Magna Concursos

Foram encontradas 400 questões.

Psicólogos optam por clínicas especializadas

para tratar grupos minorizados

Quando era paciente de psicoterapia, Marcos Lacerda, 29, sentiu que nem todas as suas demandas relacionadas com a pauta racial eram bem compreendidas pelos profissionais que o atendiam. Foi essa experiência pessoal que motivou o psicólogo analítico a se associar a uma clínica direcionada ao atendimento de grupos vulneráveis após sua formatura.

"Desde 2014, aproximadamente, eu procuro psicoterapia e percebo que é um pouco complicado para alguns profissionais lidarem com a temática do racismo, justamente por não terem muito contato com esse recorte racial", afirma Lacerda.

Para ele, a razão da dificuldade de parte dos profissionais em atender adequadamente os pacientes que querem falar sobre racismo é a insuficiente presença do tema na grade curricular dos cursos de psicologia.

Psicólogos brasileiros estão se associando a clínicas que promovem atendimento especializado a grupos minorizados como negros, pessoas LGBTQIA+ e com deficiência. Os profissionais apontam defasagem na formação na hora de tratar pacientes que possuem demandas relacionadas à sexualidade, raça ou gênero, por exemplo.

Natália Silva, 30, fundadora de uma clínica voltada à população LGBTQIA+, negros e mulheres, concorda que o tema é pouco explorado na academia. "Pessoas pretas, LGBTs, PCDs (pessoas com deficiência) acessam a clínica. E aí, o que a gente faz? Vamos ficar associando tudo ao complexo de Édipo?", diz.

A profissional afirma que o tratamento de um paciente negro com sintomas de baixa autoestima precisa passar pela reflexão acerca das implicações do racismo estrutural.

"Eu sempre falo: o Freud é muito legal, o Skinner é muito legal, mas esses caras não explicam tudo. Se a gente não se debruça em uma formação política e social, a nossa clínica está fadada ao fracasso. A gente vai reproduzir a violência do estado dentro da sala de terapia."

Silva chama de traumatizantes algumas das suas experiências profissionais. Segundo ela, enquanto trabalhava no setor de recursos humanos, recebeu muitas demandas incompatíveis com a ética profissional.

"Nat, a gente precisa de uma recepcionista, mas não pode ser preta, porque ela vai ficar na recepção do prédio central. Nat, eu preciso de um assistente comercial. Pode ser gay, mas não pode ser solto, não pode dar pinta", conta ela sobre algumas das solicitações discriminatórias que já recebeu de empresas.

A recorrência dos pedidos fez com que a psicóloga tivesse a ideia de criar um espaço especializado. Hoje, ela tem uma clínica que, além de oferecer consulta a pacientes, faz o recrutamento e a seleção de pessoas para trabalhar em empresas parceiras. O foco é reinserir os pacientes, majoritariamente negros e LGBTQIA+, no mercado de trabalho. A empresa também promove encontros, palestras, rodas de conversa e outras estratégias de sensibilização sobre o tema.

Para Hamilton Kida, 34, fundador de uma clínica voltado ao público LGBTQIA+, sensibilização é a palavra mais importante quando o tema é atender adequadamente a grupos minorizados.

"Nós fazemos grupos de discussão de caso clínico, grupos de dúvidas, mas a principal ferramenta que temos hoje é o encontro de sensibilização", diz. "O principal é estar sensível à pessoa que está na sua frente. É justamente isso que falta em profissionais da psicologia e da área da saúde como um todo. É muito difícil encontrar pessoas que tenham manejo para atender às diversidades." Segundo Kida, pacientes chegam constantemente à clínica procurando ajuda especializada por não gostarem da maneira como foram recebidos em outros lugares. De acordo com ele, o espaço já recebeu casos de pacientes que passaram por terapia de reversão sexual e ficaram traumatizados com a experiência.

O profissional cita Rozangela Alves Justino, que teve o registro cassado em fevereiro deste ano pelo CRP-DF (Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal), como exemplo de caso em que profissionais continuam defendendo terapia de reversão sexual.

No Brasil, esse tipo de conduta viola o código de ética dos profissionais, já que é vedado, no exercício da profissão, induzir a convicções de orientação sexual.

Desde 1999, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) proíbe a oferta de tratamento para a homossexualidade. Com a cassação, Rozangela foi impedida de exercer a profissão.

