Foram encontradas 40 questões.
1707834
Ano: 2018
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
A instituição da Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem sido considerada como instância em que o Brasil procura saldar uma dívida social que tem para com o cidadão que não estudou na idade própria. Destina-se, portanto, aos que se situam na faixa etária superior à considerada própria, no nível de conclusão do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
A carência escolar de adultos e jovens que ultrapassaram essa idade tem graus variáveis, desde a total falta de alfabetização, passando pelo analfabetismo funcional, até a incompleta escolarização nas etapas do Ensino Fundamental e do Médio. Essa defasagem educacional mantém e reforça a exclusão social, privando largas parcelas da população ao direito de participar dos bens culturais, de integrar-se na vida produtiva e de exercer sua cidadania. Esse resgate não pode ser tratado emergencialmente, mas, sim, de forma sistemática e continuada, uma vez que jovens e adultos continuam alimentando o contingente com defasagem escolar, seja por não ingressarem na escola, seja por dela se evadirem por múltiplas razões.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica.
Os cursos de EJA devem pautar-se pela flexibilidade, tanto de currículo quanto de tempo e espaço. Assinale a alternativa correta:
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Texto
Texto para as três questões a seguir
AMAZÔNIA: À ESPERA DE BELO SUN
Ciro Barros e Iuri Barcelos
Indígenas Juruna veem o peixe rarear em seu território, enquanto o maior projeto de ouro a céu aberto do Brasil se aproxima; documento dos Juruna exige o direito à consulta prévia, previsto em tratado internacional em vigor no país desde 2003.
Na área de influência direta da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu, os índios Juruna juntam os cacos. "Nós não sabemos se no futuro a gente vai ter condições de continuar vivendo aqui", conta o professor Natanael Juruna, morador da aldeia Müratu, uma das três da Terra Indígena (TI) Paquiçamba. Na jusante da barragem, eles veem sua principal fonte de renda e subsistência, o peixe, rarear. Um monitoramento independente feito pelos indígenas em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Instituto Socioambiental (ISA) revela que a produção pesqueira caiu praticamente pela metade entre os meses de janeiro de 2015 e 2016, período no qual houve o barramento do rio. Os dados da própria Norte Energia apontam para a questão da mortandade de peixes: segundo o 11º Relatório de Monitoramento Socioambiental Independente, entre novembro de 2015 e junho de 2016, mais de 19 toneladas de peixes morreram - o dobro do que os Juruna pescaram em três anos.
Diante da escassez de peixe, os Juruna exigem o cumprimento de uma das várias condicionantes ainda não atendidas: a destinação de uma área acima do muro da barragem que lhes dê acesso ao reservatório da usina, onde há mais condições de pesca. "O peixe é de onde a gente tirava a nossa geração de renda. Principalmente o peixe ornamental, que hoje acabou", explica o cacique da aldeia, Giliarde Juruna. "Estamos batalhando para ver se a gente consegue essa terra que dê acesso ao lago. Hoje nós somos uma das terras mais impactadas do Brasil inteiro. A maior barragem do Brasil tá aqui do nosso lado e a maior mineradora a céu aberto também vai ser aqui do nosso lado. Como a gente vai sobreviver nessa região?", indaga.
O cacique se refere à chegada de Volta Grande, o maior projeto de extração de ouro a céu aberto do país, que pretende se instalar a cerca de 10 quilômetros de Belo Monte e, consequentemente, à beira do quintal dos Juruna. Desde abril, a licença de instalação, obtida em fevereiro, está suspensa, mas a mineradora canadense Belo Sun, está longe de desistir do projeto, como constatou a reportagem da Pública.
Fonte: Carta Capital, 12 de novembro de 2017. Disponível em: Acesso em: 23 maio 2018.
A grande questão denunciada pelo texto é:
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A avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2ª ed. São
Paulo: Cortez, 1994, p.195.
A avaliação__________________ tem como propósito informar ao professor e aluno sobre os resultados da aprendizagem, durante as atividades escolares. Onde possibilita a reformulação no mesmo e assegurar o alcance dos objetivos.
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Texto
- Escuta, compadre
O que se vê não é navio. É a Cobra Grande
- Mas o casco de prata?
As velas embojadas de vento?
Aquilo é a Cobra Grande.
