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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando as características de gênero e tipo textual presentes no texto, assinale a alternativa correta.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando as informações apresentadas no texto, analise as assertivas a seguir:

I. A ideia central do texto é que a musculação provoca uma reprogramação molecular no fígado, capaz de mitigar a doença hepática esteatótica, tese sustentada por resultados de uma pesquisa científica e complementada por explicações de um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.
II. Segundo o texto, a musculação altera permanentemente o código genético dos indivíduos, promovendo mudanças no DNA.
III. O estudo apresentado no texto evidencia que a musculação produz efeitos capazes de influenciar o funcionamento de órgãos que não participam diretamente da atividade física.
IV. Infere-se do texto que a recuperação da sensibilidade à insulina ocorre porque o treinamento de força aumenta diretamente a massa muscular dos camundongos, a qual passa a controlar os níveis de glicose no sangue.

Quais estão corretas?
 

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4234018 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS

Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

Por Maria Fernanda Ziegler

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

com 130 crianças entre 6 e 11 anos identificou que a obesidade pode causar, por si só, danos

imediatos à saúde cardiovascular infantil, aumentando o risco de doenças como

aterosclerose, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) já na infância. O trabalho identificou

sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio — camada que reveste os vasos

sanguíneos — em crianças com sobrepeso e obesidade.

“Os resultados do estudo reforçam a gravidade da obesidade infantil, mostrando que ela

precisa ser revertida desde cedo. Alertamos também sobre a necessidade de políticas públicas

para a redução da obesidade na infância, sobretudo em populações em vulnerabilidade

socioeconômica”, afirma Maria do Carmo Pinho Franco, professora da Unifesp e autora do

estudo publicado no International Journal of Obesity.

A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma

inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante

alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento

prematuro das células imunes. No endotélio, o foco do estudo, os pesquisadores identificaram

que esse processo inflamatório provoca dano celular, mesmo em crianças, o que aumenta a

gravidade da obesidade infantil. “Já era sabido que crianças com sobrepeso ou obesidade

tendem a se tornar adolescentes e adultos com o mesmo problema, o que aumenta o risco

de desenvolver doenças cardiovasculares e cardiometabólicas no futuro. Mas esse efeito não

é apenas cumulativo. O estudo identificou que as crianças com sobrepeso ou obesidade já

apresentam sinais de inflamação e disfunção endotelial, indicando que o processo de

adoecimento cardiovascular começa já na infância, mesmo antes de outros fatores de risco

aparecerem”, diz Franco.

“Essas crianças não fumam, não bebem e não têm décadas de maus hábitos

considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Trata-se também de uma

população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais. O único fator presente

é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para

iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau, com impacto direto na saúde vascular”,

completa.

A pesquisa também mediu indicadores como Índice de Massa Corporal (IMC),

circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________. Crianças com

sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa, que

avalia a saúde dos vasos, além de maior expressão do gene TNF-alfa, fator que se

correlacionou com os níveis elevados de micropartículas endoteliais e a piora da função

endotelial.

Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e

responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no

cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis.

Os pesquisadores defendem a necessidade urgente de ampliar e fortalecer políticas

públicas para prevenir a obesidade infantil, especialmente em comunidades com

vulnerabilidade socioeconômica. “Além de todo o problema de cunho individual, sem a

intervenção precoce essas crianças tendem a se tornar adultos com doenças cardiovasculares

e metabólicas, o que representa um impacto preocupante para a saúde pública e para a

sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, alerta Franco.

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudo-com-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao emprego de sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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4234017 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS

Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

Por Maria Fernanda Ziegler

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

com 130 crianças entre 6 e 11 anos identificou que a obesidade pode causar, por si só, danos

imediatos à saúde cardiovascular infantil, aumentando o risco de doenças como

aterosclerose, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) já na infância. O trabalho identificou

sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio — camada que reveste os vasos

sanguíneos — em crianças com sobrepeso e obesidade.

