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Foram encontradas 50 questões.

1286647 Ano: 2019
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

Considerando o que dispõe o Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994, conhecido como Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, assinale a alternativa correta.

 

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1286224 Ano: 2019
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

A Lei nº 13.460, de 26 de junho de 2017, dispõe sobre a participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública.

Com base no que dispõe a referida legislação, é correto afirmar

 

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1286183 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

A volta da letra bonita

Nossas histórias têm caligrafia própria. A forma da letra nos identifica, por isso a treinamos, buscando uma imagem ideal, como quando fazemos caras e bocas no espelho.

Quer escrevamos em garranchos de médico, em estudada letra de professor, em sofridos traços de quem teve pouca escola ou em estilosas maiúsculas de arquiteto, há uma razão de ser na estética, tamanho e cadência do que colocamos no papel.

Não é à toa que existem grafólogos, que sabem ler a linguagem do traço. A assinatura, com a qual emprestamos valor e seriedade a tanta coisa, nos sintetiza.

Aos nove anos, passei a usar o sobrenome do meu padrasto. Era algo que desejava, portanto preparei-me com pompa para a nova assinatura.

Sem determinação consciente, mudei de letra e nunca mais escrevi em cursiva. Imitei o traçado dos cadernos artísticos de uma colega que admirava - aliás, ela virou arquiteta. Sempre quis que meus caóticos e borrados cadernos escolares parecessem algo melhor, mas na ocasião o que importava era sua escrita em maiúsculas.

Em inglês, chamam-nas de "letras capitais", como as cidades mais importantes, como a pena que ceifa uma vida, como um valor investido.

Maiúsculo, dizemos nós, nome superlativo, como esperava do que dali em diante se tornaria o meu.

Se hoje tento escrever em cursiva, volta-me a letra de criança de nove anos, retrato congelado daquela cuja vida abriu um novo parágrafo. Acho que, também sem querer, escolhi que as letras não fossem coladas. Era uma identidade nova, peças soltas que passarei a vida tentando juntar.

O escritor Fabrício Carpinejar também tem uma história de filiação através da letra. Ele era, como eu, um desastre de aluno. Quando informado pela mãe de que no dia seguinte teria de assinar sua primeira carteira de identidade, ficou apavorado.

Com urgência, treinou fazendo calcos dos autógrafos do seu já famoso pai. Sua primeira assinatura foi um plágio, uma apropriação, prenúncio da herança artística dos dois pais poetas, que mais adiante reivindicaria para si. "A letra do meu pai me deu colo", ele definiu. No meu caso, foram as maiúsculas que deram colo para meu novo pai.

Quando os teclados tomaram conta da escrita, os presságios para o futuro da capacidade de escrever à mão foram terríveis. Como tantos
apocalipses, este não se confirmou. Entre os mais jovens, virou mania a arte do lettering. Uma caligrafia esmerada, que compõe diários-agendas, nos quais compromissos, confissões e ideias espalham-se graciosamente por páginas que não vexariam um monge escriba. Nas tatuagens que contêm palavras com que nos revestimos para sempre, as formas, os tipos de letras usados fazem toda a diferença.

Chegamos até aqui como civilização escrevendo: documentando contabilidades, leis, memórias e ficções. Não posso afirmar que isso nos tornou boa gente, mas, se temos algum potencial para ser melhores, acredito que o cuidado com a escrita pode ajudar. A letra manuscrita é um ato de amor às palavras, e nesse caso as aparências não enganam.

Vê-la resgatada com tanta graça me enche de otimismo de que as coisas se transformam, mas o essencial talvez não se perca.

Fonte: CORSO, Diana. A volta da letra bonita. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, ano 56, 18 fev.
2019. Colunistas, p.31.

Analise as afirmativas sobre o uso do ponto final na linha do texto e possíveis alternativas para esse emprego.

I - Quanto à expressividade, o ponto final é um recurso de ênfase pois, através da fragmentação e da pausa, chama-se a atenção para esclarecimentos sobre um estrangeirismo.

II - Quanto à norma-padrão, o ponto final poderia ser substituído pela vírgula pois o aposto explicativo pode ser demarcado por esse sinal de pontuação.

III - Quanto ao caráter argumentativo, o ponto final poderia ser substituído por um travessão pois se quer destacar informações que podem ser desconhecidas do leitor.

Está(ão) correta(s)

 

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1286097 Ano: 2019
Disciplina: Medicina
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

"A prevenção Quaternária é definida como a ação feita para identificar um paciente ou população em risco de supermedicalização, protegê-lo(s) de um intervenção médica invasiva e sugerir procedimentos científica e eticamente aceitáveis" (GUSSO; LOPES; DIAS, 2019).

Fonte: GUSSO, Gustavo; LOPES, José Mauro Ceratti; DIAS, Lêda Chaves.
Tratado de Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e
prática. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. p. 255.

