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Foram encontradas 519 questões.

459135 Ano: 2015
Disciplina: Odontologia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Sobre o processamento correto dos filmes radiográficos PODE-SE afirmar que:
I. O processamento deve ser realizado sem entrada de luz na câmara escura ou caixas de processamento.
II. As soluções de processamento necessitam de trocas regulares.
III. As soluções de processamento devem ficar cobertas, afim de que as mesmas não oxidem com maior rapidez.
IV. A câmara escura ou caixa de processamento devem sempre permanecer limpas.
 

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459127 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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O conselho escolar é um instrumento importante de democratização das decisões sobre os rumos da escola. O conselho tem atribuições consultivas, deliberativas e fiscais em questões definidas na legislação estadual ou municipal e no regimento escolar. Marque a alternativa que apresenta as questões que correspondem ao conselho.
 

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459121 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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Reforma Agrária
Com coisa séria não se brinca, e o problema da reforma agrária é sério demais. Verdade é que, de tanto se falar nisso, a coisa vai caindo no terreno da galhofa. O próprio Francisco Julião afirmou certa vez que está vendo o dia em que a reforma agrária se fará, no Teatro Municipal, entre números de canto lírico...
Mas a verdade é que a reforma agrária dá margem a alguns instantes de bom humor, como tudo o que é trágico, aliás. O referido Julião – que não brinca em serviço – tem as suas piadas.
Certa vez foi chamado pelo governador de um estado importante onde começavam a se organizar ligas camponesas.
- Deputado Julião – disse o governador -, não tenho nada contra as ligas, mas quero lhe dizer que sou inteiramente contra o comunismo e não permitirei agitação no meu estado.
- Senhor governador – falou o deputado – não sei bem o que Vossa Excelência entende por agitação.
Em certos casos, é preciso agitar um pouquinho. Tanto que até alguns remédios trazem escrito na bula: agite antes de usar. Se não agitar, governador, não faz efeito...
Um episódio engraçado sucedeu em Goiás, onde agora os latifundiários e grileiros voltaram a atacar os lavradores. Certo fazendeiro, muito preocupado com a situação, resolveu dedicar-se ao esclarecimento dos agricultores que trabalhavam em suas terras, a fim de evitar que eles fossem também chamados a se integrar em alguma liga camponesa. Montou o cavalo e foi, de porta em porta, conversando como quem não quer nada.
- Juvêncio – disse a um deles -, você já ouviu falar em comunismo?
- Não, coronel.
- Comunismo, Juvêncio, é um negócio ruim como o diabo, faz você trabalhar e toma tudo o que você planta. Toma a terra, toma o porco, toma a safra.
Você não tem direito a nada.
Juvêncio, que ouvira tudo atentamente, comentou:
- Ué, coronel, então nós tamos aqui num comunismo brabo danado!
GULLAR, Ferreira: crônicas para jovens / seleção, prefácio e notas bibliográficas Antonieta Cunha.
– 1ª ed. – São Paulo: Global, 2011. (Coleção Crônicas para jovens).
Quantas cenas há na narrativa envolvendo a reprodução direta de fala de personagens?
 

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459119 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Normalmente, os humanos apresentam em suas células 46 cromossomos, que vem em 23 pares.
Crianças portadoras dessa deficiência têm 47 cromossomos, pois têm três cópias do cromossomo 21, ao invés de duas. O que esta cópia extra de cromossomo provocará no organismo varia de acordo com a extensão dessa cópia, da genética familiar da criança, além de fatores ambientais e outras probabilidades.
 

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459114 Ano: 2015
Disciplina: Medicina
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Paciente do sexo feminino, 20 anos, vem a prontosocorro com queixa de disúria e polaciúria. Nega febre, corrimento vaginal e outras dores. Ao exame físico, obtém-se o sinal de Giordano negativo. Relata não ter relação sexual nos últimos 6 meses. A conduta mais adequada é:
 

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458014 Ano: 2015
Disciplina: Física
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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Um móvel parte do repouso e, com aceleração constante de 5m /s², atinge a velocidade de 20m /s.
A variação de espaço do móvel durante essa variação de velocidade é:
 

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Na obra “Orientação e mobilidade: conhecimentos básicos para a inclusão da pessoa com deficiência visual”, apresenta a concepção que o desenvolvimento humano é em parte definido pelos processos de maturação do organismo, porém é a aprendizagem que possibilita o desabrochar de processos internos através do contato do homem com seu meio. Em que teórico se fundamentam essas colocações?
 