Sobre os impactos desse tipo de conduta, Kida afirma que o despreparo aumenta a resistência de pessoas vulneráveis em procurar ajuda. "O primeiro malefício é a quebra do vínculo terapêutico. A pessoa não vai se abrir, não vai poder usufruir da terapia como poderia. As demais questões são relacionadas à possibilidade de haver crise de ansiedade, depressão e ideações suicidas."

O psicólogo afirma que o ideal seria não serem necessárias clínicas especializadas para que determinados grupos possam ser atendidos de maneira adequada. "Espero que um dia a gente possa trabalhar para que não precise existir uma empresa dessa forma."

(Ana Gabriela Oliveira Lima. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/06/psicologos-optam-por-clinicasespecializadas- para-tratar-grupos-minorizados.shtml. 12.jun.2022)

No texto, as siglas (CRP, CFP, PCDs, LGBTs) estão grafadas corretamente segundo as regras oficiais para a grafia de siglas. Nas opções a seguir, as siglas estão igualmente corretamente grafadas seguindo a mesma regra, à exceção de uma. Assinale-a.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Psicólogos optam por clínicas especializadas

para tratar grupos minorizados

Quando era paciente de psicoterapia, Marcos Lacerda, 29, sentiu que nem todas as suas demandas relacionadas com a pauta racial eram bem compreendidas pelos profissionais que o atendiam. Foi essa experiência pessoal que motivou o psicólogo analítico a se associar a uma clínica direcionada ao atendimento de grupos vulneráveis após sua formatura.

"Desde 2014, aproximadamente, eu procuro psicoterapia e percebo que é um pouco complicado para alguns profissionais lidarem com a temática do racismo, justamente por não terem muito contato com esse recorte racial", afirma Lacerda.

Para ele, a razão da dificuldade de parte dos profissionais em atender adequadamente os pacientes que querem falar sobre racismo é a insuficiente presença do tema na grade curricular dos cursos de psicologia.

Psicólogos brasileiros estão se associando a clínicas que promovem atendimento especializado a grupos minorizados como negros, pessoas LGBTQIA+ e com deficiência. Os profissionais apontam defasagem na formação na hora de tratar pacientes que possuem demandas relacionadas à sexualidade, raça ou gênero, por exemplo.

Natália Silva, 30, fundadora de uma clínica voltada à população LGBTQIA+, negros e mulheres, concorda que o tema é pouco explorado na academia. "Pessoas pretas, LGBTs, PCDs (pessoas com deficiência) acessam a clínica. E aí, o que a gente faz? Vamos ficar associando tudo ao complexo de Édipo?", diz.

A profissional afirma que o tratamento de um paciente negro com sintomas de baixa autoestima precisa passar pela reflexão acerca das implicações do racismo estrutural.

"Eu sempre falo: o Freud é muito legal, o Skinner é muito legal, mas esses caras não explicam tudo. Se a gente não se debruça em uma formação política e social, a nossa clínica está fadada ao fracasso. A gente vai reproduzir a violência do estado dentro da sala de terapia."

Silva chama de traumatizantes algumas das suas experiências profissionais. Segundo ela, enquanto trabalhava no setor de recursos humanos, recebeu muitas demandas incompatíveis com a ética profissional.

"Nat, a gente precisa de uma recepcionista, mas não pode ser preta, porque ela vai ficar na recepção do prédio central. Nat, eu preciso de um assistente comercial. Pode ser gay, mas não pode ser solto, não pode dar pinta", conta ela sobre algumas das solicitações discriminatórias que já recebeu de empresas.

A recorrência dos pedidos fez com que a psicóloga tivesse a ideia de criar um espaço especializado. Hoje, ela tem uma clínica que, além de oferecer consulta a pacientes, faz o recrutamento e a seleção de pessoas para trabalhar em empresas parceiras. O foco é reinserir os pacientes, majoritariamente negros e LGBTQIA+, no mercado de trabalho. A empresa também promove encontros, palestras, rodas de conversa e outras estratégias de sensibilização sobre o tema.

Para Hamilton Kida, 34, fundador de uma clínica voltado ao público LGBTQIA+, sensibilização é a palavra mais importante quando o tema é atender adequadamente a grupos minorizados.

