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Foram encontradas 112 questões.

2038730 Ano: 2021
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB

Em relação ao Processo Administrativo Disciplinar, qual das alternativas não corresponde nem a um direito e nem a um dever dos administrados contidos na lei 9.784/99?

 

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2038729 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB

Presidiário condenado à morte conta em livro como se tornou mestre budista

‘Encontrando a liberdade’ narra vida de americano que descobriu a religião na cadeia onde está há 40 anos

(Tayguara Ribeiro da Silva)


Preso desde os 19 anos na penitenciária de San Quentin, na Califórnia, nos Estados Unidos, e condenado à morte desde os 23, Jarvis Jay Master se considera uma pessoa livre.

Entrar em contato com o budismo, e ter se tornado um mestre da religião, foi fundamental para que ele se sentisse assim, mesmo depois de quase 40 anos tendo um presídio como lar. “A liberdade está onde você está”, diz o americano.

O budismo entrou na sua vida por meio da leitura de livros e revistas que encontrou na prisão. Depois de se identificar com o tema, passou a enviar cartas a vários destinos, até que teve um retorno. E não foram só cartas. Ele também recebeu visitas de mestres budistas, que se interessaram por sua história e passaram a acompanhar sua evolução religiosa.

Os ensinamentos do budismo ajudaram Masters a se sentir em paz, mesmo num ambiente que se alimenta da violência e ainda a incentiva.

O processo de aprendizado é o tema de seu livro ‘Encontrando a liberdade’, que sai agora no Brasil. Em cerca de 200 páginas, o autor aborda algumas das complexas situações pelas quais passou nessas quase quatro décadas em que esteve preso.

Jarvis Jay Masters é um homem negro que nasceu numa família pobre e teve uma infância cercada de negligência e violência, o que busca retratar em seu livro. Ele foi recolhido a uma instituição para menores infratores aos doze anos. Seguiu, pelas idas e vindas, frequentando esse tipo de instituição ao longo de toda a juventude, até ficar de forma permanente em San Quentin.

Seu pai abandonou a família quando Masters era muito pequeno e sua mãe teve problemas com drogas. Num dos casos contados no livro, Masters conta ter presenciado, quando criança, sua mãe sendo agredida por um homem até quase morrer.

Avaliando que ela foi negligente com ele, Masters manteve sentimentos conflituosos em relação à mãe e só conseguiu admitir seu amor por ela depois de iniciar seu aprendizado no budismo.

Espinhosos também são seus sentimentos em relação ao crime pelo qual foi condenado à morte. O relato sobre o que ocorreu naquele dia nem mesmo é detalhado nas páginas do livro. “Eu senti que seria mais importante não falar. Não queria que fosse um livro sobre se eu sou ou não culpado, se eu mereço ou não estar no corredor da morte”, diz Masters.

Ele chegou a San Quentin em 1981 e se envolveu com algumas gangues ali dentro. Em 1985, um guarda da prisão foi assassinado por alguns presos. Ele diz ser inocente, mas foi condenado por ter, segundo a Justiça americana, afiado a faca que matou o funcionário do presídio.

A condenação tornou o caso de Masters peculiar. Além de estar no corredor da morte, ele cumpre pena no mesmo lugar onde a vítima trabalhava, sendo vigiado pelos ex-colegas do guarda. O que tornou mais complicada sua estada em San Quentin.

“Eu quero [com o livro] mostrar para os jovens que existe uma escolha, que é possível buscar outros caminhos”, diz ele, que teve permissão da Justiça para conversar com o repórter.

“Eu ainda acredito que um dia estarei fora deste lugar, caminhando numa praia. Mas a liberdade tem a ver com a nossa mente e não com o lugar em que estamos”, diz. Segundo ele, muitas pessoas podem viver fora de um presídio, numa casa linda e com um carro de marca e, mesmo assim, se sentirem presas, por causa das angústias que sentem.

“Esse contato com o budismo me ajudou a lidar com a violência na prisão, com a depressão, com a angústia e outros sentimentos por estar aqui [no corredor da morte]. Mas também consegui ajudar outros presos, principalmente os mais jovens”, conta. Masters diz que tentou evitar o suicídio de um jovem detento e impediu que um homem gay fosse morto por outros presos.

