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Qual dos educadores a seguir participou ativamente do
início da educação para surdos no Brasil?
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A escola francesa, desenvolvida pelo abade L’Epée, teve
grande influência na história da educação de surdos no
Brasil, porque
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Um evento que marcou a educação dos surdos foi o
“Congresso de Milão”, realizado em 1880. Sobre esse
evento, é correto afirmar que a principal decisão tomada
durante o congresso foi a
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Considere o texto a seguir para responder a questão.
Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos
surdos e suas implicações para o ensino de
conceitos abstratos
Uma constante preocupação entre professores e outros
profissionais envolvidos na educação de surdos diz respeito
ao ensino de conceitos abstratos, em geral, relacionados às
chamadas ciências naturais, tais como a biologia, a física e
a química.
As origens da chamada escola alemã de educação de
surdos remontam às ideias do médico suíço Johann Conrad
Amman, que viveu entre 1669 e 1724. Amman acreditava na
superioridade da fala na expressão tanto de emoções quanto
de ideias e conceitos, defendia que somente por meio dela
seria possível desenvolver faculdades mentais complexas.
Consequentemente, ele sustentava que outras formas de
comunicação, entre elas, os sinais, as imagens e os gestos,
eram imperfeitas e inferiores. Sendo assim, em sua visão,
as pessoas surdas estariam impossibilitadas de desenvolver
pensamento abstrato, logo, estariam presas a uma vida de
sensações e sentimentos. Como defendia que tal fato não
poderia ser “consertado” com a língua de sinais, Amman sustentava que o ensino da fala a crianças surdas deveria ser o
objetivo principal de sua educação, pois isso lhes permitiria a
comunicação com a maioria ouvinte e, mais do que isso, as
elevaria à condição humana.
Samuel Heinicke, um educador prussiano, é responsável
pela institucionalização do discurso e dos métodos oralistas
de educação de surdos na Alemanha. Heinicke acreditava
que a origem do pensamento está na língua falada. Logo,
para ele, o pensamento não pode ocorrer sem fala. Sua
visão colocava os surdos na condição de sujeitos que não
conseguem pensar abstrata ou conceptualmente, mas tão-
-somente em termos concretos. Ademais, ele não acreditava
que a escrita seria uma boa substituta para a língua falada,
pois defendia que qualquer experiência visual estaria presa
ao concreto e que somente a percepção auditiva da voz oferece meios para o desenvolvimento de pensamento abstrato.
Decorre aí que, assim como Amman, o referido educador era
totalmente contrário ao uso da língua de sinais na educação
de surdos.
Contemporaneamente à escola alemã, a escola francesa, iniciada pelo abade l’Epée, propunha uma visão diferente,
já que reconhecia o valor da língua de sinais na educação
dos surdos. Por essa razão, o método de l’Epée também é
referido como manualismo. l’Epée acreditava que os gestos
eram a verdadeira linguagem natural e universal da humanidade. Apesar disso, ele os via como incapazes de, por si só,
representar toda a riqueza da língua francesa. Sendo assim,
a partir dos “gestos” usados por seus discípulos surdos, criou
um sistema de representação manual para essa língua, que
designou como “sinais metódicos”. Por meio desses sinais,
podiam-se representar não apenas aspectos da língua francesa que não têm correspondentes na língua de sinais,
mas também, conceitos abstratos e complexos, por meio da
sua decomposição em conceitos elementares e concretos,
expressos cada um por um sinal metódico diferente.
Visões como a de Amman e Heinicke começaram a ser
desconstruídas no âmbito da linguística a partir do trabalho
pioneiro de William Stokoe (1960), que demonstrou que a língua de sinais americana (American Sign Language – ASL),
e, por extensão, as diversas línguas de sinais do mundo são
línguas naturais, pois apresentam os mesmos princípios organizacionais que as línguas faladas. Com isso, caem por
terra todas as afirmações que embasaram a imposição do
método oral puro na educação de surdos, entre elas, a de
que as línguas de sinais são incapazes de expressar conceitos abstratos.
(André Nogueira Xavier, Revista Porto das Letras,
“Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e
suas implicações para o ensino de conceitos abstratos”.
Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/
portodasletras/article/view/11437/18307. Adaptado)
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Considere o texto a seguir para responder a questão.
Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos
surdos e suas implicações para o ensino de
conceitos abstratos
Uma constante preocupação entre professores e outros
profissionais envolvidos na educação de surdos diz respeito
ao ensino de conceitos abstratos, em geral, relacionados às
chamadas ciências naturais, tais como a biologia, a física e
a química.