"Nós fazemos grupos de discussão de caso clínico, grupos de dúvidas, mas a principal ferramenta que temos hoje é o encontro de sensibilização", diz. "O principal é estar sensível à pessoa que está na sua frente. É justamente isso que falta em profissionais da psicologia e da área da saúde como um todo. É muito difícil encontrar pessoas que tenham manejo para atender às diversidades." Segundo Kida, pacientes chegam constantemente à clínica procurando ajuda especializada por não gostarem da maneira como foram recebidos em outros lugares. De acordo com ele, o espaço já recebeu casos de pacientes que passaram por terapia de reversão sexual e ficaram traumatizados com a experiência.

O profissional cita Rozangela Alves Justino, que teve o registro cassado em fevereiro deste ano pelo CRP-DF (Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal), como exemplo de caso em que profissionais continuam defendendo terapia de reversão sexual.

No Brasil, esse tipo de conduta viola o código de ética dos profissionais, já que é vedado, no exercício da profissão, induzir a convicções de orientação sexual.

Desde 1999, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) proíbe a oferta de tratamento para a homossexualidade. Com a cassação, Rozangela foi impedida de exercer a profissão.

Sobre os impactos desse tipo de conduta, Kida afirma que o despreparo aumenta a resistência de pessoas vulneráveis em procurar ajuda. "O primeiro malefício é a quebra do vínculo terapêutico. A pessoa não vai se abrir, não vai poder usufruir da terapia como poderia. As demais questões são relacionadas à possibilidade de haver crise de ansiedade, depressão e ideações suicidas."

O psicólogo afirma que o ideal seria não serem necessárias clínicas especializadas para que determinados grupos possam ser atendidos de maneira adequada. "Espero que um dia a gente possa trabalhar para que não precise existir uma empresa dessa forma."

(Ana Gabriela Oliveira Lima. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/06/psicologos-optam-por-clinicasespecializadas- para-tratar-grupos-minorizados.shtml. 12.jun.2022)

O pronome “este” em “deste” exerce no texto papel

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Psicólogos optam por clínicas especializadas

para tratar grupos minorizados

Quando era paciente de psicoterapia, Marcos Lacerda, 29, sentiu que nem todas as suas demandas relacionadas com a pauta racial eram bem compreendidas pelos profissionais que o atendiam. Foi essa experiência pessoal que motivou o psicólogo analítico a se associar a uma clínica direcionada ao atendimento de grupos vulneráveis após sua formatura.

"Desde 2014, aproximadamente, eu procuro psicoterapia e percebo que é um pouco complicado para alguns profissionais lidarem com a temática do racismo, justamente por não terem muito contato com esse recorte racial", afirma Lacerda.

Para ele, a razão da dificuldade de parte dos profissionais em atender adequadamente os pacientes que querem falar sobre racismo é a insuficiente presença do tema na grade curricular dos cursos de psicologia.

Psicólogos brasileiros estão se associando a clínicas que promovem atendimento especializado a grupos minorizados como negros, pessoas LGBTQIA+ e com deficiência. Os profissionais apontam defasagem na formação na hora de tratar pacientes que possuem demandas relacionadas à sexualidade, raça ou gênero, por exemplo.

Natália Silva, 30, fundadora de uma clínica voltada à população LGBTQIA+, negros e mulheres, concorda que o tema é pouco explorado na academia. "Pessoas pretas, LGBTs, PCDs (pessoas com deficiência) acessam a clínica. E aí, o que a gente faz? Vamos ficar associando tudo ao complexo de Édipo?", diz.

A profissional afirma que o tratamento de um paciente negro com sintomas de baixa autoestima precisa passar pela reflexão acerca das implicações do racismo estrutural.

"Eu sempre falo: o Freud é muito legal, o Skinner é muito legal, mas esses caras não explicam tudo. Se a gente não se debruça em uma formação política e social, a nossa clínica está fadada ao fracasso. A gente vai reproduzir a violência do estado dentro da sala de terapia."

Silva chama de traumatizantes algumas das suas experiências profissionais. Segundo ela, enquanto trabalhava no setor de recursos humanos, recebeu muitas demandas incompatíveis com a ética profissional.

"Nat, a gente precisa de uma recepcionista, mas não pode ser preta, porque ela vai ficar na recepção do prédio central. Nat, eu preciso de um assistente comercial. Pode ser gay, mas não pode ser solto, não pode dar pinta", conta ela sobre algumas das solicitações discriminatórias que já recebeu de empresas.