Quando começa a lua cheia ela aparece.
Vem buscar moça que ainda não conheceu homem.
A visagem vai se sumindo,
Pras bandas de Macapá.
Neste silêncio de águas assustadas,
Parece que ainda ouço um soluço quebrando-se na noite.
- Coitadinha da moça.
Como será o nome dela?
Se eu pudesse ia assistir o casamento.
- Casamento de Cobra Grande chama desgraça, compadre.
Só se a gente arranjar mandinga de defunto.
Ué!
Então vamos.
Lobisomem está de festa no cemitério.
Fonte: BOPP, Raul. Cobra Norato. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. 1994.
"As velas EMBOJADAS de vento?"
No fragmento destacado, há um vocábulo ainda não dicionarizado.
Assinale a opção que contém um vocábulo com o mesmo sentido do utilizado no fragmento destacado:
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"Uma só palavra ou teoria não seria capaz de abarcar todos os processos e experiências históricas que marcaram a formação do povo brasileiro."
Por Rainer Sousa - Mestre em História
Adaptado de https://brasilescola.uol.com.br/historiag/brasileiro.htm
Analise as afirmativas abaixo sobre o ensino da história e cultura afro brasileira e africana nas escolas:
I. Torna-se obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio;
II. Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados apenas nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileira;
III. O conteúdo programático incluirá entre outros, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e a importância do negro na formação da sociedade nacional;
IV. O ensino da cultura afro-brasileira deve contribuir para o resgate da contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
São afirmativas corretas:

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"Quando pequena, a gente aprende observando as nossas mães, a gente aprende brincando. Nós que temos curiosidade e é a primeira vez que estamos vendo aquilo, a gente observa as nossas mães e vendo, a gente imita as nossas mães fazerem as coisas: fazer cesta, fazer cesta grande para carregar criança, fazer esteira, tudo. Eu aprendi vendo a minha mãe."
(Cf Aracy XAVANTE, In: Povos Indígenas no Brasil 2011/2016. São Paulo, ISA, 2017, p.31)
A partir da leitura avalie as propostas a seguir:
I. Desde a infância, as crianças xavante são submetidas a um processo de educação escolar.
II. A observação das atividades dos adultos constitui primeira e principal referência de aprendizagem de uma criança.
III. A aprendizagem das funções sociais está condicionada ao gênero.
IV. O processo de ensino na infância está caracterizado pela disciplina rígida.
V. A imitação é censurada pelos adultos.
A opção correta que se refere exclusivamente ao sentido do texto é o que se afirma em:
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Texto
- Escuta, compadre
O que se vê não é navio. É a Cobra Grande
- Mas o casco de prata?
As velas embojadas de vento?
Aquilo é a Cobra Grande.
Quando começa a lua cheia ela aparece.
Vem buscar moça que ainda não conheceu homem.
A visagem vai se sumindo,
Pras bandas de Macapá.
Neste silêncio de águas assustadas,
Parece que ainda ouço um soluço quebrando-se na noite.
- Coitadinha da moça.
Como será o nome dela?
Se eu pudesse ia assistir o casamento.
- Casamento de Cobra Grande chama desgraça, compadre.
Só se a gente arranjar mandinga de defunto.
Ué!
Então vamos.
Lobisomem está de festa no cemitério.
Fonte: BOPP, Raul. Cobra Norato. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. 1994.
"Se eu pudesse ia assistir o casamento"
A regência verbal no trecho destacado contraria a norma culta.
Assinale a opção em que tal desvio não ocorre:
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Meu primeiro parto foi com minha avó, enquanto o segundo e o terceiro foram com a minha mãe. No caso do quarto filho, não tive a mesma sorte e fui para o hospital pela primeira vez, fiquei muito assustada porque foi tudo muito diferente: o atendimento, a alimentação, todo o tratamento foi completamente diferente. Fiquei um pouco traumatizada com isso. O que mais me chocou foi eu ver doze mulheres na sala de parto e apenas uma enfermeira cuidando de nós. Cada mulher andava para lá e para cá esperando a criança nascer e os médicos apareciam só na hora da criança nascer. A nossa parteira guarani geralmente acompanha todos os processos da gravidez da mulher e cuida desde a alimentação até a preparação dos pais para receber a criança.
