Foram encontradas 355.429 questões.
TEXTO 01
Férias ampliam tempo de tela
e impulsionam debate sobre estímulos
no conteúdo infantil
As férias escolares costumam ampliar o tempo das
crianças diante das telas e, com isso, acendem um alerta
entre especialistas em desenvolvimento infantil. Longe
da rotina escolar, muitos pequenos passam horas consumindo vídeos curtos, desenhos acelerados e conteúdos
altamente estimulantes, cenário que tem alimentado as
discussões sobre o chamado brain rot, termo usado para
descrever o desgaste cognitivo provocado pelo excesso de
estímulos digitais rápidos e fragmentados.
Nesse contexto, animações de baixo estímulo vêm
ganhando espaço como alternativas mais saudáveis, especialmente durante as férias. São produções com ritmo
mais calmo, menos cortes, trilhas sonoras suaves e narrativas que respeitam o tempo da infância, permitindo que
a criança acompanhe histórias com começo, meio e fim.
Essa mudança de olhar tem influenciado diretamente a produção de conteúdos infantis brasileiros. (...)
Desenvolvido pela Totoy Corp, com apoio de pedagogos
e psicólogos, os desenhos apostam em episódios afetivos e
cotidianos, abordando temas como empatia, cooperação,
curiosidade e hábitos diários, sem sobrecarregar o sistema
sensorial das crianças. (...)
A mesma visão é compartilhada pela psicóloga Isa
Vaal, cofundadora da empresa e uma das diretoras da série. “A infância precisa de pausas. Quando tudo é rápido,
barulhento e excessivo, o corpo da criança responde com
agitação. Um bom desenho acolhe, não acelera”, diz. (...)
A preocupação com os impactos do excesso de estímulos também aparece nas discussões clínicas. Para a
psicanalista e CEO do Grupo Altis, Ana Lisboa, o cérebro
infantil aprende a funcionar a partir dos estímulos que recebe. “Quando a criança se acostuma apenas a conteúdos
rápidos e fragmentados, o cérebro passa a operar no modo
da urgência. Isso reduz a capacidade de foco e aumenta
a busca por recompensas imediatas”, explica. Para Ana, o
brain rot afeta tanto o desempenho cognitivo quanto a organização emocional.(...)
O cuidado com a infância também é reforçado por
médicos e especialistas em saúde infantil. O pediatra Daniel Becker, conhecido pelo perfil Pediatra Integral no Instagram, defende escolhas conscientes no uso das telas. (...)
(Disponivel: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/maternar/2026/01/22/ férias-ampliam-tempo-de-tela-e-impulsionamdebate-sobre-estimulos-no-conteudo-infantil.shtml. Acesso em:
22.jan.2026. Texto adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO 01
Férias ampliam tempo de tela
e impulsionam debate sobre estímulos
no conteúdo infantil
As férias escolares costumam ampliar o tempo das
crianças diante das telas e, com isso, acendem um alerta
entre especialistas em desenvolvimento infantil. Longe
da rotina escolar, muitos pequenos passam horas consumindo vídeos curtos, desenhos acelerados e conteúdos
altamente estimulantes, cenário que tem alimentado as
discussões sobre o chamado brain rot, termo usado para
descrever o desgaste cognitivo provocado pelo excesso de
estímulos digitais rápidos e fragmentados.
Nesse contexto, animações de baixo estímulo vêm
ganhando espaço como alternativas mais saudáveis, especialmente durante as férias. São produções com ritmo
mais calmo, menos cortes, trilhas sonoras suaves e narrativas que respeitam o tempo da infância, permitindo que
a criança acompanhe histórias com começo, meio e fim.
Essa mudança de olhar tem influenciado diretamente a produção de conteúdos infantis brasileiros. (...)
Desenvolvido pela Totoy Corp, com apoio de pedagogos
e psicólogos, os desenhos apostam em episódios afetivos e
cotidianos, abordando temas como empatia, cooperação,
curiosidade e hábitos diários, sem sobrecarregar o sistema
sensorial das crianças. (...)