A recorrência dos pedidos fez com que a psicóloga tivesse a ideia de criar um espaço especializado. Hoje, ela tem uma clínica que, além de oferecer consulta a pacientes, faz o recrutamento e a seleção de pessoas para trabalhar em empresas parceiras. O foco é reinserir os pacientes, majoritariamente negros e LGBTQIA+, no mercado de trabalho. A empresa também promove encontros, palestras, rodas de conversa e outras estratégias de sensibilização sobre o tema.

Para Hamilton Kida, 34, fundador de uma clínica voltado ao público LGBTQIA+, sensibilização é a palavra mais importante quando o tema é atender adequadamente a grupos minorizados.

"Nós fazemos grupos de discussão de caso clínico, grupos de dúvidas, mas a principal ferramenta que temos hoje é o encontro de sensibilização", diz. "O principal é estar sensível à pessoa que está na sua frente. É justamente isso que falta em profissionais da psicologia e da área da saúde como um todo. É muito difícil encontrar pessoas que tenham manejo para atender às diversidades." Segundo Kida, pacientes chegam constantemente à clínica procurando ajuda especializada por não gostarem da maneira como foram recebidos em outros lugares. De acordo com ele, o espaço já recebeu casos de pacientes que passaram por terapia de reversão sexual e ficaram traumatizados com a experiência.

O profissional cita Rozangela Alves Justino, que teve o registro cassado em fevereiro deste ano pelo CRP-DF (Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal), como exemplo de caso em que profissionais continuam defendendo terapia de reversão sexual.

No Brasil, esse tipo de conduta viola o código de ética dos profissionais, já que é vedado, no exercício da profissão, induzir a convicções de orientação sexual.

Desde 1999, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) proíbe a oferta de tratamento para a homossexualidade. Com a cassação, Rozangela foi impedida de exercer a profissão.

Sobre os impactos desse tipo de conduta, Kida afirma que o despreparo aumenta a resistência de pessoas vulneráveis em procurar ajuda. "O primeiro malefício é a quebra do vínculo terapêutico. A pessoa não vai se abrir, não vai poder usufruir da terapia como poderia. As demais questões são relacionadas à possibilidade de haver crise de ansiedade, depressão e ideações suicidas."

O psicólogo afirma que o ideal seria não serem necessárias clínicas especializadas para que determinados grupos possam ser atendidos de maneira adequada. "Espero que um dia a gente possa trabalhar para que não precise existir uma empresa dessa forma."

(Ana Gabriela Oliveira Lima. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/06/psicologos-optam-por-clinicasespecializadas- para-tratar-grupos-minorizados.shtml. 12.jun.2022)

“Com a cassação, Rozangela foi impedida de exercer a profissão.

Em relação à exata compreensão do período, dentro do texto, é incorreto afirmar que se caracteriza como um pressuposto o fato de que ela

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Psicólogos optam por clínicas especializadas

para tratar grupos minorizados

Quando era paciente de psicoterapia, Marcos Lacerda, 29, sentiu que nem todas as suas demandas relacionadas com a pauta racial eram bem compreendidas pelos profissionais que o atendiam. Foi essa experiência pessoal que motivou o psicólogo analítico a se associar a uma clínica direcionada ao atendimento de grupos vulneráveis após sua formatura.

"Desde 2014, aproximadamente, eu procuro psicoterapia e percebo que é um pouco complicado para alguns profissionais lidarem com a temática do racismo, justamente por não terem muito contato com esse recorte racial", afirma Lacerda.

Para ele, a razão da dificuldade de parte dos profissionais em atender adequadamente os pacientes que querem falar sobre racismo é a insuficiente presença do tema na grade curricular dos cursos de psicologia.

Psicólogos brasileiros estão se associando a clínicas que promovem atendimento especializado a grupos minorizados como negros, pessoas LGBTQIA+ e com deficiência. Os profissionais apontam defasagem na formação na hora de tratar pacientes que possuem demandas relacionadas à sexualidade, raça ou gênero, por exemplo.

Natália Silva, 30, fundadora de uma clínica voltada à população LGBTQIA+, negros e mulheres, concorda que o tema é pouco explorado na academia. "Pessoas pretas, LGBTs, PCDs (pessoas com deficiência) acessam a clínica. E aí, o que a gente faz? Vamos ficar associando tudo ao complexo de Édipo?", diz.

A profissional afirma que o tratamento de um paciente negro com sintomas de baixa autoestima precisa passar pela reflexão acerca das implicações do racismo estrutural.

