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Texto
Terra, planeta único
Marcelo Gleiser
Hoje, escrevo sobre nossa casa cósmica. Vivendo em cidades, na correria do dia a dia, a gente pouco se dá conta do que ocorre ao nível planetário, ou de como nosso planeta é especial. Mas a terra é única, e devemos nossa existência a ela.
Primeiro, temos uma cumplicidade com o Sol, nossa estrela-mãe. A energia que vem de lá, e que vem chegando aqui por quase cinco bilhões de ano, é fundamental para a vida. A Terra fica no que chamamos de zona de habitabilidade, a faixa de distância duma estrela onde a água, se houver, tem chance de ser líquida. A premissa, aqui, é que, sem água, a vida é impossível. Mas vemos Vênus e Marte, nossos planetas vizinhos também na zona de habitabilidade do Sol, e a história lá é bem diferente. Como no futebol, estar bem posicionado não é suficiente para marcar um gol. O que, num jogador, chamamos de talento, num planeta chamamos de prioridades adequadas.
Vênus é um verdadeiro inferno, tão quente que as rochas, lá, são incandescentes. Além do mais, sua atmosfera ultradensa é rica em muitos compostos de enxofre, incluindo o que dá o fedor dos ovos podres. Marte, o oposto, é um deserto gelado, com cânions de rios e outras estruturas geológicas que mostram que seu passado foi diferente. Acreditamos que, na sua infância, o Planeta Vermelho tinha água em abundância e até, quem sabe, algum tipo de vida rudimentar. Mas sua atmosfera foi desaparecendo aos poucos, vítima da gravidade mais fraca e dos ventos solares, radiação que sai do Sol e se espalha pelo Sistema Solar.
A Terra tem uma idade aproximada de 4,53 bilhões de anos. Nos primeiros 600 milhões de anos, a situação foi bem dramática, com bombardeios constantes vindos dos céus, asteroides e cometas que "sobraram" durante a formação dos planetas e suas luas. Esses visitantes trouxeram uma gama de compostos químicos e muita água, ingredientes da sopa que, em torno de 3,5 bilhões de anos atrás ou mesmo antes disso, daria origem às primeiras formas vivas.
Essas criaturas, muito simples, eram seres unicelulares do tipo procariotas. Vemos fósseis deles em algumas rochas bem antigas, como as descobertas na costa oeste da Austrália, na Baía do Tubarão. Durante um bilhão de anos, pouco aconteceu. Mas a Terra foi se resfriando, os oceanos já bem formados, e regiões com terra firme foram cobrindo pequenas partes da superfície.
Foi então que, em torno de 2,4 bilhões de anos atrás, esses seres unicelulares passaram por uma mutação fundamental: descobriram a fotossíntese, a capacidade de transformar a energia solar em energia metabólica, consumindo gás carbônico e produzindo oxigênio. Aos poucos, essas criaturas foram mudando a composição da atmosfera, que foi ficando cada vez mais rica em oxigênio.
Devemos, em grande parte, nossa existência a essas bactérias e a essa mutação. Mas formas de vida só podem se transformar quando o planeta em que existem oferece condições para tal. Apesar das grandes transformações no decorrer de sua existência, a Terra permaneceu relativamente estável nos últimos dois bilhões de anos, permitindo que as formas de vida primitivas pudessem passar por suas mutações.
Os cataclismos que ocorreram – enormes erupções vulcânicas, emissão de metano, bombardeios de asteroides e cometas – mudaram as condições planetárias e, portanto, renegociaram as formas de vida que podiam existir aqui. Mas nunca a ponto de eliminar a vida por completo. (Se bem que a grande extinção do Permiano-Triássico chegou perto, eliminando cerca de 95% das formas de vida na Terra.)
Comparada aos outros mundos que conhecemos, a Terra se distingue por ser um oásis para a vida. Sua atmosfera protege a superfície dos raios ultravioleta letais que vêm do Sol. O campo magnético – resultado da circulação de ferro e níquel líquidos no centro do planeta – funciona também como um escudo contra radiação nociva que vem do espaço, principalmente partículas oriundas do Sol. (...)
Portanto, viva a Terra! Não estamos aqui por acaso. Somos produto disso tudo, das inúmeras mutações que transformaram bactérias em pessoas, dos acidentes cataclísmicos que redefiniram as condições planetárias, das inúmeras mudanças que ocorreram no decorrer de bilhões de anos de história.
Saber disso não nos diminui; pelo contrário, nos remete ao topo dessa cadeia de vida, nós que somos as criaturas capazes de reconstruir nosso passado com tanto detalhe e, a mesmo tempo, nos questionar sobre o futuro. Por outro lado, devemos lembrar que estar no topo não significa desprezar o que está por baixo. Do poder vem a responsabilidade, no caso, de guardar a vida e o planeta, entendendo que somos parte dessa dinâmica planetária, na verdade, completamente dependentes dela. Somos poderosos no nosso conhecimento, mas frágeis quando comparamos forças com a natureza. Tratar a Terra e suas formas de vida com humildade e respeito é a única opção que temos, se queremos continuar por aqui, por outros tantos milhares de anos.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2017/11/
1932441 -terra-planeta-unico.shtml?loggedpaywall. Acesso em: 11 maio 2018. Adaptado.
Analise as relações de sentido propostas a seguir, para determinados segmentos do Texto.
1. Em: “a gente pouco se dá conta do que ocorre ao nível planetário” (1º parágrafo), a expressão “ao nível planetário” significa “em escala inimaginável”.
2. O trecho: “Temos uma cumplicidade com o Sol (...)” (2º parágrafo) equivale a: “Temos uma camaradagem com o Sol”.
3. Afirmar que “as rochas são incandescentes” (3º parágrafo) é o mesmo que dizer que “as rochas são reluzentes”.
4. “Algum tipo de vida rudimentar” (3º parágrafo) é o mesmo que “algum tipo de vida incipiente”.
Estão CORRETAS, apenas:
 

