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Aflições paulistanas
Complexa e multifatorial, a percepção de insegurança em uma sociedade combina experiências pessoais e de seu círculo próximo; estereótipos e preconceitos sobre regiões e classes sociais; a amplitude do noticiário sobre violência na mídia; e, por óbvio, a constatação matemática dos atos criminosos.
Esse amálgama difuso está no cerne da pesquisa Datafolha que apontou a violência como a maior preocupação dos paulistanos. Para 22% deles, a segurança pública é o maior problema da capital. São 10 pontos percentuais a mais em relação ao último levantamento, de 2020, e 6 pontos à frente da saúde – tema que liderou as aflições dos moradores nos últimos 11 anos. Vêm na sequência transporte coletivo (8%), educação (6%) e buracos na rua (6%). A margem de erro é de três pontos percentuais.
Estatísticas recentes da violência, embora não peremptórias, apontam possíveis explicações.
Dados do governo paulista sobre homicídios dolosos (alta de 2,3%) e roubos (queda de 2,4%) na capital mostram certa estabilidade entre o primeiro semestre deste ano e o de 2022. Já os latrocínios tiveram redução expressiva de 26,7%. Furtos (alta de 6,9%) e estupros (26%) são contraponto relevante – registre-se que este último delito é sempre passível de subnotificações.
Não à toa, o receio com a violência é ainda maior na região central, marcada nos últimos meses por tumultos, saques, protestos e recordes de furtos e roubos – notadamente de telefones celulares, prática disseminada por quadrilhas especializadas e que afeta, inclusive, as camadas mais pobres.
Há muito o que a prefeitura possa fazer. A situação urbana, com iluminação pública precária e proliferação da população de rua, reduz o ir e vir e amplia a sensação de medo.
Para os que almejam comandar a capital a partir de 2025, resta observar que os paulistanos seguem resilientes – 9 em 10 estão satisfeitos por morar na cidade –, mas apreensivos em relação a sua integridade física e de seus familiares.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 04.09.2023. Adaptado)
Sem prejuízo de sentido ao texto original, na frase do 2º parágrafo – Esse amálgama difuso está no cerne da pesquisa Datafolha... –, o trecho destacado pode ser substituído por:
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Aflições paulistanas
Complexa e multifatorial, a percepção de insegurança em uma sociedade combina experiências pessoais e de seu círculo próximo; estereótipos e preconceitos sobre regiões e classes sociais; a amplitude do noticiário sobre violência na mídia; e, por óbvio, a constatação matemática dos atos criminosos.
Esse amálgama difuso está no cerne da pesquisa Datafolha que apontou a violência como a maior preocupação dos paulistanos. Para 22% deles, a segurança pública é o maior problema da capital. São 10 pontos percentuais a mais em relação ao último levantamento, de 2020, e 6 pontos à frente da saúde – tema que liderou as aflições dos moradores nos últimos 11 anos. Vêm na sequência transporte coletivo (8%), educação (6%) e buracos na rua (6%). A margem de erro é de três pontos percentuais.
Estatísticas recentes da violência, embora não peremptórias, apontam possíveis explicações.
Dados do governo paulista sobre homicídios dolosos (alta de 2,3%) e roubos (queda de 2,4%) na capital mostram certa estabilidade entre o primeiro semestre deste ano e o de 2022. Já os latrocínios tiveram redução expressiva de 26,7%. Furtos (alta de 6,9%) e estupros (26%) são contraponto relevante – registre-se que este último delito é sempre passível de subnotificações.
Não à toa, o receio com a violência é ainda maior na região central, marcada nos últimos meses por tumultos, saques, protestos e recordes de furtos e roubos – notadamente de telefones celulares, prática disseminada por quadrilhas especializadas e que afeta, inclusive, as camadas mais pobres.
Há muito o que a prefeitura possa fazer. A situação urbana, com iluminação pública precária e proliferação da população de rua, reduz o ir e vir e amplia a sensação de medo.
Para os que almejam comandar a capital a partir de 2025, resta observar que os paulistanos seguem resilientes – 9 em 10 estão satisfeitos por morar na cidade –, mas apreensivos em relação a sua integridade física e de seus familiares.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 04.09.2023. Adaptado)
Quanto ao sentido, a frase do 3º parágrafo – Estatísticas recentes da violência, embora não peremptórias, apontam possíveis explicações. – está corretamente reescrita em:
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Aflições paulistanas
Complexa e multifatorial, a percepção de insegurança em uma sociedade combina experiências pessoais e de seu círculo próximo; estereótipos e preconceitos sobre regiões e classes sociais; a amplitude do noticiário sobre violência na mídia; e, por óbvio, a constatação matemática dos atos criminosos.
Esse amálgama difuso está no cerne da pesquisa Datafolha que apontou a violência como a maior preocupação dos paulistanos. Para 22% deles, a segurança pública é o maior problema da capital. São 10 pontos percentuais a mais em relação ao último levantamento, de 2020, e 6 pontos à frente da saúde – tema que liderou as aflições dos moradores nos últimos 11 anos. Vêm na sequência transporte coletivo (8%), educação (6%) e buracos na rua (6%). A margem de erro é de três pontos percentuais.
Estatísticas recentes da violência, embora não peremptórias, apontam possíveis explicações.
Dados do governo paulista sobre homicídios dolosos (alta de 2,3%) e roubos (queda de 2,4%) na capital mostram certa estabilidade entre o primeiro semestre deste ano e o de 2022. Já os latrocínios tiveram redução expressiva de 26,7%. Furtos (alta de 6,9%) e estupros (26%) são contraponto relevante – registre-se que este último delito é sempre passível de subnotificações.
