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4098852 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Serraria-PB
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O miado das onças-pintadas: registros inéditos mostram como mães se comunicam com filhotes sem atrair machos

O som registrado não correspondia ao que se esperava — e foi exatamente essa diferença que despertou o interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito semelhantes a miados.
O achado é inédito. Até então, predominava na literatura científica a ideia de que esses animais se comunicavam apenas por meio do esturro, vocalização grave e característica da espécie. De acordo com a bióloga Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não teriam capacidade de miar, em razão da conformação da traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação sonora ao esturro.
O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O uso de câmeras com monitoramento contínuo e microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o esturro não é a única forma de comunicação das onças. Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020, quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente, novos áudios da mesma fêmea foram gravados em situações em que ela parecia não saber onde o filhote estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote que passou a miar para chamar a mãe.
A constatação causou estranhamento na equipe, pois esse tipo de vocalização não estava descrito na bibliografia, tampouco havia informações sobre sua variação ou sobre a possibilidade de um mesmo indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso, os pesquisadores buscaram apoio especializado para descrever e compreender melhor esses sons.
O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido, especialista em bioacústica — área que estuda a comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os sons gravados em dados numéricos, o que permitiu compará-los com outras vocalizações conhecidas das onças.
A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte, além de comprovar de forma matemática e estatística que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal relacionado ao miado é mais complexo do que se supunha.
Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre mães e filhotes. Foster explica que há uma razão funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas, enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois ainda não possuem as cordas vocais plenamente desenvolvidas.
Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação com os filhotes, em uma espécie de comunicação maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos filhotes, poderia atrair outros machos para a região. Como esses animais apresentam comportamento de infanticídio, a aproximação representaria um risco real de morte para os filhotes.
Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução desse tipo de comunicação específica entre mãe e filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à comunicação com os filhotes.
A pesquisadora observa que esse mecanismo se assemelha ao que ocorre entre humanos, quando adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o significado dos registros e reforça o caráter singular da descoberta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
O texto discute a interpretação funcional e evolutiva das vocalizações observadas, relacionando comportamento, risco ambiental e adaptação comunicativa.
À luz desse enfoque, é CORRETO afirmar que o texto explica o uso dos miados pelas fêmeas principalmente como resultado de:
 

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4098851 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Serraria-PB
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O miado das onças-pintadas: registros inéditos mostram como mães se comunicam com filhotes sem atrair machos

O som registrado não correspondia ao que se esperava — e foi exatamente essa diferença que despertou o interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito semelhantes a miados.
O achado é inédito. Até então, predominava na literatura científica a ideia de que esses animais se comunicavam apenas por meio do esturro, vocalização grave e característica da espécie. De acordo com a bióloga Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não teriam capacidade de miar, em razão da conformação da traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação sonora ao esturro.
O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O uso de câmeras com monitoramento contínuo e microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o esturro não é a única forma de comunicação das onças. Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020, quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente, novos áudios da mesma fêmea foram gravados em situações em que ela parecia não saber onde o filhote estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote que passou a miar para chamar a mãe.
A constatação causou estranhamento na equipe, pois esse tipo de vocalização não estava descrito na bibliografia, tampouco havia informações sobre sua variação ou sobre a possibilidade de um mesmo indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso, os pesquisadores buscaram apoio especializado para descrever e compreender melhor esses sons.
O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido, especialista em bioacústica — área que estuda a comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os sons gravados em dados numéricos, o que permitiu compará-los com outras vocalizações conhecidas das onças.
A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte, além de comprovar de forma matemática e estatística que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal relacionado ao miado é mais complexo do que se supunha.
Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre mães e filhotes. Foster explica que há uma razão funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas, enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois ainda não possuem as cordas vocais plenamente desenvolvidas.
Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação com os filhotes, em uma espécie de comunicação maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos filhotes, poderia atrair outros machos para a região. Como esses animais apresentam comportamento de infanticídio, a aproximação representaria um risco real de morte para os filhotes.
Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução desse tipo de comunicação específica entre mãe e filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à comunicação com os filhotes.
A pesquisadora observa que esse mecanismo se assemelha ao que ocorre entre humanos, quando adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o significado dos registros e reforça o caráter singular da descoberta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
O texto descreve uma investigação científica iniciada a partir de uma observação inesperada, cuja discrepância em relação ao conhecimento previamente consolidado levou pesquisadores a reavaliar pressupostos existentes sobre o comportamento de uma espécie animal.
De acordo com essa perspectiva inicial apresentada no texto, é CORRETO afirmar que o interesse dos pesquisadores foi despertado principalmente pelo fato de:
 

