Foram encontradas 365.038 questões.
Coluna 1
1. Proposta.
2. Tese.
3. Argumentos pró-tese, ou persuasão.
4. Argumentos contrários à tese, ou concessão.
Coluna 2
( ) Proposição cuja veracidade o autor procura demonstrar; é a asserção para a qual se orienta argumentativamente todo o texto, sendo a conclusão da qual se pretende persuadir o leitor.
( ) Condição sine qua non para que haja argumentação, é sempre independente em relação ao texto produzido. Quanto ao seu enunciador, este pode ser um indivíduo, ou seja, um cidadão comum ou uma figura pública, ou então uma coletividade, representada nas fórmulas do tipo “dizem que”, “sabe-se que” etc. Por via de regra, esse enunciador não é o autor do texto.
( ) É um recurso argumentativo que pode ser representado pelo esquema “A mas B”, que pode ser traduzido como “você deve tirar de A uma conclusão r, mas não o faça porque B, tão verdadeiro quanto A, sugere a conclusão não-r”.
( ) Proposições destinadas a defender uma ideia; são formulados com base nas crenças partilhadas pelos participantes do jogo argumentativo para dar legitimidade ao discurso e aumentar a credibilidade do autor. Visam também persuadir o leitor da posição tomada pelo autor.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade
Por Maria Fernanda Ziegler
Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os
benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em
experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força
induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender
como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática
esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada
ao surgimento do diabetes tipo 2.
“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar
um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso
DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a
musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade
de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo
foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na
epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de
vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código
do DNA.
Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma
molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como
o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para
as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os
pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a
metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido
na forma como o fígado processa e utiliza a energia.
Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O
excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,
desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de
energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo
falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que
destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula
o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos
experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até
emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da
proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação
devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o
ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse
celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação
dessa proteína.
Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue
(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado
armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera
essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um
mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.
Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à
insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores
obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.
Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que
causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,
proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as
células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a
regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas
também controla como o DNA do fígado funciona”.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade
Por Maria Fernanda Ziegler
Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os
benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em
experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força
induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender
como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática
esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada
ao surgimento do diabetes tipo 2.
“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar
um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso
DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a
musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade
de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo
foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na
epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de
vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código
do DNA.
Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma
molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como
o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para
as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os
pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a
metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido
na forma como o fígado processa e utiliza a energia.
Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O
excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,
desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de
energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo
falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que
destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula
o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos
experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até
emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da
proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação
devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o
ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse
celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação
dessa proteína.
Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue
(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado
armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera
essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um
mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.
Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à
insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores
obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.
Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que
causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,
proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as
células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a
regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas
também controla como o DNA do fígado funciona”.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade
Por Maria Fernanda Ziegler
Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os
benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em
experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força
induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender
como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática
esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada
ao surgimento do diabetes tipo 2.
“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar
um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso
DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a
musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade
de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo
foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na
epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de
vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código
do DNA.
Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma
molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como
o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para
as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os
pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a
metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido
na forma como o fígado processa e utiliza a energia.
Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O
excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,
desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de
energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo
falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que
destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula
o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos
experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até
emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da
proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação
devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o
ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse
celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação
dessa proteína.
Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue
(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado
armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera
essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um
mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.
Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à
insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores
obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.
Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que
causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,
proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as
células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a
regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas
também controla como o DNA do fígado funciona”.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. O termo “Um dos achados da pesquisa” exerce a função de sujeito da oração principal, cujo predicado classifica-se como predicado nominal, uma vez que o verbo “é” atua como verbo de ligação.
II. O termo “a sensibilidade à insulina” exerce a função de objeto direto do verbo “recuperou”, pois completa o sentido da ação verbal.
III. O emprego do acento indicativo de crase em “à insulina” justifica-se pela regência do substantivo “sensibilidade”, que exige a preposição “a”, e pela presença do artigo feminino antes de “insulina”.
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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade
Por Maria Fernanda Ziegler
Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os
benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em
experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força
induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender
como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática
esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada
ao surgimento do diabetes tipo 2.
