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4228327 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Toy Story 5 e a tecnologia

Por Ana Clara Caielli Barreiro

A Pixar não seria nada sem tecnologia, e as suas inovações revolucionaram o mercado.

Mas agora, mais de 30 anos depois, já se sabe que a moeda dos computadores, dos celulares

e de toda essa conectividade tem um outro lado. Chegou a hora de discutir esse assunto. E a

Pixar fez isso na telona.

Toy Story 5 estreou nos cinemas e no longa, o público reencontra os brinquedos icônicos

da franquia, como o cowboy Woody, a cowgirl Jessie e seu cavalo Bala no Alvo, além do

patrulheiro espacial Buzz Lightyear. Desta vez, a turma enfrenta um desafio muito mais

próximo da realidade: a tecnologia.

O “vilão” do filme é Lilypad, um tablet em formato de sapo que rouba toda a atenção das

crianças e faz com que os brinquedos sejam deixados de lado. Os personagens também se

deparam com alguns aparelhos tecnológicos um pouco mais retrôs, como câmeras e até um

dispositivo em formato de rolo de papel higiênico, chamado Amigo Rolinho, usado para ensinar

crianças a ir ao banheiro.

Em todos os filmes anteriores, o foco era claro: a relação entre as crianças e seus

brinquedos, um ótimo gancho para se conectar com o público. Mas e quando as crianças do

mundo real não brincam mais?

Quando Toy Story 4 foi produzido (o lançamento aconteceu em 2019, mas o filme

começou a ser desenvolvido anos antes), o uso da tecnologia na infância ainda não estava em

seu auge. Hoje, muitas crianças já cre....em com tablets e outros dispositivos eletrônicos para

jogar, assistir a vídeos e conversar com os amigos na palma da mão.

Por isso, um novo Toy Story focado apenas nos brinquedos tradicionais dificilmente

conseguiria se conectar com o público infantil atual da mesma forma. Era preciso dialogar com

a realidade.

Foi assim que surgiu Lilypad. No filme, Bonnie é uma das poucas crianças de seu bairro

que ainda brinca com brinquedos “raiz”, sem ace....o a aparelhos tecnológicos. Por isso, fica

isolada e com dificuldade de fazer amigos – e, por isso, acaba ganhando um tablet de presente

dos pais.

Preocupados com a solidão da menina, os brinquedos e o tablet tentam ajudá-la, cada

um à sua maneira: de um lado, os brinquedos procuram um amigo para brincar com Bonnie;

do outro, Lilypad cria conexões virtuais.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/em-toy-story-5-pixar-confronta-a-sua-aliada-de-sempre-a-tecnologia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a escrita correta das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nos trechos a seguir, retirados do texto:

• “Hoje, muitas crianças já cre....em com tablets e outros dispositivos eletrônicos”.
• “Bonnie é uma das poucas crianças de seu bairro que ainda brinca com brinquedos ‘raiz’, sem ace....o a aparelhos tecnológicos”.
 

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4228326 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Toy Story 5 e a tecnologia

Por Ana Clara Caielli Barreiro

A Pixar não seria nada sem tecnologia, e as suas inovações revolucionaram o mercado.

Mas agora, mais de 30 anos depois, já se sabe que a moeda dos computadores, dos celulares

e de toda essa conectividade tem um outro lado. Chegou a hora de discutir esse assunto. E a

Pixar fez isso na telona.

Toy Story 5 estreou nos cinemas e no longa, o público reencontra os brinquedos icônicos

da franquia, como o cowboy Woody, a cowgirl Jessie e seu cavalo Bala no Alvo, além do

patrulheiro espacial Buzz Lightyear. Desta vez, a turma enfrenta um desafio muito mais

próximo da realidade: a tecnologia.

O “vilão” do filme é Lilypad, um tablet em formato de sapo que rouba toda a atenção das

crianças e faz com que os brinquedos sejam deixados de lado. Os personagens também se

deparam com alguns aparelhos tecnológicos um pouco mais retrôs, como câmeras e até um

dispositivo em formato de rolo de papel higiênico, chamado Amigo Rolinho, usado para ensinar

crianças a ir ao banheiro.

Em todos os filmes anteriores, o foco era claro: a relação entre as crianças e seus

brinquedos, um ótimo gancho para se conectar com o público. Mas e quando as crianças do

mundo real não brincam mais?

Quando Toy Story 4 foi produzido (o lançamento aconteceu em 2019, mas o filme

começou a ser desenvolvido anos antes), o uso da tecnologia na infância ainda não estava em

seu auge. Hoje, muitas crianças já cre....em com tablets e outros dispositivos eletrônicos para

jogar, assistir a vídeos e conversar com os amigos na palma da mão.

