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Karl Marx (1818-1883) afirmou em carta a um colega que não lhe cabia o mérito de ter descoberto a existência de classes sociais na sociedade moderna capitalista, pois tal feito seria de alguns historiadores e economistas “burgueses” que expuseram, antes dele, o desenvolvimento histórico da anatomia do capitalismo e de sua estrutura social. Porém, Marx foi o responsável por descrever e explicar como ocorrem as lutas entre as classes sociais no capitalismo e demonstrou que
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Souza (2018) fez um profundo estudo sobre a “ralé brasileira”, expressão popular pejorativa no Brasil para se referir às classes pobres e miseráveis. Segundo ele, há no Brasil um “preconceito estético” contra as classes populares que legitima, por exemplo, os privilégios das classes mais abastadas. Os de “cima”, as classes dominantes, na estrutura social da sociedade brasileira, por possuírem a capacidade econômica de poder comprar uma garrafa de vinho de 15 mil reais ou possuírem carros de luxo, tomam a posse de tais bens para si como uma distinção. O poder de consumo, assim, gera uma sensação de “superioridade inata” atrelada à ideia de “bom gosto”. Tal consumo distinto afasta as classes abastadas de todos aqueles das classes mais baixas que gostam de cerveja ou cachaça baratas e carros populares.
SOUZA, Jessé. A ralé brasileira: quem é e como vive. 3ª ed. ampliada. São Paulo: Editora Contracorrente, 2018.
Considerando essa perspectiva sociológica de Jessé Souza, é correto concluir que
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Auguste Comte (1798-1857) foi um dos fundadores da Sociologia, termo, aliás, que cunhou e que substituiu sua expressão inicial de “Física Social”. De modo geral, Comte considerava que os fenômenos sociais deviam ser entendidos da mesma forma como eram entendidos os fenômenos astronômicos, químicos e fisiológicos, isto é, submetidos a leis naturais invariáveis e cuja descoberta seria o objetivo especial desta, então nova, ciência do social.
Considerando a Sociologia de Auguste Comte, assinale a afirmação verdadeira.
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A explicação sociológica atual sobre o mundo do trabalho na Era Digital do capitalismo global trouxe, de maneira geral, novas conceituações (incluindo neologismos) para se compreender e explicar as recentes relações sociais de produção. Termos como uberização ou ifoodização do trabalhador procuram dar conta dessas novas situações nas relações de trabalho. Em tempo: uberização que ocorre, ao mesmo tempo, com o crescimento do desemprego e consequente aumento da miséria e da pauperização de grandes parcelas da população em muitos países da economia capitalista mundial de hoje. Para Antunes (2018), todas essas circunstâncias de desemprego em massa e pobreza crescentes apontam um “privilégio da servidão” para aqueles que conseguem ainda algum trabalho.
ANTUNES, Ricardo. O Privilégio da Servidão: o novo proletariado de serviços na Era Digital. São Paulo: Boitempo, 2018.
A respeito da atual uberização do trabalho, é correto dizer que
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Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), na sua obra Raízes do Brasil, publicada no ano de 1936, aponta que o povo brasileiro tem como uma de suas características culturais a “cordialidade”. O “brasileiro cordial”, criado historicamente no seio do modelo da família patriarcal, seria guiado nas suas relações sociais por uma “ética emotiva” e personalista. Isto significa que, de modo geral, as pessoas no Brasil não seriam culturalmente direcionadas para o “cultivo do espírito”, da “razão”, mas sim do “coração”. E, assim, na crítica de Holanda (1995), a cordialidade aqui seria inadequada aos ritos sociais próprios da vida cidadã e da modernidade capitalista. Para este autor, o “brasileiro cordial” é menos adaptado para o trabalho racional seja no Estado seja nas empresas privadas modernas.
HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil. 26ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Considerando essa “cordialidade brasileira”, segundo Holanda, avalie as seguintes afirmações:
I. A personalidade do “homem cordial” proporciona habilidade para o trato impessoal com a coisa pública.
II. A emotividade do “homem cordial” o torna inapto para as atividades que demandam razão e impessoalidade.
III. A cordialidade é própria de qualquer forma de convívio social ditada pelas proximidades pessoais e afetivas.
IV. O “brasileiro cordial” cultiva, no seio da família tradicional patriarcal, o personalismo ritual da cidadania.
Está correto o que se afirma somente em
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Dentre os primeiros teóricos e metodólogos da Sociologia, Auguste Comte (1798-1857) é posto como um dos seus mais importantes iniciadores. Ele cunhou o termo “Sociologia” para designar esta nova ciência social e procurava identificar as causas necessárias ou as leis e lógicas sociais que regem e movimentam as sociedades. Comte é um dos inventores de uma das mais importantes correntes teórico-metodológicas do século XIX que foi base de muitas outras ciências à época.
A corrente teórico-metodológica postulada por Auguste Comte foi
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Para Ribeiro (2006), a história da formação e o sentido da sociedade brasileira explicam o porquê de o Brasil “não ter dado certo”. Ele quis dizer com isso que o nosso país não conseguiu atingir de modo satisfatório justiça social para todos. Ainda, segundo este autor, as nossas matrizes formadoras iniciais, a Lusa, a Tupi e a Afro, passaram principalmente pela experiência colonial, por meio da qual índios foram “desindianizados” e negros foram “desafricanizados” (desculturalizados de suas diversas culturas originais) devido à escravidão que, ao lado da base econômica colonial das monoculturas latifundiárias geradoras de concentração de terras na posse de poucos, ajudou a gestar uma sociedade cheia de disparidades, contradições e antagonismos que subsiste sob o rótulo de “povo brasileiro”.
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
Considerando esse “Brasil que não deu certo”, sugerido por Darcy Ribeiro, assinale a afirmação verdadeira.
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Émile Durkheim (1858-1917) contribuiu para o estabelecimento das bases cientifico-racionais da Sociologia. De modo geral, toda ciência se caracteriza pela existência de métodos e objetos de estudo próprios que delimitam a sua abrangência de análise da realidade a que se dedica em investigar. Em sua obra As Regras do Método Sociológico (1895), Durkheim define o objeto próprio de estudo da Sociologia, qual seja,
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A Sociologia foi criada na Europa do século XIX, conturbada por mudanças históricas, socioculturais, econômicas e políticas que já vinham ocorrendo paulatinamente poucos séculos antes. Como marcos exemplares dessas mudanças encontram-se o Protestantismo, o Iluminismo, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial. Esses marcos históricos tiveram influências diretas no surgimento desta ciência social. Todas as transformações ocorridas nesse contexto social e histórico serviram de base para os primeiros estudos da Sociologia. Considerando esses marcos históricos e a criação da Sociologia, assinale a afirmação verdadeira.
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No livro Cultura: um conceito antropológico, o antropólogo Roque de Barros Laraia argumenta em favor da influência da cultura na constituição humana e na organização das sociedades. Segundo Laraia:
O tempo constitui um elemento importante na análise de uma cultura. Nesse mesmo quarto de século, mudaram-se os padrões de beleza. Regras morais que eram vigentes passaram a ser consideradas nulas: hoje uma jovem pode fumar em público sem que a sua reputação seja ferida. Ao contrário de sua mãe, pode ceder um beijo ao namorado em plena luz do dia. Tais fatos atestam que as mudanças de costumes são bastante comuns. Entretanto, elas não ocorrem com a tranquilidade que descrevemos. Cada mudança, por menor que seja, representa o desenlace de numerosos conflitos. Isso porque em cada momento as sociedades humanas são palco do embate entre as tendências conservadoras e as inovadoras. As primeiras pretendem manter os hábitos inalterados, muitas vezes atribuindo aos mesmos uma legitimidade de ordem sobrenatural. As segundas contestam a sua permanência e pretendem substituí-los por novos procedimentos.
(LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. p. 96.)
A respeito do assunto, considere as seguintes afirmativas:
1. As maneiras de ver o mundo, os julgamentos de valor, hábitos e comportamentos sociais são produtos de uma herança cultural.
2. O caráter dinâmico da cultura e as tentativas de mudanças nos costumes colocam em risco a preservação dos sistemas culturais.
3. O etnocentrismo designa a tendência em considerar lógico e coerente apenas o próprio sistema cultural, atribuindo aos demais um alto grau de irracionalismo.
4. Os sistemas culturais de sociedades simples são estáticos enquanto que os de sociedades complexas como a nossa são dinâmicos.
Assinale a alternativa correta.
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