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Considere a seguinte passagem:
No final do século XIX e início do século XX, inúmeras leis de “proteção” à mulher passaram a proibir o trabalho feminino em ocupações consideradas mais pesadas ou perigosas, já que isso havia trazido problemas de ordem “moral” resultantes do fato de as mulheres terem mais mobilidade fora do espaço da casa. Na França, uma lei de 1892 proibia as mulheres de exercer o trabalho noturno. No Brasil, a mesma proibição foi expressa em um decreto de 1932. Embora muitas dessas leis visassem à “proteção” das mulheres, exploradas pela indústria – assim como ocorria com as crianças –, acabaram por confiná-las aos cuidados domésticos e a trabalhos realizados em casa, sub-remunerados. Durante o século XX, as duas guerras mundiais voltaram a impulsionar a presença das mulheres nas indústrias, pois, nesses momentos, os esforços produtivos eram necessários. No entanto, com o fim do período de guerras, novamente se reivindicou o retorno das mulheres à casa. O modelo de família almejado pela sociedade industrial e fordista do pós-guerra centrou-se, então, no “homem provedor e na mulher cuidadora”.
(SILVA, Afrânio et al. (orgs.). Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2016. p. 338.)
Sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho, assinale a alternativa correta.
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Considere o seguinte excerto:
Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda desenvolve uma ideia em torno da qual constrói sua interpretação sociológica: a do “homem cordial”. Este seria o brasileiro típico, fruto da colonização portuguesa e representante conceitual da nossa sociedade. Acontece que, como a palavra “cordial” na linguagem comum tem o sentido de afável, afetuoso, a ideia do “homem cordial” ficou associada à concepção do brasileiro como gentil, hospitaleiro, pacífico. E Sérgio Buarque foi muito criticado por essa maneira de ver os brasileiros.
(O’DONNEL, Júlia et al. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia. Rio de Janeiro: Editora do Brasil, 2018. p. 346-347.)
A partir da reflexão acima, é correto afirmar que para Sérgio Buarque de Holanda a “cordialidade” designa:
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Considere o seguinte excerto:
A partir do período da história que teve início no século XV, à medida que os europeus intensificaram o contato com povos provenientes de diferentes regiões do mundo, tentou-se sistematizar o conhecimento através da categorização e da explicação dos fenômenos naturais e sociais. Populações não europeias foram “racializadas”, em oposição à “raça branca” europeia. Em algumas situações, essa racialização assumiu formas institucionais “codificadas”, como no caso da escravidão, nas colônias norte-americanas, e do apartheid, na África do Sul.
(GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 205-206.)
Em relação ao tema do racismo, assinale a alternativa correta.
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Sociólogos e pesquisadores preferem utilizar duas abordagens diferentes para a pobreza: os conceitos de pobreza absoluta e de pobreza relativa. O primeiro grupo fundamenta-se na ideia de subsistência, focando nas condições básicas que devem ser preenchidas para que se tenha uma existência fisicamente saudável. O segundo grupo de pesquisadores, que defendem a utilização do conceito de pobreza relativa, relacionam-no ao padrão de vida geral predominante em uma sociedade específica.
Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir, associando corretamente a 1.ª coluna com a 2.ª.
a - Pobreza absoluta
b - Pobreza relativa
c - Linha da Pobreza
( ) Classifica os indivíduos não segundo um padrão de vida predominante, mas sim segundo a definição cultural de pobreza, que pode variar de país para país.
( ) Classifica indivíduos de acordo com padrões de consumo de alimentos, abrigo, roupas, acesso a bens essenciais.
( ) Dizem os pesquisadores que as necessidades humanas podem variar de lugar para lugar e de país para país, portanto, a definição de pobreza deve considerar essa variação para escapar da padronização.
( ) Diz respeito a uma técnica utilizada para medir a pobreza com base no preço das mercadorias básicas necessárias à sobrevivência humana em uma sociedade particular.
( ) Remete a uma condição caracterizada por indivíduos em uma grave privação de necessidades humanas básicas, além de alimentos, água potável, instalações sanitárias, saúde, residência, educação e informação.
A sequência CORRETA é, de cima para baixo:
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Os teóricos que mais diretamente influenciaram o surgimento do movimento intelectual do século XIX, chamado de positivismo, foram:
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Aplicamos o relativismo cultural quando suspendemos nossas próprias crenças culturais, por mais que estejam profundamente sustentadas, e passamos a examinar uma ou várias situações de acordo com os padrões de uma outra cultura. Sobre a relativização, analise as afirmativas abaixo:
I - Relativizar é ver as verdades da vida menos como uma questão de essência das coisas e mais como uma questão de posição.
