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4084680 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC
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Vou ali e já volto

Por Fabrício Carpinejar

  1. Uma cidade cresce quando você não frequenta os lugares de sempre, os lugares da moda,
  2. os lugares badalados, os lugares incensados, mas valoriza o comércio do seu bairro.
  3. Alarga os seus limites quando você prestigia os restaurantes perto de casa, quando ajuda
  4. os negócios menores a prosperar, quando oferece condições àqueles que escolheram a sua
  5. esquina, a sua calçada, a sua vizinhança.
  6. É assim que se ampliam as possibilidades de um bairro: fomentando o consumo dos
  7. pequenos empresários. Por isso, eu mantenho a minha farmácia, o meu açougue, a minha
  8. padaria, o meu supermercado, o meu boteco, o meu buffet a quilo, a minha sapataria, a minha
  9. lavanderia, a minha feirinha, o meu martelinho de ouro, o meu posto de gasolina, a minha
  10. ferra....em. Não troco por nada. Ficam a algumas quadras do meu apartamento, num
  11. quadrilátero favorito.
  12. Resolvo tudo a pé, sem depender de carro. Subo e desço lombas, cumprimentando os meus
  13. pensamentos. Trato todos os espaços como se fossem meus. Eu protejo a subsistência das
  14. minhas redondezas. Priorizo quem está próximo, quem conhece os meus filhos, a minha esposa,
  15. os meus pais. Como se integrasse os galhos da minha árvore genealógica.
  16. Sei de cor cada caminho, cada beco, cada praça. Jamais recorro à bengala do Google Maps.
  17. Armazeno fofocas para o momento do café, leite e pãezinhos no fim da tarde com a família.
  18. Nem preciso me arrumar para passear pelo seu território. Saio com roupas informais e caseiras,
  19. de chinelo, bermuda e regata. A rua é o pátio que eu não tenho, o quintal que eu não tenho.
  20. Não me exige a mesma produção dos deslocamentos a um shopping, a um cinema ou a lojas de
  21. outros centros.
  22. Mais do que a qualidade do serviço, prepondera a intimidade do atendimento: ser chamado
  23. pelo nome, ter as urgências compreendidas, ouvir um “deixa comigo”, puxar o reboque das
  24. lembranças com uma conversa à toa. A afeição não tem preço. Fideliza acima de qualquer
  25. desconto.
  26. Só na minha fruteira, o dono me estende gomos de uma bergamota para provar o quanto
  27. está docinha. Ou me alcança uma fatia de melancia para mostrar que está madura. Só na minha
  28. fruteira, ainda aceito troco em balas.
  29. O melhor bairro é o nosso.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2026/02/vou-ali-e-ja-volto-cml9vcnd501nr012tec0oq39s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que classifica corretamente o advérbio “jamais” no trecho “Jamais recorro à bengala do Google Maps”, retirado do texto.

 

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4084678 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC
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Vou ali e já volto

Por Fabrício Carpinejar

  1. Uma cidade cresce quando você não frequenta os lugares de sempre, os lugares da moda,
  2. os lugares badalados, os lugares incensados, mas valoriza o comércio do seu bairro.
  3. Alarga os seus limites quando você prestigia os restaurantes perto de casa, quando ajuda
  4. os negócios menores a prosperar, quando oferece condições àqueles que escolheram a sua
  5. esquina, a sua calçada, a sua vizinhança.
  6. É assim que se ampliam as possibilidades de um bairro: fomentando o consumo dos
  7. pequenos empresários. Por isso, eu mantenho a minha farmácia, o meu açougue, a minha
  8. padaria, o meu supermercado, o meu boteco, o meu buffet a quilo, a minha sapataria, a minha
  9. lavanderia, a minha feirinha, o meu martelinho de ouro, o meu posto de gasolina, a minha
  10. ferra....em. Não troco por nada. Ficam a algumas quadras do meu apartamento, num
  11. quadrilátero favorito.
  12. Resolvo tudo a pé, sem depender de carro. Subo e desço lombas, cumprimentando os meus
  13. pensamentos. Trato todos os espaços como se fossem meus. Eu protejo a subsistência das
  14. minhas redondezas. Priorizo quem está próximo, quem conhece os meus filhos, a minha esposa,
  15. os meus pais. Como se integrasse os galhos da minha árvore genealógica.
  16. Sei de cor cada caminho, cada beco, cada praça. Jamais recorro à bengala do Google Maps.
  17. Armazeno fofocas para o momento do café, leite e pãezinhos no fim da tarde com a família.
  18. Nem preciso me arrumar para passear pelo seu território. Saio com roupas informais e caseiras,
  19. de chinelo, bermuda e regata. A rua é o pátio que eu não tenho, o quintal que eu não tenho.
  20. Não me exige a mesma produção dos deslocamentos a um shopping, a um cinema ou a lojas de
  21. outros centros.
  22. Mais do que a qualidade do serviço, prepondera a intimidade do atendimento: ser chamado
  23. pelo nome, ter as urgências compreendidas, ouvir um “deixa comigo”, puxar o reboque das
  24. lembranças com uma conversa à toa. A afeição não tem preço. Fideliza acima de qualquer
  25. desconto.
  26. Só na minha fruteira, o dono me estende gomos de uma bergamota para provar o quanto
  27. está docinha. Ou me alcança uma fatia de melancia para mostrar que está madura. Só na minha
  28. fruteira, ainda aceito troco em balas.
  29. O melhor bairro é o nosso.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2026/02/vou-ali-e-ja-volto-cml9vcnd501nr012tec0oq39s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da palavra “ferra....em” no trecho a seguir, retirado do texto:

