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Foram encontradas 267 questões.

1334704 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Câm. Ananindeua-PA

DO OUTRO LADO DO BALCÃO

Estava pegando sol na piscina de um hotel quando reparei que uma menina de uns sete anos estava atenta ao garçom que atendia os hóspedes. Quando ele se afastou, uma lampadinha de desenho animado se acendeu sobre a cabeça da pequena: ela tirou de dentro da sua mochila um pedaço de papel e um lápis e perguntou para os pais o que eles gostariam de almoçar. O pai escolheu um prato, a mãe outro. A menina, muito profissional, foi adiante: E para beber? Pedidos anotados, ela sumiu por trás de uns arbustos e voltou mais tarde com as refeições imaginárias, orgulhosa do seu serviço.

Lembrei que quando eu tinha a idade dela, eu adorava fingir que era uma secretária. Trancava a porta do quarto e passava a tarde na máquina de escrever, datilografando memorandos, fazendo listas, organizando fichas, enquanto fumava um lápis atrás do outro, neurótica com tanto trabalho. Também sonhei muito em ser aeromoça. E perdi a conta das vezes em que brinquei de ser balconista. Eu e minhas amigas pegávamos uns produtos na cozinha e criávamos um supermercado no quintal: eu queria ser a moça do caixa, lógico. Passava "as compras" pela esteira, registrava produto por produto, empacotava e entregava por freguês, sem descuidar de dar o troco certo em moeda de mentirinha.

Será que as crianças de hoje brincam de ser empresárias, industriais, presidentes, enfim, de ser patrões? Creio que poucas. Essa ambição se desenvolve mais tarde, quando começam a ser catequizadas pela importância de ganhar dinheiro, de ter poder, de se instalar no andar de cima da escala hierárquica. Antes de começar a se deixar influenciar pela ansiedade capitalista e pelo afã de fazer parte de uma elite, o que se quer mesmo é fazer parte da massa, é servir. Criança não é boba: sabe muito bem qual é o lado que se diverte mais.

Sei que há muita garota que sonha em ser modelo, e meninos que sonham em ser jogadores de futebol, visando a celebridade e a fortuna que essas profissões podem oferecer. Já nascem equivocadinhos. Essa menina da piscina me fez lembrar que também há muita criança que, antes de entrar na fissura por "ser alguém", ainda brinca de ser cabelereira, de ser frentista, de ser motorista de táxi, profissões que lhes parecem mais alegres. Brincam de médico também, não me esqueci.

Ser empregado é mehor? Nós, que atravessamos a fronteira que separa a infância da maturidade, não temos dúvida de que o melhor é ser dono do próprio nariz e que é preciso estudar bastante para alcançar um patamar de vida que nos ofereça indenpendência. Mas também sabemos que o poder e o dinheiro nos confinam numa espécie de prisão. Ficamos reféns de certas regras, de certas necessidades que nem são tão necessárias assim, mas que foram inventadas para não nos permitir voltar atrás e dizer: "Cansei, não quero mais brincar".

A alegria em servir, mais do que em ser servido, dura pouco, porém mesmo que essa inocência não sobreviva muito tempo, é reconfortante saber que pelo menos na fase inicial da vida acreditamos num mundo mais acolhedor, ainda não intoxicado pela diferença entre os que mandam e os que obedecem.

Fonte: MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. 6. ed. Porto Alegre: l&PM, 2009. p.42/44.

No excerto: "(...) visando a celebridade e a fortuna (...)", há uma desobediência à norma culta listada na alternativa:

 

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$obreas medidas provisórias, é CORRETO afirmar que:

 

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Sobre a Resolução n.o 001/2011 da Câmara Municipal de Ananindeua, apenas NÃO se pode afirmar:
 