“Os resultados do estudo reforçam a gravidade da obesidade infantil, mostrando que ela

precisa ser revertida desde cedo. Alertamos também sobre a necessidade de políticas públicas

para a redução da obesidade na infância, sobretudo em populações em vulnerabilidade

socioeconômica”, afirma Maria do Carmo Pinho Franco, professora da Unifesp e autora do

estudo publicado no International Journal of Obesity.

A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma

inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante

alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento

prematuro das células imunes. No endotélio, o foco do estudo, os pesquisadores identificaram

que esse processo inflamatório provoca dano celular, mesmo em crianças, o que aumenta a

gravidade da obesidade infantil. “Já era sabido que crianças com sobrepeso ou obesidade

tendem a se tornar adolescentes e adultos com o mesmo problema, o que aumenta o risco

de desenvolver doenças cardiovasculares e cardiometabólicas no futuro. Mas esse efeito não

é apenas cumulativo. O estudo identificou que as crianças com sobrepeso ou obesidade já

apresentam sinais de inflamação e disfunção endotelial, indicando que o processo de

adoecimento cardiovascular começa já na infância, mesmo antes de outros fatores de risco

aparecerem”, diz Franco.

“Essas crianças não fumam, não bebem e não têm décadas de maus hábitos

considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Trata-se também de uma

população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais. O único fator presente

é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para

iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau, com impacto direto na saúde vascular”,

completa.

A pesquisa também mediu indicadores como Índice de Massa Corporal (IMC),

circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________. Crianças com

sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa, que

avalia a saúde dos vasos, além de maior expressão do gene TNF-alfa, fator que se

correlacionou com os níveis elevados de micropartículas endoteliais e a piora da função

endotelial.

Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e

responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no

cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis.

Os pesquisadores defendem a necessidade urgente de ampliar e fortalecer políticas

públicas para prevenir a obesidade infantil, especialmente em comunidades com

vulnerabilidade socioeconômica. “Além de todo o problema de cunho individual, sem a

intervenção precoce essas crianças tendem a se tornar adultos com doenças cardiovasculares

e metabólicas, o que representa um impacto preocupante para a saúde pública e para a

sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, alerta Franco.

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudo-com-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “O único fator presente é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau [...]”, retirado do texto, o termo “portanto” estabelece uma relação de:
 

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4234016 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS

Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

Por Maria Fernanda Ziegler

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

com 130 crianças entre 6 e 11 anos identificou que a obesidade pode causar, por si só, danos

imediatos à saúde cardiovascular infantil, aumentando o risco de doenças como

aterosclerose, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) já na infância. O trabalho identificou

sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio — camada que reveste os vasos

sanguíneos — em crianças com sobrepeso e obesidade.

“Os resultados do estudo reforçam a gravidade da obesidade infantil, mostrando que ela

precisa ser revertida desde cedo. Alertamos também sobre a necessidade de políticas públicas

para a redução da obesidade na infância, sobretudo em populações em vulnerabilidade

socioeconômica”, afirma Maria do Carmo Pinho Franco, professora da Unifesp e autora do

estudo publicado no International Journal of Obesity.

A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma

inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante

alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento

prematuro das células imunes. No endotélio, o foco do estudo, os pesquisadores identificaram

que esse processo inflamatório provoca dano celular, mesmo em crianças, o que aumenta a

gravidade da obesidade infantil. “Já era sabido que crianças com sobrepeso ou obesidade

tendem a se tornar adolescentes e adultos com o mesmo problema, o que aumenta o risco

de desenvolver doenças cardiovasculares e cardiometabólicas no futuro. Mas esse efeito não

é apenas cumulativo. O estudo identificou que as crianças com sobrepeso ou obesidade já

apresentam sinais de inflamação e disfunção endotelial, indicando que o processo de

adoecimento cardiovascular começa já na infância, mesmo antes de outros fatores de risco

aparecerem”, diz Franco.