“o meu martelinho de ouro, o meu posto de gasolina, a minha ferra....em. Não troco por nada”.

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4596125-1 que continua no mercadoEnunciado 4596125-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4596125-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4596125-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4596125-5em 1975Enunciado 4596125-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4596125-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4596125-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4596125-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as funções sintáticas dos termos destacados no trecho a seguir, retirado do texto:

“Em 1910, buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório”.

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4596124-1 que continua no mercadoEnunciado 4596124-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4596124-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4596124-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4596124-5em 1975Enunciado 4596124-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4596124-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4596124-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4596124-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as palavras destacadas no trecho a seguir, retirado do texto:

“Após se formar em FarmáciaEnunciado 4596124-10 com a ajuda financeira da mãe e de um irmão”.

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4596122-1 que continua no mercadoEnunciado 4596122-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4596122-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4596122-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4596122-5em 1975Enunciado 4596122-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4596122-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4596122-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4596122-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que substituiria corretamente o vocábulo “debilidade” sem causar alterações significativas ao sentido do trecho a seguir, retirado do texto:

“indicavam o produto para combater ‘anemiaEnunciado 4596122-10 neurastenia (___________)Enunciado 4596122-11 debilidade e tuberculose’”.

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4596121-1 que continua no mercadoEnunciado 4596121-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4596121-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4596121-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4596121-5em 1975Enunciado 4596121-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4596121-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4596121-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4596121-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considerando o emprego correto da vírgula, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4596111-1 que continua no mercadoEnunciado 4596111-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4596111-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4596111-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4596111-5em 1975Enunciado 4596111-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4596111-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4596111-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4596111-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa na qual se identifique o emprego de linguagem figurada.

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4596110-1 que continua no mercadoEnunciado 4596110-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4596110-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4596110-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4596110-5em 1975Enunciado 4596110-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4596110-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4596110-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4596110-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considerando a palavra “aclamado” no trecho “O aclamado tônicoEnunciado 4596110-10 que continua no mercado” (l. 03), analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Considerando sua função sintática, “aclamado” é um adjunto adnominal.

( ) Trata-se de um adjetivo formado por derivação prefixal.

( ) Na situação em que ocorre no texto, poderia ser substituída por “reconhecido” sem causar alteração significativa ao sentido original do trecho.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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TEXTO

ARQUEOLOGIA NA AMAZÔNIA GANHA FORÇA COM TECNOLOGIA E VERBAS

Por muito tempo, acreditou-se que a Amazônia não oferecia condições para o desenvolvimento de sociedades mais complexas. O calor, a umidade e a vegetação densa seriam obstáculos intransponíveis, diziam naturalistas europeus do século 19. Eles estavam errados – mas teria sido difícil acertarem com a tecnologia da época.

Civilizações antigas como os incas, os maias e os astecas usavam pedras para construir vias, casas e templos, alguns dos quais seguem de pé até hoje. Já os povos originários da Amazônia alteravam seu ambiente com movimentações de terra e o uso de madeira e palha, que se decompõem com o tempo. Por isso, era mais fácil para um desbravador antigo nas Américas encontrar um templo maia ou uma estrada inca do que vestígios de uma vila pré-colombiana no meio da Amazônia.

