em menos de 24 horas, sem lesão residual ou sinais
sistêmicos; a paciente já realizou tratamento otimizado
com anti histamínicos H1 de segunda geração em dose
quadruplicada por 12 semanas, associado a antagonista
de leucotrieno e cursos intermitentes de corticosteroide
sistêmico para controle de exacerbações, mantendo atividade da doença com UAS7 persistentemente elevado e
prejuízo funcional importante; exames laboratoriais básicos, incluindo hemograma, função tireoidiana, PCR e
FAN, são normais; não há contraindicações infecciosas ou
imunológicas; considerando o algoritmo terapêutico atual
para urticária crônica espontânea refratária e os mecanismos de ação das terapias alvo específicas disponíveis, qual
é a conduta mais adequada neste momento?
F.T.R, feminino, 38 anos, relata histórico de rinite
perene desde a juventude, com piora progressiva do padrão respiratório nas últimas duas décadas; apresenta
episódios recorrentes de obstrução nasal severa, anosmia
e respiração oral, tendo sido submetida a duas polipectomias com recidiva precoce; nos últimos anos, desenvolveu
quadro de asma persistente com múltiplas exacerbações,
apesar do uso de corticosteroide inalatório em dose alta e
broncodilatadores de longa ação, com associação de bloqueador de leucotrieno; refere piora aguda da dispneia,
chiado no peito e sensação de sufocamento após ingestão
de AINEs como ibuprofeno e ácido acetilsalicílico, além de
congestão nasal imediata; diante da tríade clínica de asma,
polipose nasal e intolerância a aspirina, qual é a conduta
terapêutica mais adequada para manejo de base, conforme
as evidências atuais?
P.R.S, masculino, 36 anos, portador de dermatite atópica desde a infância, evolui nos últimos dois anos
com exacerbações frequentes, prurido intenso refratário,
insônia, múltiplas lesões liquenificadas extensas em tronco e membros, escore EASI elevado e prejuízo funcional
importante; já foi submetido a tratamento otimizado com
emolientes, corticosteroides tópicos de alta potência em
esquema proativo, tacrolimo tópico, fototerapia NB UVB
e ciclosporina oral por 20 semanas, suspensa por nefrotoxicidade; apresenta história concomitante de asma moderada persistente parcialmente controlada, rinite alérgica
perene e eosinofilia periférica persistente; IgE total encontra-se elevada, porém sem correlação direta com gravidade clínica; não há história de infecções recorrentes nem
contraindicações imunológicas formais. Considerando os
mecanismos inflamatórios predominantes, as comorbidades associadas e as evidências atuais para terapias alvo-
-específicas na dermatite atópica moderada a grave, qual
imunobiológico é mais apropriado como primeira escolha
para este paciente?