“Essas crianças não fumam, não bebem e não têm décadas de maus hábitos

considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Trata-se também de uma

população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais. O único fator presente

é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para

iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau, com impacto direto na saúde vascular”,

completa.

A pesquisa também mediu indicadores como Índice de Massa Corporal (IMC),

circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________. Crianças com

sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa, que

avalia a saúde dos vasos, além de maior expressão do gene TNF-alfa, fator que se

correlacionou com os níveis elevados de micropartículas endoteliais e a piora da função

endotelial.

Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e

responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no

cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis.

Os pesquisadores defendem a necessidade urgente de ampliar e fortalecer políticas

públicas para prevenir a obesidade infantil, especialmente em comunidades com

vulnerabilidade socioeconômica. “Além de todo o problema de cunho individual, sem a

intervenção precoce essas crianças tendem a se tornar adultos com doenças cardiovasculares

e metabólicas, o que representa um impacto preocupante para a saúde pública e para a

sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, alerta Franco.

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudo-com-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

No que se refere às funções sintáticas de termos da frase do texto “Crianças com sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa”, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O segmento “Crianças com sobrepeso e obesidade” exerce a função sintática de sujeito da oração.
II. O segmento “com sobrepeso e obesidade” funciona como complemento nominal de “crianças”.
III. O verbo “apresentaram” é transitivo direto, tendo como complemento o sintagma “pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa”.
 

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4234015 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS

Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

Por Maria Fernanda Ziegler

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

com 130 crianças entre 6 e 11 anos identificou que a obesidade pode causar, por si só, danos

imediatos à saúde cardiovascular infantil, aumentando o risco de doenças como

aterosclerose, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) já na infância. O trabalho identificou

sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio — camada que reveste os vasos

sanguíneos — em crianças com sobrepeso e obesidade.

“Os resultados do estudo reforçam a gravidade da obesidade infantil, mostrando que ela

precisa ser revertida desde cedo. Alertamos também sobre a necessidade de políticas públicas

para a redução da obesidade na infância, sobretudo em populações em vulnerabilidade

socioeconômica”, afirma Maria do Carmo Pinho Franco, professora da Unifesp e autora do

estudo publicado no International Journal of Obesity.

A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma

inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante

alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento

prematuro das células imunes. No endotélio, o foco do estudo, os pesquisadores identificaram

que esse processo inflamatório provoca dano celular, mesmo em crianças, o que aumenta a

gravidade da obesidade infantil. “Já era sabido que crianças com sobrepeso ou obesidade

tendem a se tornar adolescentes e adultos com o mesmo problema, o que aumenta o risco

de desenvolver doenças cardiovasculares e cardiometabólicas no futuro. Mas esse efeito não

é apenas cumulativo. O estudo identificou que as crianças com sobrepeso ou obesidade já

apresentam sinais de inflamação e disfunção endotelial, indicando que o processo de

adoecimento cardiovascular começa já na infância, mesmo antes de outros fatores de risco

aparecerem”, diz Franco.

“Essas crianças não fumam, não bebem e não têm décadas de maus hábitos

considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Trata-se também de uma

população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais. O único fator presente

é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para

iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau, com impacto direto na saúde vascular”,

completa.

A pesquisa também mediu indicadores como Índice de Massa Corporal (IMC),

circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________. Crianças com

sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa, que

avalia a saúde dos vasos, além de maior expressão do gene TNF-alfa, fator que se

correlacionou com os níveis elevados de micropartículas endoteliais e a piora da função

endotelial.

Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e

responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no

cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis.

Os pesquisadores defendem a necessidade urgente de ampliar e fortalecer políticas

públicas para prevenir a obesidade infantil, especialmente em comunidades com

vulnerabilidade socioeconômica. “Além de todo o problema de cunho individual, sem a

intervenção precoce essas crianças tendem a se tornar adultos com doenças cardiovasculares

e metabólicas, o que representa um impacto preocupante para a saúde pública e para a

sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, alerta Franco.

