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A cigarra é a formiga
A famosa fábula intitulada A cigarra e a formiga diz que o modelo de trabalhador ideal é aquele que consome boa parte de seus dias usando braços e pernas para produzir. O mundo do trabalho das formigas lembra o modelo de produção fordista, em que o homem e a máquina se confundem numa só engrenagem.
Relembrando a fábula, o personagem da cigarra ocupa, no imaginário do campo do trabalho, o papel do trabalhador indesejável, pois o esforço e a dedicação para aperfeiçoar o seu canto e entrar em comunhão com a natureza, cumprindo seu papel, não são contados. O ato prazeroso de cantar é considerado, segundo a fábula, como negação ao trabalho, e não como uma fonte de trabalho.
Essa visão reflete a velha busca de tratar as questões do ser humano dividindo-o em partes, separando o bem e o mal, o certo e o errado em campos totalmente distintos.
Morin, em seu clássico Os sete saberes necessários à Educação de Futuro, critica essa visão dizendo que “compreender o humano é compreender sua unidade na diversidade, sua diversidade na unidade”.
É importante lembrar aqui que o trabalho da formiga representa, no mundo econômico, o modelo de produção que gera bens de consumo tangíveis. Durante muito tempo, para o mundo dos negócios, significou a principal forma de acumulação de bens e capital – por parte dos capitalistas, é claro.
O que precisamos compreender é que criar a figura da cigarra, caracterizada pelo lúdico, como algo totalmente distinto e separado da formiga, para delinear o modelo de trabalhador, é incorrer no erro de que o trabalho segue apenas o princípio da “tortura”, e que o prazer não encontra aí o seu lugar.
O trabalho dos tempos atuais, porém, assume papel preponderante nas relações simbólicas da sociedade. E requer dos novos trabalhadores um comportamento profissional diferenciado dos tempos passados, da era industrial (a era das formigas).
Hoje, emergem novos valores. A emotividade, valor negativo no processo de produção pela importância que se dava à racionalidade, foi resgatada para o processo produtivo, pois, sem ela, a racionalidade nunca será criativa. Os valores intangíveis – beleza, estética e emotividade, o “modo cigarra” de viver – fazem, agora, a diferença.
Separar, de um lado, o trabalho da transpiração, do esforço, da força mecânica, do suor obreiro da vida, e, de outro lado, o trabalho da inspiração, da criação, do estético, do simbólico, não fortalece a gênese de criação do ser humano. Lembremo-nos de que, quando um escultor transforma pedra em obra de arte, dá-se o aproveitamento do melhor da energia da transpiração, da técnica, da racionalidade, associada à energia da inspiração.
Dando novamente a palavra a Morin, talvez possamos entender por que “a cigarra é a formiga”. Segundo esse pensador, “o ser humano é complexo e traz em si mesmo, de modo bipolarizado, caracteres antagonistas: sábio e louco, trabalhador e lúdico, empírico e imaginário, econômico e consumista, prosaico e poético”.
(Irageu Fonseca. Diário de Pernambuco, julho de 2006. Adaptado).
Na verdade, o Texto, em seu todo, pretende trazer uma nova perspectiva para se encarar:
 

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A cigarra é a formiga

A famosa fábula intitulada A cigarra e a formiga diz que o modelo de trabalhador ideal é aquele que consome boa parte de seus dias usando braços e pernas para produzir. O mundo do trabalho das formigas lembra o modelo de produção fordista, em que o homem e a máquina se confundem numa só engrenagem.

Relembrando a fábula, o personagem da cigarra ocupa, no imaginário do campo do trabalho, o papel do trabalhador indesejável, pois o esforço e a dedicação para aperfeiçoar o seu canto e entrar em comunhão com a natureza, cumprindo seu papel, não são contados. O ato prazeroso de cantar é considerado, segundo a fábula, como negação ao trabalho, e não como uma fonte de trabalho.

Essa visão reflete a velha busca de tratar as questões do ser humano dividindo-o em partes, separando o bem e o mal, o certo e o errado em campos totalmente distintos.

Morin, em seu clássico Os sete saberes necessários à Educação de Futuro, critica essa visão dizendo que “compreender o humano é compreender sua unidade na diversidade, sua diversidade na unidade”.

É importante lembrar aqui que o trabalho da formiga representa, no mundo econômico, o modelo de produção que gera bens de consumo tangíveis. Durante muito tempo, para o mundo dos negócios, significou a principal forma de acumulação de bens e capital – por parte dos capitalistas, é claro.

O que precisamos compreender é que criar a figura da cigarra, caracterizada pelo lúdico, como algo totalmente distinto e separado da formiga, para delinear o modelo de trabalhador, é incorrer no erro de que o trabalho segue apenas o princípio da “tortura”, e que o prazer não encontra aí o seu lugar.