Sobre a supermedicalização que a Prevenção Quaternária visa a combater, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) O sobrediagnóstico ocorre quando as pessoas são diagnosticadas com uma doença que, na verdade, nunca causaria nenhum dano a elas e para as quais um rótulo diagnóstico e seu consequente tratamento podem trazer mais prejuízos que benefícios. Em geral, isso ocorre como resultado de exames diagnósticos excessivos ou programas de rastreamento que podem detectar doenças não progressivas como, por exemplo, a neoplasia de próstata indolente.

( ) A mercantilização da doença (do inglês disease mongering) é a "comercialização da doença que amplia os limites da enfermidade e aumenta os lucros para aqueles que vendem e entregam tratamentos". O processo de mercantilização da doença pode envolver redefinições de doenças (de maneira a aumentar o número de pessoas a serem incorporadas como doentes) ou a transformação de situações fisiológicas em problemas de saúde como ocorre, por exemplo, no transtorno do interesse/excitação sexual feminino e na calvície.

( ) A prevenção em excesso não apenas tem efeitos adversos e danos no plano concreto, mas também provoca danos gerais. São exemplos a medicalização da sociedade, o paradoxo da saúde (quanto mais saudáveis as populações, mais insatisfeitas com saúde), a frustração do médico diante de uma tarefa impossível de prevenção sem limites e o reforço da "Lei dos Cuidados Inversos", a partir da transferência de recursos da saúde pública para a atividade clínica e de velhos para jovens, de doentes para saudáveis, de analfabetos para universitários e de pobres para ricos.

A sequência correta é

 

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1286016 Ano: 2019
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

Conforme prevê a Lei nº 12.527, de 2011, a informação em poder dos órgãos ou entidades públicas, observado o seu teor, poderá ser classificada como

 

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1285461 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

A volta da letra bonita

Nossas histórias têm caligrafia própria. A forma da letra nos identifica, por isso a treinamos, buscando uma imagem ideal, como quando fazemos caras e bocas no espelho.

Quer escrevamos em garranchos de médico, em estudada letra de professor, em sofridos traços de quem teve pouca escola ou em estilosas maiúsculas de arquiteto, há uma razão de ser na estética, tamanho e cadência do que colocamos no papel.

Não é à toa que existem grafólogos, que sabem ler a linguagem do traço. A assinatura, com a qual emprestamos valor e seriedade a tanta coisa, nos sintetiza.

Aos nove anos, passei a usar o sobrenome do meu padrasto. Era algo que desejava, portanto preparei-me com pompa para a nova assinatura.

Sem determinação consciente, mudei de letra e nunca mais escrevi em cursiva. Imitei o traçado dos cadernos artísticos de uma colega que admirava - aliás, ela virou arquiteta. Sempre quis que meus caóticos e borrados cadernos escolares parecessem algo melhor, mas na ocasião o que importava era sua escrita em maiúsculas.

Em inglês, chamam-nas de "letras capitais", como as cidades mais importantes, como a pena que ceifa uma vida, como um valor investido.

Maiúsculo, dizemos nós, nome superlativo, como esperava do que dali em diante se tornaria o meu.

Se hoje tento escrever em cursiva, volta-me a letra de criança de nove anos, retrato congelado daquela cuja vida abriu um novo parágrafo. Acho que, também sem querer, escolhi que as letras não fossem coladas. Era uma identidade nova, peças soltas que passarei a vida tentando juntar.

O escritor Fabrício Carpinejar também tem uma história de filiação através da letra. Ele era, como eu, um desastre de aluno. Quando informado pela mãe de que no dia seguinte teria de assinar sua primeira carteira de identidade, ficou apavorado.

Com urgência, treinou fazendo calcos dos autógrafos do seu já famoso pai. Sua primeira assinatura foi um plágio, uma apropriação, prenúncio da herança artística dos dois pais poetas, que mais adiante reivindicaria para si. "A letra do meu pai me deu colo", ele definiu. No meu caso, foram as maiúsculas que deram colo para meu novo pai.

Quando os teclados tomaram conta da escrita, os presságios para o futuro da capacidade de escrever à mão foram terríveis. Como tantos
apocalipses, este não se confirmou. Entre os mais jovens, virou mania a arte do lettering. Uma caligrafia esmerada, que compõe diários-agendas, nos quais compromissos, confissões e ideias espalham-se graciosamente por páginas que não vexariam um monge escriba. Nas tatuagens que contêm palavras com que nos revestimos para sempre, as formas, os tipos de letras usados fazem toda a diferença.

Chegamos até aqui como civilização escrevendo: documentando contabilidades, leis, memórias e ficções. Não posso afirmar que isso nos tornou boa gente, mas, se temos algum potencial para ser melhores, acredito que o cuidado com a escrita pode ajudar. A letra manuscrita é um ato de amor às palavras, e nesse caso as aparências não enganam.