Em “Encontrando a liberdade”, Masters conta que a prática espiritual nada mais é do que nos mantermos despertos e próximos da “verdadeira natureza” de nossos corações e mentes, escolhendo a liberdade da compaixão, do amor e da felicidade em vez do sofrimento, segundo os ensinamentos do mestre budista Chagdud Tulku Rinpoche, reconhecido lama que se estabeleceu no Brasil e morreu em 2002.

Hoje, aos 58 anos, Masters está há mais tempo confinado numa cela do que passou livre. No corredor da morte desde 1990, ele passou mais de 20 anos em confinamento absoluto.

Além do budismo, a prática de escrever sobre os seus sentimentos e os acontecimentos diários na prisão o ajudou a conseguir lidar com o peso emocional que é esperar pela execução por várias décadas. Em 1992, ele ganhou um prêmio de literatura por um poema.

“Durante muito tempo fui um desconhecido para mim mesmo e o budismo me ajudou no processo de aceitação”, diz. “Minha cela é muito pequena, realmente muito pequena. É possível abrir os braços e encostar cada uma das mãos na parede ao mesmo tempo. Estudar o budismo me ajudou a ampliar este espaço”.

Ainda não existe data para que sua sentença seja cumprida. Há uma apelação em curso, com uma campanha chamada Free Jarvis, para que ele consiga ser solto. O livro faz parte do esforço para angariar fundos para essa campanha.


Jornal Folha de São Paulo, formato virtual, de 27 de novembro de 2020.

Faça como na questão anterior, marque V para Verdadeiro e F para Falso, de acordo com o texto; em seguida, indique a opção que contém a sequência CORRETA:

(__) Segundo a concepção religiosa do personagem, a espiritualidade remete a absorver sentimentos como a compaixão, o amor e a felicidade, em contraposição ao sofrimento.

(__) Mestres do budismo se interessaram pela história de Masters desde os seus tempos de menor infrator.

(__) Está muito claro que o personagem Masters foi injustiçado pela condenação, haja vista que não procedia a acusação imposta a ele.

(__) Masters apenas descobriu os ensinamentos do budismo depois que foi preso.

A sequência CORRETA é:

 

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2038728 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB

Presidiário condenado à morte conta em livro como se tornou mestre budista

‘Encontrando a liberdade’ narra vida de americano que descobriu a religião na cadeia onde está há 40 anos

(Tayguara Ribeiro da Silva)


Preso desde os 19 anos na penitenciária de San Quentin, na Califórnia, nos Estados Unidos, e condenado à morte desde os 23, Jarvis Jay Master se considera uma pessoa livre.

Entrar em contato com o budismo, e ter se tornado um mestre da religião, foi fundamental para que ele se sentisse assim, mesmo depois de quase 40 anos tendo um presídio como lar. “A liberdade está onde você está”, diz o americano.

O budismo entrou na sua vida por meio da leitura de livros e revistas que encontrou na prisão. Depois de se identificar com o tema, passou a enviar cartas a vários destinos, até que teve um retorno. E não foram só cartas. Ele também recebeu visitas de mestres budistas, que se interessaram por sua história e passaram a acompanhar sua evolução religiosa.

Os ensinamentos do budismo ajudaram Masters a se sentir em paz, mesmo num ambiente que se alimenta da violência e ainda a incentiva.

O processo de aprendizado é o tema de seu livro ‘Encontrando a liberdade’, que sai agora no Brasil. Em cerca de 200 páginas, o autor aborda algumas das complexas situações pelas quais passou nessas quase quatro décadas em que esteve preso.

Jarvis Jay Masters é um homem negro que nasceu numa família pobre e teve uma infância cercada de negligência e violência, o que busca retratar em seu livro. Ele foi recolhido a uma instituição para menores infratores aos doze anos. Seguiu, pelas idas e vindas, frequentando esse tipo de instituição ao longo de toda a juventude, até ficar de forma permanente em San Quentin.

Seu pai abandonou a família quando Masters era muito pequeno e sua mãe teve problemas com drogas. Num dos casos contados no livro, Masters conta ter presenciado, quando criança, sua mãe sendo agredida por um homem até quase morrer.

Avaliando que ela foi negligente com ele, Masters manteve sentimentos conflituosos em relação à mãe e só conseguiu admitir seu amor por ela depois de iniciar seu aprendizado no budismo.

Espinhosos também são seus sentimentos em relação ao crime pelo qual foi condenado à morte. O relato sobre o que ocorreu naquele dia nem mesmo é detalhado nas páginas do livro. “Eu senti que seria mais importante não falar. Não queria que fosse um livro sobre se eu sou ou não culpado, se eu mereço ou não estar no corredor da morte”, diz Masters.

