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O QUE É O PÂNICO SATÂNICO?
O pânico satânico é um fenômeno midiático
e social que surgiu nos EUA na década de 1980.
Nessa época, o país passou por uma febre de
denúncias contra supostos abusos infantis ligados a
rituais de adoração ao diabo.
Ampliadas pela mídia, as denúncias
ganharam ares conspiratórios, com teorias que
diziam que havia um grande plano de dominação
mundial em curso, encabeçado pelos adoradores do
demônio.
Em todos os casos que foram denunciados e
investigados, não foram encontradas evidências de
que havia uma conspiração maior por trás do crime,
ou mesmo da ligação dos suspeitos com qualquer
prática ritualística a nível local.
Nos casos em que foram encontrados
desenhos, objetos ritualísticos e afins nas cenas do
crime a conclusão foi de que se tratava de uma
alucinação do suspeito causada por algum distúrbio
mental ou então numa tentativa de evitar a
responsabilização pelo crime, sob a alegação de que
estavam diante de pressões vindas de forças
malignas.
À época, o pânico satânico ganhou força
diante de uma “crise identitária” dos EUA, que
deixaram de ser o país dos sonhos – visão
consolidada depois da 2ª Guerra Mundial – e estavam
diante de aumento no número de divórcios, aumento
de violência, queda nas taxas de adesão religiosa e
uma juventude que questionava os valores de seus
pais.
Sociólogos, antropólogos, historiadores e
cientistas da religião afirmam que o pânico satânico
é inerentemente preconceituoso.
Isso porque a ideia de que determinadas
pessoas ou grupos estão cometendo crimes em nome
do diabo normalmente é direcionada a indivíduos que
não são cristãos ou que, de alguma forma, têm
gostos e comportamentos que fogem do que a
sociedade considera normal.
Há críticas também que apontam que há
centenas de crimes que são cometidos por pessoas
cristãs, mas que, quando noticiados na mídia, não
chegam acompanhados de falas como “imagem de
santo foi encontrada na casa do suspeito”.
Além da marginalização de grupos que
fogem da tradição cristã, especialistas também
apontam que o pânico satânico deixa de lado esforços
para elucidar os reais problemas – como as taxas de
homicídio e casos de pedofilia.
Em uma segunda camada, para além do
preconceito, o pânico satânico já esteve no cerne de
erros jurídicos graves, e impediu a resolução de
crimes violentos, em casos hoje famosos em todo o
mundo, como o “Caso Evandro” no Brasil ou os “Três
de Memphis”, nos EUA.
(Autoria: Cesar Gaglioni. ADAPTADO. Publicado no
Site Nexo Jornal LTDA, em 16/06/2021. Link para
matéria:
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/06/
16/por-que-o-panico-satanico-se-perpetua-e-quaisos-riscos-disso)
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O QUE É O PÂNICO SATÂNICO?
O pânico satânico é um fenômeno midiático
e social que surgiu nos EUA na década de 1980.
Nessa época, o país passou por uma febre de
denúncias contra supostos abusos infantis ligados a
rituais de adoração ao diabo.
Ampliadas pela mídia, as denúncias
ganharam ares conspiratórios, com teorias que
diziam que havia um grande plano de dominação
mundial em curso, encabeçado pelos adoradores do
demônio.
Em todos os casos que foram denunciados e
investigados, não foram encontradas evidências de
que havia uma conspiração maior por trás do crime,
ou mesmo da ligação dos suspeitos com qualquer
prática ritualística a nível local.
Nos casos em que foram encontrados
desenhos, objetos ritualísticos e afins nas cenas do
crime a conclusão foi de que se tratava de uma
alucinação do suspeito causada por algum distúrbio
mental ou então numa tentativa de evitar a
responsabilização pelo crime, sob a alegação de que
estavam diante de pressões vindas de forças
malignas.
À época, o pânico satânico ganhou força
diante de uma “crise identitária” dos EUA, que
deixaram de ser o país dos sonhos – visão
consolidada depois da 2ª Guerra Mundial – e estavam
diante de aumento no número de divórcios, aumento
de violência, queda nas taxas de adesão religiosa e
uma juventude que questionava os valores de seus
pais.