“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar
um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso
DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a
musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade
de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo
foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na
epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de
vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código
do DNA.
Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma
molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como
o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para
as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os
pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a
metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido
na forma como o fígado processa e utiliza a energia.
Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O
excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,
desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de
energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo
falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que
destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula
o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos
experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até
emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da
proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação
devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o
ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse
celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação
dessa proteína.
Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue
(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado
armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera
essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um
mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.
Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à
insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores
obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.
Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que
causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,
proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as
células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a
regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas
também controla como o DNA do fígado funciona”.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade
Por Maria Fernanda Ziegler
Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os
benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em
experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força
induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender
como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática
esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada
ao surgimento do diabetes tipo 2.
“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar
um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso
DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a
musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade
de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo
foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na
epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de
vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código
do DNA.
Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma
molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como
o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para
as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os
pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a
metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido
na forma como o fígado processa e utiliza a energia.
Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O
excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,
desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de
energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo
falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que
destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula
o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos
experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até
emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da
proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação
devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o
ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse
celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação
dessa proteína.
Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue
(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado
armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera
essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um
mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.
Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à
insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores
obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.
Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que
causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,
proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as
células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a
regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas
também controla como o DNA do fígado funciona”.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Coluna 1
1. Dígrafo consonantal.
2. Hiato.
3. Encontro consonantal.
4. Ditongo decrescente.
Coluna 2
( ) Fibrose.
( ) Oito.
( ) Falhas.
( ) Diabetes.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade
Por Maria Fernanda Ziegler
Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os
benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em
experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força
induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender
como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática
esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada
ao surgimento do diabetes tipo 2.
“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar
um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso
DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a
musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade
de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo
foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na
epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de
vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código
do DNA.
Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma
molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como
o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para
as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os
pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a
metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido
na forma como o fígado processa e utiliza a energia.
Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O
excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,
desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de
energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo
falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que
destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula
o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos
experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até
emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da
proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação
devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o
ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse
celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação
dessa proteína.
Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue
(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado
armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera
essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um
mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.
Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à
insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores
obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.
Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que
causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,
proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as
células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a
regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas
também controla como o DNA do fígado funciona”.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade
Por Maria Fernanda Ziegler
Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os
benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em
experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força
induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender
como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática
esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada
ao surgimento do diabetes tipo 2.
“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar
um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso
DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a
musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade
de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo
foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na
epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de
vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código
do DNA.
Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma
molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como
o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para
as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os
pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a
metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido
na forma como o fígado processa e utiliza a energia.
Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O
excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,
desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de
energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo
falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que
destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula
o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos
experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até
emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da
proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação
devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o
ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse
celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação
dessa proteína.
Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue
(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado
armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera
essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um
mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.
Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à
insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores
obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.
Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que
causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,
proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as
células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a
regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas
também controla como o DNA do fígado funciona”.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade
Por Maria Fernanda Ziegler
Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os
benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em
experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força
induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender
como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática
esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada
ao surgimento do diabetes tipo 2.
“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar
um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso
DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a
musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade
de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo
foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.
Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na
epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de
vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código
do DNA.
Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma
molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como
o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para
as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os
pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a
metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido
na forma como o fígado processa e utiliza a energia.
Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O
excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,
desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de
energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo
falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que
destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula
o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos
experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até
emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da
proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação
devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o
ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse
celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação
dessa proteína.
Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue
(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado
armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera
essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um
mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.
Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à
insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores
obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.
Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que
causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,
proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as
células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a
regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas
também controla como o DNA do fígado funciona”.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) A expressão “Essa área da ciência” (l. 15) retoma anaforicamente um ramo da ciência.
( ) Na linha 17, o pronome “ela” se refere a uma molécula química mencionada anteriormente.
( ) A presença de verbos dicendi ao longo do texto é um recurso utilizado para introduzir citações e indicar a fonte de informações.
( ) Em “O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo falha”, o pronome demonstrativo se refere à insuficiência de energia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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