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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.
A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)
A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.
Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.
José Sarney. Discurso de Posse.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
Em “implica o compromisso”, a substituição de “o” por com mantém a correção gramatical e a informação original do período.
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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.
A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)
A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.
Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.
José Sarney. Discurso de Posse.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
Em “nem o intimidam” “o” é pronome que se refere ao antecedente “arbítrio”.
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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.
A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)
A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.
Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.
José Sarney. Discurso de Posse.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
A expressão “a fim de que” pode, sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido original do período, ser substituída por qualquer uma das seguintes: para que, com o objetivo de que, conquanto que.
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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.
A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)
A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.
Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.
José Sarney. Discurso de Posse.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
A linguagem do primeiro parágrafo do texto é inadequada para a redação de correspondências oficiais em razão de sua subjetividade.
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O Brasil é grande. Apesar de todas as crueldades e discriminações, especialmente contra as comunidades indígenas e negras, e de todas as desigualdades e dores que não devemos esquecer jamais, o povo brasileiro realizou uma obra de resistência e construção nacional admirável. Construiu, ao longo do século, uma nação plural, diversificada, contraditória até, mas que se estende de uma ponta a outra do território. Dos encantados da Amazônia aos orixás da Bahia; do frevo pernambucano às escolas de samba do Rio de Janeiro; dos tambores do Maranhão ao barroco mineiro; da arquitetura de Brasília à música sertaneja. Estendendo o arco de sua multiplicidade nas culturas de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e da região Centro-Oeste. Esta é uma nação que fala a mesma língua, partilha os mesmos valores fundamentais, sente-se brasileira.
Onde a mestiçagem e o sincretismo se impuseram, dando uma contribuição original ao mundo, onde judeus e árabes conversam sem medo, onde, toda migração é bemvinda, porque sabemos que, em pouco tempo, pela nossa própria capacidade de assimilação e de bem-querer, cada migrante se transforma em mais um brasileiro.
Luís Inácio Lula da Silva. Discurso de Posse.
Com referência aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item seguinte.
Os sinais de ponto-e-vírgula podem, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituídos por vírgulas.
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O Brasil é grande. Apesar de todas as crueldades e discriminações, especialmente contra as comunidades indígenas e negras, e de todas as desigualdades e dores que não devemos esquecer jamais, o povo brasileiro realizou uma obra de resistência e construção nacional admirável. Construiu, ao longo do século, uma nação plural, diversificada, contraditória até, mas que se estende de uma ponta a outra do território. Dos encantados da Amazônia aos orixás da Bahia; do frevo pernambucano às escolas de samba do Rio de Janeiro; dos tambores do Maranhão ao barroco mineiro; da arquitetura de Brasília à música sertaneja. Estendendo o arco de sua multiplicidade nas culturas de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e da região Centro-Oeste. Esta é uma nação que fala a mesma língua, partilha os mesmos valores fundamentais, sente-se brasileira.
Onde a mestiçagem e o sincretismo se impuseram, dando uma contribuição original ao mundo, onde judeus e árabes conversam sem medo, onde, toda migração é bemvinda, porque sabemos que, em pouco tempo, pela nossa própria capacidade de assimilação e de bem-querer, cada migrante se transforma em mais um brasileiro.
Luís Inácio Lula da Silva. Discurso de Posse.
Com referência aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item seguinte.
Antes de “Onde a mestiçagem”, subentende-se a repetição da expressão “Esta é uma nação”, que inicia o período antecedente.
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O Brasil é grande. Apesar de todas as crueldades e discriminações, especialmente contra as comunidades indígenas e negras, e de todas as desigualdades e dores que não devemos esquecer jamais, o povo brasileiro realizou uma obra de resistência e construção nacional admirável. Construiu, ao longo do século, uma nação plural, diversificada, contraditória até, mas que se estende de uma ponta a outra do território. Dos encantados da Amazônia aos orixás da Bahia; do frevo pernambucano às escolas de samba do Rio de Janeiro; dos tambores do Maranhão ao barroco mineiro; da arquitetura de Brasília à música sertaneja. Estendendo o arco de sua multiplicidade nas culturas de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e da região Centro-Oeste. Esta é uma nação que fala a mesma língua, partilha os mesmos valores fundamentais, sente-se brasileira.
Onde a mestiçagem e o sincretismo se impuseram, dando uma contribuição original ao mundo, onde judeus e árabes conversam sem medo, onde, toda migração é bemvinda, porque sabemos que, em pouco tempo, pela nossa própria capacidade de assimilação e de bem-querer, cada migrante se transforma em mais um brasileiro.
Luís Inácio Lula da Silva. Discurso de Posse.
Com referência aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item seguinte.
A inserção de Essa nação vai dos no lugar de “Dos”, antes de “encantados da Amazônia”, prejudica a correção gramatical do período e altera o significado original da informação.
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O Brasil é grande. Apesar de todas as crueldades e discriminações, especialmente contra as comunidades indígenas e negras, e de todas as desigualdades e dores que não devemos esquecer jamais, o povo brasileiro realizou uma obra de resistência e construção nacional admirável. Construiu, ao longo do século, uma nação plural, diversificada, contraditória até, mas que se estende de uma ponta a outra do território. Dos encantados da Amazônia aos orixás da Bahia; do frevo pernambucano às escolas de samba do Rio de Janeiro; dos tambores do Maranhão ao barroco mineiro; da arquitetura de Brasília à música sertaneja. Estendendo o arco de sua multiplicidade nas culturas de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e da região Centro-Oeste. Esta é uma nação que fala a mesma língua, partilha os mesmos valores fundamentais, sente-se brasileira.
