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Sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), “espera-se que ajude a superar a fragmentação das políticas educacionais, enseje o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo e seja balizadora da qualidade da educação. Assim, para além da garantia de acesso e permanência na escola, é necessário que sistemas, redes e escolas garantam um patamar comum de aprendizagens a todos os estudantes, tarefa para a qual a BNCC é instrumento fundamental”.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC. a educação é a base, 2013, p.9. Disponível em https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em 04 fev. 2026.
Considerando os fundamentos teórico-metodológicos da Sociologia e as orientações da BNCC, assinale a alternativa CORRETA.
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- Sociologia AplicadaSociologia na Educação
- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia BrasileiraEducação no Brasil
“A Educação do Campo é fruto de um debate consolidado na atualidade cujos sujeitos protagonistas são os camponeses, camponesas, educadores, educadoras e militantes de movimentos sociais comprometidos com uma educação voltada para a realidade campesina. Seu principal objetivo é garantir que a escola esteja profundamente ligada à realidade dos sujeitos, respeitando todos os tempos e espaços da vida. Ao pensar em um espaço educativo com esta identidade, busca-se levar em consideração que os trabalhadores do campo possuem o direito de estudar onde moram e de serem respeitados nas suas relações de produção, bem como no seu processo histórico”.
SANTOS, Arlete Ramos dos; et all. Apresentação. In: SANTOS, Arlete Ramos dos... [et al.] (Orgs.) Educação do campo: políticas e práticas. Ilhéus, BA: Editus, 2020, p.11.
A partir do final do século XX, através de movimentos sociais do campo e de pesquisadores, a educação do campo se fortalece no Brasil. Nessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA:
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"A Constituição [Federal do Brasil] mudou na sua elaboração, mudou na definição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão. E só é cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa. Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25% da população, cabe advertir: a cidadania começa com o alfabeto".
GUIMARÃES, Ulisses. Promulgação da Constituição do Brasil. 5/10/1988. Disponível em https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2008/09/29/em-discurso-historico-ulysses-guimaraes-comemora-a-promulgacao-da-carta-de-1988. Acesso em 04/05/2026.
Em relação à cidadania na Constituição de 1988, assinale a alternativa CORRETA.
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Com base no texto responda:
O outro Brasil que vem aí
“O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados terá as cores das produções e dos trabalhos. Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças terão as cores das profissões e das regiões. As mulheres do Brasil em vez de cores boreais terão as cores variamente tropicais. Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil, todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.”
FREYRE, Gilberto. O outro Brasil que vem aí. In: . Casa-grande e senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 481 ed. rev. — São Paulo: Global, 2003, p.4.
Na primeira metade do século XX, diversos pensadores brasileiros propuseram novas interpretações sobre a formação histórica, política e cultural do país. Apesar de suas especificidades, a Geração de 30, como ficaram conhecidos tais autores, propunha:
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Com base no texto responda:
A Cidadania no Brasil.
“O esforço de reconstrução, melhor dito, de construção da democracia no Brasil ganhou ímpeto após o fim da ditadura militar, em 1985. Uma das marcas desse esforço é a voga que assumiu a palavra cidadania. Políticos, jornalistas, intelectuais, líderes sindicais, dirigentes de associações, simples cidadãos, todos a adotaram. A cidadania, literalmente, caiu na boca do povo. Mais ainda, ela substituiu o próprio povo na retórica política. Não se diz mais "o povo quer isto ou aquilo", diz-se "a cidadania quer". Cidadania virou gente. No auge do entusiasmo cívico, chamamos a Constituição de 1988 de Constituição Cidadã”.
CARVALHO, José Murilo de. Introdução: mapa da viagem. In: Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p.5.
Com relação ao tema em discussão, assinale a alternativa CORRETA.
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A análise comparativa de indicadores de violência em escolas públicas de um estado brasileiro revelou um padrão consistente: os estabelecimentos com maiores índices de conflitos e agressões são aqueles onde se observa fragmentação na equipe docente, ausência de rituais coletivos de integração (como assembleias ou atividades culturais compartilhadas) e normas de convivência pouco internalizadas pelos alunos. Em contrapartida, escolas com menor incidência de violência apresentam forte senso de pertencimento à instituição e clareza nas expectativas comportamentais. Um sociólogo interpreta esses dados argumentando que a violência emerge, fundamentalmente, da incapacidade da instituição escolar em cumprir sua função primordial de constituir um meio moral comum, permitindo que forças desagregadoras se manifestem.