As origens da chamada escola alemã de educação de
surdos remontam às ideias do médico suíço Johann Conrad
Amman, que viveu entre 1669 e 1724. Amman acreditava na
superioridade da fala na expressão tanto de emoções quanto
de ideias e conceitos, defendia que somente por meio dela
seria possível desenvolver faculdades mentais complexas.
Consequentemente, ele sustentava que outras formas de
comunicação, entre elas, os sinais, as imagens e os gestos,
eram imperfeitas e inferiores. Sendo assim, em sua visão,
as pessoas surdas estariam impossibilitadas de desenvolver
pensamento abstrato, logo, estariam presas a uma vida de
sensações e sentimentos. Como defendia que tal fato não
poderia ser “consertado” com a língua de sinais, Amman sustentava que o ensino da fala a crianças surdas deveria ser o
objetivo principal de sua educação, pois isso lhes permitiria a
comunicação com a maioria ouvinte e, mais do que isso, as
elevaria à condição humana.
Samuel Heinicke, um educador prussiano, é responsável
pela institucionalização do discurso e dos métodos oralistas
de educação de surdos na Alemanha. Heinicke acreditava
que a origem do pensamento está na língua falada. Logo,
para ele, o pensamento não pode ocorrer sem fala. Sua
visão colocava os surdos na condição de sujeitos que não
conseguem pensar abstrata ou conceptualmente, mas tão-
-somente em termos concretos. Ademais, ele não acreditava
que a escrita seria uma boa substituta para a língua falada,
pois defendia que qualquer experiência visual estaria presa
ao concreto e que somente a percepção auditiva da voz oferece meios para o desenvolvimento de pensamento abstrato.
Decorre aí que, assim como Amman, o referido educador era
totalmente contrário ao uso da língua de sinais na educação
de surdos.
Contemporaneamente à escola alemã, a escola francesa, iniciada pelo abade l’Epée, propunha uma visão diferente,
já que reconhecia o valor da língua de sinais na educação
dos surdos. Por essa razão, o método de l’Epée também é
referido como manualismo. l’Epée acreditava que os gestos
eram a verdadeira linguagem natural e universal da humanidade. Apesar disso, ele os via como incapazes de, por si só,
representar toda a riqueza da língua francesa. Sendo assim,
a partir dos “gestos” usados por seus discípulos surdos, criou
um sistema de representação manual para essa língua, que
designou como “sinais metódicos”. Por meio desses sinais,
podiam-se representar não apenas aspectos da língua francesa que não têm correspondentes na língua de sinais,
mas também, conceitos abstratos e complexos, por meio da
sua decomposição em conceitos elementares e concretos,
expressos cada um por um sinal metódico diferente.
Visões como a de Amman e Heinicke começaram a ser
desconstruídas no âmbito da linguística a partir do trabalho
pioneiro de William Stokoe (1960), que demonstrou que a língua de sinais americana (American Sign Language – ASL),
e, por extensão, as diversas línguas de sinais do mundo são
línguas naturais, pois apresentam os mesmos princípios organizacionais que as línguas faladas. Com isso, caem por
terra todas as afirmações que embasaram a imposição do
método oral puro na educação de surdos, entre elas, a de
que as línguas de sinais são incapazes de expressar conceitos abstratos.
(André Nogueira Xavier, Revista Porto das Letras,
“Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e
suas implicações para o ensino de conceitos abstratos”.
Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/
portodasletras/article/view/11437/18307. Adaptado)
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Questão presente nas seguintes provas
Considere o texto a seguir para responder a questão.
Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos
surdos e suas implicações para o ensino de
conceitos abstratos
Uma constante preocupação entre professores e outros
profissionais envolvidos na educação de surdos diz respeito
ao ensino de conceitos abstratos, em geral, relacionados às
chamadas ciências naturais, tais como a biologia, a física e
a química.
As origens da chamada escola alemã de educação de
surdos remontam às ideias do médico suíço Johann Conrad
Amman, que viveu entre 1669 e 1724. Amman acreditava na
superioridade da fala na expressão tanto de emoções quanto
de ideias e conceitos, defendia que somente por meio dela
seria possível desenvolver faculdades mentais complexas.