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Marketing Revolucionário
Os protestos que tomaram o planeta têm um ponto em comum: táticas de publicidade para atrair simpatizantes.
Quando o Greenpeace descobriu que o papel das embalagens da Mattel, maior fabricante de brinquedos do mundo, vinha de uma empresa que destrói as florestas tropícais da Indonésia, fez uma novela em que o Ken rompe com a Barbie. "Não vou namorar uma garota que contríbui com o desmatamento", dizia o brinquedo em junho deste ano. O fim do relacionamento foi encenado nas ruas de várias cidades ao mesmo tempo e em filmes de animação. Meninas que brincaram de Barbie na infância não resistiram e espalharam os links com os vídeos da ação no Facebook e no Twitter. Resultado: a Mattel mudou seu fornecedor de papel. Para o estrategista de mídias sociais do Greenpeace, Chris Eaton, o sucesso da campanha tem uma explicação: o bom humor. "Tem que ser divertido. Quando é uma piada, as pessoas querem passar adiante", diz o americano.
O movimento Occupy, que tomou o mundo, é outro exemplo de como o humor invadiu o mundo dos protestos. O movimento começou com cerca de 100 pessoas acampando perto de Wall Street, o centro financeiro de Nova York, em 17 de setembro. As demandas do grupo são várias - mais controle sobre o mercado financeiro, fim das guerras, legalização da maconha... No fundo, são exigências parecidas com as dos movimentos de esquerda que tomaram Paris (e depois o mundo) em 1968. Quase meio século de distância e tudo igual, certo? Errado. Existe um elemento hoje que você não encontrava nas ruas de Paris: o humor.
A comparação dos principais slogans já ajuda a ver semelhanças e diferenças. Enquanto a turma de maio de 1968 pichava nos muros que "Nós somos o povo", direto, sem metáforas, a de setembro de 2011 diz que somos "os 99%" (o 1%, no caso, seria a elite de "privilegiados" - banqueiros, altos executivos e cia. A idéia por trás de cada slogan é a mesma, mas o de 2011 tem um novo tempero. O pôster mais famoso de 1968, por exemplo, era um punho fechado acompanhado da frase "A luta contínua". Já a cara do Occupy é a máscara de Guy de Faux, o herói antiestablishment que ficou famoso com o filme V de Vingança. Uma cara de Hollywood, que deixou a causa bem mais pop. Nos cartazes, pouco de "A luta contínua" ou "Morte aos burgueses", e muito de "Está entediado? Venha protestar com a gente. É legal" ou "Ocupa a Tundra". Pois é: fazer piada com o próprio movimento também vale. Afinal, os manifestantes do século 21 aprendem que a boa mensagem não é a palavra de ordem nua e crua.
O poder da brincadeira é tão grande que às vezes ela não precisa nem ser uma causa de verdade para que as pessoas queiram aderir, como aconteceu no caso do "churrascão da gente diferenciada". Os jornais de São Paulo já cobriam a polêmica sobre a localização de uma estação de metrô no bairro de Higienópolis, de classe média alta, quando um morador queixou-se de que uma estação desvalorizada a região ao facilitar a chegada de uma "gente diferenciada". Um rapaz aproveitou a deixa e marcou o evento no Facebook. Era para ser apenas uma piada, só que em poucos dias mais de 50 mil pessoas confirmaram presença. Com medo, o autor da brincadeira desmarcou o evento, mas era tarde. A piada já tinha virado uma manifestação de verdade, e mais de 600 pessoas se reuniram no coração de Higienópolis para tornar cerveja e comer carne grelhada. É claro que o sucesso de um movimento político depende de outros ingredientes, como identificação com o público e planejamento. Mas, sem verve publicitária, sem algum humor, um #ocuppy da vida não chega aos trending topics do Twitter - e sem chegar lá primeiro a causa não chega a lugar nenhum.
Fonte: SUPERINTERESSANTE, dezembro de 2011. Adaptado.
Durante o "churrascão da gente diferenciada", os manifestantes portavam uma faixa: "PESSOAIS DIFERENCIADOS. É NÓIS NA FITA.". Da análise desta, NÃO é correto perceber:
 

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1334460 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Câm. Ananindeua-PA

DO OUTRO LADO DO BALCÃO

Estava pegando sol na piscina de um hotel quando reparei que uma menina de uns sete anos estava atenta ao garçom que atendia os hóspedes. Quando ele se afastou, uma lampadinha de desenho animado se acendeu sobre a cabeça da pequena: ela tirou de dentro da sua mochila um pedaço de papel e um lápis e perguntou para os pais o que eles gostariam de almoçar. O pai escolheu um prato, a mãe outro. A menina, muito profissional, foi adiante: E para beber? Pedidos anotados, ela sumiu por trás de uns arbustos e voltou mais tarde com as refeições imaginárias, orgulhosa do seu serviço.

