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Lançar uma palavra aos quatro ventos como se entendêssemos do que se trata não quer dizer que a gente viva segundo ela. A ética, por exemplo, tem sido expulsa de muitos dos nossos cenários atuais, em que é mais citada do que vivida. Há de nos contemplar, consternada, a pobre senhora: não do Olimpo dos deuses inatingíveis, mas nas esquinas da nossa mais simples humanidade, onde a abandonamos em troca de comportamentos irracionais, corruptos ou boçais, desrespeitosos ou grotescos, segundo o jeito e a vivência de cada um.
Lya Luft. Em outras palavras. Veja, 30/11/2005.
Referentemente ao texto de Lya Luft, julgue o item a seguir.
O texto defende a idéia de que palavras e ações constituem dupla de tal modo coesa que as palavras são efetivamente verdadeiras quando se fala delas e se age segundo o que elas significam.
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Lançar uma palavra aos quatro ventos como se entendêssemos do que se trata não quer dizer que a gente viva segundo ela. A ética, por exemplo, tem sido expulsa de muitos dos nossos cenários atuais, em que é mais citada do que vivida. Há de nos contemplar, consternada, a pobre senhora: não do Olimpo dos deuses inatingíveis, mas nas esquinas da nossa mais simples humanidade, onde a abandonamos em troca de comportamentos irracionais, corruptos ou boçais, desrespeitosos ou grotescos, segundo o jeito e a vivência de cada um.
Lya Luft. Em outras palavras. Veja, 30/11/2005.
Referentemente ao texto de Lya Luft, julgue o item a seguir.
Aplicada à sermonística, a tese do texto encontra consonância nos dizeres de Vieira no Sermão da Sexagésima: “Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras são as que convertem o mundo”.
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Lançar uma palavra aos quatro ventos como se entendêssemos do que se trata não quer dizer que a gente viva segundo ela. A ética, por exemplo, tem sido expulsa de muitos dos nossos cenários atuais, em que é mais citada do que vivida. Há de nos contemplar, consternada, a pobre senhora: não do Olimpo dos deuses inatingíveis, mas nas esquinas da nossa mais simples humanidade, onde a abandonamos em troca de comportamentos irracionais, corruptos ou boçais, desrespeitosos ou grotescos, segundo o jeito e a vivência de cada um.
Lya Luft. Em outras palavras. Veja, 30/11/2005.
Referentemente ao texto de Lya Luft, julgue o item a seguir.
O parágrafo está construído segundo o que se considera o padrão de um parágrafo: o primeiro período encerra o tópico frasal; no segundo, consta o desenvolvimento por exemplificação; o terceiro apresenta a conclusão.
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Lançar uma palavra aos quatro ventos como se entendêssemos do que se trata não quer dizer que a gente viva segundo ela. A ética, por exemplo, tem sido expulsa de muitos dos nossos cenários atuais, em que é mais citada do que vivida. Há de nos contemplar, consternada, a pobre senhora: não do Olimpo dos deuses inatingíveis, mas nas esquinas da nossa mais simples humanidade, onde a abandonamos em troca de comportamentos irracionais, corruptos ou boçais, desrespeitosos ou grotescos, segundo o jeito e a vivência de cada um.
Lya Luft. Em outras palavras. Veja, 30/11/2005.
Referentemente ao texto de Lya Luft, julgue o item a seguir.
No texto, “Lançar uma palavra aos quatro ventos” é sujeito de “não quer dizer" ; o verbo haver em “Há de nos contemplar” é impessoal; são co-referenciais os termos: “ela”, “ética” e “a pobre senhora”.
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Texto.
As conseqüências da escravidão não atingiram apenas os negros. Do ponto de vista que aqui nos interessa— a formação do cidadão —, a escravidão afetou tanto o escravo como o senhor. Se o escravo não desenvolvia a consciência de seus direitos civis, o senhor tampouco o fazia. O senhor não admitia os direitos dos escravos e exigia privilégios para si próprio. Se um estava abaixo da lei, o outro se considerava acima. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e à arrogância de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos.
José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 53 (com adaptações).
A respeito das idéias do texto acima, julgue o item seguinte.
O seguinte trecho, escrito por Matilde Ribeiro (FSP, 11/12/2005), poderia dar continuidade ao texto, visto que ambos compartilham as assunções de base: “O fim do sistema escravista, há mais de cem anos, alterou o regime jurídico dos antigos escravizados. Porém, não trouxe a perspectiva de libertação dos descendentes de negros com plena inserção na sociedade, no mercado de trabalho, no sistema educacional, no acesso à moradia digna, à posse da terra, à cidadania”.
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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Ainda tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.
O texto estabelece a oposição entre os nós da madeira foram importantíssimos para nós versus atuação extrativista dos colonizadores. Tal oposição permite ao autor manifestar sua resignação com o modelo colonial português: o explorador.
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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Ainda tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.
Há evidência material de que o autor, no jogo de palavras com que construiu o texto, deu preferência ao pronome tônico em detrimento do pronome átono.
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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Ainda tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.
No primeiro período do texto, estabelece-se uma relação de causa/conseqüência que pode, desfazendo-se a elipse, ser explicitada da seguinte maneira: Dado que fomos descobertos por povo marítimo e sendo povo marítimo nós mesmos, era natural que medida marítima (...) nos fosse tão importante.
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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Ainda tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.
A palavra nosotros não pertence ao léxico da língua portuguesa. Ao buscar em outra língua o título do texto, o autor está contribuindo para desnacionalizar a língua portuguesa, por meio da infiltração de estrangeirismos ou empréstimos desnecessários.
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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Ainda tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.
Uma análise dos sintagmas do texto compostos com o substantivo “nó” permite afirmar que “o nó náutico” constitui paráfrase de “medida marítima”; “nó na garganta” é expressão clichê, que denota dificuldade de falar; na expressão “nó da forca portuguesa”, identifica-se figura de estilo denominada personificação ou animismo.
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