M.R.S., menino de 6 anos de idade, com diagnóstico
prévio de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), nível
de suporte moderado, em acompanhamento multiprofissional regular, é trazido à consulta por episódios recentes
caracterizados por olhar fixo súbito, interrupção abrupta
da atividade, automatismos orais (mastigação) e ausência
de resposta a estímulos por cerca de 60 segundos, seguidos
de breve período de confusão.
A professora relata ocorrência dos episódios também em sala de aula, sem gatilhos comportamentais evidentes. O exame neurológico interictal é normal. Não há
história prévia de epilepsia.
A família questiona se esses eventos podem ser interpretados apenas como manifestações comportamentais
do autismo, sem necessidade de investigação neurológica
adicional.
Segundo exclusivamente as diretrizes normativas
oficiais sobre comorbidades neurológicas no Transtorno
do Espectro do Autismo, qual é a conduta correta? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao
questionamento.
Lactente do sexo masculino, com 6 meses de idade, previamente com desenvolvimento adequado para a
idade, passa a apresentar episódios diários caracterizados
por flexão súbita do tronco associada à abdução dos membros superiores, ocorrendo em séries de 10 a 20 eventos
consecutivos, principalmente ao despertar. Os cuidadores
referem que, nas últimas semanas, houve perda do sorriso
social e redução da interação visual.
O EEG realizado em vigília e sono mostra padrão
desorganizado, com atividade de base lenta e descargas
multifocais intermitentes, porém sem padrão clássico de
hipsarritmia contínua. A ressonância magnética cerebral
não evidencia malformações estruturais.
Segundo os critérios normativos da International
League Against Epilepsy (ILAE) para definição de síndromes epilépticas infantis, qual é a classificação sindrômica
correta desse quadro? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Criança do sexo masculino, nascida com 28 semanas de idade gestacional, peso ao nascer de 1.050 g, evoluiu
sem hemorragia intraventricular grave, sem leucomalácia
periventricular diagnosticada na fase neonatal e recebeu
alta hospitalar em boas condições clínicas. Atualmente, encontra-se com 18 meses de idade corrigida e comparece para seguimento ambulatorial. Apresenta marcha
independente, porém com leve instabilidade, vocabulário
restrito a poucas palavras isoladas e dificuldades persistentes de atenção e autorregulação comportamental relatadas
pelos cuidadores. Não há déficits sensoriais identificados.
O serviço discute se o seguimento especializado
pode ser encerrado e a criança encaminhada apenas para
acompanhamento em atenção primária.
De acordo exclusivamente com as diretrizes normativas para seguimento de crianças nascidas prematuras,
qual é a conduta correta quanto ao acompanhamento do
neurodesenvolvimento desse paciente? Assinalar entre as
alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Criança do sexo feminino, com 24 meses de idade,
previamente hígida, comparece à consulta de puericultura.
A mãe refere que a criança caminha sem dificuldade, manipula brinquedos adequadamente, porém utiliza apenas
duas palavras isoladas, não combina palavras, apresenta
pouco interesse em compartilhar atenção com adultos e
não aponta para solicitar objetos. Não houve regressão de
habilidades. O exame neurológico não demonstra déficits
motores, sensoriais ou sinais focais.
Na consulta, o pediatra realizou apenas observação
clínica informal e tranquilizou a família, orientando retorno em 12 meses. Não foi aplicado instrumento padronizado de triagem do desenvolvimento, nem rastreio específico
para transtorno do espectro do autismo.
Considerando exclusivamente as diretrizes normativas de vigilância e triagem do desenvolvimento infantil,
qual é a conduta correta em relação à avaliação do desenvolvimento nesta situação? Assinalar entre as alternativas
abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Lactente do sexo masculino, com 18 meses de idade,
nascido a termo, sem intercorrências perinatais, comparece à consulta de vigilância do desenvolvimento. Os pais
relatam que a criança anda de forma independente, manipula brinquedos de encaixe, alimenta-se com as mãos
e mantém bom contato visual durante interações. Entretanto, observam que o menino não aponta para mostrar
interesse, não utiliza palavras isoladas com significado,
comunica-se basicamente por vocalizações inespecíficas e
não imita ações simples demonstradas pelos cuidadores.