"Eu sempre falo: o Freud é muito legal, o Skinner é muito legal, mas esses caras não explicam tudo. Se a gente não se debruça em uma formação política e social, a nossa clínica está fadada ao fracasso. A gente vai reproduzir a violência do estado dentro da sala de terapia."

Silva chama de traumatizantes algumas das suas experiências profissionais. Segundo ela, enquanto trabalhava no setor de recursos humanos, recebeu muitas demandas incompatíveis com a ética profissional.

"Nat, a gente precisa de uma recepcionista, mas não pode ser preta, porque ela vai ficar na recepção do prédio central. Nat, eu preciso de um assistente comercial. Pode ser gay, mas não pode ser solto, não pode dar pinta", conta ela sobre algumas das solicitações discriminatórias que já recebeu de empresas.

A recorrência dos pedidos fez com que a psicóloga tivesse a ideia de criar um espaço especializado. Hoje, ela tem uma clínica que, além de oferecer consulta a pacientes, faz o recrutamento e a seleção de pessoas para trabalhar em empresas parceiras. O foco é reinserir os pacientes, majoritariamente negros e LGBTQIA+, no mercado de trabalho. A empresa também promove encontros, palestras, rodas de conversa e outras estratégias de sensibilização sobre o tema.

Para Hamilton Kida, 34, fundador de uma clínica voltado ao público LGBTQIA+, sensibilização é a palavra mais importante quando o tema é atender adequadamente a grupos minorizados.

"Nós fazemos grupos de discussão de caso clínico, grupos de dúvidas, mas a principal ferramenta que temos hoje é o encontro de sensibilização", diz. "O principal é estar sensível à pessoa que está na sua frente. É justamente isso que falta em profissionais da psicologia e da área da saúde como um todo. É muito difícil encontrar pessoas que tenham manejo para atender às diversidades." Segundo Kida, pacientes chegam constantemente à clínica procurando ajuda especializada por não gostarem da maneira como foram recebidos em outros lugares. De acordo com ele, o espaço já recebeu casos de pacientes que passaram por terapia de reversão sexual e ficaram traumatizados com a experiência.

O profissional cita Rozangela Alves Justino, que teve o registro cassado em fevereiro deste ano pelo CRP-DF (Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal), como exemplo de caso em que profissionais continuam defendendo terapia de reversão sexual.

No Brasil, esse tipo de conduta viola o código de ética dos profissionais, já que é vedado, no exercício da profissão, induzir a convicções de orientação sexual.

Desde 1999, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) proíbe a oferta de tratamento para a homossexualidade. Com a cassação, Rozangela foi impedida de exercer a profissão.

Sobre os impactos desse tipo de conduta, Kida afirma que o despreparo aumenta a resistência de pessoas vulneráveis em procurar ajuda. "O primeiro malefício é a quebra do vínculo terapêutico. A pessoa não vai se abrir, não vai poder usufruir da terapia como poderia. As demais questões são relacionadas à possibilidade de haver crise de ansiedade, depressão e ideações suicidas."

O psicólogo afirma que o ideal seria não serem necessárias clínicas especializadas para que determinados grupos possam ser atendidos de maneira adequada. "Espero que um dia a gente possa trabalhar para que não precise existir uma empresa dessa forma."

(Ana Gabriela Oliveira Lima. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/06/psicologos-optam-por-clinicasespecializadas- para-tratar-grupos-minorizados.shtml. 12.jun.2022)

“Nat, a gente precisa de uma recepcionista, mas não pode ser preta, porque ela vai ficar na recepção do prédio central. Nat, eu preciso de um assistente comercial. Pode ser gay, mas não pode ser solto, não pode dar pinta”, conta ela sobre algumas das solicitações discriminatórias que já recebeu de empresas.

Assinale a opção em que esteja corretamente realizada a passagem do discurso direto para o discurso indireto do trecho sublinhado.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Psicólogos optam por clínicas especializadas

para tratar grupos minorizados

Quando era paciente de psicoterapia, Marcos Lacerda, 29, sentiu que nem todas as suas demandas relacionadas com a pauta racial eram bem compreendidas pelos profissionais que o atendiam. Foi essa experiência pessoal que motivou o psicólogo analítico a se associar a uma clínica direcionada ao atendimento de grupos vulneráveis após sua formatura.

"Desde 2014, aproximadamente, eu procuro psicoterapia e percebo que é um pouco complicado para alguns profissionais lidarem com a temática do racismo, justamente por não terem muito contato com esse recorte racial", afirma Lacerda.

