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O Enterobius vermicularis é um nematódeo de distribuição mundial, responsável pela enterobíase, uma das helmintíases mais frequentes na infância.

Sobre o parasito, seu ciclo biológico, manifestações clínicas e diagnóstico, é correto afirmar que
 

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Paciente de dois anos, sexo masculino, natural e residente em São Paulo, é levado a uma UPA pela mãe, devido a febre alta iniciada há 24 horas, irritabilidade, recusa alimentar e episódios repetidos de vômitos. Nas últimas horas, evoluiu com prostração e diminuição da responsividade. Ao exame físico, encontra-se sonolento, febril (39,5°C) e com rigidez de nuca. Diante da forte suspeita de meningite bacteriana, após coleta adequada de material biológico para cultura, o médico iniciou dexametasona imediatamente antes da primeira dose de ceftriaxona e vancomicina.

A principal finalidade da dexametasona nesse cenário é
 

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Paciente de nove anos, sexo masculino, é levada pela mãe para atendimento em emergência quatro horas após ser picado por uma serpente enquanto brincava no sítio dos avós no interior do Rio Grande do Norte. A criança se queixa de fraqueza no corpo inteiro, afirma que está enxergando mal e que o olho está pesado, mas nega dor no local da picada. A mãe afirma que os sintomas se iniciaram cerca de duas horas após o acidente.

Ao exame físico, apresenta ptose palpebral bilateral, oftalmoplegia, discreto edema no local da picada, mialgia difusa e urina de coloração escura. Sinais vitais: PA 120 × 80 mmHg, FC 92 bpm, FR 18 irpm, SpO₂ 98% em ar ambiente.

Considerando o quadro clínico, os exames laboratoriais prioritários na avaliação inicial e no monitoramento das principais complicações do acidente em questão são:
 

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Um homem de 52 anos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento com história de febre alta (39,1 °C), tosse com expectoração purulenta, astenia e dispneia progressiva há cinco dias. Ao exame físico na admissão: encontra-se em grave estado geral, prostrado, taquipneico (FR: 32 irpm), febril (38,8 °C), confuso e desorientado (Glasgow 13), PA: 85/50 mmHg (persistindo com PAM inferior a 65 mmHg após expansão volêmica inicial e necessitando do suporte de noradrenalina), FC: 118 bpm e SpO₂: 82% em ar ambiente. À ausculta pulmonar: murmúrio vesicular abolido com macicez à percussão no hemitórax direito e estertores crepitantes no hemitórax esquerdo.

Exames laboratoriais de entrada: leucocitose expressiva com desvio à esquerda (22.000/mm³ com 14% de bastões), PCR: 240 mg/L, ureia: 64 mg/dL, potássio: 3,19 mEq/L e hemoglobina: 10,4 g/dL. A gasometria arterial colhida na admissão em ar ambiente revelou: pH: 7,36; pCO 26,9 mmHg; pO: 48,7 mmHg; HCO3: 14,9 mmol/L; BE: -9,2 mmol/L; sO2: 82,2% e Lactato sérico: 4,44 mmol/L, configurando insuficiência respiratória hipoxêmica grave associada a choque séptico.

Observe as imagens radiográficas e tomográficas de tórax do paciente obtidas na admissão, antes da realização da intubação orotraqueal (IOT), apresentadas a seguir:

Enunciado 4645127-1

As imagens demonstram extensa consolidação parenquimatosa/alveolar no pulmão direito, associada à importante redução volumétrica ipsilateral (atelectasia associada), além de infiltrados alveolo-intersticiais multifocais no pulmão contralateral.

Devido ao rebaixamento do nível de consciência e à exaustão respiratória, o paciente foi subsequentemente submetido à intubação orotraquial (IOT) e transferido para a UTI. Após acoplamento à ventilação mecânica invasiva com PEEP de 8 cmH₂O e FiO₂ de 50%, a nova gasometria arterial revelou PaO₂: 80 mmHg (relação PaO₂/FiO₂ = 160). A avaliação ecocardiográfica à beira do leito (POCUS) e a monitorização hemodinâmica descartaram sinais de insuficiência cardíaca congestiva ou sobrecarga volêmica.