O trabalho dos tempos atuais, porém, assume papel preponderante nas relações simbólicas da sociedade. E requer dos novos trabalhadores um comportamento profissional diferenciado dos tempos passados, da era industrial (a era das formigas).

Hoje, emergem novos valores. A emotividade, valor negativo no processo de produção pela importância que se dava à racionalidade, foi resgatada para o processo produtivo, pois, sem ela, a racionalidade nunca será criativa. Os valores intangíveis – beleza, estética e emotividade, o “modo cigarra” de viver – fazem, agora, a diferença.

Separar, de um lado, o trabalho da transpiração, do esforço, da força mecânica, do suor obreiro da vida, e, de outro lado, o trabalho da inspiração, da criação, do estético, do simbólico, não fortalece a gênese de criação do ser humano. Lembremo-nos de que, quando um escultor transforma pedra em obra de arte, dá-se o aproveitamento do melhor da energia da transpiração, da técnica, da racionalidade, associada à energia da inspiração.

Dando novamente a palavra a Morin, talvez possamos entender por que “a cigarra é a formiga”. Segundo esse pensador, “o ser humano é complexo e traz em si mesmo, de modo bipolarizado, caracteres antagonistas: sábio e louco, trabalhador e lúdico, empírico e imaginário, econômico e consumista, prosaico e poético”.

(Irageu Fonseca. Diário de Pernambuco, julho de 2006. Adaptado).

O Texto, como idéia central, defende:

 

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181047 Ano: 2008
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: NUCEPE
Orgão: MPE-PI

Quanto ao processo de licitação, nos termos da Lei n. 8.666, de 21 de julho de 1993, e alterações, analise as afirmativas a seguir.

1) O licitante, até a conclusão da fase de habilitação, poderá desistir da proposta, sem necessidade de justificativas.

2) A compra de bem imóvel pela Administração depende de licitação, na modalidade concorrência.

3) É inexigível a licitação para a contratação de serviços técnicos profissionais, de natureza singular, especializados em trabalhos relativos a treinamento e aperfeiçoamento de pessoal.

4) Dentre os princípios informadores da licitação, o da vinculação ao edital se dirige tanto à Administração Pública quanto aos licitantes.

5) As hipóteses de inexigibilidade de licitação, previstas em lei, são meramente exemplificativas, sendo, no entanto, exaustivas as que contemplam sua dispensa.

Estão corretas apenas:

Questão Anulada

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181046 Ano: 2008
Disciplina: Psicologia
Banca: NUCEPE
Orgão: MPE-PI
Sabendo que uma empresa iniciou o ano com 352 funcionários e que, durante o ano, ocorreram 40 demissões e 36 novas admissões, qual o índice anual de rotação de pessoal desta empresa, com os valores arredondados para uma casa decimal?
Questão Anulada

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No que concerne à carreira do membro do Ministério Público, nos termos da Lei n. 8.625, de 12 de fevereiro de 1993, é correto afirmar que:
Questão Anulada

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Na configuração padrão do aplicativo Microsoft Office Excel 2003, o caractere utilizado para especificar um intervalo de células é:
Questão Anulada

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181037 Ano: 2008
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: NUCEPE
Orgão: MPE-PI
Constitui incidente processual, previsto no artigo 4º da Lei nº 4.348/64, com o escopo de impugnar as liminares ou sentenças exaradas em mandado de segurança, cujo conteúdo, em tese, viole interesses públicos como ordem, saúde, economia ou segurança:
Questão Desatualizada

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181036 Ano: 2008
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: NUCEPE
Orgão: MPE-PI

Qual, dentre os procedimentos abaixo-relacionados, não se enquadra, em sua essência, como espécie de processo cautelar, a despeito de seu enquadramento, pelo legislador, no respectivo capítulo?

Questão Desatualizada

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181035 Ano: 2008
Disciplina: Auditoria
Banca: NUCEPE
Orgão: MPE-PI

A necessidade de manutenção de registros por parte do perito contábil excetua:

Questão Desatualizada

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181034 Ano: 2008
Disciplina: Auditoria
Banca: NUCEPE
Orgão: MPE-PI

Considerando a questão do laudo pericial, analise os enunciados abaixo.

1) Havendo unanimidade, o perito contábil nomeado em Juízo redigirá o laudo que será subscrito por todos.

2) Havendo divergências não substanciais, será lavrado laudo eam separado, redigido pelo perito contábil nomeado em Juízo, que nele fará constar as ressalvas dos peritos contábeis indicados pelas partes, e por todos subscrito.

3) Havendo divergências substanciais, cada perito contábil redigirá laudo em separado, dando suas razões.

Está(ao) correto(s):

Questão Desatualizada

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