Não houve regressão de habilidades previamente adquiridas e o exame neurológico não evidencia déficits motores
ou sensoriais.
Considerando exclusivamente os marcos cognitivos
e comportamentais normativos para vigilância do desenvolvimento, qual é a interpretação correta desse quadro?
Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Lactente do sexo feminino, com 9 meses de idade
cronológica, nascida a termo, sem intercorrências gestacionais, perinatais ou neonatais, comparece à consulta de
rotina para vigilância do desenvolvimento. A mãe relata
que a criança consegue sentar-se de forma independente
e estável, manipula objetos com as duas mãos, realizando
transferência bimanual, mantém bom controle postural e
não apresentou perda de habilidades previamente adquiridas. No entanto, ainda não realiza deslocamento locomotor independente, não engatinha, não se arrasta e também
não consegue assumir a posição de pé mesmo com apoio.
O exame neurológico não evidencia assimetrias, alterações
de tônus ou sinais neurológicos focais.
Considerando exclusivamente os instrumentos normativos de vigilância do desenvolvimento baseados em
evidência, utilizados para definição de marcos motores
populacionais, qual é a interpretação correta desse achado? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
O Sr. RMF de 61 anos, internado por insuficiência
cardíaca descompensada, apresenta dessaturações noturnas recorrentes, sonolência excessiva diurna e episódios de
pausas respiratórias observadas pela enfermagem durante
o sono. Não há uso de opioides nem sedativos. A polissonografia realizada ainda durante a internação demonstra
índice de apneia-hipopneia elevado, com predomínio de
eventos obstrutivos e ausência de hipercapnia. A equipe
discute a estratégia inicial de manejo respiratório hospitalar, considerando exclusivamente a diretriz da American
Academy of Sleep Medicine para pacientes adultos hospitalizados. Segundo a diretriz, qual conduta é correta neste
cenário? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
A Sra. ASF de 74 anos apresenta declínio cognitivo progressivo há três anos, inicialmente com prejuízo de memória episódica, evoluindo para dificuldades em atividades instrumentais da vida diária. A avaliação neuropsicológica demonstra comprometimento predominante de memória e funções executivas. A tomografia de crânio não evidencia lesões estruturais significativas. Exames laboratoriais descartam causas metabólicas reversíveis. O diagnóstico clínico de Doença de Alzheimer foi estabelecido conforme critérios do protocolo nacional. Atualmente, a paciente encontra-se em fase moderada da doença, com prejuízo funcional relevante, porém ainda deambula sem auxílio. A equipe discute o tratamento farmacológico mais adequado segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. Segundo o PCDT, qual é a conduta farmacológica corretamente indicada para este estágio clínico? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
V.M.S., mulher, 52 anos, procura atendimento em
unidade de urgência por cefaleia bilateral em pressão, de
intensidade moderada, contínua há quatro dias. Nega
náuseas, fotofobia ou piora aos esforços. Relata estresse
recente e privação de sono. Refere uso frequente de analgésicos comuns, com alívio parcial. O exame neurológico é
normal, sem sinais de alarme ou alteração sistêmica. Qual
é a conduta correta? Assinalar a melhor alternativa entre as
proposições abaixo.
L.M.R., mulher, 34 anos, previamente hígida, procura a unidade de emergência com cefaleia pulsátil unilateral intensa há aproximadamente 12 horas, associada a
náuseas, fotofobia e piora aos esforços. Refere crises semelhantes previamente diagnosticadas como enxaqueca sem
aura, com resposta insatisfatória ao uso domiciliar de analgésicos simples. Encontra-se hemodinamicamente estável,
afebril, sem rigidez de nuca e sem déficit neurológico focal. Não há contraindicações medicamentosas conhecidas.
Qual é a conduta correta para abortar a crise no pronto
atendimento? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.