Isso vem mudando nos últimos anos, com uma mãozinha da tecnologia: o uso do LiDAR, um radar de pulsos de laser que consegue escanear com detalhes o solo abaixo da copa das árvores. A imagem criada pode revelar estruturas construídas pelo homem na floresta, como valas, estradas e vestígios de casas. No Brasil, o uso do LiDAR é bem recente – começou em 2024, no projeto Amazônia Revelada, que tem como meta escanear cada vez mais áreas da floresta em busca de sítios arqueológicos.

Antes, em 2015 uma pesquisa do tipo no Equador encontrou um conjunto de antigas cidades na floresta que abrigaram milhares de pessoas há cerca de 2.500 anos. Em 2019, um grupo de arqueólogos bolivianos e alemães também fez isso na Amazônia boliviana. Além do avanço tecnológico, há mais arqueólogos interessados em trabalhar na Amazônia e verbas disponíveis, como mostra a iniciativa Amazônia +10, uma aliança de fundações estaduais de fomento que apoia projetos de pesquisa de várias disciplinas na região da floresta.

Em 2022, na primeira chamada para pedidos de financiamento, os projetos de arqueologia representaram 0,65% do total de submissões e nenhum foi contemplado com verbas. Na segunda chamada, em 2024, projetos de arqueologia representaram 4,19% das submissões e receberam 18,95% da verba disponível, ou R$ 14,4 milhões.

Arqueólogos também relatam maior interesse dos povos indígenas em autorizar pesquisas em suas terras, motivados pela percepção de que o conhecimento documentado sobre seus ancestrais fortalece a defesa de seus territórios e modos de vida – sob a lei brasileira, sítios arqueológicos são protegidos como patrimônio cultural.

O projeto Amazônia Revelada escaneou na sua primeira fase com o LiDAR 1,6 mil km² de floresta, área equivalente à da cidade de São Paulo, e localizou diversos sítios arqueológicos, incluindo um conjunto no sul do Amazonas. Esses sítios são caracterizados por geoglifos, formados por valas ou montículos de grandes dimensões, e outros indícios confirmados no local, como a presença de terra preta, um solo rico em nutrientes criado por indígenas que viveram na floresta há milhares de anos.

Os voos da segunda fase do projeto, que cobrirá uma extensão muito maior, começam em abril de 2026. À frente da iniciativa está Eduardo Góes Neves, professor e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Ele considera que o impacto do LiDAR na arqueologia é comparável ao da datação por carbono-14, desenvolvida na década de 1940. “Ele permite que enxerguemos sítios arqueológicos abaixo da copa das árvores. E por meio das imagens conseguimos ter acesso a locais muito difíceis de se chegar”, diz.

Neves avalia que o uso da tecnologia na Amazônia brasileira chegou mais tarde que na Bolívia ou no Equador devido, entre outros motivos, à imensidão da floresta no território do país “A logística é mais difícil, em Quito ou Santa Cruz de La Sierra você pega um aviãozinho e em meia hora está na Amazônia. No Brasil, a escala é muito maior”, diz. Ele enfatiza que o maior interesse por arqueologia na Amazônia também está associado à consolidação de programas de pós-graduação nos últimos 25 anos – “que geraram doutores que hoje são professores e estão orientando mais gente fazendo pesquisa”.

Secretário-executivo da iniciativa Amazônia+10, Rafael Andery considera que o LiDAR “mudou o jogo” das pesquisas arqueológicas na Amazônia, já que a logística para fazer trabalhos de campo nos confins da floresta é complexa. “É muito caro custear uma pesquisa, especialmente se ela for feita longe dos grandes centros, das vias de transporte, das hidrovias. E muitas das descobertas que temos visto na Amazônia em termos de arqueologia são justamente em territórios menos acessíveis”, afirma.

Entre os projetos de arqueologia apoiados pela Amazônia+10, estão um para mapear a herança biocultural e desenvolver esforços de etnoconservação na região entre os rios Xingu e Tapajós, e outro para criar um inventário dos sítios arqueológicos de Roraima – estado muito pouco estudado “onde tudo quase é novidade”, diz Andery.

Na Amazônia boliviana, um projeto pioneiro conduzido por pesquisadores do Instituto Alemão de Arqueologia, da Universidade de Bonn e da Universidade de Exeter com o uso de LiDAR encontrou resquícios de centenas de povoados ocupados entre os séculos 6 e 15, que compunham uma estrutura urbana de baixa densidade populacional criada pelo povo casarabe, similar à dos maias.