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudo-com-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis”, retirado do texto, as formas verbais sublinhadas estão empregadas na voz:
 

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4234014 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS

Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

Por Maria Fernanda Ziegler

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

com 130 crianças entre 6 e 11 anos identificou que a obesidade pode causar, por si só, danos

imediatos à saúde cardiovascular infantil, aumentando o risco de doenças como

aterosclerose, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) já na infância. O trabalho identificou

sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio — camada que reveste os vasos

sanguíneos — em crianças com sobrepeso e obesidade.

“Os resultados do estudo reforçam a gravidade da obesidade infantil, mostrando que ela

precisa ser revertida desde cedo. Alertamos também sobre a necessidade de políticas públicas

para a redução da obesidade na infância, sobretudo em populações em vulnerabilidade

socioeconômica”, afirma Maria do Carmo Pinho Franco, professora da Unifesp e autora do

estudo publicado no International Journal of Obesity.

A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma

inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante

alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento

prematuro das células imunes. No endotélio, o foco do estudo, os pesquisadores identificaram

que esse processo inflamatório provoca dano celular, mesmo em crianças, o que aumenta a

gravidade da obesidade infantil. “Já era sabido que crianças com sobrepeso ou obesidade

tendem a se tornar adolescentes e adultos com o mesmo problema, o que aumenta o risco

de desenvolver doenças cardiovasculares e cardiometabólicas no futuro. Mas esse efeito não

é apenas cumulativo. O estudo identificou que as crianças com sobrepeso ou obesidade já

apresentam sinais de inflamação e disfunção endotelial, indicando que o processo de

adoecimento cardiovascular começa já na infância, mesmo antes de outros fatores de risco

aparecerem”, diz Franco.

“Essas crianças não fumam, não bebem e não têm décadas de maus hábitos

considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Trata-se também de uma

população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais. O único fator presente

é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para

iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau, com impacto direto na saúde vascular”,

completa.

A pesquisa também mediu indicadores como Índice de Massa Corporal (IMC),

circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________. Crianças com

sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa, que

avalia a saúde dos vasos, além de maior expressão do gene TNF-alfa, fator que se

correlacionou com os níveis elevados de micropartículas endoteliais e a piora da função

endotelial.

Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e

responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no

cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis.

Os pesquisadores defendem a necessidade urgente de ampliar e fortalecer políticas

públicas para prevenir a obesidade infantil, especialmente em comunidades com

vulnerabilidade socioeconômica. “Além de todo o problema de cunho individual, sem a

intervenção precoce essas crianças tendem a se tornar adultos com doenças cardiovasculares

e metabólicas, o que representa um impacto preocupante para a saúde pública e para a

sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, alerta Franco.

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudo-com-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre os aspectos fonológicos dos vocábulos retirados do texto, assinale a alternativa correta.
 

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Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

Por Maria Fernanda Ziegler

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

com 130 crianças entre 6 e 11 anos identificou que a obesidade pode causar, por si só, danos

imediatos à saúde cardiovascular infantil, aumentando o risco de doenças como

aterosclerose, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) já na infância. O trabalho identificou

sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio — camada que reveste os vasos

sanguíneos — em crianças com sobrepeso e obesidade.

“Os resultados do estudo reforçam a gravidade da obesidade infantil, mostrando que ela

precisa ser revertida desde cedo. Alertamos também sobre a necessidade de políticas públicas

para a redução da obesidade na infância, sobretudo em populações em vulnerabilidade

socioeconômica”, afirma Maria do Carmo Pinho Franco, professora da Unifesp e autora do

estudo publicado no International Journal of Obesity.

