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Os impérios da África
O desconhecimento sobre o continente africano é brutal. Em um nível ampliado, ajuda a fomentar o racismo e a violência contra populações estigmatizadas por anos a fio, caracterizadas como pouco criativas e sem importância histórica na formação moderna do homem.
Um dos exemplos mais famosos está em uma obra clássica nos estudos da arqueologia, de 1949, escrita por um jornalista alemão, com o pseudônimo de Kurt W. Marek. Deuses, túmulos e sábios foi traduzida para mais de 28 idiomas e, ao longo das últimas sete décadas, tem perpetuado um conhecimento vago sobre a África, diminuindo a história da região às pirâmides do Egito Antigo. Isso, no entanto, está mudando.
Como forma de contrapor o discurso empregado por Kurt, mas também para ampliar o conhecimento sobre arqueologia, o antropólogo britânico Brian Fagan lançou a Breve História da Arqueologia, uma atualização do trabalho produzido por Kurt, destacando os principais acontecimentos da paleontologia e arqueologia universais. Ao longo de 40 capítulos, a obra mostra como arqueólogos e pesquisadores encontraram túmulos egípcios da antiguidade, ruínas maias, os primeiros assentamentos coloniais em Jamestown, o misterioso Stonehenge, a incrivelmente preservada Pompeia e muitos outros acontecimentos históricos.
O livro narra o desenvolvimento da arqueologia desde as origens no século XVIII até os avanços tecnológicos do século XXI, incluindo recursos de sensoriamento remoto e técnicas de imagens de satélite que revolucionaram o campo. Iluminando os eventos mais intrigantes da história, a obra ajuda a dirimir controvérsias, especialmente as ligadas à África.
Com especial atenção dada ao Egito Antigo, Deuses, túmulos e sábios ignora outras civilizações africanas tão impressionantes quanto o reino de Cleópatra. Já a obra de Fagan, permeada por anedotas, não faz questão de ser definitiva em nenhum dos temas apresentados. Ao viajar pelos continentes, o escritor britânico traz fatos desconhecidos pela maioria. Entre as savanas do Zimbábue, na África, uma colina de grandes pedras escondia um palácio descoberto no final do século XIX, com peças da Índia, porcelana chinesa, ouro, cobre e objetos em marfim. Há indícios de que a construção do palácio tenha ocorrido entre os anos 950 e 1450.
A descrição relatada no livro contraria as teorias de superioridade dos colonizadores brancos. Ao notarem a impetuosidade da edificação, membros da colônia britânica decidiram que a grande cidade não havia sido erguida pelo grupo Bantus, originário da África Central, mas por europeus altamente desenvolvidos que abandonaram a obra. O equívoco, conta o antropólogo Fagan, só seria resolvido em 1950, quando novas escavações confirmaram o óbvio: as construções eram “totalmente africanas”. Para além do Zimbábue, outras edificações no continente chamam a atenção pela imponência e, ao mesmo tempo, pelo esquecimento ao qual foram relegadas na história.
Um exemplo é o Império Mali, com domínio absoluto no comércio de ouro na região entre os séculos XI e XV, com doze reinos adjacentes e longínquo território. Às margens do rio Níger, seus nobres seguiam a fé islâmica e faziam peregrinações à Meca. Não muito distante dali, estava o império Songhai que, entre os séculos XIV e XVI, foi considerado um dos maiores impérios do mundo, com um exército de mais de 200 mil pessoas e um papel extremamente importante no comércio mundial da época.
Entre caminhos não percorridos pela humanidade, o autor espera que seus livros possam servir de ponte para lugares desconhecidos, para que possamos conhecer não só a fisionomia desses lugares, mas também as pessoas que os habitavam. “Se há uma lição sobre arqueologia, é que esquecemos que estamos estudando pessoas, não apenas locais e objetos. E as pessoas, com toda a sua diversidade e peculiaridade, impulsionaram a história e as sociedades humanas”, conclui.
Guilherme Henrique. In: Isto é. Edição nº 2616,
04/03/2020, páginas 46-47. Disponível em: https://istoe.com.br/os-imperios-da-africa/. Acesso março 2020. [Adaptado]
“Ao viajar pelos continentes, o escritor britânico traz fatos desconhecidos pela maioria.”. A expressão em destaque está empregada em sentido conotativo. Trata-se de uma metáfora, recurso que também ocorre em:
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Disciplina: Legislação Municipal
Banca: SELECON
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Sérgio Prosa e Poesia é professor de Língua Portuguesa no município XX e, por força de possuir numerosa prole, passa por dificuldades financeiras apesar de duas matrículas no serviço público e das aulas particulares. Diante disso, procura o servidor público municipal Anaximandro, conhecido por realizar empréstimos pessoais fora do sistema financeiro oficial, cobrando taxas de juros de vinte por cento ao mês. Nos termos do Estatuto do Servidor Público do município de São Gonçalo, é vedado ao servidor a prática da:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, nas relações e práticas cotidianas, vivencia, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura. Nesse contexto, o planejamento curricular da escola deverá considerar a criança que educa como:
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As propostas pedagógicas de Educação Infantil devem respeitar os princípios da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades por serem esses princípios:
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Toda criança deve ter os seus direitos assegurados em seu ambiente de ensino, por essa razão, na educação infantil, ao se propor brincadeiras coletivas deve-se considerar que:
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O auxiliar de creche atua de modo educativo e cria vínculos com as crianças, realizando uma prática pedagógica que se desenvolve por meio da:
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Alice trabalha em uma creche cuidando primordialmente do atendimento das necessidades físicas de alimentação, repouso, higiene, conforto e prevenção da dor das crianças de sua turma. Portanto, para atender às suas atribuições com eficiência, ela deve dominar as noções primárias de:
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Os bebês, na creche, têm direito a espaços onde possam observar e interagir com a natureza, favorecendo o contato com a luz do sol e o ar fresco. Sendo assim, é essencial que as atividades pedagógicas na creche se realizem em um espaço:
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As práticas pedagógicas direcionadas a bebês têm como foco as suas primeiras aprendizagens. Uma proposta de prática pedagógica que a auxiliar de creche pode realizar é incentivar o bebê a participar:
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