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1422237 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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Texto: A civilização contra o porrete

Recentemente, a 20 quilômetros da cidade de Frankfurt, Alemanha, pesquisadores encontraram um sítio arqueológico de sete mil anos, onde uma aldeia inteira teria sido exterminada por vizinhos inimigos enquanto dormia. Além dos golpes fatais na cabeça de cada um, havia, nesses restos mortais, sinais de torturas variadas espalhados pelos corpos das vítimas. Para começar, todos tinham as pernas quebradas, provavelmente para que não pudessem escapar à tortura.

Como os agrupamentos humanos do neolítico não passavam de algumas dezenas de pessoas, o número de mortos massacrados a porrete, incluindo crianças, seria equivalente a algo em torno de 40 milhões de brasileiros, se sofrêssemos hoje um ataque das mesmas proporções. Diante disso, Hiroshima e Nagasaki não teriam passado de um entrevero desimportante, sem maiores pretensões e consequências.

Não deve ser, portanto, verdade que o homem nasce bom e se torna mau, que nasce puro e a sociedade o corrompe com seus hábitos, com seu desenvolvimento e progresso. Mesmo que não existisse o semelhante, o homem encontraria onde exprimir sua violência. O bon sauvage que Jean-Jacques Rousseau, um precursor da democracia moderna, anunciou no século XVIII, nunca existiu. O homem sempre foi violento e essa violência nunca foi provocada apenas por necessidades incontroláveis como a fome. Na verdade, a violência apenas como fruto de necessidades é, ao contrário, uma característica dos outros animais.

A violência é uma perversão da natureza humana. Ela está na origem da espécie, em sua luta pela sobrevivência, mas também no desejo de se impor ao outro. O homem é, por exemplo, o único animal capaz de torturar um seu igual, o único a fazer da violência uma manifestação cultural.

Grande parte dos crimes cometidos em nossas ruas é provocada por um desejo incontrolável produzido por nós mesmos, sem que a vítima tenha nada a ver com isso. Na maior parte das vezes, esse desejo tem origem em nosso exibicionismo, na necessidade de conquistarmos o que o outro já tem, fruto da propaganda que nos fala todo dia das maravilhas que não estão a nosso alcance. Só a educação pode evitar essa prática criminosa do desejo. Ou a civilização.

A civilização, ao contrário do que certos naturistas querem, inclusive alguns pais do Iluminismo, como o próprio Rousseau, é um conjunto de arranjos impostos às relações humanas para evitar a inevitável violência que não temos individualmente forças para conter. É como se fossem regras restritivas e sucessivas, criadas pela consciência humana por medo de sua própria violência. Um jeito de conviver com seu semelhante, sem necessidade de se impor pelo porrete.

É provável que nunca consigamos extinguir a violência entre os homens; mas essa fatalidade não justifica sermos solidários ou mesmo complacentes com ela. O papel da civilização será sempre o de domesticar a violência, criar condições para que ela não seja admissível e muito menos indispensável, seja na forma de guerras coletivas, seja na de conflitos individuais. Nenhum de seus formatos é justo, mesmo que exercido em nome de ideologias, de programas políticos, de lutas pelo poder. Se as ideias exigem violência para se concretizarem, elas devem estar erradas.

Cacá Diegues. O Globo, 30/08/2015. Fragmento.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/a-civilizacao-contra-porrete-17344948#ixzz3kiZVuJ3E
Em sua argumentação, o autor refere-se aos “pais" do Iluminismo e especificamente a Jean-Jacques Rousseau, com o propósito de:
 

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1420438 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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Texto: A civilização contra o porrete

Recentemente, a 20 quilômetros da cidade de Frankfurt, Alemanha, pesquisadores encontraram um sítio arqueológico de sete mil anos, onde uma aldeia inteira teria sido exterminada por vizinhos inimigos enquanto dormia. Além dos golpes fatais na cabeça de cada um, havia, nesses restos mortais, sinais de torturas variadas espalhados pelos corpos das vítimas. Para começar, todos tinham as pernas quebradas, provavelmente para que não pudessem escapar à tortura.

Como os agrupamentos humanos do neolítico não passavam de algumas dezenas de pessoas, o número de mortos massacrados a porrete, incluindo crianças, seria equivalente a algo em torno de 40 milhões de brasileiros, se sofrêssemos hoje um ataque das mesmas proporções. Diante disso, Hiroshima e Nagasaki não teriam passado de um entrevero desimportante, sem maiores pretensões e consequências.

Não deve ser, portanto, verdade que o homem nasce bom e se torna mau, que nasce puro e a sociedade o corrompe com seus hábitos, com seu desenvolvimento e progresso. Mesmo que não existisse o semelhante, o homem encontraria onde exprimir sua violência. O bon sauvage que Jean-Jacques Rousseau, um precursor da democracia moderna, anunciou no século XVIII, nunca existiu. O homem sempre foi violento e essa violência nunca foi provocada apenas por necessidades incontroláveis como a fome. Na verdade, a violência apenas como fruto de necessidades é, ao contrário, uma característica dos outros animais.

A violência é uma perversão da natureza humana. Ela está na origem da espécie, em sua luta pela sobrevivência, mas também no desejo de se impor ao outro. O homem é, por exemplo, o único animal capaz de torturar um seu igual, o único a fazer da violência uma manifestação cultural.

