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1313366 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: FASEH
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Leia o soneto de Gregório de Matos.
Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem
Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido:
Tu, que um peito abrasas escondido;
Tu, que em um rosto corres desatado;
Quando fogo, em cristais aprisionado;
Quando cristal, em chamas derretido.
Se és fogo, como passas brandamente,
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Pois para temperar a tirania,
Como quis que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu parecesse a chama fria.
(MATOS, Gregório de. In: Wisnik, José Miguel [Sel. e org.]. Poemas escolhidos.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010.)
Analise as assertivas a seguir.
I. As contradições, presentes no Barroco, demonstram sentimentos despertados no eu lírico.
II. No fim do poema, os elementos que produzem as imagens opostas são fundidos havendo, assim, uma conciliação dos opostos.
III. O interlocutor a quem o eu lírico se dirige no poema pode ser identificado como a própria dama a quem entregara seus sentimentos amorosos.
IV. Trata-se de um soneto em versos decassílabos com a presença de rimas intercaladas demonstrando a organização dada aos poemas pelos poetas barrocos.
Estão corretas apenas as afirmativas
 

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1308604 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
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Leia o poema a seguir e marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
Harpa XLV
Eu careço de amar, viver careço
Nos montes do Brasil, no Maranhão,
Dormir aos berros da arenosa praia
Da ruinosa Alcântara, evocando
Amor … Pericuman! … morrer … meu Deus!
Quero fugir d’Europa, nem meus ossos
Descansar em Paris, não quero, não!
Oh! por que a vida desprezei dos lares,
Onde minh’alma sempre forças tinha
Para elevar-se à natureza e os astros?
Aqui tenho somente uma janela
E uma jeira de céu, que uma só nuvem
A seu grado me tira; e o sol me passa
Ave rápida, ou como o cavaleiro:
E lá! a terra toda, este sol todo
E num céu anilado eu m’envolvia,
Como a água se perde dentro dele.
Ingrato filho que não ama os berços
Do seu primeiro sol. Eu se algum dia
Tiver de descansar a vida errante,
Caminhos de Paris não me verão:
Através os meus vales solitários
Eu irei me assentar, e as brisas tépidas
Que meus cabelos pretos perfumavam,
Dos meus cabelos velhos a asa trêmula
Embranquecerão: quando eu nascia
Meu primeiro suspiro elas me deram;
Meu último suspiro eu lhes darei.
(Sousândrade. Harpas selvagens. Disponível em: http://migre.me
/oc10Q.)
O poema de Sousândrade, pertencente ao Romantismo brasileiro:
( ) Cita elementos que expressam momentos distintos na vida do eu lírico.
( ) Apresenta na expressão do quinto verso devaneios em relação à terra natal.
( ) Caracteriza a pátria de forma idealizada, de acordo com a vastidão do espaço e os sentimentos por ela.
( ) Apresenta uma celebração da vida mesmo diante do exílio o que promove a aceitação do poeta diante de tal circunstância.
A sequência está correta em
 

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Segundo GONZAGA, sobre os períodos literários, analisar a sentença abaixo:
A ascensão, predominância e decadência de um período literário ocorrem arbitrariamente, ou seja, dependem somente da vontade dos artistas (1ª parte). Correspondem a fases histórico-culturais em que determinados valores estéticos e ideológicos resultam na criação de obras mais ou menos próximas no estilo e na visão de mundo (2ª parte).
A sentença está:
 

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Tendo em vista o autor e a obra, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(1) Machado de Assis.

(2) José de Alencar.

(3) Bernardo Guimarães.

( ) O Guarani.

( ) O Garimpeiro.

( ) Memórias Póstumas de Brás Cubas.

 

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1305005 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: FAMEMA
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[...] no tempo em que se passavam os fatos que vamos narrando nada mais havia comum do que ter cada casa um, dois e às vezes mais agregados.
Em certas casas os agregados eram muito úteis, porque a família tirava grande proveito de seus serviços, e já tivemos ocasião de dar exemplo disso quando contamos a história do finado padrinho de Leonardo; outras vezes porém, e estas eram maior número, o agregado, refinado vadio, era uma verdadeira parasita que se prendia à árvore familiar, que lhe participava da seiva sem ajudá-la a dar frutos, e o que é mais ainda, chegava mesmo a dar cabo dela. E o caso é que, apesar de tudo, se na primeira hipótese o esmagavam com o peso de mil exigências, se lhe batiam a cada passo com os favores na cara, se o filho mais velho da casa, por exemplo, o tomava por seu divertimento, e à menor e mais justa queixa saltavam-lhe os pais em cima tomando o partido de seu filho, no segundo aturavam quanto desconcerto havia com paciência de mártir, o agregado tornava-se quase um rei em casa, punha, dispunha, castigava os escravos, ralhava com os filhos, intervinha enfim nos mais particulares negócios.
Em qual dos dois casos estava ou viria estar em breve o nosso amigo Leonardo? O leitor que decida pelo que se vai passar.
(Manuel Antônio de Almeida. Memórias de um Sargento de Milícias, 1994.)
O romance de Manuel Antônio de Almeida aborda costumes da sociedade do Rio de Janeiro do século XIX. Um deles é a presença comum de agregados nas casas. No texto, essa figura é descrita
 

