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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O povo a gritar por todos os lados. E o barulho das águas que cresciam em ondas nos enchendo os ouvidos. Num instante não se via mais nem um banco de areia descoberto. Tudo estava inundado. E as águas subiam pelas barreiras. Começavam, então, a descer grandes tábuas de espumas, árvores inteiras arrancadas pela raiz. — Lá vem um boi morto. Olha uma cangalha! E uma linha de madeira lavrada. — Aquilo é cumeeira de casa que a cheia botou abaixo. Longe ouvia-se um gemido como um urro de boi. Estavam botando o búzio para os que ficavam mais distantes. O rumor que as águas faziam nem deixava mais se ouvir o que gritavam do outro lado do rio. As ribanceiras que a correnteza ruía por baixo arriavam com estrondo abafado de terra caída. Com a noite, um coro melancólico de não sei quantos sapos roncava sinistramente, como vozes que viessem do fundo da terra, cavada de seus confins pela verruma dos redemoinhos. Eu fiquei a pensar donde viria tanta água barrenta, tanta espuma, tantos pedaços de pau. E custava a crer que uma chuvada no sertão desse para tanta coisa.
José Lins do Rego. Menino de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 25-27.
O texto acima consiste em um fragmento extraído de um romance regionalista de 1930, de José Lins do Rego. A partir desse texto, julgue os itens seguintes, relativos a esse momento da produção literária brasileira e a aspectos gramaticais do texto.
A exaltação da grandeza da terra e a descrição detalhada da natureza nacional evidenciam o caráter ufanista e patriótico do regionalismo existente na década de 30 do século passado no Brasil e exemplificado pelo fragmento apresentado.
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O povo a gritar por todos os lados. E o barulho das águas que cresciam em ondas nos enchendo os ouvidos. Num instante não se via mais nem um banco de areia descoberto. Tudo estava inundado. E as águas subiam pelas barreiras. Começavam, então, a descer grandes tábuas de espumas, árvores inteiras arrancadas pela raiz. — Lá vem um boi morto. Olha uma cangalha! E uma linha de madeira lavrada. — Aquilo é cumeeira de casa que a cheia botou abaixo. Longe ouvia-se um gemido como um urro de boi. Estavam botando o búzio para os que ficavam mais distantes. O rumor que as águas faziam nem deixava mais se ouvir o que gritavam do outro lado do rio. As ribanceiras que a correnteza ruía por baixo arriavam com estrondo abafado de terra caída. Com a noite, um coro melancólico de não sei quantos sapos roncava sinistramente, como vozes que viessem do fundo da terra, cavada de seus confins pela verruma dos redemoinhosC. Eu fiquei a pensar donde viria tanta água barrenta, tanta espuma, tantos pedaços de pau. E custava a crer que uma chuvada no sertão desse para tanta coisa.
José Lins do Rego. Menino de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 25-27.
O texto acima consiste em um fragmento extraído de um romance regionalista de 1930, de José Lins do Rego. A partir desse texto, julgue os itens seguintes, relativos a esse momento da produção literária brasileira e a aspectos gramaticais do texto.
Na expressão “verruma dos redemoinhos” (l.17-18), é estabelecida a analogia entre redemoinhos e uma ferramenta.
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O povo a gritar por todos os lados. E o barulho das águas que cresciam em ondas nos enchendo os ouvidos. Num instante não se via mais nem um banco de areia descoberto. Tudo estava inundado. E as águas subiam pelas barreiras. Começavam, então, a descer grandes tábuas de espumas, árvores inteiras arrancadas pela raiz. — Lá vem um boi morto. Olha uma cangalha! E uma linha de madeira lavrada. — Aquilo é cumeeira de casa que a cheia botou abaixo. Longe ouvia-seE um gemido como um urro de boi. Estavam botando o búzio para os que ficavam mais distantes. O rumor que as águas faziam nem deixava mais se ouvir o que gritavam do outro lado do rio. As ribanceiras que a correnteza ruía por baixo arriavam com estrondo abafado de terra caída. Com a noite, um coro melancólico de não sei quantos sapos roncava sinistramente, como vozes que viessem do fundo da terra, cavada de seus confins pela verruma dos redemoinhos. Eu fiquei a pensar donde viria tanta água barrenta, tanta espuma, tantos pedaços de pau. E custava a crer que uma chuvada no sertão desse para tanta coisa.
José Lins do Rego. Menino de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 25-27.
O texto acima consiste em um fragmento extraído de um romance regionalista de 1930, de José Lins do Rego. A partir desse texto, julgue os itens seguintes, relativos a esse momento da produção literária brasileira e a aspectos gramaticais do texto.