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4098850 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Serraria-PB
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O miado das onças-pintadas: registros inéditos mostram como mães se comunicam com filhotes sem atrair machos

O som registrado não correspondia ao que se esperava — e foi exatamente essa diferença que despertou o interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito semelhantes a miados.
O achado é inédito. Até então, predominava na literatura científica a ideia de que esses animais se comunicavam apenas por meio do esturro, vocalização grave e característica da espécie. De acordo com a bióloga Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não teriam capacidade de miar, em razão da conformação da traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação sonora ao esturro.
O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O uso de câmeras com monitoramento contínuo e microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o esturro não é a única forma de comunicação das onças. Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020, quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente, novos áudios da mesma fêmea foram gravados em situações em que ela parecia não saber onde o filhote estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote que passou a miar para chamar a mãe.
A constatação causou estranhamento na equipe, pois esse tipo de vocalização não estava descrito na bibliografia, tampouco havia informações sobre sua variação ou sobre a possibilidade de um mesmo indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso, os pesquisadores buscaram apoio especializado para descrever e compreender melhor esses sons.
O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido, especialista em bioacústica — área que estuda a comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os sons gravados em dados numéricos, o que permitiu compará-los com outras vocalizações conhecidas das onças.
A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte, além de comprovar de forma matemática e estatística que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal relacionado ao miado é mais complexo do que se supunha.
Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre mães e filhotes. Foster explica que há uma razão funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas, enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois ainda não possuem as cordas vocais plenamente desenvolvidas.
Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação com os filhotes, em uma espécie de comunicação maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos filhotes, poderia atrair outros machos para a região. Como esses animais apresentam comportamento de infanticídio, a aproximação representaria um risco real de morte para os filhotes.
Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução desse tipo de comunicação específica entre mãe e filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à comunicação com os filhotes.
A pesquisadora observa que esse mecanismo se assemelha ao que ocorre entre humanos, quando adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o significado dos registros e reforça o caráter singular da descoberta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
O texto apresenta resultados obtidos após a análise técnica dos sons registrados, evidenciando avanços na compreensão do repertório vocal da espécie estudada.
A partir desse enfoque, é CORRETO afirmar que a contribuição da análise bioacústica para a pesquisa consistiu em:
 

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4098849 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Serraria-PB
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O miado das onças-pintadas: registros inéditos mostram como mães se comunicam com filhotes sem atrair machos

O som registrado não correspondia ao que se esperava — e foi exatamente essa diferença que despertou o interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito semelhantes a miados.
O achado é inédito. Até então, predominava na literatura científica a ideia de que esses animais se comunicavam apenas por meio do esturro, vocalização grave e característica da espécie. De acordo com a bióloga Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não teriam capacidade de miar, em razão da conformação da traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação sonora ao esturro.
O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O uso de câmeras com monitoramento contínuo e microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o esturro não é a única forma de comunicação das onças. Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020, quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente, novos áudios da mesma fêmea foram gravados em situações em que ela parecia não saber onde o filhote estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote que passou a miar para chamar a mãe.
A constatação causou estranhamento na equipe, pois esse tipo de vocalização não estava descrito na bibliografia, tampouco havia informações sobre sua variação ou sobre a possibilidade de um mesmo indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso, os pesquisadores buscaram apoio especializado para descrever e compreender melhor esses sons.
O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido, especialista em bioacústica — área que estuda a comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os sons gravados em dados numéricos, o que permitiu compará-los com outras vocalizações conhecidas das onças.
A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte, além de comprovar de forma matemática e estatística que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal relacionado ao miado é mais complexo do que se supunha.
Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre mães e filhotes. Foster explica que há uma razão funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas, enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois ainda não possuem as cordas vocais plenamente desenvolvidas.
Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação com os filhotes, em uma espécie de comunicação maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos filhotes, poderia atrair outros machos para a região. Como esses animais apresentam comportamento de infanticídio, a aproximação representaria um risco real de morte para os filhotes.
Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução desse tipo de comunicação específica entre mãe e filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à comunicação com os filhotes.
A pesquisadora observa que esse mecanismo se assemelha ao que ocorre entre humanos, quando adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o significado dos registros e reforça o caráter singular da descoberta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
O texto aborda a revisão de concepções científicas a partir da incorporação de recursos tecnológicos ao trabalho de campo, permitindo ampliar a observação de comportamentos antes não documentados.
Considerando esse recorte do texto, é CORRETO afirmar que a ampliação do conhecimento sobre a comunicação das onças-pintadas decorreu:
 

