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Os médicos receitam dosagem de remédios muitas vezes em unidades bem pequenas, em miligramas. Um estudante observou a bula e informou que o comprimido para gripe indicado pelo médico tem 2 mg de Maleato de clorfeniramina. A professora perguntou ao aluno com 1 kg dessa substância daria para produzir quantos comprimidos?
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A redução da função renal contribui para o aparecimento de uma série de distúrbios hidreletrolíticos, hormonais e metabólicos que, de forma direta ou indireta, contribuem para o desenvolvimento de um quadro nutricional diverso. Sobre os aspectos nutricionais na doença renal crônica (DRC), julgue as sentenças como verdadeiras ou falsas e assinale a alternativa que corresponde à sequência correta.
( ) Na DRC, para a avaliação da composição corporal, a medida da gordura corpórea através da bioimpedância elétrica e da cinética da creatinina tem se mostrado melhor do que por outras técnicas, tais como através do somatório das pregas cutâneas.
( ) A restrição protéica é a manipulação dietética mais comum no tratamento conservador da DRC. Quando a taxa de filtração glomerular estiver entre 70-30 mL/min, recomenda-se restringir a ingestão deste macronutriente para 0,6 g/kg/dia (50% provenientes de proteína de alto valor biológico, no mínimo), podendo chegar a, no máximo, 0,75 g/kg/dia, quando houver grande dificuldade de adesão à restrição protéica.
( ) Pacientes com DRC cursam frequentemente com alterações no perfil lipídico, sendo as causas não completamente elucidadas. Com relação aos óleos, deve-se orientar o consumo preferencial aos ricos em ácidos graxos mono e polinsaturados, em especial o óleo de canola, por apresentar uma mistura de ácidos graxos monoinsaturados e ômega-6.
( ) O aumento na concentração sérica de potássio é mais frequente nos estágios 4 e 5 da DRC. Para os pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal, este mineral deve ser restringido quando o potássio sérico estiver acima de 5,5 mEq/L.
( ) A ingestão de algumas vitaminas pode se tornar insuficiente devido a restrições alimentares e do próprio processo dialítico.
A suplementação das vitaminas A e K é recomendada tanto no tratamento conservador quanto no dialítico.
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A questão esta relacionada ao texto abaixo transcrito.
(20 de abril de 1885) (em Crônicas selecionadas: antologia, 2ª edição – São Paulo: Martin Claret, 2013. (Coleção a obra-prima de cada autor; 279). Trata-se de texto escrito por Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, poeta, romancista e teatrólogo brasileiro.
Como é possível que hoje, amanhã ou depois, tornem a falar em crise ministerial, venho sugerir aos meus amigos um pequeno obséquio. Refiro-me à inclusão de meu nome nas listas de ministérios, que é de costume publicar anonimamente, com endereço ao imperador.
Há de parecer esquisito que eu, até aqui pacato, solicite uma fineza destas que trescala a pura ambição. Explico-me com duas palavras e deixo de lado outras duas que também podiam ter muito valor, mas que não são a causa do meu pedido.
Na verdade, eu podia comparar a ambição às flores, que primeiro abotoam e depois desabrocham; podia dizer que, até aqui, andava abotoado. Por outro lado, se a ambição é como as flores, por que não será como batatas, que são comida de toda a gente? E também eu não sou gente? Não sou filho de Deus? Nos tempos de carestia, a ambição chega a poucos, César ou Sila? Mas nos períodos de abundância estende-se a todos, a Balbino e a Maximino. Façam de conta que sou Balbino.
Mas não quero dar nenhuma dessas razões, que não são as verdadeiras causas do meu pedido. Vou ser franco, vou abrir a minha alma ao sol da nossa bela América.
A primeira coisa é toda subjetiva; é para ter o gosto de reter o meu nome impresso, entre outros seis, para ministro de Estado. Ministro de quê? De qualquer coisa: contanto que o meu nome figure, importa pouco a designação. Ainda que fosse de verdade, eu não faria questão de pastas, quanto mais não sendo. Quero só o gosto; é só para ler de manhã, sete ou outo vezes, e andar com a folha no bolso, tirá-la de quando em quando, e ler para mim, e saborear comigo o prazer de ver o meu nome designado para governar.
