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Texto para a questão a seguir.
Toda a questão do conhecimento, como desejo de penetrar os fenômenos e dizer sua lógica, organização e seu funcionamento, pode ser pensada a partir do que se deve denominar uma filosofia de superfície: aquela que se dedica a tratar crítica e analiticamente o mundo das superfícies. Há a confusão a ser revista entre superfície e aparência. Enquanto a aparência é uma categoria metafísica, a superfície é muito mais uma categoria gnosiológica. Desse ponto de vista, a superfície é aquilo que revela nossos valores e preconceitos ou que os esconde. Por isso, é possível associar a superfície ao superficial. O conceito de aparência está intimamente conectado com o de superfície, mas é dele sutilmente diverso. Enquanto a aparência é um conceito em sentido estrito, pois não a podemos entender sem a palavra que a representa, “superfície”, quase não é um conceito, dado seu caráter de realidade fisicamente tangível. Mais correto é dizer que a superfície é um conceito limiar, diverso de um conceito puro, aquele que se estabelece a priori por estratégias puramente racionais. Não precisamos usar a superfície para explicar o mundo, porque ela mesma é parte do mundo que exige explicação. Ela é um dado da realidade ao qual nos relacionamos. A superfície pode ter uma aparência ou ser mais, a própria verdade.
Márcia Tiburi. Uma filosofia da superfície.
In: Cult, ano 11, p. 42 (com adaptações).
Com base no texto, julgue as inferências propostas nos itens abaixo.
I A partir das superfícies das coisas do mundo, pode-se julgar se as aparências são verdadeiras ou não.
II Na perspectiva teórica do texto, conceitos puros ou estritos são estabelecidos, a priori, por estratégias puramente racionais.
III Da supremacia da aparência sobre a superfície decorrem preconceitos e problemas no conhecimento da lógica e do funcionamento da realidade.
Apresenta sustentação na argumentação do texto apenas o que se afirma
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Texto para a questão a seguir.
As sociedades humanas são complexas e os seus membros se atraem ou se repelemA) em função de sua pertinência. Não existe o homem só, mesmo quando solitário. Para se construirB) e entender-seB), o homem precisa pertencerB). Essa pertinência vai desde a linguagem, passa pelos grupos e classes sociais e invade as culturas, os saberes e, até mesmo, as idiossincrasias. As sociedades não são essencialmente harmônicas. Elas sempre se estão transformando a partir dos conflitos e das contradições que asC) fazem mover-se e transformar-se. Assim, as sociedades funcionam, muito mais, pela lógica das contradições do que pela lógica da identidade.
À luz desses entendimentos é que os direitos humanos devem ser vistos. Não mais direitos que apenas se cristalizam em leis ou códigosD) , mas queD) se constituem a partir de conflitosE), que traduzemD) as transformações e os avanços históricos da humanidade. Não se pode mais entendê-losE) como fruto de uma sociedade abstrata, mas como a expressão coativa de tensões e contradições engendradas pelos embates de interesses e projetos de grupos sociais.
Roberto A. R. de Aguiar. Ética e direitos humanos. In: Desafios Éticos.
Conselho Federal de Medicina, p. 60-1, 1993 (com adaptações).
Considerando as relações de coesão textual, assinale a opção correta a respeito do uso de pronomes no texto.
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Segundo a resolução CONAMA n.º 303/2002, área urbana consolidada é aquela definida legalmente como tal pelo poder público; aquela na qual a densidade demográfica é superior a cinco mil habitantes por km² e aquela onde existem os seguintes equipamentos de infraestrutura urbana:
I malha viária com canalização de águas pluviais;
II rede de abastecimento de água;
III transporte coletivo urbano integrado;
IV recolhimento de resíduos sólidos urbanos.
Assinale a opção correta.
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A partir da comparação das duas tabelas acima, é correto afirmar que o fator fundamental para explicar o crescimento da população é
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