ABRAMOVAY, Miriam et al. Violência nas escolas: uma pesquisa nacional. Brasília, DF: FLACSO Brasil, Ministério da Educação, 2016. Disponível em: https://www.flacso.org.br/?publicacao=violencia-nas-escolas-uma-pesquisa-nacional. Acesso em: 5 fev. 2026.
Esta interpretação está ancorada na perspectiva que compreende:
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Durante as eleições de 2022, circulou intensamente nas redes sociais um vídeo editado que mostrava supostos “invasores” de propriedades rurais portando armas, gerando grande comoção e pedidos por intervenção policial. Posteriormente, verificou-se que as imagens eram de anos anteriores e fora de contexto.
SANTOS, João Vitor T.; IZUMINO, E. Mídia e violência: novas tendências na cobertura da criminalidade. São Paulo: Hucitec, 2015. p. 89-112. COHEN, Stanley. Folk Devils and Moral Panics: The Creation of the Mods and Rockers. 3. ed. London: Routledge, 2002.
Analisando este fenômeno a partir de uma perspectiva sociológica que investiga a relação entre comunicação, desvio e ordem social, é possível afirmar que tal caso ilustra principalmente:
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A partir dos anos 2000, ganhou força no Brasil um modelo de gestão escolar inspirado no setor privado: as metas de aprendizagem são definidas com base em índices como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); os bônus para professores são atrelados ao desempenho dos alunos nas provas; escolas são ranqueadas em listas públicas; e conglomerados educacionais privados passam a administrar unidades públicas por meio de parcerias. Para um conjunto de sociólogos críticos, essa não é apenas uma mudança administrativa, mas a expressão de uma lógica mais profunda que transforma a educação, antes pensada como direito social e formação cidadã, em uma commodity regulada pela lógica do mercado.
BALL, Stephen J. Educação global S.A.: novas redes políticas e o imaginário neoliberal. Tradução de Janete Bridon. Petrópolis: Vozes, 2022.
A interpretação sociológica que melhor explica a transformação descrita é a que identifica a operação de um paradigma que:
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Em um bairro nobre de São Paulo, as famílias não escolhem escolas apenas pela grade curricular. Elas avaliam se a escola oferece debate parlamentar em inglês, orquestra sinfônica, equipes de robótica que participam de competições internacionais e viagens de estudo ao exterior. Essas atividades, que vão muito além do vestibular, produzem nos alunos um estilo de fala, uma postura corporal e uma rede de contatos que os distinguem. Em processos seletivos para estágios em multinacionais ou entrevistas para universidades no exterior, essa “gramática corporal” e esse “repertório de mundo” frequentemente pesam mais do que as notas. Essa lógica de distinção social é analisada com base no conceito de habitus e campo.
BOURDIEU, P. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp, 2019.
A análise sociológica que melhor decodifica essa lógica, entendendo a educação como um jogo de distinção social no qual se acumulam e se convertem diferentes formas de capital, é tributária da obra de um autor para quem o mundo social se estrutura como:
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- Sociologia AplicadaViolência
- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia BrasileiraQuestão racial no Brasil
Dados da PNAD Contínua (2023) e do Atlas da Violência (2023–2024) evidenciam que pessoas negras seguem mais expostas a vulnerabilidades, mesmo após políticas de inclusão. Essas desigualdades revelam que múltiplas dimensões da vida social (raça, gênero, classe) se entrecruzam na reprodução das hierarquias (IPEA, 2024).
IPEA. Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros. Brasília: IPEA, 2022. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/atlas/220826_atlas_da_vulnerabilidade_social_nos_municipios_brasileiros.pdf. Acesso em: 02 fev. 2026.
À luz desse cenário, a sociedade brasileira pode ser compreendida, por uma perspectiva que considera a interação entre variáveis sociais, como:
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