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457982 Ano: 2015
Disciplina: Enfermagem
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Ao se tratar de distúrbios metabólicos assinale a alternativa incorreta.
 

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457979 Ano: 2015
Disciplina: Psicologia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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O Condicionamento __________ é um conceito chave dos estudos de Pavlov, assim como o Condicionamento Operante o é para __________
 

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457958 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
A resposta que o Brasil quer ouvir
(A causa do surto de malformação cerebral em bebês do
Nordeste é mesmo o zika vírus? A inquietação de uma
médica da Paraíba em busca da verdade)
Para a maioria das mulheres, a gravidez é um momento literalmente mágico. Um espaço para as mais doces e livres projeções sobre o futuro dos filhos. Não tem sido assim com centenas de mães que moram em .Pernambuco e em outros seis Estados do Nordeste. Nos últimos seis meses, elas foram obrigadas a confrontar a realidade cedo demais. Nos primeiros exames de imagens feitos durante a gestação (ou logo após o parto), descobriram que seus bebês sofriam de uma malformação cerebral conhecida como microcefalia. Ela compromete gravemente o desenvolvimento da criança. Nada mais será como antes.
O perímetro da cabeça desses bebês, no nascimento, é inferior à média normal de 34 centímetros.
Em cerca de 90% dos casos, essa condição provoca algum tipo de deficiência mental. Outras consequências costumam ocorrer, como crises de epilepsia, dores de cabeça e nas articulações, visão prejudicada, surdez, problemas intestinais. A microcefalia sempre foi uma doença rara, causada por radiação, consumo de drogas pelas gestantes ou infecção por bactérias e vírus. Por alguma razão desconhecida, a anomalia se tornou expressivamente mais frequente no país. Até a semana passada, 399 casos haviam sido informados ao Ministério da Saúde. Quase o triplo das 197 notificações de 2014.
Nos quatro anos anteriores, o padrão se manteve em torno de uma centena de casos. O alerta ganhou corpo quando as autoridades revelaram a principal suspeita: a infecção das mães pelo vírus zika (novo no Brasil e transmitido pelo mesmo mosquito da dengue) seria a responsável pelo surto.
O Ministério da Saúde revelou que o vírus foi detectado no líquido amniótico (o fluido que envolve o feto) extraído de duas gestantes da Paraíba. Isso fecha o diagnóstico? “Quase. Ainda há uma pequena margem de dúvida”, diz o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. A associação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia nos bebês é inédita no mundo. Se for comprovada, significará um grande feito científico e uma enorme fonte de preocupação. Um país infestado pelo Aedes aegyipt, onde o vírus zika já circula em 14 Estados e segue em franca expansão de território, engravidar pode se tornar uma escolha arriscada. “As mulheres devem pensar duas vezes”, afirmou Maierovitch.
Por trás do anúncio protocolar sobre o estudo realizado com as duas gestantes da Paraíba, há uma história singular, de incansável busca por respostas. Em setembro, a obstetra Adriana Melo, especialista em medicina fetal, começou a atender em Campina Grande, a 130 quilômetros de João Pessoa, casos que fugiam ao padrão. Tanto na clínica privada quanto no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, um serviço público, ela se surpreendeu ao observar o cérebro dos embriões durante os exames de ultrassonografia. Além do crânio menor, em alguns casos não era possível identificar todas as estruturas do cérebro. Adriana notou a ausência do cerebelo – a estrutura responsável pela manutenção do equilíbrio e da aprendizagem motora. Se essa região não se desenvolver, uma criança não consegue correr, andar de bicicleta, jogar bola. Novos exames, realizados três semanas depois, apontavam calcificações grosseiras e comprovavam que a cabeça não crescia.
Com dois doutorados e 17 anos de experiência, Adriana estava inconformada por não poder oferecer uma explicação às mães. Quando as autoridades de Pernambuco relataram um surto de microcefalia e afirmaram que as gestantes haviam tido manchas vermelhas na pele, Adriana começou a ligar os pontos. O mesmo sintoma ocorrera nas pacientes atendidas por ela na Paraíba. A médica convenceu as secretarias de saúde a custear a viagem de duas pacientes a São Paulo.