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1816295 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
Sobre a violência intrafamiliar, é INCORRETO afirmar que
 

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1816248 Ano: 2018
Disciplina: Odontologia
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
Realizando uma anamnese, o Cirurgião-Dentista - CD descobre que o paciente XYZ é portador de anemia.
Sobre isso, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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1816246 Ano: 2018
Disciplina: Engenharia de Alimentos
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
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Certas substâncias encontradas naturalmente nos alimentos têm a capacidade de retardar ou mesmo impedir o crescimento microbiano e são consideradas fatores antimicrobianos naturais.
Sobre esses fatores, suas fontes e efeitos, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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Texto
Sabe Quem Morreu!?
Por Rômulo Zanotto
A morte atravessa séculos para nos encontrar. Num infarto do miocárdio, num acidente de trânsito, num quarto de hospital, numa poça de vômito no banheiro de casa ou num parque de diversões repleto de gente. É certo que ela virá. Nascemos sentenciados de morte. No entanto, a escondemos debaixo do tapete tanto quanto possível.
No século XX, a morte passou para o ambiente esterilizado dos hospitais, escondida e calada. Até então, morria-se em casa, via-se, velava-se em cima da mesa. Hoje, apesar de o obituário da Folha vir editado no caderno Cotidiano, como um recado eloquente a nos lembrar muito bem o lugar que a morte ocupa no dia a dia, não se convive com ela. A morte é uma espécie de não acontecimento. Morre-se longe dos olhos. (...)
A despeito de tabu na vida, a morte sempre foi um prato cheio para a literatura e para as artes em geral. Seja no campo das artes visuais, do cinema, do teatro, da dança, da música ou da literatura, a morte inspirou grandes obras, em todos os tempos. (...) Tolstói se tornou uma espécie de “especialista em morte na literatura” de tanto descrever pormenorizadamente o trespasse de seus heróis (...). Maldito fardo! Aqui, no Brasil, Clarice escreveu sobre a hora da morte, que é A hora da estrela; Gerald Thomas dirigiu um eloquente espetáculo sobre a morte da mãe, Rainha Mentira; Brás Cubas escreveu suas memórias póstumas através de Machado (...).
Mas se as artes sempre tiveram a morte como tema, o morrer artístico também vem se tornando uma narrativa cada vez mais confessional, de não ficção, escrita na primeira pessoa do singular. Nos últimos anos, David Bowie e Leonard Cohen, “ao saber que iam morrer” – digo, na presença iminente da morte; digo, ao saber do diagnóstico incurável de suas doenças – fizeram um álbum de despedida; Oliver Sacks, o neurologista e escritor anglo-americano, ao saber de sua metástase sem volta publicou uma série de belíssimos textos de despedida, tecendo odes à vida; os textos de Sacks, por sua vez, inspiram-se na autobiografia de poucas páginas do filósofo oitocentista David Hume, escrita quando este também soube da sua morte anunciada por uma doença incurável.
Ao escrever seus textos e “compartilhar” a própria morte, como se perguntasse ao leitor “sabe quem vai morrer!?”, no futuro, e a resposta entusiástica fosse “eu!” – com exclamação! -, Sacks nos convida a partilhar com ele sua experiência do fim. O exemplo mostra como a morte também começa a ficar desavergonhada e sair do armário, como parece acontecer com tudo neste início de século. E em tons especialmente confessionais, bem aos moldes destes novos tempos.
Assim é que, se boa parte das pessoas, senão a maioria, ainda prefere morrer nos bastidores, longe dos olhos dos outros, uma pequena vanguarda de pioneiros já escolhe vir ao centro do palco para morrer, oferecendo seu “repertório de morte” como arte. (...)
Falando em bastidores, outro que preferiu encarar a própria finitude, ao invés de se trancar no camarim com um bocado de gim, foi Chico Buarque. Mesmo querendo viver para sempre, o compositor sabe que, às vezes, chega a roda-vida e carrega o destino pra lá. Pensando, então, em “quando seu tempo passar”, escreveu para a atual amada – a última? – uma cantiga, Tua Cantiga, para que ela lembre dele quando ele – oh, metade afastada de si! – não estiver mais aqui.
Apesar de “a expressão da morte” estar se tornando cada vez mais presente nos dias de hoje – não só nas artes, mas também nas redes sociais -, Camila Appel volta à conversa para lembrar que a despedida por meio da arte sempre existiu. (...) O que acontece agora é que com a tendência à narrativa íntima e confessional proposta pelas redes sociais, estas expressões artísticas ganham visibilidade e naturalidade. Afinal, se a cultura de massa do século XX colocou todos os tabus no armário e a morte nos bastidores, a cultura da convergência do século XXI tem exibido o making-of desses bastidores.
Mas, como acontece tantas vezes, a arte antecipou a interpretação da sua época. Entre agosto e setembro de 1994, vinte anos antes de Sacks, no Brasil, Caio Fernando Abreu publicou uma série histórica e antológica de crônicas em sua coluna quinzenal no jornal O Estado de São Paulo. Vivendo enfermo em Porto Alegre, limitado pelos muros do Hospital Menino Deus, o escritor contava o inefável: que tinha AIDS e morreria. (...) “Em quem está com Aids o que mais dói é a morte antecipada que os outros nos conferem”, escreveu. Talvez por isso Caio conseguisse contar com tanta força o que visse, como a visão do próprio rosto refletido nas pupilas dilatadas da morte: porque já estava lá, sem que ainda tivesse deixado de estar aqui. Pelo lugar privilegiado em que se encontrava.
Após anos de experiência acompanhando a morte de pacientes, especialistas em cuidados paliativos constatam que as pessoas, antes da morte, sentem uma “redenção ao amor”. Talvez por isso Frida Kahlo, que passou a vida inteira pintando suas dores – dores de Frida Kahlo! – tenha mergulhado o pincel na tinta uma última vez dois dias antes da morte para escrever “viva la vida” em uma natureza morta que havia pintado dois anos antes. Fazer o quê, se o infinitivo do verbo viver é também o gerúndio do verbo morrer? Um dia nascemos, um dia morremos, e isso é tudo. (...)
Disponível em: https://mortesemtabu.blogfolha.uol.com.br/2018/06/15/sabe-quem-morreu/ Acesso em: 15 jun. 2018. Adaptado.
Uma das tipologias de texto mais bem marcadas é a narrativa.
O nono parágrafo do Texto está predominantemente estruturado como texto narrativo, como se evidencia:
 