Agora a segunda coisa, que é menos recôndita. Tenho alguns parentes, vizinhos e amigos, uns na Cote e outros no interior, e desejava que eles lessem o meu nome nas listas ministeriais, pela importância que isto me daria. Creia o leitor que só a presença do nome na lista me faria muito bem. Faz-se sempre bom juízo de um homem lembrado, em papéis públicos, para ocupar um lugar nos conselhos da coroa, e a influência da gente cresce. Eu, por exemplo, que nunca alcancei dar certa expressão ao meu estilo, pode ser que a tivesse daí em diante; expressão no estilo e olhos azuis na casa. Tudo isso por uma lista anônima, assinada – Um brasileiro ou A Pátria.
Não me digam que posso fazer eu mesmo a coisa e manda-la imprimir, como se fosse de outra pessoa. Pensam que não me lembrei disso? Lembrei-me; mas recuei diante de uma dificuldade grave.
Compreende-se que uma coisa destas só pode ser arranjada em segredo, para não perder o merecimento da lembrança. Realmente, sendo a lembrança do próprio lembrado, lá se vai todo o efeito; para ficar em segredo, era preciso antes de tudo disfarçar a letra, coisa que nunca pude alcançar; e, se uma só pessoa descobrisse a história e divulgasse a notícia, estava eu perdido. Perdido é um modo de falar. Ninguém se perde neste mundo, nem Balbino, nem Maximino.
Eia, venha de lá esse obséquio! Que diabo, custa pouco e rende muito, porque a gratidão de um coração honesto é moeda preciosíssima. Mas pode render ainda mais. Sim, suponhamos, não digo que aconteça assim mesmo; mas suponhamos que o imperador, ao ler o meu nome, diga consigo que bem podia experimentar os meus talentos políticos e administrativos e inclua o meu nome no novo gabinete. Pelo amor de Deus, não me atribuam a afirmação de um tal caso; digo só que pode acontecer. E pergunto, dado que assim seja, se não é melhor ter no ministério um amigo, antes do que um inimigo ou um indiferente?
Não cobiço tanto; contento-me com ser lembrado. Terei sido ministro relativamente. Há muitos anos, ouvi uma comédia, em que um furriel convidava a outro furriel para beber champagne.
- Champagne! Exclamou o convidado. Pois tu já bebeste alguma vez champagne?
- Tenho bebido... relativamente. Ouço dizer ao capitão que o major costuma bebê-lo em casa do coronel.
Não peço outra coisa; um cálice de poder relativo.
O que oferece o autor em troca do obséquio prestado pelo amigo?
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758295
Ano: 2015
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
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A questão estão relacionadas ao texto abaixo transcrito.
(10 de maio de 1885) (em Crônicas selecionadas: antologia, 2ª edição – São Paulo: Martin Claret, 2013. (Coleção a obra-prima de cada autor; 279). Trata-se de texto escrito por Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, poeta, romancista e teatrólogo brasileiro.
Amanhã é um grande dia! Exclamou o meu amigo, faiscando-lhe os olhos de contentamento.
Não posso dizer o nome dele; suponhamo-lo Calisto. Amanhã é um grande dia para ele, porque é o da apresentação do ministério às câmaras, fato que na vida do meu amigo equivale a um batizado de criança na vida de todos os pais. Vão entende-lo em poucas linhas.
Calisto só adora uma coisa, mais do que as crises ministeriais, é a apresentação dos ministérios novos às câmaras. Moção anunciada pode contar com ele. E gosta das crises compridas, atrapalhadas, arrastadas, cheias de esperanças longas e boatos infinitos. Mas tão depressa se organiza o ministério, como lhe cai a alma aos pés. O que o consola então, e muito, é a ideia da apresentação; nem mais nem menos o que lhe acontece desde o dia 4.