Onde a mestiçagem e o sincretismo se impuseram, dando uma contribuição original ao mundo, onde judeus e árabes conversam sem medo, onde, toda migração é bemvinda, porque sabemos que, em pouco tempo, pela nossa própria capacidade de assimilação e de bem-querer, cada migrante se transforma em mais um brasileiro.
Luís Inácio Lula da Silva. Discurso de Posse.
Com referência aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item seguinte.
A expressão “é grande” restringe-se à extensão territorial do Brasil.
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O Brasil é grande. Apesar de todas as crueldades e discriminações, especialmente contra as comunidades indígenas e negras, e de todas as desigualdades e dores que não devemos esquecer jamais, o povo brasileiro realizou uma obra de resistência e construção nacional admirável. Construiu, ao longo do século, uma nação plural, diversificada, contraditória até, mas que se estende de uma ponta a outra do território. Dos encantados da Amazônia aos orixás da Bahia; do frevo pernambucano às escolas de samba do Rio de Janeiro; dos tambores do Maranhão ao barroco mineiro; da arquitetura de Brasília à música sertaneja. Estendendo o arco de sua multiplicidade nas culturas de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e da região Centro-Oeste. Esta é uma nação que fala a mesma língua, partilha os mesmos valores fundamentais, sente-se brasileira.
Onde a mestiçagem e o sincretismo se impuseram, dando uma contribuição original ao mundo, onde judeus e árabes conversam sem medo, onde, toda migração é bemvinda, porque sabemos que, em pouco tempo, pela nossa própria capacidade de assimilação e de bem-querer, cada migrante se transforma em mais um brasileiro.
Luís Inácio Lula da Silva. Discurso de Posse.
Com referência aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item seguinte.
Estaria gramaticalmente correta, a redação região Centro-Oeste, esta é uma nação....
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Texto.
Sabe o leitor o que lhe trago aqui? Uma pérola. (...)
Pesquei-a agora mesmo na costa da Câmara Municipal. Gosto daqueles mares, às vezes tempestuosos, às vezes banzeiros, mas sempre fecundos. Dizem que há um plano de fazer desaguar ali os rios Maranhão e Caiapó, contra todas as induções de geografia, e a despeito das leis da hidráulica. Contanto que me não tirem as pérolas.
Vamos à que acabo de colher. Todos os anos, em se aproximando o entrudo, a Câmara manda correr um edital que o proíbe, citando a postura e apontando as penas. Até aqui a ostra; agora a pérola. Este ano a Câmara fez saber duas coisas: primeiro, que a postura está em seu inteiro vigor; segundo, que deve ser cumprida literalmente. Sim, meu senhor, literalmente; deve ser cumprida literalmente.
(...)
Isto em trocos miúdos, quer dizer: Meus filhos, olhem que agora é sério. Estou cansada de publicar editais que nem mesmo os ingleses vêem. Não, não pode ser. Canso-me em dizer que atirar água é um delito, encrespo as sobrancelhas, pego na vara de marmeleiro, e é o mesmo que se caísse um carro. Nada, agora é sério. Hão de cumprir literalmente a postura, ou vai tudo raso.
Entretanto, a coisa é menos fácil do que parece. A postura impõe multa aos que jogam entrudo, e, não podendo o infrator pagar a multa, sofrerá “dois a oito dias de prisão”; sendo escravo, porém, sofrerá “dois a oito dias de cadeia”. Como encaminhar literalmente esses dois infratores, um para a prisão, outro para a cadeia? Se não fosse a condição da literalidade, eu, no caso dos urbanos, mandava-os ambos para o xilindró, que é um meio-termo; mas devendo ser literal, não saberia que fazer.
(...)
Mas o que o leitor não suspeita é que não lhe dou esta pérola, e assim castigo a incredulidade com que me recebeu. Vou restituí-la à matrona municipal. Ela a porá ao colo, nos três dias de entrudo, para assistir ao baile dos limões-de-cheiro, que promete ser esplêndido, tão esplêndido que ela acabará por dançar com os outros.
Se assim acontecer, que fará a Câmara nos anos seguintes? Terá de recorrer a outros advérbios, ferrenhamente, implacavelmente, terrivelmente, e sempre inutilmente, porque nestas coisas, amiga minha, ou se trata de um recreio popular, e é preciso fazer como aquele chefe de polícia, que o trocou por outro; — ou se trata de eleições, e então, antes de dar um advérbio à execução das leis, é melhor dar-nos o sentimento da legalidade, que está muito por baixo.
E depois, pode ser que o povo imagine que o direito de fazer entrudo, como o de expor ossos de defunto nas vitrinas, é constitucional. Se assim for, creia a Câmara que ele há de defendê-lo, a todo custo, considerando que, se hoje lhe tirasse o de jogar água, amanhã pode tirar-lhe o de profanar ossos nas vitrinas da Rua do Ouvidor. Premissa traz conseqüência; liberdade morta, liberdade moribunda. Ou mais derramadamente: as liberdades dependem tanto umas das outras, que o dia da morte de uma é a véspera da morte de outra. Vá lá em vinte palavras o que estava em duas.
Machado de Assis. Crônicas — Balas de estalo. In: Obra Completa – volume III. Rio de Janeiro: Aguilar, 1973, p. 438-9.
Em relação às idéias e estruturas lingüísticas do texto, julgue o item que se segue.
Em “defendê-lo”, o pronome “-lo” refere-se a “povo”.
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