Por isso, um novo Toy Story focado apenas nos brinquedos tradicionais dificilmente

conseguiria se conectar com o público infantil atual da mesma forma. Era preciso dialogar com

a realidade.

Foi assim que surgiu Lilypad. No filme, Bonnie é uma das poucas crianças de seu bairro

que ainda brinca com brinquedos “raiz”, sem ace....o a aparelhos tecnológicos. Por isso, fica

isolada e com dificuldade de fazer amigos – e, por isso, acaba ganhando um tablet de presente

dos pais.

Preocupados com a solidão da menina, os brinquedos e o tablet tentam ajudá-la, cada

um à sua maneira: de um lado, os brinquedos procuram um amigo para brincar com Bonnie;

do outro, Lilypad cria conexões virtuais.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/em-toy-story-5-pixar-confronta-a-sua-aliada-de-sempre-a-tecnologia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base no texto, por que Lilypad é considerado o vilão do filme Toy Story 5?
 

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4228324 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Toy Story 5 e a tecnologia

Por Ana Clara Caielli Barreiro

A Pixar não seria nada sem tecnologia, e as suas inovações revolucionaram o mercado.

Mas agora, mais de 30 anos depois, já se sabe que a moeda dos computadores, dos celulares

e de toda essa conectividade tem um outro lado. Chegou a hora de discutir esse assunto. E a

Pixar fez isso na telona.

Toy Story 5 estreou nos cinemas e no longa, o público reencontra os brinquedos icônicos

da franquia, como o cowboy Woody, a cowgirl Jessie e seu cavalo Bala no Alvo, além do

patrulheiro espacial Buzz Lightyear. Desta vez, a turma enfrenta um desafio muito mais

próximo da realidade: a tecnologia.

O “vilão” do filme é Lilypad, um tablet em formato de sapo que rouba toda a atenção das

crianças e faz com que os brinquedos sejam deixados de lado. Os personagens também se

deparam com alguns aparelhos tecnológicos um pouco mais retrôs, como câmeras e até um

dispositivo em formato de rolo de papel higiênico, chamado Amigo Rolinho, usado para ensinar

crianças a ir ao banheiro.

Em todos os filmes anteriores, o foco era claro: a relação entre as crianças e seus

brinquedos, um ótimo gancho para se conectar com o público. Mas e quando as crianças do

mundo real não brincam mais?

Quando Toy Story 4 foi produzido (o lançamento aconteceu em 2019, mas o filme

começou a ser desenvolvido anos antes), o uso da tecnologia na infância ainda não estava em

seu auge. Hoje, muitas crianças já cre....em com tablets e outros dispositivos eletrônicos para

jogar, assistir a vídeos e conversar com os amigos na palma da mão.

Por isso, um novo Toy Story focado apenas nos brinquedos tradicionais dificilmente

conseguiria se conectar com o público infantil atual da mesma forma. Era preciso dialogar com

a realidade.

Foi assim que surgiu Lilypad. No filme, Bonnie é uma das poucas crianças de seu bairro

que ainda brinca com brinquedos “raiz”, sem ace....o a aparelhos tecnológicos. Por isso, fica

isolada e com dificuldade de fazer amigos – e, por isso, acaba ganhando um tablet de presente

dos pais.

Preocupados com a solidão da menina, os brinquedos e o tablet tentam ajudá-la, cada

um à sua maneira: de um lado, os brinquedos procuram um amigo para brincar com Bonnie;

do outro, Lilypad cria conexões virtuais.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/em-toy-story-5-pixar-confronta-a-sua-aliada-de-sempre-a-tecnologia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com o texto, NÃO é um brinquedo classificado como tecnológico:
 

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4228085 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-CE

Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão.

 A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, O que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insidias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, & ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter liquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.

(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p21-22)

Estabelece uma relação de condição o termo sublinhado no seguinte trecho:
 

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Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 
    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Estabelece uma relação de condição o termo sublinhado no seguinte trecho:
 

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Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 
    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Verifica-se palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
 

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Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 
    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Quando se quer chamar a atenção para o objeto direto que precede o verbo, costuma-se repeti-lo. É o que se chama objeto direto pleonástico. Nele, uma das formas é sempre um pronome pessoal átono.
(Adaptado de: CUNHA, Celso. Gramática essencial. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013, p. 86

Ocorre objeto direto pleonástico em:
 

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Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 
    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
No contexto em que se encontra, a palavra empregada como substantivo está sublinhada em:
 

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Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 
    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
 

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Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 
    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Sêneca lança mão da figura de linguagem denominada antítese no seguinte trecho:
 

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