(Cf. BENITES, Sandra. "Viver na língua Guarani Nhandewa: mulher falando". Dissertação de Mestrado, 2018)
Considerando o contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. O parto na cultura guarani transcorre como uma prática familiar, na interação, acompanhamento e proteção permanente dos saberes das mais velhas.
POR ISSO
II. É incompreensível e traumatizante para uma mulher guarani o tratamento impessoal dispensado às parturientes no hospital por considerar que, nesse caso, não há um engajamento com o bem estar de mulheres parturientes anônimas sem apoio familiar e com assistência médica muito restrita.
A respeito dessas afirmativas, assinale a opção correta:
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" - Já não basta a violência na aldeia, ainda vem com esse rap na ideia, deixando a sua cultura e pagando de bandido. - Não Senhor, Hip Hop é um dom, uma cultura, uma música realista". Grupo de Rapp Jovens Conscientes, Letra de "Não Julgue pelas aparências".
"Os Guarani Kaiowá utilizam o rap fazendo um duplo movimento, que os lançam tanto para "dentro" de suas culturas, quanto para "fora". E esse duplo movimento é consciente, pois eles têm plena ciência dos estereótipos que são projetados sobre eles, como podemos observar na fala de Charles: "acho que ainda tem gente que pensa que a gente anda tudo pelado ainda aqui na aldeia".
(CARVALHO, Rodrigo. Rimas de Si, Batidas de Outrem - estratégias de visibilidade e regimes de alteridade dentre os rappers kaiowá (Reserva indígena de Dourados/MS). Tese de doutorado. PPGAS/MN/UFRJ, 2017)
A partir da leitura dos trechos acima, sendo o primeiro trecho de um jovem rapper indígena e o segundo trecho de um pesquisador antropólogo, avalie as propostas a seguir:
I. As relações estreitas e frequentes com as sociedades não-indígenas está levando à perda irreparável de elementos culturais, em especial a música.
II. A aquisição de novos gêneros musicais é prejudicial para as musicalidades encontradas em sociedades indígenas, pois pode afetar sua continuidade.
III. Os jovens indígenas devem praticar apenas as expressões musicais consideradas como "tradicionais" pelas gerações de pais e avós.
IV. A música está sempre mudando e pode ser um instrumento de expressão política e cultural contra os estereótipos que pretendem congelá-la.
V. As musicalidades indígenas, no estreitamento de suas relações com as sociedades nacionais, continuam seu processo de desenvolvimento, atualizando e criando novas formas de expressão musical.
A opção correta que se refere exclusivamente ao sentido dos textos é o que se afirma em:
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"Os Tupinambá denominaram de Itaorna uma praia em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, conhecida até hoje com esse nome. Nessa área, na década de 1970, foi construída a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Os engenheiros responsáveis por sua construção não sabiam que o nome dado pelos índios podia conter informações sobre a estrutura do solo, minado por águas pluviais que provocaram deslizamentos de terra das encostas da Serra do Mar. Só descobriram que Itaorna quer dizer 'pedra podre' em fevereiro de 1985, quando fortes chuvas destruíram o Laboratório de Radioecologia, que media a contaminação do ar na região. As línguas indígenas que deram nome às coisas, guardam informações e saberes, funcionando como uma espécie de arquivo".
(FREIRE, José R.B. & MALHIEROS, Márcia, Aldeamentos Indígenas no Rio de Janeiro. EDUERJ, Rio de Janeiro, 2009. p. 20)
A partir da leitura avalie as propostas a seguir:
I. Os nomes que as línguas indígenas deram aos acidentes geográficos não têm qualquer relação com as características desses lugares.
II. As informações contidas nos topônimos (nomes atribuídos a lugares) são resultados de observações sobre o meio ambiente e constituem formas de circulação de saberes nas sociedades indígenas.
III. Os saberes tradicionais das comunidades indígenas são irrelevantes para o progresso da humanidade.
IV. A sociedade brasileira, como regra geral, desconhece os saberes tradicionais que foram e ainda são importantes para a ocupação territorial.
V. As perdas sofridas na Central Nuclear de Angra dos Reis (RJ) são consequência inevitável da mudança climática.
A opção correta que se refere exclusivamente ao sentido do texto é o que se afirma em:
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