Amanhã vai ele muito cedo para a porta da Câmara dos Deputados, com biscoitos no bolso e paciência no coração. A paciência, com perdão da palavra, é um biscoito moral, dado pelo céu a muito poucos. Calisto é dos poucos. É capaz de aguentar um temporal, uma soalheira, uma carga de cavalaria, sem arredar pé da porta da Câmara, até que lha abram. Abrem-lha, ele entra, sobe, arranja um bom lugar.
Não atribuam ao Calisto nenhuma preocupação política, pequena ou grande, nenhum amor ao Dantas ou ao Saraiva, ao projeto de um ou de outro, nem à grande questão que se debate agora mesmo em todos os espíritos. Não, senhor; este Calisto é um distintíssimo curioso, na política e no piano. Importa-lhe pouco saber de um problema ou da sua solução. Contanto que haja barulho, dá o resto de graça.
Justamente o dia de amanhã cheira a chamusco, debate grosso, veemência, chuva de apartes, impropérios, tímpanos, confusão. Pode ser que não haja nada; mas ele cuida que há, e lambe-se todo de contente só com a ideia de um pandemônio.
Na imaginação dele, a coisa há de se passar assim. Os primeiros minutos de ânsia e curiosidade – votações distraídas, arengas curtas. Pela uma hora da tarde, anuncia-se o ministério, que aparece rompendo a custo a multidão de curiosos. Grande burburinho, crescente ansiedade. Sentam-se os ministros, explica-se a crise, e o Saraiva tem a palavra para expor o programa. O profundo silêncio com que ele há de ser ouvido é um dos regalos do Calisto, que ouve através do silêncio o tumulto das almas.
Depois rompe um deputado. Qual deputado? Não sabe qual seja, mas há de ser um, provavelmente o José Mariano, ou algum com quem se não conte, e está acesa a guerra – brotam os apartes, agitam-se os ânimos; vem outro orador, mais outro – cruzam-se os remoques, surgem os punhos cerrados, bufam as cóleras, retinem os entusiasmos. E o meu Calisto, de cima, olhará para baixo, e gozará um bom dia, um dia raro, igual àquele 18 de julho de 1868, quando o Itaboraí penetrou na Câmara liberal, com os conservadores. O Calisto ainda se lembra que não jantou nesse dia.
Agora, que a questão ainda é mais grave, a sessão há de render mais – ou dar sorte, que é a locução do meu amigo. Calisto espera sair amanhã dali, abarrotado de comoção para seis meses. Jura a quem quer ouvir, que não tem preferências nem antipatias. Também não quer saber se do debate lhe sairá alguma restrição pessoal ou pecuniária. Contanto que haja tumulto, está ganho o dia, e o dia seguinte pertence a Deus.
Ide vê-lo, à saída da Câmara, olhando embasbacado; estará ainda alegre. Mas no dia seguinte, que o diabo diz que também é dele, vereis o meu pobre Calisto arrimado a alguma porta ou esquina, à espreita de algum sucesso que passe, desconsolado como na ópera do nosso Antônio José:
Tão alegres que fomos,
Tão tristes que viemos.
Calisto vai cedo para a porta da Câmara dos Deputados, levando:
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758286
Ano: 2015
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE


Fuente: http://www.mecd.gob.es/brasil/dms/consejerias-exteriores/brasil/2014/publicaciones/lostextoseneldesarrollo.pdf
Sobre el texto es incorrecto afirmar:
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Uma loja de equipamentos deproteção individual (EPI) vende três tipos de capacete.
• Com aba total simples (Tipo I)
• Com aba frontal especial (Tipo II)
• Sem aba reforçado (Tipo III)
• Com aba frontal especial (Tipo II)
• Sem aba reforçado (Tipo III)
Cada capacete tipo I custa R$ 15,00, tipo II custa R$ 24,00 e tipo III custa R$ 30,00. Certo mês, a loja vendeu 180 capacetes do tipo I, 150 do tipo II e 70 do tipo III. O preço médio, em reais, da venda de cada capacete foi de:
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Indique a alternativa cujo emprego da vírgula está correto.
