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4234175 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS
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Considerando a estrutura organizacional do discurso argumentativo, conhecida como dispositivo argumentativo de Charaudeau, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os elementos dessa estrutura às suas respectivas definições.

Coluna 1
1. Proposta.
2. Tese.
3. Argumentos pró-tese, ou persuasão.
4. Argumentos contrários à tese, ou concessão. 

Coluna 2
( ) Proposição cuja veracidade o autor procura demonstrar; é a asserção para a qual se orienta argumentativamente todo o texto, sendo a conclusão da qual se pretende persuadir o leitor.
( ) Condição sine qua non para que haja argumentação, é sempre independente em relação ao texto produzido. Quanto ao seu enunciador, este pode ser um indivíduo, ou seja, um cidadão comum ou uma figura pública, ou então uma coletividade, representada nas fórmulas do tipo “dizem que”, “sabe-se que” etc. Por via de regra, esse enunciador não é o autor do texto.
( ) É um recurso argumentativo que pode ser representado pelo esquema “A mas B”, que pode ser traduzido como “você deve tirar de A uma conclusão r, mas não o faça porque B, tão verdadeiro quanto A, sugere a conclusão não-r”.
( ) Proposições destinadas a defender uma ideia; são formulados com base nas crenças partilhadas pelos participantes do jogo argumentativo para dar legitimidade ao discurso e aumentar a credibilidade do autor. Visam também persuadir o leitor da posição tomada pelo autor.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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4234174 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS
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Assinale a alternativa na qual os versos NÃO apresentam o recurso da metalinguagem, não consistindo, portanto, em metapoemas.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Quanto ao emprego da pontuação no texto e a seus efeitos de sentido, assinale a alternativa correta.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

No período retirado do texto “Nos experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da proteína ligada a esse gene diminuiu”, a palavra “embora” indica _______ e poderia ser substituída por _______, ______ necessárias alterações no período a fim de manter as corretas relações gramaticais.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

No que se refere a aspectos sintáticos, sobre a frase retirada do texto “Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina”, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O termo “Um dos achados da pesquisa” exerce a função de sujeito da oração principal, cujo predicado classifica-se como predicado nominal, uma vez que o verbo “é” atua como verbo de ligação.
II. O termo “a sensibilidade à insulina” exerce a função de objeto direto do verbo “recuperou”, pois completa o sentido da ação verbal.
III. O emprego do acento indicativo de crase em “à insulina” justifica-se pela regência do substantivo “sensibilidade”, que exige a preposição “a”, e pela presença do artigo feminino antes de “insulina”.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação a palavras e trechos retirados do texto e seus aspectos gramaticais, assinale a alternativa correta.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os fenômenos fonológicos às respectivas palavras retiradas do texto. 

Coluna 1
1. Dígrafo consonantal.
2. Hiato.
3. Encontro consonantal.
4. Ditongo decrescente.

Coluna 2
( ) Fibrose.
( ) Oito.
( ) Falhas.
( ) Diabetes.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação às figuras de linguagem presentes no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente os vocábulos “induz” (l. 04) e “mitigar” (l. 05) sem causar alterações significativas ao sentido dos trechos do texto em que ocorrem.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação aos mecanismos de coesão textual presentes no texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A expressão “Essa área da ciência” (l. 15) retoma anaforicamente um ramo da ciência.
( ) Na linha 17, o pronome “ela” se refere a uma molécula química mencionada anteriormente.
( ) A presença de verbos dicendi ao longo do texto é um recurso utilizado para introduzir citações e indicar a fonte de informações.
( ) Em “O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo falha”, o pronome demonstrativo se refere à insuficiência de energia.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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