A mesma visão é compartilhada pela psicóloga Isa
Vaal, cofundadora da empresa e uma das diretoras da série. “A infância precisa de pausas. Quando tudo é rápido,
barulhento e excessivo, o corpo da criança responde com
agitação. Um bom desenho acolhe, não acelera”, diz. (...)
A preocupação com os impactos do excesso de estímulos também aparece nas discussões clínicas. Para a
psicanalista e CEO do Grupo Altis, Ana Lisboa, o cérebro
infantil aprende a funcionar a partir dos estímulos que recebe. “Quando a criança se acostuma apenas a conteúdos
rápidos e fragmentados, o cérebro passa a operar no modo
da urgência. Isso reduz a capacidade de foco e aumenta
a busca por recompensas imediatas”, explica. Para Ana, o
brain rot afeta tanto o desempenho cognitivo quanto a organização emocional.(...)
O cuidado com a infância também é reforçado por
médicos e especialistas em saúde infantil. O pediatra Daniel Becker, conhecido pelo perfil Pediatra Integral no Instagram, defende escolhas conscientes no uso das telas. (...)
(Disponivel: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/maternar/2026/01/22/ férias-ampliam-tempo-de-tela-e-impulsionamdebate-sobre-estimulos-no-conteudo-infantil.shtml. Acesso em:
22.jan.2026. Texto adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO 01
Férias ampliam tempo de tela
e impulsionam debate sobre estímulos
no conteúdo infantil
As férias escolares costumam ampliar o tempo das
crianças diante das telas e, com isso, acendem um alerta
entre especialistas em desenvolvimento infantil. Longe
da rotina escolar, muitos pequenos passam horas consumindo vídeos curtos, desenhos acelerados e conteúdos
altamente estimulantes, cenário que tem alimentado as
discussões sobre o chamado brain rot, termo usado para
descrever o desgaste cognitivo provocado pelo excesso de
estímulos digitais rápidos e fragmentados.
Nesse contexto, animações de baixo estímulo vêm
ganhando espaço como alternativas mais saudáveis, especialmente durante as férias. São produções com ritmo
mais calmo, menos cortes, trilhas sonoras suaves e narrativas que respeitam o tempo da infância, permitindo que
a criança acompanhe histórias com começo, meio e fim.
Essa mudança de olhar tem influenciado diretamente a produção de conteúdos infantis brasileiros. (...)
Desenvolvido pela Totoy Corp, com apoio de pedagogos
e psicólogos, os desenhos apostam em episódios afetivos e
cotidianos, abordando temas como empatia, cooperação,
curiosidade e hábitos diários, sem sobrecarregar o sistema
sensorial das crianças. (...)
A mesma visão é compartilhada pela psicóloga Isa
Vaal, cofundadora da empresa e uma das diretoras da série. “A infância precisa de pausas. Quando tudo é rápido,
barulhento e excessivo, o corpo da criança responde com
agitação. Um bom desenho acolhe, não acelera”, diz. (...)
A preocupação com os impactos do excesso de estímulos também aparece nas discussões clínicas. Para a
psicanalista e CEO do Grupo Altis, Ana Lisboa, o cérebro
infantil aprende a funcionar a partir dos estímulos que recebe. “Quando a criança se acostuma apenas a conteúdos
rápidos e fragmentados, o cérebro passa a operar no modo
da urgência. Isso reduz a capacidade de foco e aumenta
a busca por recompensas imediatas”, explica. Para Ana, o
brain rot afeta tanto o desempenho cognitivo quanto a organização emocional.(...)
O cuidado com a infância também é reforçado por
médicos e especialistas em saúde infantil. O pediatra Daniel Becker, conhecido pelo perfil Pediatra Integral no Instagram, defende escolhas conscientes no uso das telas. (...)
(Disponivel: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/maternar/2026/01/22/ férias-ampliam-tempo-de-tela-e-impulsionamdebate-sobre-estimulos-no-conteudo-infantil.shtml. Acesso em:
22.jan.2026. Texto adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO 01
Férias ampliam tempo de tela
e impulsionam debate sobre estímulos
no conteúdo infantil
As férias escolares costumam ampliar o tempo das
crianças diante das telas e, com isso, acendem um alerta
entre especialistas em desenvolvimento infantil. Longe
da rotina escolar, muitos pequenos passam horas consumindo vídeos curtos, desenhos acelerados e conteúdos
altamente estimulantes, cenário que tem alimentado as
discussões sobre o chamado brain rot, termo usado para
descrever o desgaste cognitivo provocado pelo excesso de
estímulos digitais rápidos e fragmentados.