Ele chegou a San Quentin em 1981 e se envolveu com algumas gangues ali dentro. Em 1985, um guarda da prisão foi assassinado por alguns presos. Ele diz ser inocente, mas foi condenado por ter, segundo a Justiça americana, afiado a faca que matou o funcionário do presídio.

A condenação tornou o caso de Masters peculiar. Além de estar no corredor da morte, ele cumpre pena no mesmo lugar onde a vítima trabalhava, sendo vigiado pelos ex-colegas do guarda. O que tornou mais complicada sua estada em San Quentin.

“Eu quero [com o livro] mostrar para os jovens que existe uma escolha, que é possível buscar outros caminhos”, diz ele, que teve permissão da Justiça para conversar com o repórter.

“Eu ainda acredito que um dia estarei fora deste lugar, caminhando numa praia. Mas a liberdade tem a ver com a nossa mente e não com o lugar em que estamos”, diz. Segundo ele, muitas pessoas podem viver fora de um presídio, numa casa linda e com um carro de marca e, mesmo assim, se sentirem presas, por causa das angústias que sentem.

“Esse contato com o budismo me ajudou a lidar com a violência na prisão, com a depressão, com a angústia e outros sentimentos por estar aqui [no corredor da morte]. Mas também consegui ajudar outros presos, principalmente os mais jovens”, conta. Masters diz que tentou evitar o suicídio de um jovem detento e impediu que um homem gay fosse morto por outros presos.

Em “Encontrando a liberdade”, Masters conta que a prática espiritual nada mais é do que nos mantermos despertos e próximos da “verdadeira natureza” de nossos corações e mentes, escolhendo a liberdade da compaixão, do amor e da felicidade em vez do sofrimento, segundo os ensinamentos do mestre budista Chagdud Tulku Rinpoche, reconhecido lama que se estabeleceu no Brasil e morreu em 2002.

Hoje, aos 58 anos, Masters está há mais tempo confinado numa cela do que passou livre. No corredor da morte desde 1990, ele passou mais de 20 anos em confinamento absoluto.

Além do budismo, a prática de escrever sobre os seus sentimentos e os acontecimentos diários na prisão o ajudou a conseguir lidar com o peso emocional que é esperar pela execução por várias décadas. Em 1992, ele ganhou um prêmio de literatura por um poema.

“Durante muito tempo fui um desconhecido para mim mesmo e o budismo me ajudou no processo de aceitação”, diz. “Minha cela é muito pequena, realmente muito pequena. É possível abrir os braços e encostar cada uma das mãos na parede ao mesmo tempo. Estudar o budismo me ajudou a ampliar este espaço”.

Ainda não existe data para que sua sentença seja cumprida. Há uma apelação em curso, com uma campanha chamada Free Jarvis, para que ele consiga ser solto. O livro faz parte do esforço para angariar fundos para essa campanha.


Jornal Folha de São Paulo, formato virtual, de 27 de novembro de 2020.

Marque V para Verdadeiro e F para Falso, de acordo com o texto; em seguida, indique a opção que contém a sequência CORRETA:

(__) O preconceito racial foi determinante para a condenação de Masters.

(__) A relação conflituosa do personagem central com sua mãe não pôde ser mitigada nem mesmo pelo budismo.

(__) O livro de Masters não intentava expor sua condição de absolvição ou de culpa em face dos delitos por ele praticados.

(__) A vida no mundo do crime e da contravenção fez o personagem refletir sobre a necessidade de mudar o rumo de sua vida.

A sequência CORRETA é:

 

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2026101 Ano: 2021
Disciplina: Direito Empresarial (Comercial)
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB
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Leia as operações societárias realizadas e assinale a opção que corresponde a cada uma, respectivamente:

I) Carros & Rodas SA absorveu totalmente o patrimônio da Rodas & Carros LTDA, sendo esta extinta.

II) Vestuários LTDA resolveu, independente de dissolução ou liquidação, passar a ser sociedade anônima, adotando o nome Vestuários SA.

III) Comidas LTDA e Bedidas LTDA formaram uma nova sociedade denominada Comidas & Bebidas LTDA.

IV) Estantes SA transferiu a totalidade do seu patrimônio para a Livrarias SA, sociedade já existente, sendo extinta a primeira.

