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2602441 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado.” Assinale a opção que não poderia substituir o termo sublinhado acima, sob pena de grave alteração de sentido.

 

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2602440 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

O termo “preocupados” exerce a função sintática de

 

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2602439 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezesa, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quantob você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantosc organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quaisd as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhumae condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

Assinale a opção em que o termo indicado exerça, no texto, papel adverbial.

 

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2602438 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

“É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais microorganismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.”

Assinale a opção em que esteja corretamente indicada, respectivamente, a classificação das ocorrências do QUE no período acima.

 

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2602436 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

Por “pletora”, só não se pode entender

 

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2602435 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,
carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

A respeito do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. Com a noção de que o corpo humano é uma sociedade, e não um organismo único, criam-se novas perspectivas para os estudos simbióticos entre seus habitantes.

II. O uso de probióticos, apesar de compatível com os novos achados científicos, ainda carecem de comprovações mais densas de sua eficácia.

III. Enquanto não se achar o padrão adequado dos microbiomas, não será possível indicar os tratamentos adequados aos seres humanos no tratamento de doenças crônicas.

Assinale

 

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2602434 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Ao longo das últimas décadas, as tecnologias digitais da informação e comunicação, também conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de aprender. Na educação, as TDICs

I. têm sido incorporadas às práticas docentes como meio para promover aprendizagens mais significativas, com o objetivo de apoiar os professores na implementação de metodologias de ensino ativas, alinhando o processo de ensino- aprendizagem à realidade dos estudantes e despertando maior interesse e engajamento dos alunos em todas as etapas da Educação Básica.

II. contemplam o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas ao uso crítico e responsável das tecnologias digitais tanto de forma transversal quanto de forma direcionada.

III. têm o objetivo de desenvolver competências relacionadas ao próprio uso das tecnologias, recursos e linguagens digitais.

Está correto o que se afirma em

 

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2602433 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

De acordo com o Cenpec (2022), uma pesquisa com base nos dados da Pnad 2019, são 781 mil crianças e adolescentes de 4 a 17 anos autodeclaradas pretas, pardas e indígenas excluídos da escola – o que corresponde a 71,3% do total de crianças e adolescentes fora da escola no Brasil. Considerando os efeitos da pandemia, esse cenário é agravado.

Ao olhar os dados, fica evidente a necessidade de se atentar para a questão racial quando se pensa em estratégias para garantir a equidade na educação e combater as desigualdades educacionais.

Considerando o texto, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A exclusão escolar não é resultado somente de um processo histórico, mas da manutenção de escolhas que condenam grandes parcelas da população à invisibilidade, ao abandono.

( ) Quando falamos em desigualdades ou exclusão escolar, as populações mais vulneráveis são as primeiras a serem atingidas, e a pandemia apenas deixou clara essa realidade.

( ) É necessário atentar para a questão racial ao pensar em estratégias para garantir a equidade na educação e combater as desigualdades educacionais.

As afirmativas são, respectivamente,

 

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Conforme a Lei 8.069/19, Estatuto da Criança e do Adolescente, a criança e o adolescente têm

I. o dever de respeitar seus educadores sem, necessariamente, ter que ser respeitado por eles.

II. o dever de não contestar critérios avaliativos, sem possibilidade de recorrer a qualquer instância escolar.

III. o direito de organização e participação em entidades estudantis.

Está correto o que se afirma em

 

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2602431 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Segundo Freire (1996):

“O bom professor é o que consegue, enquanto falar, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula se torna um desafio, mantém o aluno em sintonia com o que está mediando. A construção do conhecimento não é individual e sim uma via dupla, onde o professor é um intermediário entre conteúdos da aprendizagem e discente.”

Considerando o fragmento acima, é correto afirmar que o autor se refere à relação

 

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