Nesse contexto, animações de baixo estímulo vêm
ganhando espaço como alternativas mais saudáveis, especialmente durante as férias. São produções com ritmo
mais calmo, menos cortes, trilhas sonoras suaves e narrativas que respeitam o tempo da infância, permitindo que
a criança acompanhe histórias com começo, meio e fim.
Essa mudança de olhar tem influenciado diretamente a produção de conteúdos infantis brasileiros. (...)
Desenvolvido pela Totoy Corp, com apoio de pedagogos
e psicólogos, os desenhos apostam em episódios afetivos e
cotidianos, abordando temas como empatia, cooperação,
curiosidade e hábitos diários, sem sobrecarregar o sistema
sensorial das crianças. (...)
A mesma visão é compartilhada pela psicóloga Isa
Vaal, cofundadora da empresa e uma das diretoras da série. “A infância precisa de pausas. Quando tudo é rápido,
barulhento e excessivo, o corpo da criança responde com
agitação. Um bom desenho acolhe, não acelera”, diz. (...)
A preocupação com os impactos do excesso de estímulos também aparece nas discussões clínicas. Para a
psicanalista e CEO do Grupo Altis, Ana Lisboa, o cérebro
infantil aprende a funcionar a partir dos estímulos que recebe. “Quando a criança se acostuma apenas a conteúdos
rápidos e fragmentados, o cérebro passa a operar no modo
da urgência. Isso reduz a capacidade de foco e aumenta
a busca por recompensas imediatas”, explica. Para Ana, o
brain rot afeta tanto o desempenho cognitivo quanto a organização emocional.(...)
O cuidado com a infância também é reforçado por
médicos e especialistas em saúde infantil. O pediatra Daniel Becker, conhecido pelo perfil Pediatra Integral no Instagram, defende escolhas conscientes no uso das telas. (...)
(Disponivel: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/maternar/2026/01/22/ férias-ampliam-tempo-de-tela-e-impulsionamdebate-sobre-estimulos-no-conteudo-infantil.shtml. Acesso em:
22.jan.2026. Texto adaptado).
I. A linguagem predominante no texto é o nível formal, com rigor gramatical.
II. Predominam, no texto, as funções de linguagem metalinguística e referencial.
III. O texto aborda o tempo das crianças diante de telas num viés clínico e pedagógico.
IV. No texto, há opiniões controversas entre especialistas em desenvolvimento infantil.
Está correto o que se afirma em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO 01
Férias ampliam tempo de tela
e impulsionam debate sobre estímulos
no conteúdo infantil
As férias escolares costumam ampliar o tempo das
crianças diante das telas e, com isso, acendem um alerta
entre especialistas em desenvolvimento infantil. Longe
da rotina escolar, muitos pequenos passam horas consumindo vídeos curtos, desenhos acelerados e conteúdos
altamente estimulantes, cenário que tem alimentado as
discussões sobre o chamado brain rot, termo usado para
descrever o desgaste cognitivo provocado pelo excesso de
estímulos digitais rápidos e fragmentados.
Nesse contexto, animações de baixo estímulo vêm
ganhando espaço como alternativas mais saudáveis, especialmente durante as férias. São produções com ritmo
mais calmo, menos cortes, trilhas sonoras suaves e narrativas que respeitam o tempo da infância, permitindo que
a criança acompanhe histórias com começo, meio e fim.
Essa mudança de olhar tem influenciado diretamente a produção de conteúdos infantis brasileiros. (...)
Desenvolvido pela Totoy Corp, com apoio de pedagogos
e psicólogos, os desenhos apostam em episódios afetivos e
cotidianos, abordando temas como empatia, cooperação,
curiosidade e hábitos diários, sem sobrecarregar o sistema
sensorial das crianças. (...)