 

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2026100 Ano: 2021
Disciplina: Direito Empresarial (Comercial)
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB
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Alberto Asquini aperfeiçoou a chamada teoria da empresa, que foi incorporada ao Código Civil de 2002. Assinale a alternativa que corresponde ao perfil adotado pelo diploma brasileiro para definir empresa:

 

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2026011 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB
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“Que pode uma criatura senão,

entre criaturas, amar?

amar e esquecer,

amar e malamar,

amar, desamar, amar?

sempre, e até de olhos vidrados, amar?”

(Carlos Drummond de Andrade)

As palavras em negrito são classificadas, de acordo com os estudos sobre vícios de linguagem, como:

 

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2026006 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB

Presidiário condenado à morte conta em livro como se tornou mestre budista

‘Encontrando a liberdade’ narra vida de americano que descobriu a religião na cadeia onde está há 40 anos

(Tayguara Ribeiro da Silva)

Preso desde os 19 anos na penitenciária de San Quentin, na Califórnia, nos Estados Unidos, e condenado à morte desde os 23, Jarvis Jay Master se considera uma pessoa livre.

Entrar em contato com o budismo, e ter se tornado um mestre da religião, foi fundamental para que ele se sentisse assim, mesmo depois de quase 40 anos tendo um presídio como lar. “A liberdade está onde você está”, diz o americano.

O budismo entrou na sua vida por meio da leitura de livros e revistas que encontrou na prisão. Depois de se identificar com o tema, passou a enviar cartas a vários destinos, até que teve um retorno. E não foram só cartas. Ele também recebeu visitas de mestres budistas, que se interessaram por sua história e passaram a acompanhar sua evolução religiosa.

Os ensinamentos do budismo ajudaram Masters a se sentir em paz, mesmo num ambiente que se alimenta da violência e ainda a incentiva.

O processo de aprendizado é o tema de seu livro ‘Encontrando a liberdade’, que sai agora no Brasil. Em cerca de 200 páginas, o autor aborda algumas das complexas situações pelas quais passou nessas quase quatro décadas em que esteve preso.

Jarvis Jay Masters é um homem negro que nasceu numa família pobre e teve uma infância cercada de negligência e violência, o que busca retratar em seu livro. Ele foi recolhido a uma instituição para menores infratores aos doze anos. Seguiu, pelas idas e vindas, frequentando esse tipo de instituição ao longo de toda a juventude, até ficar de forma permanente em San Quentin.

Seu pai abandonou a família quando Masters era muito pequeno e sua mãe teve problemas com drogas. Num dos casos contados no livro, Masters conta ter presenciado, quando criança, sua mãe sendo agredida por um homem até quase morrer.

Avaliando que ela foi negligente com ele, Masters manteve sentimentos conflituosos em relação à mãe e só conseguiu admitir seu amor por ela depois de iniciar seu aprendizado no budismo.

Espinhosos também são seus sentimentos em relação ao crime pelo qual foi condenado à morte. O relato sobre o que ocorreu naquele dia nem mesmo é detalhado nas páginas do livro. “Eu senti que seria mais importante não falar. Não queria que fosse um livro sobre se eu sou ou não culpado, se eu mereço ou não estar no corredor da morte”, diz Masters.

Ele chegou a San Quentin em 1981 e se envolveu com algumas gangues ali dentro. Em 1985, um guarda da prisão foi assassinado por alguns presos. Ele diz ser inocente, mas foi condenado por ter, segundo a Justiça americana, afiado a faca que matou o funcionário do presídio.

A condenação tornou o caso de Masters peculiar. Além de estar no corredor da morte, ele cumpre pena no mesmo lugar onde a vítima trabalhava, sendo vigiado pelos ex-colegas do guarda. O que tornou mais complicada sua estada em San Quentin.

“Eu quero [com o livro] mostrar para os jovens que existe uma escolha, que é possível buscar outros caminhos”, diz ele, que teve permissão da Justiça para conversar com o repórter.

“Eu ainda acredito que um dia estarei fora deste lugar, caminhando numa praia. Mas a liberdade tem a ver com a nossa mente e não com o lugar em que estamos”, diz. Segundo ele, muitas pessoas podem viver fora de um presídio, numa casa linda e com um carro de marca e, mesmo assim, se sentirem presas, por causa das angústias que sentem.