Lembrei que quando eu tinha a idade dela, eu adorava fingir que era uma secretária. Trancava a porta do quarto e passava a tarde na máquina de escrever, datilografando memorandos, fazendo listas, organizando fichas, enquanto fumava um lápis atrás do outro, neurótica com tanto trabalho. Também sonhei muito em ser aeromoça. E perdi a conta das vezes em que brinquei de ser balconista. Eu e minhas amigas pegávamos uns produtos na cozinha e criávamos um supermercado no quintal: eu queria ser a moça do caixa, lógico. Passava "as compras" pela esteira, registrava produto por produto, empacotava e entregava por freguês, sem descuidar de dar o troco certo em moeda de mentirinha.

Será que as crianças de hoje brincam de ser empresárias, industriais, presidentes, enfim, de ser patrões? Creio que poucas. Essa ambição se desenvolve mais tarde, quando começam a ser catequizadas pela importância de ganhar dinheiro, de ter poder, de se instalar no andar de cima da escala hierárquica. Antes de começar a se deixar influenciar pela ansiedade capitalista e pelo afã de fazer parte de uma elite, o que se quer mesmo é fazer parte da massa, é servir. Criança não é boba: sabe muito bem qual é o lado que se diverte mais.

Sei que há muita garota que sonha em ser modelo, e meninos que sonham em ser jogadores de futebol, visando a celebridade e a fortuna que essas profissões podem oferecer. Já nascem equivocadinhos. Essa menina da piscina me fez lembrar que também há muita criança que, antes de entrar na fissura por "ser alguém", ainda brinca de ser cabelereira, de ser frentista, de ser motorista de táxi, profissões que lhes parecem mais alegres. Brincam de médico também, não me esqueci.

Ser empregado é mehor? Nós, que atravessamos a fronteira que separa a infância da maturidade, não temos dúvida de que o melhor é ser dono do próprio nariz e que é preciso estudar bastante para alcançar um patamar de vida que nos ofereça indenpendência. Mas também sabemos que o poder e o dinheiro nos confinam numa espécie de prisão. Ficamos reféns de certas regras, de certas necessidades que nem são tão necessárias assim, mas que foram inventadas para não nos permitir voltar atrás e dizer: "Cansei, não quero mais brincar".

A alegria em servir, mais do que em ser servido, dura pouco, porém mesmo que essa inocência não sobreviva muito tempo, é reconfortante saber que pelo menos na fase inicial da vida acreditamos num mundo mais acolhedor, ainda não intoxicado pela diferença entre os que mandam e os que obedecem.

Fonte: MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. 6. ed. Porto Alegre: l&PM, 2009. p.42/44.

Observe o excerto e marque a alternativa CORRETA: "Ficamos reféns de certas regras, de certas convenções, de certas necessidades (...)".

 

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1334346 Ano: 2012
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: CETAP
Orgão: Câm. Ananindeua-PA
Marque a alternativa que NÃO corresponde à Otosclerose:
 

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Na concepção da estrutura organizacional da fundação em que trabalha, João Pedro definiu algumas caracterfsticas, como, por exemplo, o grau de centralização, quesignifica:
 

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1334297 Ano: 2012
Disciplina: Matemática
Banca: CETAP
Orgão: Câm. Ananindeua-PA
Em um concurso, a primeira prova tinha 20 questões e eu acertei 15 questões; a segunda prova linha 25 questões e eu acertei 20 questões. Em qual das provas meu desempenho foi melhor?
 

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Nos termos do Manual de Contabitidade Aplicada ao Setor Público (4ª, Edição), quanto à escrituração contábil das contas do Balanço Patrimonial, assinale a única alternativa INCORRETA:
 

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"Além dessa diversidade no espaço, o conteúdo do Direito Administrativo, dentro do mesmo sistema europeucontinental, ao qual se filia o direito brasileiro, tem também apresentado variações. De infcio, a atividade da Administração Pública abrangia apenas a segurança interna e defesa contra o inimigo externo, além de alguns serviços públicos essenciais. Hoje compreende toda a matéria atinente à intervenção administrativa no domlnio econômico esocial."
Fonte: DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 24. ed. São Paulo:Atlas, 2010. p. 40.
Em relação aos Atos Administrativos, analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa CORRETA:
I - Para a caracterização do ato administrativo é necessário que seu conteúdo propicie a produção de efeitos jurídicos com fim público.
II - Toda categoria de atos administrativos deve ser regida basicamente pelo direito público.
III - Para que o ato administrativo seja válido, seu objeto deve ser lícito.
 

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