Consequentemente, ele sustentava que outras formas de
comunicação, entre elas, os sinais, as imagens e os gestos,
eram imperfeitas e inferiores. Sendo assim, em sua visão,
as pessoas surdas estariam impossibilitadas de desenvolver
pensamento abstrato, logo, estariam presas a uma vida de
sensações e sentimentos. Como defendia que tal fato não
poderia ser “consertado” com a língua de sinais, Amman sustentava que o ensino da fala a crianças surdas deveria ser o
objetivo principal de sua educação, pois isso lhes permitiria a
comunicação com a maioria ouvinte e, mais do que isso, as
elevaria à condição humana.
Samuel Heinicke, um educador prussiano, é responsável
pela institucionalização do discurso e dos métodos oralistas
de educação de surdos na Alemanha. Heinicke acreditava
que a origem do pensamento está na língua falada. Logo,
para ele, o pensamento não pode ocorrer sem fala. Sua
visão colocava os surdos na condição de sujeitos que não
conseguem pensar abstrata ou conceptualmente, mas tão-
-somente em termos concretos. Ademais, ele não acreditava
que a escrita seria uma boa substituta para a língua falada,
pois defendia que qualquer experiência visual estaria presa
ao concreto e que somente a percepção auditiva da voz oferece meios para o desenvolvimento de pensamento abstrato.
Decorre aí que, assim como Amman, o referido educador era
totalmente contrário ao uso da língua de sinais na educação
de surdos.
Contemporaneamente à escola alemã, a escola francesa, iniciada pelo abade l’Epée, propunha uma visão diferente,
já que reconhecia o valor da língua de sinais na educação
dos surdos. Por essa razão, o método de l’Epée também é
referido como manualismo. l’Epée acreditava que os gestos
eram a verdadeira linguagem natural e universal da humanidade. Apesar disso, ele os via como incapazes de, por si só,
representar toda a riqueza da língua francesa. Sendo assim,
a partir dos “gestos” usados por seus discípulos surdos, criou
um sistema de representação manual para essa língua, que
designou como “sinais metódicos”. Por meio desses sinais,
podiam-se representar não apenas aspectos da língua francesa que não têm correspondentes na língua de sinais,
mas também, conceitos abstratos e complexos, por meio da
sua decomposição em conceitos elementares e concretos,
expressos cada um por um sinal metódico diferente.
Visões como a de Amman e Heinicke começaram a ser
desconstruídas no âmbito da linguística a partir do trabalho
pioneiro de William Stokoe (1960), que demonstrou que a língua de sinais americana (American Sign Language – ASL),
e, por extensão, as diversas línguas de sinais do mundo são
línguas naturais, pois apresentam os mesmos princípios organizacionais que as línguas faladas. Com isso, caem por
terra todas as afirmações que embasaram a imposição do
método oral puro na educação de surdos, entre elas, a de
que as línguas de sinais são incapazes de expressar conceitos abstratos.
(André Nogueira Xavier, Revista Porto das Letras,
“Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e
suas implicações para o ensino de conceitos abstratos”.
Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/
portodasletras/article/view/11437/18307. Adaptado)
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De acordo com a Lei nº 10.436/2002 e o Decreto
nº 5.626/2005, uma escola recebe um estudante surdo usuário de Libras e passa a discutir quais medidas
devem ser adotadas para favorecer sua participação e
aprendizagem. Nesse contexto, é correto afirmar que
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No livro A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão
Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez (Alvez et al., 2010), os autores apresentam que, conforme Damázio (2007), o AEE envolve três
momentos didático-pedagógicos: AEE em Libras, AEE de
Libras e AEE de Língua Portuguesa.
Assinale a alternativa que descreve corretamente, conforme o autor, a função do AEE em Libras.
Assinale a alternativa que descreve corretamente, conforme o autor, a função do AEE em Libras.
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Em um processo de formação continuada voltado à
Educação Especial e inclusiva, professores da educação
básica indicaram prioridades para qualificar o trabalho
pedagógico na escola regular. Considerando isso, assinalar a
alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.
Entre as necessidades formativas mais evidentes, destacaram-se o conhecimento sobre o ____________ da Educação Especial e a realização de oficinas para confecção de materiais didáticos para o ensino em _________ e Braille.
Entre as necessidades formativas mais evidentes, destacaram-se o conhecimento sobre o ____________ da Educação Especial e a realização de oficinas para confecção de materiais didáticos para o ensino em _________ e Braille.
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Uma escola comum está reorganizando o atendimento
educacional especializado (AEE) de um estudante com
surdez para evitar que esse atendimento seja tratado
apenas como reforço escolar isolado. Sobre os objetivos do
AEE nesse contexto, assinalar a alternativa CORRETA.
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