Grande parte dos crimes cometidos em nossas ruas é provocada por um desejo incontrolável produzido por nós mesmos, sem que a vítima tenha nada a ver com isso. Na maior parte das vezes, esse desejo tem origem em nosso exibicionismo, na necessidade de conquistarmos o que o outro já tem, fruto da propaganda que nos fala todo dia das maravilhas que não estão a nosso alcance. Só a educação pode evitar essa prática criminosa do desejo. Ou a civilização.

A civilização, ao contrário do que certos naturistas querem, inclusive alguns pais do Iluminismo, como o próprio Rousseau, é um conjunto de arranjos impostos às relações humanas para evitar a inevitável violência que não temos individualmente forças para conter. É como se fossem regras restritivas e sucessivas, criadas pela consciência humana por medo de sua própria violência. Um jeito de conviver com seu semelhante, sem necessidade de se impor pelo porrete.

É provável que nunca consigamos extinguir a violência entre os homens; mas essa fatalidade não justifica sermos solidários ou mesmo complacentes com ela. O papel da civilização será sempre o de domesticar a violência, criar condições para que ela não seja admissível e muito menos indispensável, seja na forma de guerras coletivas, seja na de conflitos individuais. Nenhum de seus formatos é justo, mesmo que exercido em nome de ideologias, de programas políticos, de lutas pelo poder. Se as ideias exigem violência para se concretizarem, elas devem estar erradas.

Cacá Diegues. O Globo, 30/08/2015. Fragmento.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/a-civilizacao-contra-porrete-17344948#ixzz3kiZVuJ3E
No quinto parágrafo, há um verbo e vários pronomes flexionados na primeira pessoa do plural. Nesse contexto, essa flexão abrange, além do autor:
 

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903335 Ano: 2015
Disciplina: Direito Econômico
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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De acordo com o entendimento doutrinário, é uma atividade implicitamente monopolizada:
 

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903331 Ano: 2015
Disciplina: Direito Penal
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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De acordo com o expressamente disposto no Código Penal, a conduta de omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante configura crime de:
 

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903329 Ano: 2015
Disciplina: Direito Penal
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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De acordo com o expressamente disposto no Código Penal, a conduta de deixar o funcionário público, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente, configura crime de:
 

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903319 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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No exercício de 2014, uma empresa industrial apropriou no seu processo de produção os seguintes gastos (valores em R$):

Matéria prima consumida............................................20.370

Mão de obra direta.......................................................8.400

Energia elétrica de fábrica..........................................12.000

Componentes prontos adquiridos.................................4.200

Diversos materiais indiretos..........................................1.650

Mão de obra indireta..................................................10.710

Além disso, são fornecidos os seguintes dados:

Inventário (R$) 31/12/2013 31/12/2014

Produtos em elaboração 5.250 6.720

Produtos acabados 7.350 4.200

Pode-se afirmar que no exercício encerrado, o custo dos produtos vendidos correspondeu ao seguinte valor:

 

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903318 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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Uma empresa industrial em um determinado período apresentou os seguintes dados:

Produtos vendidos..................................... 36.450 unidades

Custos variáveis unitários...................................... R$ 64,80

Custos fixos totais............................................ R$ 90.000,00

Preço de venda unitário....................................... R$ 108,00

Caso a empresa tenha que diminuir o seu preço unitário de venda em 10%, mantendo a mesma margem de contribuição total, o volume de vendas em unidades deveria ser igual a:
 

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903317 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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Foram obtidas as seguintes informações sobre o processo de produção do produto ALFA, fabricado pela Companhia Industrial, durante o mês de março:

Produção no mês........................................30.000 unidades

Quantidade vendida no mês........................25.000 unidades

Custos variáveis por unidade...................................R$ 4,50

Despesas variáveis por unidade..............................R$ 0,90

Custos fixos no mês.........................................R$ 72.000,00

Despesas administrativas no mês.....................R$ 18.000,00

Sabendo-se que os produtos no período foram vendidos a um preço unitário de R$ 8,40, o resultado apurado pela companhia, no mês, utilizando-se o método de custeio direto, correspondeu a:
 

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903316 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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A Cia. Industrial Progresso na produção de 1.200 unidades do seu único produto apropriou, no mês de maio, os seguintes gastos:

Material direto consumido...............................R$ 270.000,00

Mão de obra direta........................................R$ 210.000,00

Mão de obra indireta......................................R$ 90.000,00

Outros custos indiretos...................................R$ 180.000,00

De acordo com pesquisas sobre uma nova demanda, a empresa aumentará a sua produção para 1.500 unidades. Nesse caso, o custo unitário de produção deverá ser igual a:
 

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903314 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: CGM Rio Janeiro-RJ
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O balanço patrimonial de uma companhia nos três últimos exercícios apresentava os seguintes dados (valores em R$):

2012 2013 2014

Ativo Circulante 50.000 96.000 104.000

Passivo Circulante 56.000 84.000 96.000

Tomando como base da série histórica o exercício de 2012, constata-se que do exercício de 2012 para o exercício de 2013, o crescimento nominal do ativo circulante foi superior ao do passivo circulante em:
 

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