Considerando o quadro de Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) Grave em Choque Séptico, complicada com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), assinale a conduta inicial mais adequada segundo as diretrizes vigentes (ATS/IDSA, Surviving Sepsis Campaign e ARDSNet).
 

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Um homem de 48 anos foi encaminhado para um centro de referência para tuberculose com história de tosse produtiva há quatro meses, episódios recorrentes de hemoptise, febre vespertina diária, sudorese noturna e perda ponderal de 14 kg. Relata histórico de dois tratamentos anteriores incompletos para tuberculose (TB) pulmonar, com abandono do esquema terapêutico em ambas as ocasiões. O paciente é HIV negativo e nega outras comorbidades. Morador de rua.

A baciloscopia do escarro revela bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR +++) e o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) confirma a presença do complexo Mycobacterium tuberculosis com detecção de resistência à rifampicina. Observe as imagens radiográficas e tomográficas de tórax do paciente apresentadas a seguir:

Os exames evidenciam extensa doença fibrocavitária bilateral, caracterizada por múltiplas cavidades de paredes espessas em ápices e terços médios, acompanhadas de retração pleuroparenquimatosa e disseminação broncogênica por inúmeros nódulos centrolobulares e micronódulos em ambos os pulmões.

Considerando o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil e as Notas Técnicas atualizadas do Ministério da Saúde para o tratamento da Tuberculose Resistente/Multirresistente (TB-RR/TB-MDR), assinale a conduta inicial mais adequada.
 

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Um homem de 24 anos procura uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) referindo ter tido uma relação sexual anal receptiva sem uso de preservativo há exatamente 48 horas com um parceiro casual de sorologia para HIV desconhecida. Ao exame clínico e anamnese, encontra-se totalmente assintomático, negando corrimento uretral ou anal, disúria, úlceras genitais, lesões cutâneas, febre ou outras manifestações. Refere histórico de vacinação completa contra Hepatite B (três doses).

Considerando as recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, assinale a conduta inicial correta para esse paciente.
 

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O vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV-1/2) é um retrovírus prevalente no Brasil, capaz de originar manifestações inflamatórias crônicas severas e neoplasias hematológicas de curso agressivo. Dada a ausência de terapias antirretrovirais capazes de erradicar a infecção ou de reverter danos teciduais consolidados, a abordagem médica fundamenta-se no rastreamento de complicações, na prevenção da transmissão interpessoal e no manejo focado nas particularidades de cada síndrome clínica.

Considere o seguinte caso: Uma mulher de 42 anos, previamente hígida, procura a Unidade Básica de Saúde para apresentar exames de rotina. Entre os achados, destaca-se sorologia ELISA positiva para HTLV-1, confirmada posteriormente por ensaio de Imunoblot. A paciente nega queixas urinárias, parestesias, fraqueza em membros inferiores ou lesões cutâneas. Ao exame físico, apresenta-se assintomática, com exame neurológico normal (força muscular preservada e reflexos miotáticos fisiológicos) e sem linfonodomegalias. Questionada sobre o seu histórico parasitológico, relata que nunca realizou investigação para estrongiloidíase. Está preocupada quanto ao risco de transmissão e às opções de tratamento para o vírus.

Considerando o Guia de Manejo Clínico da Infecção pelo HTLV e as diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a afirmativa correta.
 

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Enunciado 4645123-1

A doença dos legionários é uma forma grave de pneumonia provocada por bactérias do gênero Legionella (especialmente a Legionella pneumophila), cuja proliferação ocorre em sistemas artificiais de água, tais como torres de resfriamento de ar-condicionado central, redes hidráulicas e fontes ornamentais. Surtos urbanos recentes reforçam a importância do diagnóstico precoce dessa infecção atípica, que apresenta elevada taxa de letalidade em populações vulneráveis, exigindo do médico o reconhecimento de seus marcadores clínicos, epidemiológicos e laboratoriais na emergência.