Sociólogos, antropólogos, historiadores e
cientistas da religião afirmam que o pânico satânico
é inerentemente preconceituoso.
Isso porque a ideia de que determinadas
pessoas ou grupos estão cometendo crimes em nome
do diabo normalmente é direcionada a indivíduos que
não são cristãos ou que, de alguma forma, têm
gostos e comportamentos que fogem do que a
sociedade considera normal.
Há críticas também que apontam que há
centenas de crimes que são cometidos por pessoas
cristãs, mas que, quando noticiados na mídia, não
chegam acompanhados de falas como “imagem de
santo foi encontrada na casa do suspeito”.
Além da marginalização de grupos que
fogem da tradição cristã, especialistas também
apontam que o pânico satânico deixa de lado esforços
para elucidar os reais problemas – como as taxas de
homicídio e casos de pedofilia.
Em uma segunda camada, para além do
preconceito, o pânico satânico já esteve no cerne de
erros jurídicos graves, e impediu a resolução de
crimes violentos, em casos hoje famosos em todo o
mundo, como o “Caso Evandro” no Brasil ou os “Três
de Memphis”, nos EUA.
(Autoria: Cesar Gaglioni. ADAPTADO. Publicado no
Site Nexo Jornal LTDA, em 16/06/2021. Link para
matéria:
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16/por-que-o-panico-satanico-se-perpetua-e-quaisos-riscos-disso)
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O QUE É O PÂNICO SATÂNICO?
O pânico satânico é um fenômeno midiático
e social que surgiu nos EUA na década de 1980.
Nessa época, o país passou por uma febre de
denúncias contra supostos abusos infantis ligados a
rituais de adoração ao diabo.
Ampliadas pela mídia, as denúncias
ganharam ares conspiratórios, com teorias que
diziam que havia um grande plano de dominação
mundial em curso, encabeçado pelos adoradores do
demônio.
Em todos os casos que foram denunciados e
investigados, não foram encontradas evidências de
que havia uma conspiração maior por trás do crime,
ou mesmo da ligação dos suspeitos com qualquer
prática ritualística a nível local.
Nos casos em que foram encontrados
desenhos, objetos ritualísticos e afins nas cenas do
crime a conclusão foi de que se tratava de uma
alucinação do suspeito causada por algum distúrbio
mental ou então numa tentativa de evitar a
responsabilização pelo crime, sob a alegação de que
estavam diante de pressões vindas de forças
malignas.
À época, o pânico satânico ganhou força
diante de uma “crise identitária” dos EUA, que
deixaram de ser o país dos sonhos – visão
consolidada depois da 2ª Guerra Mundial – e estavam
diante de aumento no número de divórcios, aumento
de violência, queda nas taxas de adesão religiosa e
uma juventude que questionava os valores de seus
pais.
Sociólogos, antropólogos, historiadores e
cientistas da religião afirmam que o pânico satânico
é inerentemente preconceituoso.
Isso porque a ideia de que determinadas
pessoas ou grupos estão cometendo crimes em nome
do diabo normalmente é direcionada a indivíduos que
não são cristãos ou que, de alguma forma, têm
gostos e comportamentos que fogem do que a
sociedade considera normal.
Há críticas também que apontam que há
centenas de crimes que são cometidos por pessoas
cristãs, mas que, quando noticiados na mídia, não
chegam acompanhados de falas como “imagem de
santo foi encontrada na casa do suspeito”.
Além da marginalização de grupos que
fogem da tradição cristã, especialistas também
apontam que o pânico satânico deixa de lado esforços
para elucidar os reais problemas – como as taxas de
homicídio e casos de pedofilia.
Em uma segunda camada, para além do
preconceito, o pânico satânico já esteve no cerne de
erros jurídicos graves, e impediu a resolução de
crimes violentos, em casos hoje famosos em todo o
mundo, como o “Caso Evandro” no Brasil ou os “Três
de Memphis”, nos EUA.
(Autoria: Cesar Gaglioni. ADAPTADO. Publicado no
Site Nexo Jornal LTDA, em 16/06/2021. Link para
matéria:
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O QUE É O PÂNICO SATÂNICO?
O pânico satânico é um fenômeno midiático
e social que surgiu nos EUA na década de 1980.