Para ele, a razão da dificuldade de parte dos profissionais em atender adequadamente os pacientes que querem falar sobre racismo é a insuficiente presença do tema na grade curricular dos cursos de psicologia.

Psicólogos brasileiros estão se associando a clínicas que promovem atendimento especializado a grupos minorizados como negros, pessoas LGBTQIA+ e com deficiência. Os profissionais apontam defasagem na formação na hora de tratar pacientes que possuem demandas relacionadas à sexualidade, raça ou gênero, por exemplo.

Natália Silva, 30, fundadora de uma clínica voltada à população LGBTQIA+, negros e mulheres, concorda que o tema é pouco explorado na academia. "Pessoas pretas, LGBTs, PCDs (pessoas com deficiência) acessam a clínica. E aí, o que a gente faz? Vamos ficar associando tudo ao complexo de Édipo?", diz.

A profissional afirma que o tratamento de um paciente negro com sintomas de baixa autoestima precisa passar pela reflexão acerca das implicações do racismo estrutural.

"Eu sempre falo: o Freud é muito legal, o Skinner é muito legal, mas esses caras não explicam tudo. Se a gente não se debruça em uma formação política e social, a nossa clínica está fadada ao fracasso. A gente vai reproduzir a violência do estado dentro da sala de terapia."

Silva chama de traumatizantes algumas das suas experiências profissionais. Segundo ela, enquanto trabalhava no setor de recursos humanos, recebeu muitas demandas incompatíveis com a ética profissional.

"Nat, a gente precisa de uma recepcionista, mas não pode ser preta, porque ela vai ficar na recepção do prédio central. Nat, eu preciso de um assistente comercial. Pode ser gay, mas não pode ser solto, não pode dar pinta", conta ela sobre algumas das solicitações discriminatórias que já recebeu de empresas.

A recorrência dos pedidos fez com que a psicóloga tivesse a ideia de criar um espaço especializado. Hoje, ela tem uma clínica que, além de oferecer consulta a pacientes, faz o recrutamento e a seleção de pessoas para trabalhar em empresas parceiras. O foco é reinserir os pacientes, majoritariamente negros e LGBTQIA+, no mercado de trabalho. A empresa também promove encontros, palestras, rodas de conversa e outras estratégias de sensibilização sobre o tema.

Para Hamilton Kida, 34, fundador de uma clínica voltado ao público LGBTQIA+, sensibilização é a palavra mais importante quando o tema é atender adequadamente a grupos minorizados.

"Nós fazemos grupos de discussão de caso clínico, grupos de dúvidas, mas a principal ferramenta que temos hoje é o encontro de sensibilização", diz. "O principal é estar sensível à pessoa que está na sua frente. É justamente isso que falta em profissionais da psicologia e da área da saúde como um todo. É muito difícil encontrar pessoas que tenham manejo para atender às diversidades." Segundo Kida, pacientes chegam constantemente à clínica procurando ajuda especializada por não gostarem da maneira como foram recebidos em outros lugares. De acordo com ele, o espaço já recebeu casos de pacientes que passaram por terapia de reversão sexual e ficaram traumatizados com a experiência.

O profissional cita Rozangela Alves Justino, que teve o registro cassado em fevereiro deste ano pelo CRP-DF (Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal), como exemplo de caso em que profissionais continuam defendendo terapia de reversão sexual.

No Brasil, esse tipo de conduta viola o código de ética dos profissionais, já que é vedado, no exercício da profissão, induzir a convicções de orientação sexual.

Desde 1999, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) proíbe a oferta de tratamento para a homossexualidade. Com a cassação, Rozangela foi impedida de exercer a profissão.

Sobre os impactos desse tipo de conduta, Kida afirma que o despreparo aumenta a resistência de pessoas vulneráveis em procurar ajuda. "O primeiro malefício é a quebra do vínculo terapêutico. A pessoa não vai se abrir, não vai poder usufruir da terapia como poderia. As demais questões são relacionadas à possibilidade de haver crise de ansiedade, depressão e ideações suicidas."

O psicólogo afirma que o ideal seria não serem necessárias clínicas especializadas para que determinados grupos possam ser atendidos de maneira adequada. "Espero que um dia a gente possa trabalhar para que não precise existir uma empresa dessa forma."

(Ana Gabriela Oliveira Lima. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/06/psicologos-optam-por-clinicasespecializadas- para-tratar-grupos-minorizados.shtml. 12.jun.2022)

“O foco é reinserir os pacientes, majoritariamente negros e LGBTQIA+, no mercado de trabalho.”