A mesma visão é compartilhada pela psicóloga Isa
Vaal, cofundadora da empresa e uma das diretoras da série. “A infância precisa de pausas. Quando tudo é rápido,
barulhento e excessivo, o corpo da criança responde com
agitação. Um bom desenho acolhe, não acelera”, diz. (...)
A preocupação com os impactos do excesso de estímulos também aparece nas discussões clínicas. Para a
psicanalista e CEO do Grupo Altis, Ana Lisboa, o cérebro
infantil aprende a funcionar a partir dos estímulos que recebe. “Quando a criança se acostuma apenas a conteúdos
rápidos e fragmentados, o cérebro passa a operar no modo
da urgência. Isso reduz a capacidade de foco e aumenta
a busca por recompensas imediatas”, explica. Para Ana, o
brain rot afeta tanto o desempenho cognitivo quanto a organização emocional.(...)
O cuidado com a infância também é reforçado por
médicos e especialistas em saúde infantil. O pediatra Daniel Becker, conhecido pelo perfil Pediatra Integral no Instagram, defende escolhas conscientes no uso das telas. (...)
(Disponivel: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/maternar/2026/01/22/ férias-ampliam-tempo-de-tela-e-impulsionamdebate-sobre-estimulos-no-conteudo-infantil.shtml. Acesso em:
22.jan.2026. Texto adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO DE APOIO
O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática
Ética
A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a
hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma
atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma
celeridade digital que não admite hiatos, as instituições —
e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a
eficiência, outrora um meio operacional, em um fim
teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde
a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo,
e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária
ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um
paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de
dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez
menos aptos a converter esse amálgama informativo em
conhecimento estruturado e aplicado.
Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da
produtividade muitas vezes atua como uma cortina de
fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar
deveria deter-se para perscrutar as nuances e as
contradições intrínsecas à realidade social e jurídica,
impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade
replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata,
contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a
tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise
reside na submissão acrítica aos seus imperativos de
velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a
rapidez se torna o único critério de excelência,
negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo
prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira
liderança e a administração pública de alta performance.
A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da
capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e
demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de
conectar pontos distantes, resultando em decisões
paliativas que atacam sintomas, mas preservam as
patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo
de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela
conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o
técnico são empurrados para as margens, enquanto o
"operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter
essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda
uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual
como pilares da competência profissional, sob pena de
transformarmos nossas instituições em engrenagens
perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO DE APOIO
O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática
Ética
A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a
hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma
atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma
celeridade digital que não admite hiatos, as instituições —
e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a
eficiência, outrora um meio operacional, em um fim
teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde
a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo,
e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária
ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um
paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de
dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez
menos aptos a converter esse amálgama informativo em
conhecimento estruturado e aplicado.
Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da
produtividade muitas vezes atua como uma cortina de
fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar
deveria deter-se para perscrutar as nuances e as
contradições intrínsecas à realidade social e jurídica,
impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade
replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata,
contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a
tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise
reside na submissão acrítica aos seus imperativos de
velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a
rapidez se torna o único critério de excelência,
negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo
prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira
liderança e a administração pública de alta performance.
A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da
capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e
demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de
conectar pontos distantes, resultando em decisões
paliativas que atacam sintomas, mas preservam as
patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo
de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela
conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o
técnico são empurrados para as margens, enquanto o
"operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter
essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda
uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual
como pilares da competência profissional, sob pena de
transformarmos nossas instituições em engrenagens
perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO DE APOIO
O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática
Ética
A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a
hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma
atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma
celeridade digital que não admite hiatos, as instituições —
e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a
eficiência, outrora um meio operacional, em um fim
teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde
a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo,
e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária
ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um
paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de
dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez
menos aptos a converter esse amálgama informativo em
conhecimento estruturado e aplicado.
Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da
produtividade muitas vezes atua como uma cortina de
fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar
deveria deter-se para perscrutar as nuances e as
contradições intrínsecas à realidade social e jurídica,
impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade
replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata,
contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a
tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise
reside na submissão acrítica aos seus imperativos de
velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a
rapidez se torna o único critério de excelência,
negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo
prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira
liderança e a administração pública de alta performance.