Nessa época, o país passou por uma febre de
denúncias contra supostos abusos infantis ligados a
rituais de adoração ao diabo.
Ampliadas pela mídia, as denúncias
ganharam ares conspiratórios, com teorias que
diziam que havia um grande plano de dominação
mundial em curso, encabeçado pelos adoradores do
demônio.
Em todos os casos que foram denunciados e
investigados, não foram encontradas evidências de
que havia uma conspiração maior por trás do crime,
ou mesmo da ligação dos suspeitos com qualquer
prática ritualística a nível local.
Nos casos em que foram encontrados
desenhos, objetos ritualísticos e afins nas cenas do
crime a conclusão foi de que se tratava de uma
alucinação do suspeito causada por algum distúrbio
mental ou então numa tentativa de evitar a
responsabilização pelo crime, sob a alegação de que
estavam diante de pressões vindas de forças
malignas.
À época, o pânico satânico ganhou força
diante de uma “crise identitária” dos EUA, que
deixaram de ser o país dos sonhos – visão
consolidada depois da 2ª Guerra Mundial – e estavam
diante de aumento no número de divórcios, aumento
de violência, queda nas taxas de adesão religiosa e
uma juventude que questionava os valores de seus
pais.
Sociólogos, antropólogos, historiadores e
cientistas da religião afirmam que o pânico satânico
é inerentemente preconceituoso.
Isso porque a ideia de que determinadas
pessoas ou grupos estão cometendo crimes em nome
do diabo normalmente é direcionada a indivíduos que
não são cristãos ou que, de alguma forma, têm
gostos e comportamentos que fogem do que a
sociedade considera normal.
Há críticas também que apontam que há
centenas de crimes que são cometidos por pessoas
cristãs, mas que, quando noticiados na mídia, não
chegam acompanhados de falas como “imagem de
santo foi encontrada na casa do suspeito”.
Além da marginalização de grupos que
fogem da tradição cristã, especialistas também
apontam que o pânico satânico deixa de lado esforços
para elucidar os reais problemas – como as taxas de
homicídio e casos de pedofilia.
Em uma segunda camada, para além do
preconceito, o pânico satânico já esteve no cerne de
erros jurídicos graves, e impediu a resolução de
crimes violentos, em casos hoje famosos em todo o
mundo, como o “Caso Evandro” no Brasil ou os “Três
de Memphis”, nos EUA.
(Autoria: Cesar Gaglioni. ADAPTADO. Publicado no
Site Nexo Jornal LTDA, em 16/06/2021. Link para
matéria:
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/06/
16/por-que-o-panico-satanico-se-perpetua-e-quaisos-riscos-disso)
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De acordo com a teoria das inteligências
múltiplas, qual das seguintes alternativas não é
uma das inteligências inicialmente propostas por
Gardner:
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3147954
Ano: 2024
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: Funatec
Orgão: Pref. Abadiânia-GO
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: Funatec
Orgão: Pref. Abadiânia-GO
Provas:
Qual tipo de sanção requer a concessão expressa
por parte do eminente Conselho Federal de
Psicologia, demandando uma análise criteriosa e
a autorização formal deste órgão para sua
aplicação, em conformidade com as normativas
e diretrizes estabelecidas pela entidade
reguladora da prática psicológica:
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3147953
Ano: 2024
Disciplina: Direito Processual Penal
Banca: Funatec
Orgão: Pref. Abadiânia-GO
Disciplina: Direito Processual Penal
Banca: Funatec
Orgão: Pref. Abadiânia-GO
Provas:
Quando é lícito o uso de algemas em relação a
um preso:
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3147952
Ano: 2024
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Funatec
Orgão: Pref. Abadiânia-GO
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Funatec
Orgão: Pref. Abadiânia-GO
Provas:
Em relação ao princípio da continuidade dos
serviços públicos, qual afirmação é correta:
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3147951
Ano: 2024
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: Funatec
Orgão: Pref. Abadiânia-GO
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: Funatec
Orgão: Pref. Abadiânia-GO
Provas:
Qual é o órgão responsável por julgar o prefeito
municipal em caso de crimes de responsabilidade
próprios:
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Referente aos instrumentos de fiscalização
ambiental, indique qual é o papel do Direito
frente à proteção ambiental:
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Cadernos
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