A segunda oração do período acima se classifica como

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Psicólogos optam por clínicas especializadas
para tratar grupos minorizados

Quando era paciente de psicoterapia, Marcos Lacerda, 29, sentiu que nem todas as suas demandas relacionadas com a pauta racial eram bem compreendidas pelos profissionais que o atendiam. Foi essa experiência pessoal que motivou o psicólogo analítico a se associar a uma clínica direcionada ao atendimento de grupos vulneráveis após sua formatura.

"Desde 2014, aproximadamente, eu procuro psicoterapia e percebo que é um pouco complicado para alguns profissionais lidarem com a temática do racismo, justamente por não terem muito contato com esse recorte racial", afirma Lacerda.

Para ele, a razão da dificuldade de parte dos profissionais em atender adequadamente os pacientes que querem falar sobre racismo é a insuficiente presença do tema na grade curricular dos cursos de psicologia.

Psicólogos brasileiros estão se associando a clínicas que promovem atendimento especializado a grupos minorizados como negros, pessoas LGBTQIA+ e com deficiência. Os profissionais apontam defasagem na formação na hora de tratar pacientes que possuem demandas relacionadas à sexualidade, raça ou gênero, por exemplo.

Natália Silva, 30, fundadora de uma clínica voltada à população LGBTQIA+, negros e mulheres, concorda que o tema é pouco explorado na academia. "Pessoas pretas, LGBTs, PCDs (pessoas com deficiência) acessam a clínica. E aí, o que a gente faz? Vamos ficar associando tudo ao complexo de Édipo?", diz.

A profissional afirma que o tratamento de um paciente negro com sintomas de baixa autoestima precisa passar pela reflexão acerca das implicações do racismo estrutural.

"Eu sempre falo: o Freud é muito legal, o Skinner é muito legal, mas esses caras não explicam tudo. Se a gente não se debruça em uma formação política e social, a nossa clínica está fadada ao fracasso. A gente vai reproduzir a violência do estado dentro da sala de terapia."

Silva chama de traumatizantes algumas das suas experiências profissionais. Segundo ela, enquanto trabalhava no setor de recursos humanos, recebeu muitas demandas incompatíveis com a ética profissional.

"Nat, a gente precisa de uma recepcionista, mas não pode ser preta, porque ela vai ficar na recepção do prédio central. Nat, eu preciso de um assistente comercial. Pode ser gay, mas não pode ser solto, não pode dar pinta", conta ela sobre algumas das solicitações discriminatórias que já recebeu de empresas.

A recorrência dos pedidos fez com que a psicóloga tivesse a ideia de criar um espaço especializado. Hoje, ela tem uma clínica que, além de oferecer consulta a pacientes, faz o recrutamento e a seleção de pessoas para trabalhar em empresas parceiras. O foco é reinserir os pacientes, majoritariamente negros e LGBTQIA+, no mercado de trabalho. A empresa também promove encontros, palestras, rodas de conversa e outras estratégias de sensibilização sobre o tema.

Para Hamilton Kida, 34, fundador de uma clínica voltado ao público LGBTQIA+, sensibilização é a palavra mais importante quando o tema é atender adequadamente a grupos minorizados.

"Nós fazemos grupos de discussão de caso clínico, grupos de dúvidas, mas a principal ferramenta que temos hoje é o encontro de sensibilização", diz. "O principal é estar sensível à pessoa que está na sua frente. É justamente isso que falta em profissionais da psicologia e da área da saúde como um todo. É muito difícil encontrar pessoas que tenham manejo para atender às diversidades." Segundo Kida, pacientes chegam constantemente à clínica procurando ajuda especializada por não gostarem da maneira como foram recebidos em outros lugares. De acordo com ele, o espaço já recebeu casos de pacientes que passaram por terapia de reversão sexual e ficaram traumatizados com a experiência.

O profissional cita Rozangela Alves Justino, que teve o registro cassado em fevereiro deste ano pelo CRP-DF (Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal), como exemplo de caso em que profissionais continuam defendendo terapia de reversão sexual.

No Brasil, esse tipo de conduta viola o código de ética dos profissionais, já que é vedado, no exercício da profissão, induzir a convicções de orientação sexual.

Desde 1999, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) proíbe a oferta de tratamento para a homossexualidade. Com a cassação, Rozangela foi impedida de exercer a profissão.

