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Respondida
Rosa Villas-Boas propõe que a construção
de um mercado cultural ético é um desafio, mas
não impossível. No contexto de pensar as
aplicações de ferramentas de gestão empresarial
no setor cultural e observar a cultura como algo
que precisa de sustentabilidade e de lucro, essa
proposta de “mercado cultural ético” contemplaria
Respondida
A estrutura básica de um projeto pode ser,
de acordo com Daniele Sampaio, apresentada na
seguinte forma:
A
Apresentação, Justificativa, Objetivos Gerais,
Cronograma (pré-produção, produção, pós-produção), Objetivos Específicos, Estrutura de
Orçamento.
B
Justificativa, Apresentação, Objetivos Gerais e
Específicos, Cronograma (pré-produção, produção, pós-produção), Estrutura de Orçamento.
C
Apresentação, Cronograma (pré-produção,
produção, pós-produção), Objetivos Gerais e
Específicos, Justificativa, Estrutura de Orçamento.
D
Justificativa, Apresentação, Cronograma (pré-produção, produção, pós-produção), Estrutura
de Orçamento, Objetivos Gerais e Específicos.
E
Apresentação, Objetivos Gerais e Específicos,
Justificativa, Cronograma (pré-produção, produção, pós-produção), Estrutura de Orçamento.
Respondida
“Posso então reescrever minha terceira
proposição: a construção do gênero ocorre hoje
através das várias tecnologias do gênero (p. ex., o
cinema) e discursos institucionais (p. ex., a teoria)
com poder de controlar o campo do significado
social e assim produzir, promover e "implantar"
representações de gênero. Mas os termos para
uma construção diferente do gênero também
existem, nas margens dos discursos hegemônicos. Propostos de fora do contrato social
heterossexual, e inscritos em práticas micropolíticas, tais termos podem também contribuir para a
construção do gênero e seus efeitos ocorrem ao
nível "local" de resistências, na subjetividade e na
auto-representação.” Teresa de Lauretis
Esse trecho pode ser pensado como
Respondida
O cinema, o aparelho cinematográfico, é
uma tecnologia de gênero porque
A
é um espaço aberto para interpretações livres,
constituindo um campo no qual os corpos
podem se identificar e manter, assim, as
estruturas sociais vigentes.
B
não mobiliza narrativas e representações,
assim, não oferece às pessoas espectadoras
modelos de vidas, de corpos, de comportamentos, e apenas reforçam estruturas sociais.
C
mobiliza narrativas e representações, oferecendo às pessoas espectadoras modelos de
vidas, de corpos, de comportamentos, que
podem tanto reforçar estruturas sociais, quanto
possibilitar novas formas de vida.
D
a ambiguidade do aparelho cinematográfico
influencia negativamente as experiências de
gênero no âmbito social, desmobilizando as
narrativas e representações.
E
mobiliza narrativas e representações, mas não
chega a oferecer às pessoas espectadoras
novos modelos de vidas, de corpos nem de
comportamentos, funcionando assim apenas
como um dispositivo que reproduz as ideias
dominantes.
Respondida
Teresa de Lauretis, em “A tecnologia do gênero”,
escreve, ao concordar com Monique Wittig, sobre a
recuperação do sentido da opressividade do poder,
enquanto imbricada nos conhecimentos e nos
produtos culturais como forma de controlar as
representações. Nesse contexto, a questão de
construção de narrativas dissidentes
Respondida
No contexto contemporâneo, diversas
formas de produção e realização, antes separadas, são experimentadas em conjunto, como
projeções multimídia, áudio, visual, teatro, dança,
fotografia etc. Esses estados híbridos
Respondida
A fotografia, principalmente a partir do final
do século XX e início do XXI, com a popularização
de câmeras, smartfones e outras formas de
fotografia, torna-se uma poderosa ferramenta de
representação e construção de mundos,
A
quando outros atores sociais e culturais,
vinculados às questões de raça, gênero e
sexualidade, passam a se representar, a
fotografar seus próprios ambientes, cotidianos e vivências, rompendo com a cultura de
representações fotográficas sempre de fora.
B
quando outros atores sociais e culturais,
vinculados às questões de raça, gênero e
sexualidade, passam a ser fotografados
como exóticos, reforçando as estruturas
culturais e mantidos às margens das
participações sociais.
