Paciente de 80 anos, sexo feminino, DPOC gold 3, é internada em unidade de terapia intensiva com pneumonia lobar. A paciente evolui para intubação nas primeiras 12 horas da internação e, ainda na emergência, é coletada secreção traqueal para investigação etiológica da pneumonia, e iniciado piperacilina/tazobactam empiricamente. Após 48 horas, a paciente apresenta melhora evolutiva da febre, porém mantém dependência de assistência ventilatória em modo controlado. O resultado da cultura de secreção traqueal é liberado com o seguinte resultado:
Tipo de amostra: secreção traqueal (material adequado)
Patógeno: Pseudomonas aeruginosa (≥ 10⁵ UFC/mL)
Teste de suscetibilidade a antimicrobianos:
Antibiótico
CIM
Interpretação
Amicacina
4
S
Aztreonam
4
I
Ceftazidima
2
I
Ceftazidima/Avibactam
1
S
Ciprofloxacino
0,12
I
Meropenem (não meningite)
0,5
S
Piperacilina/Tazobactam
≤ 4,0
I
Considerando o caso e os resultados laboratoriais, a melhor escolha antibiótica para prosseguir o tratamento da paciente em questão é:
Paciente de 29 anos, do sexo feminino, arquiteta, natural de
Recife, procura atendimento em um ambulatório de Medicina de
Viagem para planejamento de sua viagem de lua de mel para a
Nigéria. Iniciará sua viagem permanecendo por cinco dias no
Parque Nacional de Yankari e, posteriormente, seguirá para
Lagos, onde permanecerá por mais sete dias.
Em relação às orientações pertinentes a viajantes, nesse cenário,
é correto afirmar que
Paciente de 64 anos, sexo feminino, diabética, evolui durante
internação hospitalar com necessidade de terapia renal
substitutiva, sendo implantado cateter venoso central tunelizado
de longa permanência para hemodiálise. Após alta hospitalar,
passou a realizar hemodiálise em clínica satélite. Cinco meses
depois, retorna ao hospital referindo febre e calafrios durante e
após as últimas sessões de diálise. Foram coletados dois sets de
hemoculturas, com crescimento de Staphylococcus aureus
sensível à meticilina (MSSA) em um único frasco.
Com relação ao caso apresentado, é correto afirmar que
Antimicrobianos podem ser administrados por diferentes vias,
cuja escolha deve considerar fatores relacionados ao paciente, ao
fármaco e à gravidade da infecção.
Com relação às vantagens e limitações das diferentes vias de
administração de antimicrobianos, é correto afirmar que a via
Paciente de 39 anos, sexo masculino, farmacêutico, sem
comorbidades, procura atendimento por icterícia, colúria e malestar há cinco dias. Nega febre, uso de drogas injetáveis, viagens
recentes e ingestão de água ou alimentos fora do domicílio.
Refere relacionamento estável com parceiro do mesmo sexo. Os
exames laboratoriais evidenciam ALT 3.230 U/L, AST 2.460 U/L,
bilirrubina total de 6,8 mg/dL e anti-HAV IgM reagente.
Paciente de 27 anos, sexo masculino, carpinteiro, residente em
Abaetetuba (PA), previamente hígido, procura atendimento com
febre diária há 12 dias, acompanhada de mal-estar, cefaleia e
mialgia. Relata que, no início do quadro, apresentou edema
palpebral unilateral indolor, atualmente em regressão. Nos
últimos quatro dias percebeu edema de membros inferiores.
Relata que aproximadamente três semanas antes do início dos
sintomas participou de uma festa comunitária, onde consumiu
grande quantidade de açaí preparado localmente.
Ao exame físico, apresenta temperatura axilar de 38,5°C, discreto
edema palpebral unilateral, linfonodomegalia cervical e
hepatoesplenomegalia. O hemograma evidencia leucocitose
discreta. O exame microscópico de sangue periférico demonstra
numerosos parasitas extracelulares flagelados, alongados, com
membrana ondulante e cinetoplasto proeminente.
Considerando o quadro clínico, epidemiológico e os resultados
dos exames complementares, é correto afirmar que
Paciente de 28 anos, sexo masculino, sociólogo, residente em
Florianópolis, procura atendimento com história de febre alta
associada a calafrios, anorexia, dor abdominal, diarreia leve e
tosse seca. Nega comorbidades. Relata que, há quatro semanas,
viajou pelo interior da Bahia, onde participou de trilhas, acampou
e manteve contato frequente com lagoas e riachos de água doce.
Ao exame físico, apresenta discreta hepatoesplenomegalia. O
hemograma evidencia leucocitose com eosinofilia de 2.900
células/mm³ (VR: 20–500 células/mm³). Foi solicitado exame
parasitológico de fezes, cujo resultado foi negativo.
Um médico infectologista da Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar (CCIH) participa da revisão da padronização de
antimicrobianos de um hospital terciário com programa de
transplante hepático e renal. Durante reunião com a gestão, ele
propõe a padronização da ampicilina-sulbactam em substituição
a amoxicilina-clavulanato da lista de antimicrobianos disponíveis
para uso hospitalar.
Essa proposta é justificada pois a ampicilina-sulbactam
Paciente de 19 anos, do sexo masculino, previamente hígido, é
admitido no pronto-socorro após acidente automobilístico. Foi
submetido à laparotomia exploradora de emergência, sendo
necessária a esplenectomia total. Ele evoluiu bem no pósoperatório e, na alta hospitalar, foi encaminhado para um Centro
de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Segundo o Manual dos Centros de Referência para
Imunobiológicos Especiais (CRIE),
Paciente de 50 anos, sexo feminino, vivendo com HIV,
transplantada renal há três anos, é internada para investigação
de quadro de perda ponderal há três meses associada a queda do
estado geral, evoluindo há uma semana com falta de ar.
À tomografia de tórax evidencia-se infiltrado micronodular
difuso. Exame laboratorial evidenciou piora da função renal,
elevação discreta de transaminases e pancitopenia. Durante a
investigação de infecções oportunistas, é evidenciado antígeno
de histoplasma positivo em amostra de urina.
Na conduta terapêutica para o caso, o fármaco de escolha é