II - Relativizar é compreender o outro e a outra cultura a partir dos nossos valores morais e nossos padrões sociais.
III - Relativizar é transformar características e diferenças culturais em hierarquias, por mais que revelem coerências para o outro.
IV - Relativizar é procurar avaliar os costumes e tradições como produtos de uma cultura, que não é melhor e nem pior que a nossa.
V - Relativizar é procurar compreender as artes, os costumes e as tradições como elementos materiais ou imateriais próprios de uma mesma comunidade.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Leia a definição a seguir: Traduz-se numa visão do mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo, e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é a existência. No plano intelectual, pode ser visto como a dificuldade de pensarmos a diferença; no plano afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade etc. Essa definição refere-se ao:
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A Sociologia sempre debateu sobre as relações entre indivíduo e sociedade, entre modernidade e tradição. Um dos autores representativos desse debate é Anthony Giddens, que, em seu livro As consequências da modernidade, apresenta a seguinte afirmação: “A reflexividade da vida social moderna consiste no fato de que as práticas sociais são constantemente examinadas e reformadas à luz de informação renovada sobre estas próprias __________, alterando assim constitutivamente seu caráter. [...] Todas as formas de vida social são parcialmente constituídas pelo conhecimento que os atores têm delas. Saber "como ir adiante" no sentido de Wittgenstein é intrínseco às __________ que são tiradas da, e reproduzidas pela, atividade humana. Em todas as culturas, as _________ sociais são rotineiramente alteradas à luz de descobertas sucessivas que passam a informá-las. Mas somente na era da modernidade a revisão da __________ é radicalizada para se aplicar (em princípio) a todos os aspectos da vida humana, inclusive à intervenção tecnológica no mundo material. Diz-se com frequência que a modernidade é marcada por um apetite pelo novo, mas talvez isto não seja completamente preciso. O que é característico da __________ não é uma adoção do novo por si só, mas a suposição da reflexividade indiscriminada — que, é claro, inclui a reflexão sobre a natureza da própria reflexão.”
A alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto é:
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Estudos e pesquisas atuais em educação no Brasil indicam que a questão da diferença e da identidade cultural se tornou um dos principais focos da atenção dos educadores. Aos desafios que emergem na coexistência diferenciada de sujeitos que se constituem na relação entre múltiplas culturas (tanto do ponto de vista étnico, quanto geracional, físico-mental e de gênero), vêm-se formulando respostas educativas numa perspectiva intercultural. Ou seja, buscase reconhecer o outro como produtor de significados, no sentido de acolhê-lo e compreendê-lo mediante múltiplas linguagens e estratégias relacionais, deixar-se interpelar por eles, responder-lhe de modo respeitoso e criativo, estabelecer laços de comunicação e de reciprocidade que vivificam as tramas complexas de significados constitutivas dos contextos socioculturais.
Analise as afirmativas abaixo:
I - Para além da perspectiva da diversidade, emerge também a perspectiva da diferença, sendo que essa se constitui pela autoafirmação do sujeito, com múltiplas alternativas de interpretações e posicionamentos singulares.
II - As relações sociais e educacionais transformam-se a partir do reconhecimento da diferença que se manifesta nas ações, nos saberes, nas interações desenvolvidas pelos diferentes sujeitos.
III - Sujeitos que se constituem subjetivamente no jogo fluido, ambivalente, relacional do entrelaçamento de suas diferentes identidades e, ao mesmo tempo, constituem e transformam esses mesmos campos identitários.
IV - As pessoas se educam em relação aos outros e entre si, mediatizadas pelo mundo; também seus mundos e suas culturas se transformam na medida em que eles estabelecem mútuas interferências, mediatizadas pelas próprias pessoas que interagem.
Assinale a alternativa CORRETA.
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É por meio da luta de classes que as principais transformações estruturais são impulsionadas, por isso ela é dita o “motor da história”. A classe explorada constitui-se, assim, no mais potente agente da mudança. Por isso se distinguem conceitualmente as classes em si como o conjunto dos membros de uma sociedade que são identificados por compartilhar determinadas condições objetivas, ou a mesma situação no que se refere à propriedade dos meios de produção, das classes para si, que são classes que se organizam politicamente para a defesa consciente de seus interesses, cuja identidade é construída também do ponto de vista subjetivo. Essa é uma formulação utilizada por teóricos ligados à concepção:
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