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4098731 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Desde a Constituição Federal de 1988, a legislação prevê o direito à educação para toda a população, inclusive para aquelas pessoas que não tiveram acesso à escola em idade apropriada, na infância ou na adolescência. Dessa forma, é dever do governo federal, bem como de estados e municípios, assegurar a oferta pública e gratuita de educação escolar para jovens e adultos. Entretanto, apesar da previsão de direitos e deveres, passados mais de 30 anos, as estatísticas nacionais não deixam dúvidas sobre os desafios enfrentados pelo país para assegurar a educação de todos, em especial daqueles que tiveram seus direitos violados quando crianças ou adolescentes. Ademais, nos deparamos com um quadro de retrocessos, em um contexto de ausência de políticas e recrudescimento das desigualdades em decorrência da pandemia da covid-19.

Considerando as realidades sociais em nosso país, a desigualdade racial, econômica e de gênero aparece também no perfil das turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), majoritariamente compostas por pessoas negras e trabalhadoras. Nesse sentido, a EJA apresenta especificidades, problemáticas e metodologias próprias que não só devem ser visibilizadas, como também podem inspirar práticas pedagógicas e estratégias de gestão em todo o sistema de ensino, sobretudo no atual contexto de crise econômica e sanitária.

Vista muitas vezes como não prioritária, a EJA foi considerada durante as décadas de 80 e 90 como obsoleta, uma vez que a expectativa política era de que os investimentos em uma educação primária eficiente a longo prazo eliminariam sua necessidade. O fato é que, mais de trinta anos depois, a desigualdade social e a ausência de políticas públicas efetivas que promovam a equidade racial e de gênero se traduzem em números ainda preocupantes de analfabetismo entre adultos, evasão e abandono. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020 20,2% dos jovens de 14 a 29 anos não concluíram a Educação Básica, dentre os quais 71,7% são negros (pretos e pardos). Já em relação às taxas de analfabetismo, apesar de estas registrarem queda geral desde 2016, o país ainda possui 11 milhões de pessoas que não dominam plenamente a leitura e a escrita.

[...]

Disponível em: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/em-debate/conteudo-multimidia/detalhe/. Acesso em: 9 fev. 2026.

No contexto das políticas públicas, dadas as afirmativas, ao se estabelecer uma relação entre o texto e a importância da EJA (Educação de Jovens e Adultos), nas escolas públicas, como modalidade de ensino,

I. A modalidade EJA foca em metodologias adaptadas às experiências de vida dos alunos adultos, visando à inclusão social e à qualificação para o mercado de trabalho.

II. A modalidade EJA garante o direito constitucional à educação, promovendo a emancipação social, utilizando-se de estratégias de inclusão e de equidade, fundamentais para a erradicação do analfabetismo.

III. A EJA, na atualidade, enfrenta desafios como a necessidade de metodologias específicas e a garantia de financiamento, uma vez que as metodologias existentes estão sendo consideradas obsoletas.

IV. Com o surgimento de políticas públicas efetivas e inovadoras, a EJA atua na interseção de políticas educacionais e sociais, visando apenas ao aprendizado acadêmico para jovens excluídos do processo escolar na idade regular.

verifica-se que está/ão correta/s apenas

 

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4098730 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Projeto Peneira

Uma palestra sobre segurança do trabalho envolvendo a comunidade das marisqueiras foi o ponto de partida do projeto Peneira. O professor de Eletrotécnica do Campus Maceió, Allisson Silva, contou que ficou surpreso com as informações que relatavam o sofrimento dos envolvidos nas atividades. A partir de então, ele começou a pesquisar sobre as etapas da cadeia produtiva do sururu.

“Teve uma fala, em uma das reportagens que eu vi, de um garoto que não ia para a escola há quatro anos. Isso acabou pesando muito para começar pela peneira, que é uma atividade basicamente ocupada por mulheres e crianças, então, influencia muito a evasão escolar”, explicou o professor, que coordena o projeto.

O protótipo foi desenvolvido para ser utilizado como uma peneira de baixo custo, que descasca o sururu.