C
quando outros atores sociais e culturais,
vinculados às questões de raça, gênero e
sexualidade, passam a circular em outros
ambientes, inaugurando, assim, outras
possibilidades de representações a partir de
olhares e vivências exteriores.
D
quando outros atores sociais e culturais,
principalmente da elite, passam a registrar e
documentar suas vidas de dentro para fora,
possibilitando novas e empáticas visões
dessas vidas antes invisíveis.
E
quando outros atores sociais e culturais, não
necessariamente vinculados às questões de
raça, gênero e sexualidade, passam a
circular em outros ambientes, inaugurando,
assim, outras possibilidades de representações a partir de olhares e vivências
exteriores.
Respondida
A produção artística, na era das redes
sociais, se encontra pulverizada e plural,
descentralizada. Nesse contexto,
A
é imprescindível que a métrica seja
quantitativa, tomando como questão central o
alcance dos artistas nas redes sociais, com a
certeza do retorno de público e capital.
B
não se faz necessária a realização de
cartografias ética e politicamente engajadas,
uma vez que não importa a formação de um
terreno plural, múltiplo e diverso, equilibrando,
quando for o caso, artistas e produções de
diversas regiões do país, compreendendo o
alcance, relevância e visibilidade das criações,
pesquisas e experiências.
C
é imprescindível que a métrica seja qualitativa,
tomando como questão central o alcance dos
artistas nas redes sociais, com a certeza do
retorno de público e capital.
D
é necessária a realização de cartografias éticas
e politicamente engajadas para a formação de
um terreno plural, múltiplo e diverso,
equilibrando, quando for o caso, artistas e
produções de diversas regiões do país,
compreendendo o alcance, relevância e
visibilidade das criações, pesquisas e
experiências.
E
é imprescindível que a métrica seja tanto
qualitativa quanto quantitativa, tomando como
questão central o alcance dos artistas nas
redes sociais, sendo isso mais relevante que a
qualidade do trabalho, garantindo a certeza do
retorno de público e capital.
Respondida
Nas discussões sobre as participações de
artistas nos processos de gestão e produção
cultural, percebemos que
A
há um entendimento de que a criação
artística é considerada antagônica à gestão
e produção, mas há também possibilidades
atuais de núcleos abertos que consideram
gestão, produção e criação como processos
horizontais e participativos.
B
há um entendimento de que a criação
artística é superior à gestão e produção, e
não há possibilidades atuais que consigam
manejar esse entendimento, cristalizando,
assim, a relação entre artista, criador e
pesquisador versus produtor e gestor.
C
há um desentendimento de que a criação
artística não é antagônica à gestão e
produção, e as possibilidades atuais de
núcleos abertos de trabalho que operam
nessa lógica, mantendo a distância necessária entre os criadores e os produtores.
D
há um entendimento de que a criação
artística e gestão e produção constituem um
único bloco de ação, sem a necessidade de
pensar possibilidades de núcleos abertos
que consideram gestão, produção e criação
como processos horizontais e participativos.
E
não há entendimento entre a criação
artística e gestão e produção, e dessa forma
é importante manter os dois espaços
separados para que não haja contaminações estilísticas entre criadores e
produtores.
Respondida
É importante que a realização de projetos
culturais seja plural e inclusiva, sentindo a temperatura
dos tempos, ou seja, percebendo as questões políticas
que marcam os dramas sociais. Nesse sentido, a
realização de editais pode ser elaborada
A
seguindo as diretrizes do edital, mas
adotando um viés subjetivo, do ponto de
vista do artista e da criação.
B
a partir de um viés subjetivo e objetivo, em
texto marcado pela teoria, com o uso formal
da língua em trechos acadêmicos e com o
uso informal para estabelecer diálogo em
trechos subjetivos.
C
seguindo as diretrizes do edital, a partir de
questões objetivas, atuais, com explicações
práticas e teóricas nítidas que deixem claros
os objetivos, público de destino, ações, pré-produção, produção, pós-produção, sempre
com o uso formal da língua.
D
a partir de um viés subjetivo, em texto
marcado pela teoria, com o uso informal da
língua para estabelecer diálogo.
E
a partir de questões subjetivas, não
necessariamente atuais, com explicações
práticas e teóricas, sem a certeza prévia de
público de destino, deixando em aberto
questões relativas à produção, sempre com
o uso formal e informal da língua.