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- Estatística DescritivaMedidas de Tendência CentralMédiasMédia AritméticaMédia Simples (Não Agrupados)
A média dos seguintes valores “2/3, 4/5, 2/5 e 7/3”, é:
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(07 de novembro de 1883) (em Crônicas selecionadas: antologia, 2ª edição – São Paulo: Martin Claret, 2013. (Coleção a obra-prima de cada autor; 279). Trata-se de texto escrito por Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, poeta, romancista e teatrólogo brasileiro.
Nascer rico é uma grande vantagem que nem todos sabem apreciar. Qual não será a de nascer rei? Essa é ainda mais preciosa, não só por ser mais rara, como porque não se pode lá chegar por esforço próprio, salvo alguns desses lances tão extraordinários, que a história toda se desloca. Sobe-se de carteiro a milionário; não se sobe de milionário a príncipe.
Entretanto, dado o caso de vocação (porque a natureza diverte-se às vezes em andar ao invés da sociedade), como há de um homem que sente ímpetos régios combinar o sentimento pessoal com a paz pública? Aí está o caso em que nem o mais fino Escobar era capaz de resolver; aí está o que resolveram alguns cidadãos de Guaratinguetá.
Reuniram-se e organizaram uma irmandade de Nossa Senhora do Rosário, que é irmandade só no nome; na realidade, é um reino; e tudo indica que é o reino dos céus. Os referidos cidadãos acharam o meio de cingir a coroa sem vir busca-la a S. Cristóvão: elegem anualmente um rei, e a coroa passa de uma testa a outra, pacificamente, alegremente, como no jogo do papelão. Aqui vai o papelão. O que traz o papelão?
No presente ano (1883 – 1884), o rei da irmandade é o sr. Martins de Abreu, nome pouco sonoro, mas não é de sonoridade que vivem as boas instituições. A rainha é a sra. D. Clara Maria de Jesus. Há um juiz do ramalhete, que é o sr. Francisco Ferreira, e uma juíza do mesmo ramalhete que é a sra. D. Zelina Rosa do Amor Divino. Não há a menor explicação do que seja este ramalhete. É realmente um ramalhete ou é nome simbólico do principado ministerial?
Segue-se o capitão do mastro. Este cargo coube ao sr. Antônio Gonçalvez Bruno, e não tem funções definidas. Capitão do mastro faz cismar. Que mastro, e por que Capitão? Compreendo o juiz da vara; compreendo mesmo o alferes da bandeira. Este é provavelmente o que leva a bandeira, e, para supor que o capitão tem a seu cargo carregar um mastro, é preciso demonstrar primeiramente a necessidade do mastro. Já não digo a mesma coisa do tenente da coroa, cargo desempenhado pelo sr. João Marcelino Gonçalves. Pode-se notar somente a singularidade de ser a coroa levada por um tenente; mas, dadas as proporções limitadas do novo reino, não há que recusar. Há também um sacristão, que é alferes, o sr. Alferes Bueno, e... Não; isto pede um parágrafo especial.
Há também um (digo?) há também um meirinho. O sr. Neves da Cruz é o encarregado dessas funções citatórias e compulsivas, e provavelmente não é cargo honorífico; se o fosse, teria outro nome. Não; ele cita, ele penhora, ele captura os irmãos do Rosário. Assim, pois, esta irmandade tem um tesoureiro para recolher o dinheiro, um procurador para ir cobrá-lo e um meirinho para compelir os remissos. Um capo d’opera.
Agora, como é que se tratam uns aos outros esses dignitários? Não sei; mas presumo, pelo pouco que conheço da natureza humana, que eles não ficam a meio caminho da ficção. O rei pode ter majestade, e assim também a rainha. E quando receberem os cumprimentos, adivinho que os receberão com certa complacência fina, certo ar digno e grande. Hão de chover os títulos – Vossa Majestade, Vossa Perfumaria, Vossa Mastreação... Em roda o povo de Guaratinguetá, e por cima a lua cochilando de fastio e sono.