“Esse contato com o budismo me ajudou a lidar com a violência na prisão, com a depressão, com a angústia e outros sentimentos por estar aqui [no corredor da morte]. Mas também consegui ajudar outros presos, principalmente os mais jovens”, conta. Masters diz que tentou evitar o suicídio de um jovem detento e impediu que um homem gay fosse morto por outros presos.

Em “Encontrando a liberdade”, Masters conta que a prática espiritual nada mais é do que nos mantermos despertos e próximos da “verdadeira natureza” de nossos corações e mentes, escolhendo a liberdade da compaixão, do amor e da felicidade em vez do sofrimento, segundo os ensinamentos do mestre budista Chagdud Tulku Rinpoche, reconhecido lama que se estabeleceu no Brasil e morreu em 2002.

Hoje, aos 58 anos, Masters está há mais tempo confinado numa cela do que passou livre. No corredor da morte desde 1990, ele passou mais de 20 anos em confinamento absoluto.

Além do budismo, a prática de escrever sobre os seus sentimentos e os acontecimentos diários na prisão o ajudou a conseguir lidar com o peso emocional que é esperar pela execução por várias décadas. Em 1992, ele ganhou um prêmio de literatura por um poema.

“Durante muito tempo fui um desconhecido para mim mesmo e o budismo me ajudou no processo de aceitação”, diz. “Minha cela é muito pequena, realmente muito pequena. É possível abrir os braços e encostar cada uma das mãos na parede ao mesmo tempo. Estudar o budismo me ajudou a ampliar este espaço”.

Ainda não existe data para que sua sentença seja cumprida. Há uma apelação em curso, com uma campanha chamada Free Jarvis, para que ele consiga ser solto. O livro faz parte do esforço para angariar fundos para essa campanha.

Jornal Folha de São Paulo, formato virtual, de 27 de novembro de 2020.

Releia e responda: “Em cerca de 200 páginas, o autor aborda algumas das complexas situações pelas quais passou nessas quase quatro décadas em que esteve preso.” Dê a classificação da palavra sublinhada quanto à acentuação gráfica:

 

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2025564 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB

Presidiário condenado à morte conta em livro como se tornou mestre budista

‘Encontrando a liberdade’ narra vida de americano que descobriu a religião na cadeia onde está há 40 anos

(Tayguara Ribeiro da Silva)

Preso desde os 19 anos na penitenciária de San Quentin, na Califórnia, nos Estados Unidos, e condenado à morte desde os 23, Jarvis Jay Master se considera uma pessoa livre.

Entrar em contato com o budismo, e ter se tornado um mestre da religião, foi fundamental para que ele se sentisse assim, mesmo depois de quase 40 anos tendo um presídio como lar. “A liberdade está onde você está”, diz o americano.

O budismo entrou na sua vida por meio da leitura de livros e revistas que encontrou na prisão. Depois de se identificar com o tema, passou a enviar cartas a vários destinos, até que teve um retorno. E não foram só cartas. Ele também recebeu visitas de mestres budistas, que se interessaram por sua história e passaram a acompanhar sua evolução religiosa.

Os ensinamentos do budismo ajudaram Masters a se sentir em paz, mesmo num ambiente que se alimenta da violência e ainda a incentiva.

O processo de aprendizado é o tema de seu livro ‘Encontrando a liberdade’, que sai agora no Brasil. Em cerca de 200 páginas, o autor aborda algumas das complexas situações pelas quais passou nessas quase quatro décadas em que esteve preso.

Jarvis Jay Masters é um homem negro que nasceu numa família pobre e teve uma infância cercada de negligência e violência, o que busca retratar em seu livro. Ele foi recolhido a uma instituição para menores infratores aos doze anos. Seguiu, pelas idas e vindas, frequentando esse tipo de instituição ao longo de toda a juventude, até ficar de forma permanente em San Quentin.

Seu pai abandonou a família quando Masters era muito pequeno e sua mãe teve problemas com drogas. Num dos casos contados no livro, Masters conta ter presenciado, quando criança, sua mãe sendo agredida por um homem até quase morrer.

Avaliando que ela foi negligente com ele, Masters manteve sentimentos conflituosos em relação à mãe e só conseguiu admitir seu amor por ela depois de iniciar seu aprendizado no budismo.