Vê-la resgatada com tanta graça me enche de otimismo de que as coisas se transformam, mas o essencial talvez não se perca.

Fonte: CORSO, Diana. A volta da letra bonita. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, ano 56, 18 fev.
2019. Colunistas, p.31.

Para chegar a uma relativa generalização sobre a escrita, sua relação com a identidade e sua potencialidade de melhorar o ser humano, a autora faz o registro de ideias com base em vivências particulares. Em função disso, destacam-se o emprego da primeira pessoa e o uso de pronomes

I - pessoais.

II - possessivos.

III - demonstrativos.

Está(ão) correta(s)

 

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1285414 Ano: 2019
Disciplina: Medicina
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

"Alguns já duvidaram que a Medicina de Família e Comunidade fosse uma disciplina por si só, pelo quanto compartilha com outras disciplinas da Atenção Primária, principalmente com a Medicina Interna" (FREEMAN, 2018).

Fonte: FREEMAN, Thomas R. Manual de Medicina de família e comunidade
de McWhinney. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. p. 14.

Sobre a definição e os princípios da Medicina de Família e Comunidade, considere as afirmativas a seguir.

I - O médico de família e comunidade é comprometido, em primeiro lugar, com a pessoa, e não com um conjunto de conhecimentos, grupo de doenças ou técnicas especiais, já que a Medicina de Família e Comunidade é definida em termos de relacionamentos. O comprometimento com a pessoa não tem um ponto final definido e não se limita pelo tipo de problema de saúde.

II - O médico de família e comunidade é, por natureza e função, um generalista. O generalista tem obrigação de conhecer todo o campo do conhecimento médico, ainda que de maneira superficial, já que somente por meio da especialização se pode atingir a profundidade do conhecimento e eliminar a incerteza clínica. Assim, em qualquer campo da Medicina a ser considerado individualmente, o especialista sabe mais que o generalista.

III - O médico de família e comunidade é um gerenciador de recursos. É sua responsabilidade, como clínico geral e médico que tem o primeiro contato com a pessoa, administrar os limitados recursos em saúde (tais como solicitações de exames, prescrições de tratamentos e encaminhamentos para especialistas focais) de forma que beneficie com equidade as pesssoas e a comunidade como um todo.

Está(ão) correta(s)

 

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Questão presente nas seguintes provas
1284634 Ano: 2019
Disciplina: Medicina
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

Em relação ao tratamento das gastroenterites, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1284345 Ano: 2019
Disciplina: Medicina
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

No tratamento farmacológico da obesidade, deve-se ter atenção aos efeitos adversos e possível uso em conjunto com outras classes farmacológicas.

Assinale a alternativa que apresenta medicamento com clássica interação medicamentosa com o orlistate.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1284311 Ano: 2019
Disciplina: Medicina
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

Sobre Medicina Baseada em Evidências e rastreamento, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) São critérios que devem ser atendidos para a implantação de um programa de rastreamento: 1) a doença deve representar um importante problema de saúde pública, considerando os conceitos de magnitude, transcendência e vulnerabilidade; 2) a história natural da doença deve ser bem conhecida e deve existir um estágio pré-clínico (assintomático) bem definido, durante o qual a doença possa ser diagnosticada; 3) o benefício da detecção e do tratamento precoces deve ser maior do que se a condição fosse tratada no momento habitual de diagnóstico; 4) os exames que detectam a condição clínica no estágio assintomático devem estar disponíveis e ser aceitáveis e confiáveis.

( ) É comum que os resultados de ensaios clínicos sejam apresentados em termos de redução do risco relativo, e muitos profissionais da saúde se encantam com esse tipo de dado. Porém, medidas relativas não estão ancoradas na suscetibilidade ou no risco basal e, por conseguinte, não transmitem a noção do impacto real que a intervenção avaliada produz. Assim, a tomada de decisão baseada em evidências requer medidas absolutas que reflitam tanto a prevalência da doença quanto a efetividade da intervenção, tais como redução absoluta do risco, número necessário para tratar, número necessário para rastrear e número necessário para causar dano.

( ) Devem ser privilegiados, para responder às dúvidas clínicas em Atenção Primária à Saúde, estudos de alto nível de evidência, bem conduzidos, que avaliem desfechos relevantes para a prática clínica, conhecidos como POEM (Patient Oriented Evidence that Matters - a evidência que tem importância para o paciente). São exemplos: revisões sistemáticas que comparem o efeito de diferentes intervenções no controle pressórico da hipertensão arterial sistêmica e meta-análises que avaliem o impacto de diferentes tratamentos no controle glicêmico na diabetes mellitus.

A sequência correta é

 

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