Em “ouvia-se” (l.9), o pronome “se” indica voz reflexiva.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Boi morto
Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Árvores da paisagem calma,
Convosco — altas, tão marginais! —
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais.
Que o corpo, esse vai com o boi morto.
Boi morto, boi morto, boi morto.
Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.
Considerando os sentidos e o caráter literário do poema apresentado, de Manuel Bandeira, julgue os itens seguintes.
A relação entre homem e natureza é trabalhada esteticamente no poema, como evidencia a humanização das árvores e a associação da imagem do boi morto à de um corpo humano morto.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Boi morto
Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Árvores da paisagem calma,
Convosco — altas, tão marginais! —
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais.
Que o corpo, esse vai com o boi morto.
Boi morto, boi morto, boi morto.
Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.
Considerando os sentidos e o caráter literário do poema apresentado, de Manuel Bandeira, julgue os itens seguintes.
A ausência do eu lírico imprime ao poema dimensão coletiva, ou seja, no poema, é estabelecida a ligação entre texto poético e vida social.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Boi morto
Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Árvores da paisagem calma,
Convosco — altas, tão marginais! —
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais.
Que o corpo, esse vai com o boi morto.
Boi morto, boi morto, boi morto.
Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.
Considerando os sentidos e o caráter literário do poema apresentado, de Manuel Bandeira, julgue os itens seguintes.
No poema, um dado da vida real — o boi morto levado pela enchente — é descrito de forma realista, sem a interferência da imaginação poética no tema.
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Boi morto
Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Árvores da paisagem calma,
Convosco — altas, tão marginais! —
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais.
Que o corpo, esse vai com o boi morto.
Boi morto, boi morto, boi morto.
Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.
Considerando os sentidos e o caráter literário do poema apresentado, de Manuel Bandeira, julgue os itens seguintes.
O bumba meu boi, folguedo característico de festas populares, tem como tema principal a morte e ressurreição do boi. O enredo desse folguedo resgata uma história típica das relações socioeconômicas do período colonial, remontando ao Ciclo do Gado, no século XVIII.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Boi morto
Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Árvores da paisagem calma,
Convosco — altas, tão marginais! —
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais.
Que o corpo, esse vai com o boi morto.
Boi morto, boi morto, boi morto.
Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,
Boi morto, boi morto, boi morto.
Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.
Considerando os sentidos e o caráter literário do poema apresentado, de Manuel Bandeira, julgue os itens seguintes.4
A repetição da expressão “boi morto” entre as estrofes do poema constitui um refrão, que imprime um ritmo ao poema.
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Os tsunamis são ondas gigantescas causadas por terremotos no fundo dos oceanos, quando uma placa tectônica desliza sob outra e provoca vibrações tão intensas que erguem o leito do mar. Tal fenômeno também ocorre com erupções vulcânicas e deslizamentos de terra no mar. Parâmetros dessas ondas podem ser modelados matematicamente. Dessa forma, a altura y de uma onda, em metros, no instante t $ 0, em segundos, em relação ao nível do mar, pode ser modelada pela função y = f(t) = a cos(bt), em que a e b são constantes não nulas. Nesse modelo, a referida altura é descrita por uma função periódica de período T, em segundos.
Com base nessas informações, julgue os itens a seguir, relativos a um tsunami cuja altura, em relação ao nível do mar, é modelada pela função y = f(t) = a cos(bt), em que T = 12 s e y = f(0) = 8 m, para t = 0.
No intervalo de tempo (0, 2 min], a altura do referido tsunami atinge mais de 10 vezes o seu valor máximo.
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Os tsunamis são ondas gigantescas causadas por terremotos no fundo dos oceanos, quando uma placa tectônica desliza sob outra e provoca vibrações tão intensas que erguem o leito do mar. Tal fenômeno também ocorre com erupções vulcânicas e deslizamentos de terra no mar. Parâmetros dessas ondas podem ser modelados matematicamente. Dessa forma, a altura y de uma onda, em metros, no instante t $ 0, em segundos, em relação ao nível do mar, pode ser modelada pela função y = f(t) = a cos(bt), em que a e b são constantes não nulas. Nesse modelo, a referida altura é descrita por uma função periódica de período T, em segundos.
Com base nessas informações, julgue os itens a seguir, relativos a um tsunami cuja altura, em relação ao nível do mar, é modelada pela função y = f(t) = a cos(bt), em que T = 12 s e y = f(0) = 8 m, para t = 0.
Para esse tsunami, os valores dos instantes de tempo tk, em que tk < tk+1 e k = 1, 2, 3, ..., para os quais f(tk) = 0, formam, na ordem t1, t2, t3, ..., uma progressão aritmética em que o primeiro termo é igual a 3 e a razão, igual a 6.
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