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4093213 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Leia o Texto 5 para responder à questão.

Texto 5


Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico

Sandor Buys


Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.

Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.

Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.

Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.


Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-

imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].

Considere o seguinte trecho: “Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais.” Do ponto de vista da norma-padrão e do gênero digital-ensaístico, como deve ser avaliada a construção desse trecho?
 

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4093212 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Texto 5


Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico

Sandor Buys


Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.

Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.

Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.

Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.


Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-

imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].

No texto, o emprego da palavra “mistifório” contribui para
 

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4093211 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Texto 5


Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico

Sandor Buys


Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.

Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.

Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.

Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.


Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-

imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].

No primeiro parágrafo, ao comentar o uso da palavra “pandemia” por Mário de Andrade, o autor do texto
 

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4093210 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Texto

A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

Considere o seguinte trecho: “A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano.” Do ponto de vista da revisão textual voltada exclusivamente à clareza sintática, no trecho apresentado, sem alteração de sentido nem descaracterização do estilo literário do autor, a intervenção adequada é
 

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4093209 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Texto

A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

No texto, a crítica aos “críticos da casa pequena” indica uma oposição entre
 

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4093208 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Texto

A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

A afirmação “Dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror” sustenta a ideia de que a linguagem
 

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4093207 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Texto

A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

No texto apresentado, a literatura é concebida como um
 

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4093206 Ano: 2026
Disciplina: Psicologia
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Em uma Câmara Municipal, uma equipe interprofissional é mobilizada para responder a uma crise institucional envolvendo adoecimento psíquico de servidores. Enquanto o setor jurídico demanda respostas imediatas para subsidiar decisões administrativas, as áreas técnicas da saúde sustentam a necessidade de tempo prolongado para avaliação, escuta e acompanhamento. O impasse revela a coexistência de temporalidades institucionais distintas no interior da equipe. À luz das teorias sobre trabalho interdisciplinar em contextos públicos, a atuação tecnicamente consistente do profissional de psicologia nesse cenário é
 

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4093205 Ano: 2026
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Uma psicóloga da Câmara Municipal é requisitada para elaborar um parecer técnico em uma comissão de sindicância que apura denúncias de assédio moral em um departamento administrativo. Em seu relatório, a psicóloga identifica e descreve tecnicamente a existência de “práticas de gestão potencialmente adoecedoras associadas a riscos psicossociais” no setor. Antes da finalização do processo, o Presidente da Comissão de Sindicância solicita que a profissional suprima esses termos do documento oficial, alegando que tais conclusões excedem a avaliação individual dos envolvidos e podem gerar passivo judicial para a Casa Legislativa. Diante desse pedido, e considerando os deveres previstos no Código de Ética Profissional, a conduta técnica adequada é
 

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4093204 Ano: 2026
Disciplina: Psicologia
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Goiânia-GO
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Em um departamento da Câmara Municipal, observa-se que médicos, psicólogos e assistentes sociais atendem o mesmo servidor sequencialmente. Cada profissional produz seu laudo baseando-se em sua metodologia específica, sem compartilhar objetivos ou construir um plano terapêutico comum, resultando em uma justaposição de documentos técnicos, sem integração analítica ou pactuação de estratégias. À luz das teorias de trabalho em equipe na saúde coletiva, essa organização do trabalho é classificada conceitualmente como
 

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