Durante um congresso internacional de medicina fetal, elas forma examinadas pelo médico Gustavo Malinger, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, um dos mais respeitados especialistas no mundo. Ele considerou que os casos realmente fugiam ao padrão e se surpreendeu com o fato de o Brasil, com mais de 200 notificações da doença, ainda não ter descoberto a razão do problema.
Adriana transformou o comentário incômodo em energia para persistir. No início de novembro, ela coletou as amostras do líquido amniótico na 28ª semana de gestação das duas pacientes em Campina Grande e enviou o material para análise na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Três técnicas diferentes constataram a presença do material genético do vírus nessas amostras. Em visita ao Brasil, a diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Margareth Chan, disse que a entidade acompanha as investigações. “É preciso enfatizar que a ligação com o vírus zika ainda não está determinada”, afirmou. “Precisamos continuar o trabalho.”
Na Paraíba, Adriana organiza um mutirão para estudar outras pacientes. “Tenho ouvido que só dois casos não comprovam nada, mas minha maior preocupação era orientar essas mulheres”, diz Adriana.
“Para mim, elas não são números. É a mãe do Guilherme e a da Catarina.” Com menos de 35 anos e na 30ª semana de gestação, elas sofrem em silêncio. “A cada dia, elas têm de enfrentar uma notícia pior”, diz a médica.
O conjunto de interrogações levou o governo federal a declarar estado de emergência em saúde pública. A medida é justificável, na opinião do infectologista Marcos Boulos, diretor da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, em São Paulo. “O Ministério da Saúde tomou essa decisão pelo medo do escuro”, diz. “Não sabemos o que está acontecendo.”
A medida permite, entre outras coisas, que os governos façam compras ou contratem serviços sem abrir concorrências públicas. “Por enquanto não identificamos nenhuma necessidade de compra de materiais ou insumos adicionais”, disse Maierovitch. “Se essa necessidade surgir, compraremos sem licitação.” O esclarecimento dos casos não é simples. Caso o zika seja realmente o responsável, a mãe deve ter sido picada pelo mosquito nas primeiras semanas de gestação, quando ocorre o desenvolvimento do cérebro do bebê. Depois do nascimento, a criança, mesmo que tenha sido infectada não apresenta mais sinais do vírus. Não seria ético submeter todas as grávidas de fetos com microcefalia a uma punção do líquido amniótico. Ela oferece riscos, inclusive de abortamento.
Estima-se que dezenas de milhares de brasileiros tenham sido infectados – 80% não tiveram sintomas. Até recentemente, os cientistas acreditavam que o vírus tivesse chegado ao país durante a Copa do Mundo. Um artigo publicado em Outubro na revista Emerging Infectius Diseases apresenta outras versão. As cepas que circulam no Brasil são semelhantes às do grande surto ocorrido na região da Polinésia Francesa entre 2013 e 2014. O vírus teria chegado ao Brasil em agosto de 2014, quando atletas de quatro países afetados pelo vírus naquela região participaram de um campeonato internacional de canoagem, no Rio. A análise do líquido amniótico das gestantes da Paraíba, realizada na Fiocruz, confirmou que o vírus tem, realmente, o genótipo asiático – e não o africano. Para aumentar a vigilância, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio passou a exigir a notificação obrigatória de casos de grávidas que apresentarem manchas vermelhas na pele. Os brasileiros ganharam mais uma razão para combater os focos do mosquito, capaz de provocar três epidemias simultâneas (dengue, chikungunya e zika). O governo federal adota o princípio da precaução. “Declaramos nossa ignorância, mas não podemos nos omitir”, afirma Maierovitch. As mães desses bebês merecem mais do que isso. Precisam que o Estado garanta o acesso a recursos de fisioterapia, fonoaudiologia e outras formas de reduzir o impacto das sequelas. Fora da arena científica e burocrática, a luta dessas mulheres é por alguma qualidade de vida.
Texto escrito pela jornalista Cristiane Segatto. Revista Época, edição de
23 de novembro de 2015, n 911, São Paulo, Capital.
Leia e responda: “Para mim, elas não são números.
É a mãe do Guilherme e a da Catarina.” Que quis dizer a médica paraibana? Encontre a sentença que melhor traduz essa declaração:
 

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