J.P.M, masculino, 45 anos, previamente hígido, sofreu picada de inseto ao manipular uma colmeia durante atividade de apicultura recreativa, relatando visualização clara de uma abelha com permanência do ferrão aderido à pele após a picada; cerca de cinco minutos após o evento, evoluiu com prurido difuso, urticária generalizada, angioedema labial, dispneia, tontura e hipotensão, sendo atendido em unidade de emergência com diagnóstico de anafilaxia e resposta adequada à adrenalina intramuscular; não possui histórico prévio de reações a himenópteros; encontra-se estável no seguimento ambulatorial e deseja investigação etiológica para definição de risco futuro e eventual indicação de imunoterapia específica; considerando a identificação inequívoca do inseto envolvido e as recomendações atuais para investigação diagnóstica nesses casos, qual é a estratégia mais apropriada?
M.C.S, feminino, 41 anos, técnica de enfermagem,
relata episódios de prurido oral, urticária perioral e leve
aperto na garganta, surgindo minutos após a ingestão de
banana e, em outra ocasião, após consumo de abacate; também refere prurido e irritação nasal imediata ao utilizar
luvas em ambientes hospitalares, sintomas que não ocorrem com luvas de vinil; não apresenta histórico de dermatite de contato prolongada ou lesões cutâneas persistentes;
considerando os achados clínicos, o provável mecanismo
imunológico envolvido e os exames disponíveis para investigação, qual é o mais indicado para confirmação diagnóstica?
G.A.S, feminino, 32 anos, previamente hígida, relata
que, cerca de 15 minutos após ingerir peixe grelhado em
restaurante, passou a apresentar prurido facial, urticária
difusa, rubor cutâneo, sensação de calor, cefaleia leve e discreto aperto na garganta; os sintomas regrediram espontaneamente após cerca de uma hora, com melhora adicional
após anti histamínico oral administrado no pronto-socorro; o marido e uma amiga, que compartilharam a mesma
refeição, também apresentaram sintomas semelhantes logo
após a ingestão; todos negam alergia alimentar prévia ou
história de atopia; considerando o padrão clínico, o contexto epidemiológico e o mecanismo fisiopatológico mais
provável, qual é a explicação correta para este episódio?
R.M.A, feminino, 41 anos, apresenta quadro de urticária crônica espontânea há aproximadamente 14 meses,
com pápulas e placas eritemato edematosas intensamente
pruriginosas, de surgimento diário, com resolução completa em menos de 24 horas, sem lesão residual ou sinais
sistêmicos; a paciente já realizou tratamento otimizado
com anti histamínicos H1 de segunda geração em dose
quadruplicada por 12 semanas, associado a antagonista
de leucotrieno e cursos intermitentes de corticosteroide
sistêmico para controle de exacerbações, mantendo atividade da doença com UAS7 persistentemente elevado e
prejuízo funcional importante; exames laboratoriais básicos, incluindo hemograma, função tireoidiana, PCR e
FAN, são normais; não há contraindicações infecciosas ou
imunológicas; considerando o algoritmo terapêutico atual
para urticária crônica espontânea refratária e os mecanismos de ação das terapias alvo específicas disponíveis, qual
é a conduta mais adequada neste momento?
F.T.R, feminino, 38 anos, relata histórico de rinite
perene desde a juventude, com piora progressiva do padrão respiratório nas últimas duas décadas; apresenta
episódios recorrentes de obstrução nasal severa, anosmia
e respiração oral, tendo sido submetida a duas polipectomias com recidiva precoce; nos últimos anos, desenvolveu
quadro de asma persistente com múltiplas exacerbações,
apesar do uso de corticosteroide inalatório em dose alta e
broncodilatadores de longa ação, com associação de bloqueador de leucotrieno; refere piora aguda da dispneia,
chiado no peito e sensação de sufocamento após ingestão
de AINEs como ibuprofeno e ácido acetilsalicílico, além de
congestão nasal imediata; diante da tríade clínica de asma,
polipose nasal e intolerância a aspirina, qual é a conduta
terapêutica mais adequada para manejo de base, conforme
as evidências atuais?
P.R.S, masculino, 36 anos, portador de dermatite atópica desde a infância, evolui nos últimos dois anos
com exacerbações frequentes, prurido intenso refratário,
insônia, múltiplas lesões liquenificadas extensas em tronco e membros, escore EASI elevado e prejuízo funcional
importante; já foi submetido a tratamento otimizado com
emolientes, corticosteroides tópicos de alta potência em
esquema proativo, tacrolimo tópico, fototerapia NB UVB
e ciclosporina oral por 20 semanas, suspensa por nefrotoxicidade; apresenta história concomitante de asma moderada persistente parcialmente controlada, rinite alérgica
perene e eosinofilia periférica persistente; IgE total encontra-se elevada, porém sem correlação direta com gravidade clínica; não há história de infecções recorrentes nem
contraindicações imunológicas formais. Considerando os
mecanismos inflamatórios predominantes, as comorbidades associadas e as evidências atuais para terapias alvo-
-específicas na dermatite atópica moderada a grave, qual
imunobiológico é mais apropriado como primeira escolha
para este paciente?
J.C.R, masculino, 27 anos, previamente saudável, é levado ao pronto-socorro após ingestão acidental de amendoim, apresentando início súbito de prurido generalizado, urticária extensa, angioedema labial, dispneia progressiva, sensação de opressão torácica e episódio de tontura; ao exame físico, encontra-se em estado geral comprometido, taquicárdico, hipotenso (85/50 mmHg), com sibilância difusa à ausculta pulmonar e saturação periférica de oxigênio de 90% em ar ambiente.
Qual é a medida terapêutica inicial prioritária que deve ser instituída de forma imediata?
M.V.S, feminino, 42 anos, foi encaminhada ao ambulatório de Alergia e Imunologia por apresentar episódios recorrentes de angioedema em face e extremidades,
sem urticária associada, com início na adolescência, refratários ao uso de anti-histamínicos e corticosteroides
sistêmicos; os episódios se agravam após procedimentos
odontológicos e situações de estresse; a paciente nega uso
de inibidores da enzima conversora da angiotensina, e exames laboratoriais demonstram níveis normais de IgE total;
considerando a apresentação clínica compatível com angioedema mediado por bradicinina e a investigação imunológica associada, qual mecanismo fisiopatológico está
mais diretamente relacionado ao quadro?
A.L.M, masculino, 30 anos, procura atendimento
ambulatorial com queixa de obstrução nasal crônica,
rinorreia hialina, espirros em salva e prurido nasal intenso,
com evolução de aproximadamente três anos; os sintomas
se agravam nas primeiras horas da manhã e durante atividades de limpeza doméstica, acompanhando-se de prurido ocular, lacrimejamento e respiração bucal frequente,
sem febre, dor facial, secreção nasal purulenta ou hiposmia
significativa; relata dermatite atópica na infância e história
familiar de asma; ao exame físico observa-se mucosa nasal pálida, edemaciada, hipertrofia dos cornetos inferiores
e pregas de Dennie-Morgan; a espirometria encontra-se
dentro dos padrões da normalidade e o hemograma revela
eosinofilia discreta (6%); o paciente solicita exames laboratoriais para “confirmar alergia e indicar tratamento definitivo”; à luz das evidências atuais para abordagem inicial
da rinite alérgica persistente em adultos, qual é a conduta
mais apropriada?
Qual alteração fonológica é caracterizada pela substituição de sons produzidos na parte posterior da boca por sons produzidos na parte anterior (ex: ‘tasa’ em vez de ‘casa’)?