“As estruturas são de portas do Ifal Maceió, o acrílico que tem nela são de barreiras utilizadas durante a pandemia, que quebraram. Então, a gente reutilizou os pedaços, e, posteriormente, foi colocado um variador de velocidade, para ajustar de acordo com a quantidade de sururu”, detalhou o professor.

O projeto foi aprovado no edital das Oficinas 4, em 2021, com os estudantes Kamilly dos Santos, Vitória Lopes, Livia Luna, João Souza e Sheldon da Silva. Depois foi aprovado no edital do Pibiti de 2022, com Bianca dos Santos, e renovado no edital do Pibiti deste ano, com Nícolas Cordeiro.

Em abril do ano passado, o professor Alisson levou os estudantes a uma visita técnica para conhecer de perto a cadeia do sururu, na beira da lagoa, em Maceió.

“Essa visita fez uma diferença enorme, todos ficaram com uma vontade imensa de trabalhar, se solidarizaram com a situação precária, e viram toda a dificuldade. Eles passaram a ter uma vontade grande de participar e poder contribuir para melhorar a cadeia produtiva”.

Os próximos passos do grupo é aperfeiçoar o protótipo.

“A gente está tentando conseguir um financiamento, uma forma de acelerar o projeto para a migração de materiais que atendam às exigências das resoluções da Vigilância Sanitária. Melhorias para serem aplicadas também a outros tipos de mariscos, como maçunins e mexilhões”, finalizou o professor.

Disponível em: https://alnb.com.br/alagoas/conheca-os-projetos-do-ifal-na-semana-nacional-da-educacao-profissional-e-tecnologica/. Acesso em: 31 jan. 2026.

A respeito do evento comunicativo descrito, que exemplifica um projeto integrador na EPT (Educação Profissional e Tecnológica), focada em preparar cidadãos para o mercado de trabalho, dadas as afirmativas,

I. Na elaboração do “Projeto Peneira”, utiliza-se a Língua materna, no intuito de revelar, no mundo textual, características pertinentes ao mundo real.

II. A fim de que professores e alunos construam conhecimentos de forma cooperativa, o texto que menciona o “Projeto Peneira” descreve ações pedagógicas para delinear os percursos básicos de desenvolvimento, mensurar os resultados e registrar o que foi idealizado para possíveis e necessárias adaptações.

III. No texto do “Projeto Peneira”, há uma demonstração de que os princípios constitutivos da textualidade denotam, mesmo havendo desconhecimento das relações lógico-textuais para a constituição da superestrutura, que nada impede que haja coesão virtual entre produção, teoria e ações educativas.

IV. O “Projeto Peneira” é ligado à Diretoria de Ensino e tem como objetivo contribuir com a educação inclusiva ao atuar de maneira integrada aos demais setores da instituição.

V. O “Projeto Peneira” vem promovendo ações de ensino com a temática das identidades e relações étnico-raciais, no âmbito da comunidade escolar e em suas relações com a comunidade externa, especialmente junto aos movimentos sociais antirracistas, quilombolas e indígenas.

verifica-se que está/ão correta/s apenas

 

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4098728 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

ARTISTA

O meu desejo é ser pintor — Lionardo,

cujo ideal em piedades se acrisola;

fazendo abrir-se ao mundo a ampla corola

do sonho ilustre que em meu peito guardo.

Meu anseio é, trazendo ao fundo pardo

da vida, a cor da veneziana escola,

dar tons de rosa e de ouro, por esmola,

a quanto houver de penedia ou cardo.

Quando encontrar o manancial das tintas

e os pincéis exaltados com que pintas,

Veronese! teus quadros e teus frisos,

irei morar onde as Desgraças moram;

e viverei de colorir sorrisos

nos lábios dos que imprecam ou que choram!

ANDRADE, M. Pauliceia desvairada. São Paulo: Novo Século, 2017, p. 9.

No poema, o eu lírico expressa o desejo de transpor a arte da pintura para a poesia, buscando dar cor e vida à página.