A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da
capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e
demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de
conectar pontos distantes, resultando em decisões
paliativas que atacam sintomas, mas preservam as
patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo
de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela
conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o
técnico são empurrados para as margens, enquanto o
"operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter
essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda
uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual
como pilares da competência profissional, sob pena de
transformarmos nossas instituições em engrenagens
perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Analise as proposições abaixo sob a ótica da normapadrão:
I. Se a auditoria DETIVESSE provas concretas de malversação, o processo seguiria para a corregedoria imediatamente.
II. É necessário que o gestor REVEJA os critérios de alocação de recursos antes que o semestre se encerre.
III. Caso o relator MANTIVESSE sua postura de isenção, a decisão não seria questionada pelas partes interessadas.
IV. Quando os diretores PROPOREM as novas cláusulas contratuais, haverá uma assembleia extraordinária.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições com a flexão verbal CORRETA:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO DE APOIO
O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática
Ética
A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a
hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma
atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma
celeridade digital que não admite hiatos, as instituições —
e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a
eficiência, outrora um meio operacional, em um fim
teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde
a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo,
e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária
ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um
paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de
dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez
menos aptos a converter esse amálgama informativo em
conhecimento estruturado e aplicado.
Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da
produtividade muitas vezes atua como uma cortina de
fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar
deveria deter-se para perscrutar as nuances e as
contradições intrínsecas à realidade social e jurídica,
impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade
replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata,
contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a
tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise
reside na submissão acrítica aos seus imperativos de
velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a
rapidez se torna o único critério de excelência,
negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo
prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira
liderança e a administração pública de alta performance.
A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da
capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e
demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de
conectar pontos distantes, resultando em decisões
paliativas que atacam sintomas, mas preservam as
patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo
de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela
conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o
técnico são empurrados para as margens, enquanto o
"operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter
essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda
uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual
como pilares da competência profissional, sob pena de
transformarmos nossas instituições em engrenagens
perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Analise as orações destacadas nas proposições abaixo:
I. Convém ao interesse público que todos os processos de licitação sejam transparentes.
II. Os servidores tinham a convicção de que as novas metas seriam atingidas até o final do ano.
III. O projeto é tão ambicioso que os investidores decidiram triplicar o aporte de capital.
IV. Os cidadãos, que buscam por justiça e celeridade, devem acompanhar os trâmites do processo.
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das orações em destaque:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO DE APOIO
O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática
Ética
A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a
hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma
atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma
celeridade digital que não admite hiatos, as instituições —
e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a
eficiência, outrora um meio operacional, em um fim
teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde
a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo,
e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária
ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um
paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de
dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez
menos aptos a converter esse amálgama informativo em
conhecimento estruturado e aplicado.
Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da
produtividade muitas vezes atua como uma cortina de
fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar
deveria deter-se para perscrutar as nuances e as
contradições intrínsecas à realidade social e jurídica,
impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade
replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata,
contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a
tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise
reside na submissão acrítica aos seus imperativos de
velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a
rapidez se torna o único critério de excelência,
negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo
prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira
liderança e a administração pública de alta performance.
A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da
capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e
demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de
conectar pontos distantes, resultando em decisões
paliativas que atacam sintomas, mas preservam as
patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo
de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela
conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o
técnico são empurrados para as margens, enquanto o
"operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter
essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda
uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual
como pilares da competência profissional, sob pena de
transformarmos nossas instituições em engrenagens
perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Analise as proposições abaixo sob a ótica da norma-padrão:
I. "Quanta perspicácia e retidão nas decisões do magistrado durante o julgamento!"
II. "Os auditores do tribunal pretendiam analisar detidamente os fluxos de caixa da autarquia."
III. "Houve, devido a inconsistências orçamentárias, sérios entraves ao prosseguimento da licitação."
IV. "O veredito foi proferido, os réus silenciaram e a sessão, por fim, encerrou-se."
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das estruturas acima:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container