Sobre os impactos desse tipo de conduta, Kida afirma que o despreparo aumenta a resistência de pessoas vulneráveis em procurar ajuda. "O primeiro malefício é a quebra do vínculo terapêutico. A pessoa não vai se abrir, não vai poder usufruir da terapia como poderia. As demais questões são relacionadas à possibilidade de haver crise de ansiedade, depressão e ideações suicidas."

O psicólogo afirma que o ideal seria não serem necessárias clínicas especializadas para que determinados grupos possam ser atendidos de maneira adequada. "Espero que um dia a gente possa trabalhar para que não precise existir uma empresa dessa forma."

(Ana Gabriela Oliveira Lima. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/06/psicologos-optam-por-clinicasespecializadas- para-tratar-grupos-minorizados.shtml. 12.jun.2022)

Em relação às ideias do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. Nas concepções de atendimento psicológico aos minorizados, a perspectiva freudiana se revela inútil.

II. Embora necessária no momento, a criação de clínicas especializadas no tratamento a minorizados não se revela a forma ideal de abordar as questões.

III. As questões que envolvem minorizados não se restringem a condições íntimas, mas também a práticas sociais que reforçam a falta de inserção desse grupo no mercado de trabalho.

Assinale

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2602395 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Analise a imagem a seguir:

Enunciado 3534241-1

(Fonte: Van Dyck – Crianças na Idade Média. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:I_figli_maggiori_di_Carlo_I.jpg.)

Considerando a imagem acima, assinale a afirmativa correta.

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2602358 Ano: 2022
Disciplina: Matemática
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Observe a seguir um modelo de cada placa veicular (antiga e nova):

Enunciado 3534204-1

Ao se trocar um número por uma letra, como foi feito das placas antigas para as novas, foi aumentado o número de placas distintas que podem ser confeccionadas em

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2602472 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

A apropriação da linguagem oral e escrita é um marco no processo de desenvolvimento, a escrita ocupa espaço bastante estreito na prática escolar, se a relacionarmos com o papel fundamental que ela representa no desenvolvimento cultura da criança, estando para além da simples apropriação de grafemas e fonemas ou codificação e decodificação.

(VYGOTSKY, 1984).

O brincar é um componente essencial para o desenvolvimento infantil; ao brincar, a criança experimenta, conhece e explora o meio social em que está inserida. O desenvolvimento da imaginação depende do meio em que a criança se encontra e das possibilidades para experimentar, conhecer e explorar os elementos do meio. Assim, os ambientes escolares e a ação docente precisam estar marcados pela intencionalidade, e o lúdico surge como elemento indispensável nesse processo.

(LIMA, 2016).

Considerando os textos apresentados, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A ação de alfabetizar é um processo complexo, tendo em vista que o contexto da sala de aula é marcado pela heterogeneidade e que aprender a ler é uma apropriação do código linguístico para que o sujeito seja capaz de fazer o uso apropriado dele.

( ) O educador precisa buscar estratégias que restaurem o conceito de ler e escrever como condição mínima para vivência na sociedade letrada da qual fazemos parte e essencial para o exercício da cidadania.

( ) As brincadeiras são relevantes para o desenvolvimento cognitivo das crianças, estimulando a aprendizagem da linguagem e a resolução de problemas, e tornando o processo mais interessante.

As afirmativas são, respectivamente,

Questão Anulada e Desatualizada

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2602470 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Segundo Hoffman (2000), para que a avaliação passe a ser tida como referência pelo educador para compor suas práticas pedagógicas, deve iniciar-se pela abertura do professor ao entendimento das crianças com quem trabalha, pelo aprofundamento teórico que fundamenta a curiosidade sobre elas, pela postura mediadora, provocativa e desafiadora. Considerando o fragmento acima, analise as afirmativas a seguir:

I. A documentação pedagógica e o registro do cotidiano das crianças é um instrumento que deve vir acompanhado de reflexão.

II. O professor deve ser interessado em conhecer o mundo da criança, agindo como mediador de suas conquistas, no sentido de apoiá-la, acompanhá-la e favorecer-lhe novos desafios.

II. O processo avaliativo deve ser permanente por meio de observação, registro e reflexão acerca da ação e do pensamento das crianças, de suas diferenças culturais e de desenvolvimento.

É correto o que se afirma em

Questão Anulada e Desatualizada

Provas

Questão presente nas seguintes provas