Espinhosos também são seus sentimentos em relação ao crime pelo qual foi condenado à morte. O relato sobre o que ocorreu naquele dia nem mesmo é detalhado nas páginas do livro. “Eu senti que seria mais importante não falar. Não queria que fosse um livro sobre se eu sou ou não culpado, se eu mereço ou não estar no corredor da morte”, diz Masters.

Ele chegou a San Quentin em 1981 e se envolveu com algumas gangues ali dentro. Em 1985, um guarda da prisão foi assassinado por alguns presos. Ele diz ser inocente, mas foi condenado por ter, segundo a Justiça americana, afiado a faca que matou o funcionário do presídio.

A condenação tornou o caso de Masters peculiar. Além de estar no corredor da morte, ele cumpre pena no mesmo lugar onde a vítima trabalhava, sendo vigiado pelos ex-colegas do guarda. O que tornou mais complicada sua estada em San Quentin.

“Eu quero [com o livro] mostrar para os jovens que existe uma escolha, que é possível buscar outros caminhos”, diz ele, que teve permissão da Justiça para conversar com o repórter.

“Eu ainda acredito que um dia estarei fora deste lugar, caminhando numa praia. Mas a liberdade tem a ver com a nossa mente e não com o lugar em que estamos”, diz. Segundo ele, muitas pessoas podem viver fora de um presídio, numa casa linda e com um carro de marca e, mesmo assim, se sentirem presas, por causa das angústias que sentem.

“Esse contato com o budismo me ajudou a lidar com a violência na prisão, com a depressão, com a angústia e outros sentimentos por estar aqui [no corredor da morte]. Mas também consegui ajudar outros presos, principalmente os mais jovens”, conta. Masters diz que tentou evitar o suicídio de um jovem detento e impediu que um homem gay fosse morto por outros presos.

Em “Encontrando a liberdade”, Masters conta que a prática espiritual nada mais é do que nos mantermos despertos e próximos da “verdadeira natureza” de nossos corações e mentes, escolhendo a liberdade da compaixão, do amor e da felicidade em vez do sofrimento, segundo os ensinamentos do mestre budista Chagdud Tulku Rinpoche, reconhecido lama que se estabeleceu no Brasil e morreu em 2002.

Hoje, aos 58 anos, Masters está há mais tempo confinado numa cela do que passou livre. No corredor da morte desde 1990, ele passou mais de 20 anos em confinamento absoluto.

Além do budismo, a prática de escrever sobre os seus sentimentos e os acontecimentos diários na prisão o ajudou a conseguir lidar com o peso emocional que é esperar pela execução por várias décadas. Em 1992, ele ganhou um prêmio de literatura por um poema.

“Durante muito tempo fui um desconhecido para mim mesmo e o budismo me ajudou no processo de aceitação”, diz. “Minha cela é muito pequena, realmente muito pequena. É possível abrir os braços e encostar cada uma das mãos na parede ao mesmo tempo. Estudar o budismo me ajudou a ampliar este espaço”.

Ainda não existe data para que sua sentença seja cumprida. Há uma apelação em curso, com uma campanha chamada Free Jarvis, para que ele consiga ser solto. O livro faz parte do esforço para angariar fundos para essa campanha.

Jornal Folha de São Paulo, formato virtual, de 27 de novembro de 2020.

Releia e responda: “Em 1985, um guarda da prisão foi assassinado por alguns presos.” Dê a função sintática da expressão vocabular grifada:

 

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2136580 Ano: 2021
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB

Sobre exercício da competência tributária municipal, assinale a alternativa incorreta:

Questão Anulada

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2136579 Ano: 2021
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Mamanguape-PB

Ao analisar as contas de uma empresa, obteve-se as seguintes informações:

CONTAS

VALORES

Capital Social

R$ 50.000,00

Investimento em Coligada

R$ 20.000,00

Ações em Tesouraria

R$ 3.000,00

Prejuízos Acumulados

R$ 4.800,00

Obras e edificações

R$ 80.000,00

Caixa e equivalente de Caixa

R$ 60.000,00

Depreciação Acumulada

R$ 8.000,00

Adiantamento a Funcionários

R$ 5.600,00

Estoque de Mercadorias

R$ 55.000,00

Reserva de Capital

R$ 4.000,00

Reserva de Lucros

R$ 8.000,00

Capital a Integralizar

R$ 25.000,00

Máquinas e Equipamentos

R$ 30.000.00

Com base nessas informações, o valor do Patrimônio Líquido da empresa é de:

Questão Anulada

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