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1303923 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
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Os versos a seguir compõem parte da produção do poeta africano Agostinho Neto e faz parte de um movimento denominado:
Ainda o meu canto dolente
E a minha tristeza
No Congo, na Grécia, no Amazonas
E nas sanzalas
Nas casas nos subúrbios das cidades
Para lá das linhas
Nos recantos escuros das casas ricas
Onde os negros murmuram: ainda
 

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1303016 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Método
Orgão: Pref. Alto Boa Vista-MT
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Sobre a arte literária, assinale a alternativa incorreta:
 

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1299255 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Macaparana-PE
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“ Capacidade que os seres humanos têm para produzir, desenvolver e compreender a língua e outras manifestações, como a pintura, a música e a dança.”

“Conjunto organizado de elementos que possibilitam a comunicação.”

(Margarida Maria Taddoni Petter)

As definições acima conceituam, respectivamente:

 

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1297554 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
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Texto para responder a questão a seguir.
A hora da estrela (fragmento)
Escrevo neste instante com algum prévio pudor por vos estar invadindo com tal narrativa tão exterior e explícita. De onde no entanto até sangue arfante de tão vivo de vida poderá quem sabe escorrer. [...]
Como é que sei tudo o que vai se seguir e que ainda o desconheço, já que nunca o vivi? É que numa rua do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdição no rosto de uma moça nordestina. Sem falar que eu em menino me criei no Nordeste. Também sei das coisas por estar vivendo. Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe. [...]
Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei.
[...]
O que escrevo é mais do que invenção, é minha obrigação contar sobre essa moça entre milhares delas. É dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelar-lhe a vida. [...]
Sei que há moças que vendem o corpo, única posse real, em troca de um bom jantar em vez de um sanduíche de mortadela. Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás – descubro eu agora – também eu não faço a menor falta, e até o que escrevo, um outro escreveria. Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas.
(Clarice Lispector. A hora da estrela. Rio de janeiro: José Olympio, 1981.)
Indique C (certo) ou E (errado). O fragmento lido
( ) tem em sua construção marcas da metalinguagem sobre o ato de escrever e o texto.
( ) é de autoria de uma escritora que compõe o grupo dos principais escritores da terceira geração modernista.
( ) pertence ao grupo modernista por apresentar características da linguagem oral tais como repetições de palavras.
A sequência está correta em
 

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1296773 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: FIMCA
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Capítulo XXXVIII: Que Susto, Meu Deus!
Quando Pádua, vindo pelo interior, entrou na sala de visitas, Capitu, em pé, de costas para mim, inclinada sobre a costura, como a recolhê-la, perguntava em voz alta:
— Mas, Bentinho, que é protonotário apostólico?
— Ora, vivam! exclamou o pai.
— Que susto, meu Deus!
Agora é que o lance é o mesmo; mas se conto aqui, tais quais, ou dois lances de há quarenta anos, é para mostrar que Capitu não se dominava só em presença da mãe; o pai não lhe meteu mais medo. No meio de uma situação que me atava a língua, usava da palavra com a maior ingenuidade deste mundo. A minha persuasão é que o coração não lhe batia mais nem menos. Alegou susto, e deu à cara um ar meio enfiado; mas eu, que sabia tudo, vi que era mentira e fiquei com inveja. Foi logo falar ao pai, que apertou a minha mão, e quis saber por que a filha falava em protonotário apostólico. Capitu repetiu-lhe o que ouvira de mim, e opinou logo que o pai devia ir cumprimentar o padre em casa dele; ela iria à minha. E coligindo os petrechos da costura, enfiou pelo corredor, bradando infantilmente:
— Mamãe, jantar, papai chegou!
(Machado de Assis – Dom Casmurro.)
O romance realista machadiano alcançou grande destaque na literatura, sendo Machado de Assis reconhecido como o autor que marcou o início do Realismo no Brasil, em 1881. De acordo com o trecho, é possível reconhecer em sua obra:
 

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