Outro projeto da Universidade de Bonn, que teve a cooperação de três universidades brasileiras (UFAM, UFOPA e UFSC), estudou o modo de vida e os elementos arqueológicos de quatro povos amazônicos: os tacana, tsimane e mosetén na Bolívia e os waiwai no Brasil.

Carla Jaimes Betancourt, coordenadora do projeto e professora do departamento de Antropologia das Américas da Universidade de Bonn, considera que estudar vestígios de povoados antigos é especialmente relevante para a garantia de direitos dos indígenas contemporâneos.

Os quatro povos estudados na sua pesquisa foram consultados previamente e participaram como protagonistas do debate e conceituação de seus territórios e heranças culturais. No projeto Amazônia Revelada, de Eduardo Neves, os povos indígenas também foram consultados se autorizavam o sobrevoo e escaneamento de seus territórios.

Betancourt considera que esses três fatores estão por trás do interesse crescente por arqueologia na região da floresta: resistência dos povos indígenas a ameaças à Amazônia, formação recente de muitos arqueólogos dedicados ao tema e a tecnologia do LiDAR. Os achados recentes na Amazônia “têm a ver com a ideia de que o passado não está desconectado do presente, no qual os povos amazônicos lutam por seus territórios, ligados à sua história”, diz. “A arqueologia tem um papel importante para demonstrar que não são territórios vazios, que têm um passado muito profundo, um legado dos povos indígenas.”

Disponível em: < https://www.dw.com/pt-br/arqueologia-na-amazônia-ganha-força-com-tecnologia-e-mais-verbas/a-76280184 >. Adaptado. Acesso em: 27 de março de 2026.

Assinale a alternativa que destaca CORRETAMENTE uma locução conjuntiva.

 

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ARQUEOLOGIA NA AMAZÔNIA GANHA FORÇA COM TECNOLOGIA E VERBAS

Por muito tempo, acreditou-se que a Amazônia não oferecia condições para o desenvolvimento de sociedades mais complexas. O calor, a umidade e a vegetação densa seriam obstáculos intransponíveis, diziam naturalistas europeus do século 19. Eles estavam errados – mas teria sido difícil acertarem com a tecnologia da época.

Civilizações antigas como os incas, os maias e os astecas usavam pedras para construir vias, casas e templos, alguns dos quais seguem de pé até hoje. Já os povos originários da Amazônia alteravam seu ambiente com movimentações de terra e o uso de madeira e palha, que se decompõem com o tempo. Por isso, era mais fácil para um desbravador antigo nas Américas encontrar um templo maia ou uma estrada inca do que vestígios de uma vila pré-colombiana no meio da Amazônia.

Isso vem mudando nos últimos anos, com uma mãozinha da tecnologia: o uso do LiDAR, um radar de pulsos de laser que consegue escanear com detalhes o solo abaixo da copa das árvores. A imagem criada pode revelar estruturas construídas pelo homem na floresta, como valas, estradas e vestígios de casas. No Brasil, o uso do LiDAR é bem recente – começou em 2024, no projeto Amazônia Revelada, que tem como meta escanear cada vez mais áreas da floresta em busca de sítios arqueológicos.

Antes, em 2015 uma pesquisa do tipo no Equador encontrou um conjunto de antigas cidades na floresta que abrigaram milhares de pessoas há cerca de 2.500 anos. Em 2019, um grupo de arqueólogos bolivianos e alemães também fez isso na Amazônia boliviana. Além do avanço tecnológico, há mais arqueólogos interessados em trabalhar na Amazônia e verbas disponíveis, como mostra a iniciativa Amazônia +10, uma aliança de fundações estaduais de fomento que apoia projetos de pesquisa de várias disciplinas na região da floresta.

Em 2022, na primeira chamada para pedidos de financiamento, os projetos de arqueologia representaram 0,65% do total de submissões e nenhum foi contemplado com verbas. Na segunda chamada, em 2024, projetos de arqueologia representaram 4,19% das submissões e receberam 18,95% da verba disponível, ou R$ 14,4 milhões.

Arqueólogos também relatam maior interesse dos povos indígenas em autorizar pesquisas em suas terras, motivados pela percepção de que o conhecimento documentado sobre seus ancestrais fortalece a defesa de seus territórios e modos de vida – sob a lei brasileira, sítios arqueológicos são protegidos como patrimônio cultural.