A organização dos cidadãos, segundo o autor, parecia um reino. Por quê?
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(07 de novembro de 1883) (em Crônicas selecionadas: antologia, 2ª edição – São Paulo: Martin Claret, 2013. (Coleção a obra-prima de cada autor; 279). Trata-se de texto escrito por Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, poeta, romancista e teatrólogo brasileiro.
Nascer rico é uma grande vantagem que nem todos sabem apreciar. Qual não será a de nascer rei? Essa é ainda mais preciosa, não só por ser mais rara, como porque não se pode lá chegar por esforço próprio, salvo alguns desses lances tão extraordinários, que a história toda se desloca. Sobe-se de carteiro a milionário; não se sobe de milionário a príncipe.
Entretanto, dado o caso de vocação (porque a natureza diverte-se às vezes em andar ao invés da sociedade), como há de um homem que sente ímpetos régios combinar o sentimento pessoal com a paz pública? Aí está o caso em que nem o mais fino Escobar era capaz de resolver; aí está o que resolveram alguns cidadãos de Guaratinguetá.
Reuniram-se e organizaram uma irmandade de Nossa Senhora do Rosário, que é irmandade só no nome; na realidade, é um reino; e tudo indica que é o reino dos céus. Os referidos cidadãos acharam o meio de cingir a coroa sem vir busca-la a S. Cristóvão: elegem anualmente um rei, e a coroa passa de uma testa a outra, pacificamente, alegremente, como no jogo do papelão. Aqui vai o papelão. O que traz o papelão?
No presente ano (1883 – 1884), o rei da irmandade é o sr. Martins de Abreu, nome pouco sonoro, mas não é de sonoridade que vivem as boas instituições. A rainha é a sra. D. Clara Maria de Jesus. Há um juiz do ramalhete, que é o sr. Francisco Ferreira, e uma juíza do mesmo ramalhete que é a sra. D. Zelina Rosa do Amor Divino. Não há a menor explicação do que seja este ramalhete. É realmente um ramalhete ou é nome simbólico do principado ministerial?
Segue-se o capitão do mastro. Este cargo coube ao sr. Antônio Gonçalvez Bruno, e não tem funções definidas. Capitão do mastro faz cismar. Que mastro, e por que Capitão? Compreendo o juiz da vara; compreendo mesmo o alferes da bandeira. Este é provavelmente o que leva a bandeira, e, para supor que o capitão tem a seu cargo carregar um mastro, é preciso demonstrar primeiramente a necessidade do mastro. Já não digo a mesma coisa do tenente da coroa, cargo desempenhado pelo sr. João Marcelino Gonçalves. Pode-se notar somente a singularidade de ser a coroa levada por um tenente; mas, dadas as proporções limitadas do novo reino, não há que recusar. Há também um sacristão, que é alferes, o sr. Alferes Bueno, e... Não; isto pede um parágrafo especial.
Há também um (digo?) há também um meirinho. O sr. Neves da Cruz é o encarregado dessas funções citatórias e compulsivas, e provavelmente não é cargo honorífico; se o fosse, teria outro nome. Não; ele cita, ele penhora, ele captura os irmãos do Rosário. Assim, pois, esta irmandade tem um tesoureiro para recolher o dinheiro, um procurador para ir cobrá-lo e um meirinho para compelir os remissos. Um capo d’opera.
Agora, como é que se tratam uns aos outros esses dignitários? Não sei; mas presumo, pelo pouco que conheço da natureza humana, que eles não ficam a meio caminho da ficção. O rei pode ter majestade, e assim também a rainha. E quando receberem os cumprimentos, adivinho que os receberão com certa complacência fina, certo ar digno e grande. Hão de chover os títulos – Vossa Majestade, Vossa Perfumaria, Vossa Mastreação... Em roda o povo de Guaratinguetá, e por cima a lua cochilando de fastio e sono.
Sem prejuízo semântico, podemos substituir a palavra em destaque no trecho a seguir por: “... é o encarregado dessas funções cilatórias e compulsivas, e provavelmente não é cargo honorífico...”
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