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O neuroticismo está relacionado "à" depressão e "à" ansiedade, o que pode explicar essa relação.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c74wxnw1gxeo. adaptado.adaptado)

Em relação aos sinais indicativos de crase destacados na frase, assinale a alternativa CORRETA.
 

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Pesquisas afirmam que, até o momento, não há evidências sólidas de que mudanças hormonais ao longo do ciclo mensal afetem a frequência do choro, dada a diferença entre os sexos e fatores como gravidez e envelhecimento.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c74wxnw1gxeo. adaptado.adaptado)

Considerando os mecanismos de coesão textual empregados no período, assinale a alternativa CORRETA.
 

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Homens choram, em média, entre zero e uma vez por mês, enquanto mulheres choram de quatro a cinco vezes no mesmo período.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c74wxnw1gxeo. adaptado.adaptado)

Considerando a sintaxe da oração, assinale a alternativa CORRETA.
 

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Embora muitos animais chorem alto quando filhotes para sinalizar sofrimento, eles não possuem as vias cerebrais necessárias para produzir lágrimas em resposta a emoções complexas.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c74wxnw1 gxeo.adaptado.adaptado)

Considerando o emprego das classes de palavras no período, assinale a alternativa CORRETA.
 

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4098731 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Desde a Constituição Federal de 1988, a legislação prevê o direito à educação para toda a população, inclusive para aquelas pessoas que não tiveram acesso à escola em idade apropriada, na infância ou na adolescência. Dessa forma, é dever do governo federal, bem como de estados e municípios, assegurar a oferta pública e gratuita de educação escolar para jovens e adultos. Entretanto, apesar da previsão de direitos e deveres, passados mais de 30 anos, as estatísticas nacionais não deixam dúvidas sobre os desafios enfrentados pelo país para assegurar a educação de todos, em especial daqueles que tiveram seus direitos violados quando crianças ou adolescentes. Ademais, nos deparamos com um quadro de retrocessos, em um contexto de ausência de políticas e recrudescimento das desigualdades em decorrência da pandemia da covid-19.

Considerando as realidades sociais em nosso país, a desigualdade racial, econômica e de gênero aparece também no perfil das turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), majoritariamente compostas por pessoas negras e trabalhadoras. Nesse sentido, a EJA apresenta especificidades, problemáticas e metodologias próprias que não só devem ser visibilizadas, como também podem inspirar práticas pedagógicas e estratégias de gestão em todo o sistema de ensino, sobretudo no atual contexto de crise econômica e sanitária.

Vista muitas vezes como não prioritária, a EJA foi considerada durante as décadas de 80 e 90 como obsoleta, uma vez que a expectativa política era de que os investimentos em uma educação primária eficiente a longo prazo eliminariam sua necessidade. O fato é que, mais de trinta anos depois, a desigualdade social e a ausência de políticas públicas efetivas que promovam a equidade racial e de gênero se traduzem em números ainda preocupantes de analfabetismo entre adultos, evasão e abandono. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020 20,2% dos jovens de 14 a 29 anos não concluíram a Educação Básica, dentre os quais 71,7% são negros (pretos e pardos). Já em relação às taxas de analfabetismo, apesar de estas registrarem queda geral desde 2016, o país ainda possui 11 milhões de pessoas que não dominam plenamente a leitura e a escrita.

[...]

Disponível em: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/em-debate/conteudo-multimidia/detalhe/. Acesso em: 9 fev. 2026.

No contexto das políticas públicas, dadas as afirmativas, ao se estabelecer uma relação entre o texto e a importância da EJA (Educação de Jovens e Adultos), nas escolas públicas, como modalidade de ensino,

I. A modalidade EJA foca em metodologias adaptadas às experiências de vida dos alunos adultos, visando à inclusão social e à qualificação para o mercado de trabalho.

II. A modalidade EJA garante o direito constitucional à educação, promovendo a emancipação social, utilizando-se de estratégias de inclusão e de equidade, fundamentais para a erradicação do analfabetismo.