Pela sua estrutura externa, o texto define-se como um poema

 

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4098727 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Enunciado 4611600-1

Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/coesao-e-coerencia.html. Acesso em: 31 jan. 2026.

Levando-se em consideração que estrutura, coesão e coerência são os três pilares fundamentais para a construção de um texto claro, organizado e compreensível, dados os fragmentos de obras de Guimarães Rosa,

I. “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

II. “Viver – não é? – é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo”.

III. “Há uma hora certa, no meio da noite, uma hora morta, em que a água dorme”.

IV. “Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador”.

V. “Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação”.

verifica-se que há processo de coesão referencial anafórico apenas em

 

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4098725 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Enunciado 4611594-1

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/88735055145139345/. Acesso em: 31 jan. 2026.

Tendo em vista a organização ou esquematização típica do gênero anúncio, bem como as informações específicas resultantes desse tipo de texto, dadas as afirmativas,

I. De maneira análoga, o gênero artigo científico seguirá uma espécie de roteiro que deve desenvolver um conjunto de esquemas e de configurações bastantes nítidas.

II. Discursivamente, as informações específicas do gênero anúncio resultam num texto com uma dada configuração, cuja função é persuadir os fregueses.

III. A fim de atingir um objetivo específico, a própria seleção da linguagem segue a decisão do gênero anúncio e seu funcionamento discursivo no contexto pretendido.

IV. O gênero em questão, ao contrário da produção de um cardápio, exige um tipo de configuração, ações discursivas e seleção de toda ordem bastante limitadas.

verifica-se que está/ão correta/s

 

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4098724 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Enunciado 4611592-1

Disponível em: https://conversadeportugues.com.br/2013/03/leitura/. Acesso em: 8 fev. 2026.

Sabendo-se que o sentido de um texto é construído com base em elementos linguísticos, em sua organização e no conjunto de saberes que o leitor já tem, dadas as afirmativas,

I. Se observarmos a linguagem e a construção do texto de Bob Thaves, veremos que o foco da leitura considera a interação autor-texto-leitor. O texto é visto como um “espaço” de interação e de diálogo entre os interlocutores.

II. A fim de que se reconheça o sentido da tira, cabe ao leitor desvendar o texto como representação mental, além das intenções psicológicas do autor.

III. Na tira, não há evidências de interação entre o autor e o leitor, uma vez que não há sinalização de conhecimento de mundo do leitor para interpretar a mensagem do chargista.

IV. A compreensão do texto exige mais do que conhecimentos linguísticos: o leitor deve reparar que houve, na tira de Bob Thaves, o emprego de duas metáforas.

verifica-se que está/ão correta/s

 

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4098722 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Eu ando pelo mundo

Prestando atenção em cores

Que eu não sei o nome

Cores de Almodóvar

Cores de Frida Kahlo

Cores!

Passeio pelo escuro

Eu presto muita atenção

No que meu irmão ouve

E como uma segunda pele

Um calo, uma casca

Uma cápsula protetora

Ai, eu quero chegar antes

Pra sinalizar

O estar de cada coisa

Filtrar seus graus

Eu ando pelo mundo

Divertindo gente

Chorando ao telefone

E vendo doer a fome

Nos meninos que têm fome

[...]

Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/43856/. Acesso em: 19 fev. 2026.

Em se tratando dos aspectos que envolvem o emprego dos pronomes relativos, dadas as afirmativas,

I. No que diz respeito a verbos seguidos de preposição, a construção dos versos “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome” é aceita pela tradição gramatical no processo de relativização.

II. A construção “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome” encontra-se em desacordo com as gramáticas normativas. Deveria ser substituída por “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome delas”, forma chamada pelos linguistas de “relativa copiadora”.

III. A construção “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, procedimento rejeitado pela gramática normativa, é chamada pelos linguistas de “relativa cortadora”. Recebe esse nome porque a preposição que o verbo rege é “cortada”, ou seja, é apagada na segunda oração.

