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A nova economia pode ser situada, segundo Manuel Castells, na obra A sociedade em rede (2011), em um intervalo na história. No final do século XX, este intervalo adquiriu características específicas, transformando a cultura material de um novo paradigma tecnológico. Sobre este período, e de acordo Castells, marque V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas.
( ) Tecnologia é o uso de conhecimentos científicos para se fazer as coisas de uma forma reproduzível. E, em certa medida, as novas tecnologias da informação, constituídas na década de 1970, foram uma base para a reestruturação socioeconômica posterior.
( ) O processo atual de transformação tecnológica expande-se na proporção de sua capacidade de criar relações entre campos tecnológicos, mediante uma linguagem digital comum. Com as inovações tecnológicas, a estrutura de empregos nas sociedades informacionais tem como uma das características a eliminação gradual do emprego rural.
( ) A nova economia tem como características fundamentais, além do fato de ser global, ser informacional e em rede. É informacional porque a produtividade e a competitividade dependem da capacidade de agentes ou unidades de processar e aplicar de forma eficiente a informação. É em rede porque a produtividade é gerada, e a concorrência ocorre em uma rede global de interação.
( ) As principais redes de produção são globalizadas, embora a maior parte da mão de obra não seja globalizada, pois a economia global não inclui todas as atividades das pessoas. Os seus efeitos variam conforme a posição de um país ou uma região na divisão internacional do trabalho.
Marque a sequência correta.
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Leia o texto.
O trecho do artigo, a seguir, procura apresentar, de forma muito breve, a problemática que envolve a ideia de cidadania, enquanto uma importante categoria para a compreensão de uma série de questões suscitadas pela modernidade, assim como, a necessidade de se buscar na noção de cidadania ambiental o pressuposto para a solução dos grandes problemas enfrentados pelas sociedades atuais, no que se refere a questão do meio ambiente.
A formação de uma cidadania ambiental constitui para as sociedades contemporâneas elemento capaz de proporcionar o enfrentamento e de certa forma a própria solução para o futuro de tais sociedades, uma vez que a racionalidade humana em seu domínio sobre a natureza trouxe consigo um processo de irracionalidade cujas consequências podem ser irreversíveis para toda a humanidade.
Em regiões como a Amazônia, na qual a biodiversidade e o ecossistema precisam ser considerados e preservados, encontramos um locus privilegiado que, em detrimento à exploração, dominação e exclusão social, é possível - como já começa a se deslumbrar -a perspectiva de uma nova consciência, a partir da qual se torne exequível o projeto de construção de uma sociedade mais justa e mais feliz.
Tal projeto, que se fundamenta num novo modelo de relação com o meio-ambiente, exige que pensemos num compromisso que leve em conta o poder público, a sociedade e, de forma mais particular, a dimensão individual, onde os cidadãos passam a exercer o seu verdadeiro papel, a partir de uma cidadania ambiental fundamentando suas ações num respeito com seus semelhantes e com a própria natureza.
Sarmento, Jorge Alberto Ramos; Baraúna, Augusto Cezar Ferreira de.Modernidade, Natureza e Sociedade: o novo contexto para o exercício da cidadania. Planeta Amazônia: Revista Internacional de Direito Ambiental e Políticas Públicas Macapá, n. 4, p. 75-85, 2012.
Conforme os autores do artigo, a formação de uma cidadania ambiental se refere a um:
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Na obra O senso prático (2011), Pierre Bourdieu apresenta os conceitos de estruturas, habitus e práticas, conferindo à explicação do mundo social uma dialética da subjetividade e objetividade. A respeito desses conceitos, marque V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas.
I - O conceito de habitus pressupõe uma relação de cumplicidade ontológica com o mundo, é um sistema de disposições predisposto a funcionar de acordo com as condições e posições sociais; produto da história, está no princípio de regularidade e continuidade das práticas sociais, mas também das transformações reguladas.
II - As práticas sociais são produzidas e organizadas pelo habitus. Fundadas em experiências passadas, as práticas sociais reproduzem as regularidades nas quais o seu princípio gerador, o habitus, foi produzido, todavia não podem ser deduzidas das condições presentes nem das condições passadas.
III - O habitus é um sistema de disposições duráveis e transponíveis no qual as experiências coletivas passadas são atenuadas pelas mudanças históricas vivenciadas pelos agentes, que são detentores de capacidade para avaliar racionalmente as escolhas.
IV - A estrutura social é resultante de relações objetivas materializadas nas instituições, é a história feita coisa, e, como realidade produzida fora da história do indivíduo, tende a condicioná-lo, impondo e limitando objetivamente as práticas sociais que são percebidas como exteriores aos indivíduos e grupos.
São verdadeiras as alternativas:
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Filósofo que, pela primeira vez, usou a palavra Sociologia no seu Curso de Filosofia Positiva e que também é considerado o pai da Sociologia é:
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Para Max Weber, a cultura capitalista moderna revela o “espírito de trabalho”. Na obra A ética protestante e o espírito do capitalismo (2004), Weber analisa aspectos da moderna vida capitalista na Alemanha e em outros países da Europa, e observa o fato das camadas superiores da sociedade, os proprietários do capital, diretores e ocupantes de postos de trabalho mais elevados serem, predominantemente, protestantes. Marque a alternativa correta da análise weberiana sobre confissão religiosa e estratificação social.