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1816225 Ano: 2018
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
O sistema respiratório é constituído por estruturas facilitadoras de trocas gasosas entre o ambiente e o sangue e aquelas que promovem a entrada e saída do ar. Esse conjunto de estruturas define nossas vias aéreas superiores e inferiores.
Sobre anatomia do sistema respiratório, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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1816222 Ano: 2018
Disciplina: Serviço Social
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
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De acordo com o texto “Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Assistência Social”, as competências específicas desses profissionais no âmbito da política citada abrangem diversas dimensões interventivas, que estão previstas em todas as alternativas abaixo citadas, EXCETO:
 

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1816180 Ano: 2018
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
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A visão mágico-religiosa sobre a saúde e a doença e sobre o cuidar era a predominante na Antiguidade.
A respeito disso, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Os povos da época concebiam as causas das doenças como derivadas tanto de elementos naturais como de espíritos.
( ) As relações com o mundo natural se baseavam em uma cosmologia, que envolvia deuses e espíritos bons e maus, e a religião, nesse caso, era o ponto de partida para a compreensão do mundo e de como organizar o cuidado.
( ) A saúde era entendida como o equilíbrio entre os elementos e humores que compõem o organismo humano.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
 

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1816150 Ano: 2018
Disciplina: Terapia Ocupacional
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
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Uma abordagem de intervenção Terapêutica Ocupacional considerada estratégica e direcionada é a Adaptação.
Sobre isso, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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1816136 Ano: 2018
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
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Paciente encaminhado pelo neurologista com diagnóstico de disartria apresentando as seguintes características: voz tensa-estrangulada, loudness diminuída, pitch grave, ressonância hipernasal e estabilidade instável.
Esse paciente apresenta disartria do tipo
 

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