Considere o seguinte cenário: Um homem de 68 anos de idade, fumante crônico e portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), dá entrada no Pronto-Socorro com história de febre alta (39,2 °C), tosse, dispneia e prostração há 4 dias. A esposa relata que o paciente apresentou múltiplos episódios de diarreia aquosa e náuseas nos últimos dois dias e, nas últimas 12 horas, evoluiu com sonolência e desorientação temporoespacial. A investigação epidemiológica revela que o paciente reside em um complexo residencial que teve sua torre de resfriamento interditada para desinfecção devido a um surto comunitário de pneumonia atípica.

Ao exame físico na admissão:
Sinais Vitais: PA: 110/70 mmHg; FC: 84 bpm (dissociação pulso-temperatura / Sinal de Faget); FR: 28 irpm; SpO₂: 89% em ar ambiente; Temperatura: 39,1 °C.
Exame Neurológico: Letárgico, confuso, sem sinais de irritação meningea.
Aparelho Respiratório: Estertores crepitantes focais em terço inferior do hemitórax direito.
Exames Laboratoriais:
Sódio sérico (Na+ ): 126 mEq/L (Hiponatremia) Leucograma: 16.500/mm³ (com desvio à esquerda)
Transaminases (AST/ALT) e CPK: Moderadamente elevadas
Radiografia de Tórax: Infiltrado alveolar denso em lobo inferior direito.

Tendo em vista as características da Legionella pneumophila, o diagnóstico laboratorial e a conduta terapêutica recomendada, é correto afirmar que
 

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O Vírus Sincicial Respiratório (VSR), historicamente associado a quadros graves na população pediátrica, é crescentemente reconhecido como uma causa importante de morbimortalidade e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em idosos. De acordo com o Boletim InfoGripe da Fiocruz (referente à Semana Epidemiológica 28), embora a incidência de SRAG por VSR seja numericamente maior em crianças, a mortalidade por complicações respiratórias virais atinge seus níveis mais elevados na população acima de 65 anos. O reconhecimento do quadro clínico e a instituição de medidas terapêuticas adequadas na emergência são cruciais para o manejo desses pacientes.

Considere o seguinte cenário: Um paciente do sexo masculino, de 70 anos de idade, portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) moderada em uso regular de medicação inalatória, comparece à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A esposa relata que há 4 dias ele iniciou quadros de coriza, odinofagia e astenia. Há 48 horas, evoluiu com febre de 38,1 °C, prostração, piada importante do padrão respiratório e aparecimento de chiado no peito, acompanhado de tosse com secreção mucoide.

Ao exame físico na admissão:

Sinais Vitais: PA: 130/80 mmHg; FC: 102 bpm; FR: 26 irpm; SpO₂: 88% em ar ambiente; Temperatura: 37,8 °C.

Geral: Idoso prostrado, utilizando musculatura acessória do pescoço, acianótico e hidratado.

Aparelho Respiratório: Frequência respiratória elevada, com tiragem intercostal. À ausculta pulmonar, murmúrio vesicular reduzido globalmente, com sibilos expiratórios difusos e estertores subcrepitantes em bases.

Coletou-se painel molecular por RT-PCR de nasofaringe, que confirmou infecção isolada por Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Tendo em vista as diretrizes atuais de manejo de infecções respiratórias virais no idoso na emergência, é correto afirmar que
 

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O escorpionismo é o acidente por animal peçonhento mais frequentemente notificado no Brasil e pode evoluir para formas graves com risco de óbito, especialmente na população pediátrica.

Criança de 5 anos de idade, previamente hígida, é trazida ao pronto-socorro por familiares após ser picada por um escorpião na região plantar do pé esquerdo há cerca de 1 hora. Ao exame admissional, apresenta dor local intensa, agitação, sudorese profusa, sialorreia, tremores, taquidispneia, taquicardia (150 bpm), múltiplos episódios de vômitos persistentes e pressão arterial de 135/85 mmHg (acima do percentil 95 para a idade e altura). Não há sinais de insuficiência respiratória grave ou choque circulatório no momento da avaliação.

Considerando o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Acidentes Escorpiônicos do Ministério da Saúde, o envenenamento deve ser classificado e tratado, respectivamente, como
 

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