IV. Em: “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, há um procedimento rejeitado pela gramática normativa, chamado pelos linguistas de “relativa cortadora”. Recebe esse nome porque a preposição que o substantivo rege é “cortada”, ou seja, é apagada na segunda oração.

verifica-se que está/ão correta/s apenas

 

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O turismo é um dos pilares da economia de Maceió, mas sua dinâmica está intrinsecamente ligada aos processos de urbanização e à divisão regional de Alagoas. A concentração de investimentos e de infraestrutura no litoral, enquanto o interior enfrenta carências históricas, ilustra as desigualdades territoriais do estado.

Considerando-se essa relação, dadas as afirmativas sobre os impactos do turismo em Maceió no contexto alagoano,

I. Os fluxos turísticos para o litoral sul, com destaque para praias como Praia do Francês e Barra de São Miguel, têm fomentado a descentralização da oferta hoteleira e a integração econômica dessa região com o polo de confecções do Agreste.

II. A demanda turística por artesanato e por gastronomia local tem permitido a revitalização econômica e a preservação do patrimônio histórico no centro urbano de Maceió, revertendo o processo de esvaziamento comercial da área central.

III. A priorização do turismo de sol e mar consolida um modelo de desenvolvimento regional que desconsidera o potencial do sertão alagoano, cujas atrações culturais e naturais permanecem à margem dos circuitos turísticos oficiais e dos investimentos públicos.

verifica-se que está/ão correta/s

 

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4098552 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

Enunciado 4610170-1

Disponível em: https://ufabloguei.blogspot.com/2012/05/concepcoes-de-linguagem-e-ensino-da.html. Acesso em: 31 jan. 2026.

Dadas as afirmativas acerca das concepções de língua e de linguagem,

I. O pai da linguística, Ferdinand de Saussure, define, dentro dos parâmetros formalistas de ciência, a língua como um contrato entre os diversos membros de uma comunidade, e todos, de modo implícito, acatam esse contrato, uma vez que cada indivíduo possui em seu cérebro todo um acervo lexical, de regras, de maneira análoga aos demais membros da comunidade.

II. A concepção de língua é marcada por dualidades e paradoxos. Entre eles está o fato de a linguagem ter um lado individual (fala) e outro social (língua). Outro aspecto é que a linguagem é, ao mesmo tempo, um sistema estabelecido e uma evolução.

III. A língua é corpórea e composta de unidades mínimas significativas que, unidas, assumem forma, ou seja, a própria língua.

IV. Ao definir a língua como um sistema abstrato de sinais, a concepção saussuriana, fundamentada por Ferdinand de Saussure, estabelece a linguística moderna que compreende a língua como o sistema individual e abstrato compartilhado pela sociedade, enquanto a fala como o ato coletivo e concreto de uso desse sistema.

verifica-se que está/ão correta/s

 

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4098550 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IFAL

HÍPICA

Saltos records

cavalos da Penha

correm jóqueis de Higienópolis

Os magnatas

As meninas

E a orquestra toca chá

Na sala de cocktails

ANDRADE, Oswald de. Poesias Reunidas. In: Obras Completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974. v. 7, p. 129.

Dadas as afirmativas, considerando-se que o poema de Oswald de Andrade descreve cenas de lazer da alta burguesia,

I. O poeta Oswald de Andrade lança mão da fragmentação cubista e, por meio de flashes cinematográficos, utiliza-se de linguagem sintética e imagética, descrevendo um cenário elitizado.

II. Uma vez que o sentido só pode ser estabelecido, em sua totalidade, por meio das relações entre os enunciados e entre os contextos de produção e de recepção do texto, o poema “Hípica” apresenta-se incoerente.

III. Oswald de Andrade utiliza o poema para ironizar a vida social fútil e o luxo da burguesia paulistana da época, um tema recorrente no período pós-modernista.

IV. Os versos: “cavalos da Penha / correm jóqueis de Higienópolis” podem sugerir uma sutil justaposição de mundos, típica da visão crítica do autor.

V. O poema não segue uma estrutura narrativa linear. Ele funciona como uma colagem de cenas ou flashes cinematográficos, influenciado pela fase pós-modernista.

verifica-se que estão corretas apenas

 

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