III. A EJA, na atualidade, enfrenta desafios como a necessidade de metodologias específicas e a garantia de financiamento, uma vez que as metodologias existentes estão sendo consideradas obsoletas.

IV. Com o surgimento de políticas públicas efetivas e inovadoras, a EJA atua na interseção de políticas educacionais e sociais, visando apenas ao aprendizado acadêmico para jovens excluídos do processo escolar na idade regular.

verifica-se que está/ão correta/s apenas

 

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4098730 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Projeto Peneira

Uma palestra sobre segurança do trabalho envolvendo a comunidade das marisqueiras foi o ponto de partida do projeto Peneira. O professor de Eletrotécnica do Campus Maceió, Allisson Silva, contou que ficou surpreso com as informações que relatavam o sofrimento dos envolvidos nas atividades. A partir de então, ele começou a pesquisar sobre as etapas da cadeia produtiva do sururu.

“Teve uma fala, em uma das reportagens que eu vi, de um garoto que não ia para a escola há quatro anos. Isso acabou pesando muito para começar pela peneira, que é uma atividade basicamente ocupada por mulheres e crianças, então, influencia muito a evasão escolar”, explicou o professor, que coordena o projeto.

O protótipo foi desenvolvido para ser utilizado como uma peneira de baixo custo, que descasca o sururu.

“As estruturas são de portas do Ifal Maceió, o acrílico que tem nela são de barreiras utilizadas durante a pandemia, que quebraram. Então, a gente reutilizou os pedaços, e, posteriormente, foi colocado um variador de velocidade, para ajustar de acordo com a quantidade de sururu”, detalhou o professor.

O projeto foi aprovado no edital das Oficinas 4, em 2021, com os estudantes Kamilly dos Santos, Vitória Lopes, Livia Luna, João Souza e Sheldon da Silva. Depois foi aprovado no edital do Pibiti de 2022, com Bianca dos Santos, e renovado no edital do Pibiti deste ano, com Nícolas Cordeiro.

Em abril do ano passado, o professor Alisson levou os estudantes a uma visita técnica para conhecer de perto a cadeia do sururu, na beira da lagoa, em Maceió.

“Essa visita fez uma diferença enorme, todos ficaram com uma vontade imensa de trabalhar, se solidarizaram com a situação precária, e viram toda a dificuldade. Eles passaram a ter uma vontade grande de participar e poder contribuir para melhorar a cadeia produtiva”.

Os próximos passos do grupo é aperfeiçoar o protótipo.

“A gente está tentando conseguir um financiamento, uma forma de acelerar o projeto para a migração de materiais que atendam às exigências das resoluções da Vigilância Sanitária. Melhorias para serem aplicadas também a outros tipos de mariscos, como maçunins e mexilhões”, finalizou o professor.

Disponível em: https://alnb.com.br/alagoas/conheca-os-projetos-do-ifal-na-semana-nacional-da-educacao-profissional-e-tecnologica/. Acesso em: 31 jan. 2026.

A respeito do evento comunicativo descrito, que exemplifica um projeto integrador na EPT (Educação Profissional e Tecnológica), focada em preparar cidadãos para o mercado de trabalho, dadas as afirmativas,

I. Na elaboração do “Projeto Peneira”, utiliza-se a Língua materna, no intuito de revelar, no mundo textual, características pertinentes ao mundo real.

II. A fim de que professores e alunos construam conhecimentos de forma cooperativa, o texto que menciona o “Projeto Peneira” descreve ações pedagógicas para delinear os percursos básicos de desenvolvimento, mensurar os resultados e registrar o que foi idealizado para possíveis e necessárias adaptações.

III. No texto do “Projeto Peneira”, há uma demonstração de que os princípios constitutivos da textualidade denotam, mesmo havendo desconhecimento das relações lógico-textuais para a constituição da superestrutura, que nada impede que haja coesão virtual entre produção, teoria e ações educativas.

IV. O “Projeto Peneira” é ligado à Diretoria de Ensino e tem como objetivo contribuir com a educação inclusiva ao atuar de maneira integrada aos demais setores da instituição.

V. O “Projeto Peneira” vem promovendo ações de ensino com a temática das identidades e relações étnico-raciais, no âmbito da comunidade escolar e em suas relações com a comunidade externa, especialmente junto aos movimentos sociais antirracistas, quilombolas e indígenas.

verifica-se que está/ão correta/s apenas

 

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