O projeto Amazônia Revelada escaneou na sua primeira fase com o LiDAR 1,6 mil km² de floresta, área equivalente à da cidade de São Paulo, e localizou diversos sítios arqueológicos, incluindo um conjunto no sul do Amazonas. Esses sítios são caracterizados por geoglifos, formados por valas ou montículos de grandes dimensões, e outros indícios confirmados no local, como a presença de terra preta, um solo rico em nutrientes criado por indígenas que viveram na floresta há milhares de anos.

Os voos da segunda fase do projeto, que cobrirá uma extensão muito maior, começam em abril de 2026. À frente da iniciativa está Eduardo Góes Neves, professor e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Ele considera que o impacto do LiDAR na arqueologia é comparável ao da datação por carbono-14, desenvolvida na década de 1940. “Ele permite que enxerguemos sítios arqueológicos abaixo da copa das árvores. E por meio das imagens conseguimos ter acesso a locais muito difíceis de se chegar”, diz.

Neves avalia que o uso da tecnologia na Amazônia brasileira chegou mais tarde que na Bolívia ou no Equador devido, entre outros motivos, à imensidão da floresta no território do país “A logística é mais difícil, em Quito ou Santa Cruz de La Sierra você pega um aviãozinho e em meia hora está na Amazônia. No Brasil, a escala é muito maior”, diz. Ele enfatiza que o maior interesse por arqueologia na Amazônia também está associado à consolidação de programas de pós-graduação nos últimos 25 anos – “que geraram doutores que hoje são professores e estão orientando mais gente fazendo pesquisa”.

Secretário-executivo da iniciativa Amazônia+10, Rafael Andery considera que o LiDAR “mudou o jogo” das pesquisas arqueológicas na Amazônia, já que a logística para fazer trabalhos de campo nos confins da floresta é complexa. “É muito caro custear uma pesquisa, especialmente se ela for feita longe dos grandes centros, das vias de transporte, das hidrovias. E muitas das descobertas que temos visto na Amazônia em termos de arqueologia são justamente em territórios menos acessíveis”, afirma.

Entre os projetos de arqueologia apoiados pela Amazônia+10, estão um para mapear a herança biocultural e desenvolver esforços de etnoconservação na região entre os rios Xingu e Tapajós, e outro para criar um inventário dos sítios arqueológicos de Roraima – estado muito pouco estudado “onde tudo quase é novidade”, diz Andery.

Na Amazônia boliviana, um projeto pioneiro conduzido por pesquisadores do Instituto Alemão de Arqueologia, da Universidade de Bonn e da Universidade de Exeter com o uso de LiDAR encontrou resquícios de centenas de povoados ocupados entre os séculos 6 e 15, que compunham uma estrutura urbana de baixa densidade populacional criada pelo povo casarabe, similar à dos maias.

Outro projeto da Universidade de Bonn, que teve a cooperação de três universidades brasileiras (UFAM, UFOPA e UFSC), estudou o modo de vida e os elementos arqueológicos de quatro povos amazônicos: os tacana, tsimane e mosetén na Bolívia e os waiwai no Brasil.

Carla Jaimes Betancourt, coordenadora do projeto e professora do departamento de Antropologia das Américas da Universidade de Bonn, considera que estudar vestígios de povoados antigos é especialmente relevante para a garantia de direitos dos indígenas contemporâneos.

Os quatro povos estudados na sua pesquisa foram consultados previamente e participaram como protagonistas do debate e conceituação de seus territórios e heranças culturais. No projeto Amazônia Revelada, de Eduardo Neves, os povos indígenas também foram consultados se autorizavam o sobrevoo e escaneamento de seus territórios.

Betancourt considera que esses três fatores estão por trás do interesse crescente por arqueologia na região da floresta: resistência dos povos indígenas a ameaças à Amazônia, formação recente de muitos arqueólogos dedicados ao tema e a tecnologia do LiDAR. Os achados recentes na Amazônia “têm a ver com a ideia de que o passado não está desconectado do presente, no qual os povos amazônicos lutam por seus territórios, ligados à sua história”, diz. “A arqueologia tem um papel importante para demonstrar que não são territórios vazios, que têm um passado muito profundo, um legado dos povos indígenas.”

Disponível em: < https://www.dw.com/pt-br/arqueologia-na-amazônia-ganha-força-com-tecnologia-e-mais-verbas/a-76280184 >. Adaptado. Acesso em: 27 de março de 2026.

Assinale a análise CORRETA da forma verbal destacada no trecho: “Ele permite que enxerguemos sítios arqueológicos abaixo da copa das árvores.”

 

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