Não à toa, o receio com a violência é ainda maior na região central, marcada nos últimos meses por tumultos, saques, protestos e recordes de furtos e roubos – notadamente de telefones celulares, prática disseminada por quadrilhas especializadas e que afeta, inclusive, as camadas mais pobres.
Há muito o que a prefeitura possa fazer. A situação urbana, com iluminação pública precária e proliferação da população de rua, reduz o ir e vir e amplia a sensação de medo.
Para os que almejam comandar a capital a partir de 2025, resta observar que os paulistanos seguem resilientes – 9 em 10 estão satisfeitos por morar na cidade –, mas apreensivos em relação a sua integridade física e de seus familiares.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 04.09.2023. Adaptado)
Dados da pesquisa Datafolha revelam que a população paulistana se sente
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Leia a tira para responder à questão.

(Galvão Bertazzi, “Vida besta”. Folha de S.Paulo, 01.09.2023. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, a lacuna da frase – O cheiro da minha infância nesta casa e marcas que o tempo fizera questão de acentuar certamente num templo sagrado de lembranças inestimáveis. – deve ser preenchia com:
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Leia a tira para responder à questão.

(Galvão Bertazzi, “Vida besta”. Folha de S.Paulo, 01.09.2023. Adaptado)
A frase proferida no último quadro – Demolir essa porcaria e fazer estacionamento. Tragam as máquinas, rapazes! – expressa
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Assinale a alternativa em que o vocábulo onde ou aonde foi corretamente empregado.
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Leia o trecho de um texto para responder à questão.
“A tecelagem me ajuda a avaliar com mais calma aqueles fatos recentes envolvendo minhas pesquisas”, afirma Lourdes, corroborando os resultados do estudo. Outro benefício da prática de atividades criativas é a possibilidade de prover a mente com uma pausa do rigor exigido em laboratório, por exemplo. Não raro, os pesquisadores também precisam lidar com questões administrativas relacionadas à coordenação e planejamento dos trabalhos em equipe. O desgaste físico e mental resultante pode acarretar “bloqueios criativos”, quando não é possível encontrar solução para determinado problema e avançar na reflexão científica.
O vocábulo resultante, no contexto em que foi empregado, pertence à mesma classe de palavras que o vocábulo destacado em:
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Leia o trecho de um texto para responder à questão.
“A tecelagem me avaliar com mais calma aqueles fatos recentes envolvendo minhas pesquisas”, afirma Lourdes, resultados do estudo. Outro benefício da prática de atividades criativas é a possibilidade de mente com uma pausa do rigor exigido em laboratório, por exemplo. Não raro, os pesquisadores também precisam lidar com questões administrativas relacionadas à coordenação e planejamento dos trabalhos em equipe. O desgaste físico e mental resultante pode “bloqueios criativos”, quando não é possível encontrar solução para determinado problema e avançar na reflexão científica.
As lacunas do texto são preenchidas, correta e respectivamente, por:
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A norma-padrão de emprego da vírgula e de concordância verbal e nominal está preservada na frase:
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Quando não está em um laboratório, envolvida em pesquisas sobre a resposta do sistema imune à leptospirose, a biomédica Lourdes Isaac está tecendo colchas e tapetes, cuidando do jardim ou cozinhando. Ela explica que essas atividades lhe permitem se desligar da rotina estressante na universidade. “Muitas vezes nossos objetivos de estudo são abstratos ou podem demorar para se concretizar. Com a tecelagem, após alguns dias, um emaranhado de fios lineares se transforma em um tecido com textura e cores que não existiam, o que é bastante gratificante”, diz Lourdes.
No início, ela conta que se sentia culpada por ter interesses não relacionados à prática científica. Com o tempo, percebeu que poderia encaixá-los em sua rotina. Como Lourdes, muitos cientistas têm dificuldade de se afastar das demandas envolvendo as atividades de docência e pesquisa e investir em interesses pessoais. Em média, os pesquisadores chegam a trabalhar 80 horas por semana, sem pausa nos fins de semana e feriados. A conclusão é de um levantamento feito pela revista Nature em 2016. No entanto, nos últimos anos, estudos apresentaram evidências indicando que a busca por satisfação em atividades de lazer praticadas regularmente pode ser uma forma de aliviar o estresse mental, melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, aumentar a produtividade e aprimorar a capacidade criativa dos pesquisadores, auxiliando-os no desenvolvimento de soluções inovadoras para suas investigações.
Outro estudo, publicado quatro anos antes, constatou que os ganhadores do prêmio Nobel são quase duas vezes mais propensos a ter passatempos relacionados às artes ou a trabalhos manuais do que outros integrantes da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos ou da Royal Society, do Reino Unido. O estudo tomou como base dados publicados em autobiografias, biografias e obituários dos pesquisadores. “Forçar o cérebro a desempenhar atividades não relacionadas às tarefas de pesquisa pode contribuir para ampliar a flexibilidade cognitiva”, afirmou à Nature o psicólogo Dean Simonton.
(Rodrigo de Oliveira Andrade. Ócio criativo. https://revistapesquisa.fapesp.br, ago. 2018. Adaptado)
Ao trecho “No início, ela conta que se sentia culpada por ter interesses não relacionados à prática científica. Com o tempo, percebeu que poderia encaixá-los em sua rotina” (2º parágrafo), pode-se acrescentar uma conjunção de modo que a relação entre as ideias e a correção gramatical sejam preservadas, como ocorre em:
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