A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma

inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante

alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento

prematuro das células imunes. No endotélio, o foco do estudo, os pesquisadores identificaram

que esse processo inflamatório provoca dano celular, mesmo em crianças, o que aumenta a

gravidade da obesidade infantil. “Já era sabido que crianças com sobrepeso ou obesidade

tendem a se tornar adolescentes e adultos com o mesmo problema, o que aumenta o risco

de desenvolver doenças cardiovasculares e cardiometabólicas no futuro. Mas esse efeito não

é apenas cumulativo. O estudo identificou que as crianças com sobrepeso ou obesidade já

apresentam sinais de inflamação e disfunção endotelial, indicando que o processo de

adoecimento cardiovascular começa já na infância, mesmo antes de outros fatores de risco

aparecerem”, diz Franco.

“Essas crianças não fumam, não bebem e não têm décadas de maus hábitos

considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Trata-se também de uma

população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais. O único fator presente

é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para

iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau, com impacto direto na saúde vascular”,

completa.

A pesquisa também mediu indicadores como Índice de Massa Corporal (IMC),

circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________. Crianças com

sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa, que

avalia a saúde dos vasos, além de maior expressão do gene TNF-alfa, fator que se

correlacionou com os níveis elevados de micropartículas endoteliais e a piora da função

endotelial.

Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e

responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no

cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis.

Os pesquisadores defendem a necessidade urgente de ampliar e fortalecer políticas

públicas para prevenir a obesidade infantil, especialmente em comunidades com

vulnerabilidade socioeconômica. “Além de todo o problema de cunho individual, sem a

intervenção precoce essas crianças tendem a se tornar adultos com doenças cardiovasculares

e metabólicas, o que representa um impacto preocupante para a saúde pública e para a

sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, alerta Franco.

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudo-com-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras retiradas do texto aos respectivos processos de formação morfológicos.

Coluna 1

1. Cardiovascular.
2. Desempenho.
3. Disfunção.
4. Envelhecimento.

Coluna 2

( ) Derivação prefixal.
( ) Derivação sufixal.
( ) Derivação regressiva.
( ) Composição.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

Por Maria Fernanda Ziegler

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

com 130 crianças entre 6 e 11 anos identificou que a obesidade pode causar, por si só, danos

imediatos à saúde cardiovascular infantil, aumentando o risco de doenças como

aterosclerose, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) já na infância. O trabalho identificou

sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio — camada que reveste os vasos

sanguíneos — em crianças com sobrepeso e obesidade.

“Os resultados do estudo reforçam a gravidade da obesidade infantil, mostrando que ela

precisa ser revertida desde cedo. Alertamos também sobre a necessidade de políticas públicas

para a redução da obesidade na infância, sobretudo em populações em vulnerabilidade

socioeconômica”, afirma Maria do Carmo Pinho Franco, professora da Unifesp e autora do

estudo publicado no International Journal of Obesity.

A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma

inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante

alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento

prematuro das células imunes. No endotélio, o foco do estudo, os pesquisadores identificaram

que esse processo inflamatório provoca dano celular, mesmo em crianças, o que aumenta a

gravidade da obesidade infantil. “Já era sabido que crianças com sobrepeso ou obesidade

tendem a se tornar adolescentes e adultos com o mesmo problema, o que aumenta o risco

de desenvolver doenças cardiovasculares e cardiometabólicas no futuro. Mas esse efeito não

é apenas cumulativo. O estudo identificou que as crianças com sobrepeso ou obesidade já

apresentam sinais de inflamação e disfunção endotelial, indicando que o processo de

adoecimento cardiovascular começa já na infância, mesmo antes de outros fatores de risco

aparecerem”, diz Franco.

“Essas crianças não fumam, não bebem e não têm décadas de maus hábitos

considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Trata-se também de uma

população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais. O único fator presente

é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para

iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau, com impacto direto na saúde vascular”,

completa.

A pesquisa também mediu indicadores como Índice de Massa Corporal (IMC),

circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________. Crianças com

sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa, que

avalia a saúde dos vasos, além de maior expressão do gene TNF-alfa, fator que se

correlacionou com os níveis elevados de micropartículas endoteliais e a piora da função

endotelial.

Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e

responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no

cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis.

Os pesquisadores defendem a necessidade urgente de ampliar e fortalecer políticas

públicas para prevenir a obesidade infantil, especialmente em comunidades com

vulnerabilidade socioeconômica. “Além de todo o problema de cunho individual, sem a

intervenção precoce essas crianças tendem a se tornar adultos com doenças cardiovasculares

e metabólicas, o que representa um impacto preocupante para a saúde pública e para a

sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, alerta Franco.

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudo-com-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que identifica, correta e respectivamente, a classe gramatical dos termos sublinhados na frase “O único fator presente é o excesso de peso”.
 

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Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

Por Maria Fernanda Ziegler

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

com 130 crianças entre 6 e 11 anos identificou que a obesidade pode causar, por si só, danos

imediatos à saúde cardiovascular infantil, aumentando o risco de doenças como

aterosclerose, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) já na infância. O trabalho identificou

sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio — camada que reveste os vasos

sanguíneos — em crianças com sobrepeso e obesidade.

“Os resultados do estudo reforçam a gravidade da obesidade infantil, mostrando que ela

precisa ser revertida desde cedo. Alertamos também sobre a necessidade de políticas públicas

para a redução da obesidade na infância, sobretudo em populações em vulnerabilidade

socioeconômica”, afirma Maria do Carmo Pinho Franco, professora da Unifesp e autora do

estudo publicado no International Journal of Obesity.

A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma

inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante

alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento

prematuro das células imunes. No endotélio, o foco do estudo, os pesquisadores identificaram

que esse processo inflamatório provoca dano celular, mesmo em crianças, o que aumenta a

gravidade da obesidade infantil. “Já era sabido que crianças com sobrepeso ou obesidade

tendem a se tornar adolescentes e adultos com o mesmo problema, o que aumenta o risco

de desenvolver doenças cardiovasculares e cardiometabólicas no futuro. Mas esse efeito não

é apenas cumulativo. O estudo identificou que as crianças com sobrepeso ou obesidade já

apresentam sinais de inflamação e disfunção endotelial, indicando que o processo de

adoecimento cardiovascular começa já na infância, mesmo antes de outros fatores de risco

aparecerem”, diz Franco.

“Essas crianças não fumam, não bebem e não têm décadas de maus hábitos

considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Trata-se também de uma

população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais. O único fator presente

é o excesso de peso. Portanto, a análise mostrou que a obesidade, por si só, é suficiente para

iniciar um processo inflamatório crônico de baixo grau, com impacto direto na saúde vascular”,

completa.

A pesquisa também mediu indicadores como Índice de Massa Corporal (IMC),

circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________. Crianças com

sobrepeso e obesidade apresentaram pior desempenho no Índice de Hiperemia Reativa, que

avalia a saúde dos vasos, além de maior expressão do gene TNF-alfa, fator que se

correlacionou com os níveis elevados de micropartículas endoteliais e a piora da função

endotelial.

Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e

responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no

cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis.

Os pesquisadores defendem a necessidade urgente de ampliar e fortalecer políticas

públicas para prevenir a obesidade infantil, especialmente em comunidades com

vulnerabilidade socioeconômica. “Além de todo o problema de cunho individual, sem a

intervenção precoce essas crianças tendem a se tornar adultos com doenças cardiovasculares

e metabólicas, o que representa um impacto preocupante para a saúde pública e para a

sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, alerta Franco.

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudo-com-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um antônimo da palavra “prematuro” no trecho abaixo, retirado do texto:

“A pesquisadora explica que a obesidade promove — em adultos e crianças — uma inflamação crônica e de baixo grau que deixa o sistema de defesa do organismo em constante alerta, gerando uma sucessão de falsos alarmes e, por consequência, o envelhecimento prematuro das células imunes”.
 

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