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"Crítica da razão negra, de Achille Mbembe, publicado em 2013, dificilmente será superada no século 21, seja por seu conteúdo, seja por seu caráter ético-político. Divisor de guas na história do pensamento, de agora em diante, toda a reflexão que se leve a sério está colada em uma posição inconciliável com a tradição da opressão que se constitui em nome da lógica da raça por ele analisada. Negar o diálogo com os argumentos de Mbembe, de agora em diante, implica a manutenção da mistificação branca que sustentou o poder e o capital no lugar que conhecemos. Crítica da razão negra puxa o fio da linha podre que sustentava a trama racista na história europeia, da qual nós, brasileiros, bem como todos os habitantes das Américas, somos herdeiros, ora como algozes, ora como vítimas. A história do racismo é a história do capitalismo, uma história de submissão dos corpos, de uso e abuso dos seres nele capturados, por meio de operações eminentemente teóricas e discursivas, com efeitos perversos na prática. Ao procedimento de definir alguém como um outro chamamos de marcação. Ao definir esse outro como um negativo, a marcação é o verdadeiro mal radical enquanto aniquilação da humanidade do outro. Marcos são os sujeitos da diferença, tratados constantemente como objetos, coisas, mercadorias. Assim é com aqueles que são marcados como Negros, reféns da lógica perversa da raça, criada para a manutenção de crenças e preconceitos que serve a uns em detrimento de outros. Pessoas e grupos marcados como Negros, assim como mulheres, índios e outras minorias políticas, atuam hoje por meio de uma "contramarcação" na intenção de confrontar o poder sustentado na lógica de aviltamento da qual a lógica da raça é um dos elementos mais importantes. Em nome desse dispositivo capitalista foram perpetrados crimes, catástrofes e carnificinas: a escravatura, a colonização e o apartheid são suas provas históricas."
(TIBURI, Marcia. Revista Cult, 223, maio de 2017.)
De acordo com a autora, avalie as afirmações a seguir.
I. Achille Nbembe problematiza o universo cognitivo ocidental pautado na noção de branquitude, subjacente à crítica do autor por via do conceito de raça.
II. Há, segundo o ponto de vista do autor, destacado pela autora, uma relação primordial de historicidade entre racismo e capitalismo.
III. Marcação e contramarcação são formas discursivas em disputa e diálogo nas relações de poder contemporâneas, sendo que a contramarcação consiste em atuação política e étnica-identitária de grupos considerados subalternos pelos discursos de marcação.
É correto o que se afirma em:
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Sobre os modelos clássicos utilizados para entender as relações entre o Estado e a Sociedade, assinale a alternativa correta.
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Em relação aos conceitos de instituição social, estrutura social e estratificação social elaborados pela Sociologia, NÃO é correto afirmar:
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Leia o texto, avalie as afirmações e assinale a alternativa correta.
De acordo com Candau (2008), a questão multicultural está no presente no debate em muitas sociedades, contudo, verifica-se que está mais presente nos Estados Unidos e na Europa.
Na América latina possuímos especificidades, pois somos de fato países que por base tem a multiculturalidade na sua formação. As relações Inter étnicas têm marcado a história. Ao mesmo tempo que tem, também, sido uma relação dolorosa e muitas vezes trágica, principalmente no que diz respeito aos indígenas e aos afrodescendentes. A história foi pautada na eliminação do "outro", ou por sua escravização, que também é uma forma de negação de sua alteridade. Esses outros que são "eus" na construção da identidade latino-americana.
Nesse sentido, o debate multicultural na América Latina nos coloca diante dessa questão, desses sujeitos, sujeitos históricos que foram massacrados, mas que souberam resistir e hoje continuam afirmando suas identidades fortemente nas nossas sociedades, mas numa situação de relações de poder assimétricas, de subordinação e exclusão ainda muito acentuadas.
Diante deste contexto no Brasil passou a adotar ações afirmativas, ou seja, a adoção de um conjunto de políticas públicas destinadas a proteger grupos sociais ou minorias que, no passado, tenham sido discriminados. Essas ações têm como desafio superar os obstáculos que impedem o acesso aos estudos, ao trabalho e aos direitos sociais, humanos de desses grupos.
CANDAU, Vera Maria. Direitos Humanos, Educação e Interculturalidade: as tensões entre igualdade e diferença. . Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2008. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v13n37/05.pdf
Nessa perspectiva, as Políticas de Ações Afirmativas no Brasil relativas à educação estabelecem que deve-se:
I - Garantir aos grupos responsáveis pelas diversas manifestações culturais do país o acesso, a criação, a difusão e a promoção da Identidade e Diversidade Cultural Brasileira (Brasil Plural);
II - Garantir a concessão de bolsas de estudos em universidades privadas por meio do Programa Universidade para Todos (PROUNI);
III - Garantir aos estudantes egressos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, previstas na Reforma da Educação Superior e adotadas em algumas instituições públicas federais de educação superior a partir Sistema Especial de Reserva de Vagas.
IV - Garantir a concessão de bolsas de estudos em universidades privadas aos descendentes indígenas por meio do Programa de Apoio a Educação Indígena.
Com base no texto e em relação às informações acima, pode-se afirmar que estão corretos os itens:
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"Na produção social da sua vida, os homens estabelecem relações determinadas, necessárias e independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma dada fase de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. A totalidade destas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, base real sobre a qual se ergue uma superestrutura jurídica e política e a que correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência." (MARX, K. Contribuição à crítica da Economia Política. In: MARX, Karl. ENGELS, Friedrich. Cultura, Arte e Literatura: textos escolhidos. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
De acordo com a tradição sociológica, é correto afirmar que a concepção sociológica de Karl Marx é definida como:
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