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No banco dos réus

Por Cláudia Laitano

  1. Médicos fumando no consultório, enfermeiras acendendo um cigarrinho para relaxar,
  2. dentistas recomendando sua marca preferida de tabaco: figuras como essas povoavam jornais
  3. e revistas até o início dos anos 1960. Alguns anúncios chegavam a sugerir que fumar ajudava
  4. na digestão, aliviava dores de garganta e garantia aquela dose extra de fôlego indispensável
  5. para enfrentar o dia ___ dia.
  6. O primeiro relatório reunindo estudos que apontavam a ligação entre o cigarro e o câncer
  7. foi publicado em 1964. O piloto da série Mad Men, que se passa em 1960, retrata a ginástica do
  8. publicitário Don Draper para tornar atraente um produto que já começava a soar como cilada.
  9. Em 1998, as quatro maiores empresas de tabaco dos EUA assinaram um acordo para encerrar
  10. dezenas de processos judiciais que tentavam recuperar bilhões de dólares gastos com assistência
  11. médica de fumantes. Ou seja: entre o médico baforando sem culpa no nariz do paciente e a
  12. responsabilização de quem lucrava com uma mercadoria perigosa e altamente viciante,
  13. passaram-se mais ou menos 40 anos.
  14. Então, o “momento tabaco” parece estar batendo ___ porta das big techs em 2026. O
  15. julgamento do primeiro de dois grandes lotes de ações coletivas contra empresas de tecnologia
  16. previstos para este ano começou em Los Angeles na semana passada. Até aqui, empresas como
  17. Meta, Tik Tok, Snapchat e YouTube conseguiram escapar das acusações que envolvem conteúdo
  18. apelando para leis que isentam as plataformas de responsabilidade com relação ao que os
  19. usuários publicam. As novas ações atacam por outro flanco. O que está em jogo agora são as
  20. estratégias usadas por essas plataformas para gerar engajamento a qualquer custo – inclusive
  21. de crianças e adolescentes.
  22. A acusação deve seguir duas linhas de argumentação. A primeira é a de que as big techs
  23. formataram suas plataformas para serem viciantes mesmo. “Quanto mais engajamento, mais
  24. publicidade” é o novo “quanto mais fumantes, mais lucro”. A segunda busca apoio em estudos
  25. que relacionam o aumento dos casos de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes ao
  26. advento das mídias sociais.
  27. Ao contrário da montanha de evidências provando que fumar pode causar câncer, os efeitos
  28. das redes sociais sobre a saúde mental dos nossos filhos ainda não estão provados. Ainda assim,
  29. é difícil encontrar um pai ou mãe de adolescente que não esteja preocupado (o fato de que o
  30. livro Geração Ansiosa está há mais de 90 semanas na lista de best-sellers do New York Times
  31. dá a dimensão dessa preocupação).
  32. ___ esta altura do campeonato, nem Don Draper conseguiria nos convencer de que está
  33. tudo bem com as crianças.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/02/no-banco-dos-reus-cml3q4kl40086012yz36sq4a4.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as preposições destacadas em trechos retirados do texto ao significado que apresentam.

Coluna 1

1. Agente.

2. Finalidade.

3. Origem.

4. Limite.

Coluna 2

( ) “as quatro maiores empresas de tabaco dos EUA”.

( ) “assinaram um acordo para encerrar dezenas de processos judiciais”.

( ) “Até aqui, empresas como Meta, Tik Tok, Snapchat e YouTube conseguiram escapar”.

( ) “as estratégias usadas por essas plataformas”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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No banco dos réus

Por Cláudia Laitano

  1. Médicos fumando no consultório, enfermeiras acendendo um cigarrinho para relaxar,
  2. dentistas recomendando sua marca preferida de tabaco: figuras como essas povoavam jornais
  3. e revistas até o início dos anos 1960. Alguns anúncios chegavam a sugerir que fumar ajudava
  4. na digestão, aliviava dores de garganta e garantia aquela dose extra de fôlego indispensável
  5. para enfrentar o dia ___ dia.
  6. O primeiro relatório reunindo estudos que apontavam a ligação entre o cigarro e o câncer
  7. foi publicado em 1964. O piloto da série Mad Men, que se passa em 1960, retrata a ginástica do
  8. publicitário Don Draper para tornar atraente um produto que já começava a soar como cilada.
  9. Em 1998, as quatro maiores empresas de tabaco dos EUA assinaram um acordo para encerrar
  10. dezenas de processos judiciais que tentavam recuperar bilhões de dólares gastos com assistência
  11. médica de fumantes. Ou seja: entre o médico baforando sem culpa no nariz do paciente e a
  12. responsabilização de quem lucrava com uma mercadoria perigosa e altamente viciante,
  13. passaram-se mais ou menos 40 anos.
  14. Então, o “momento tabaco” parece estar batendo ___ porta das big techs em 2026. O
  15. julgamento do primeiro de dois grandes lotes de ações coletivas contra empresas de tecnologia
  16. previstos para este ano começou em Los Angeles na semana passada. Até aqui, empresas como
  17. Meta, Tik Tok, Snapchat e YouTube conseguiram escapar das acusações que envolvem conteúdo
  18. apelando para leis que isentam as plataformas de responsabilidade com relação ao que os
  19. usuários publicam. As novas ações atacam por outro flanco. O que está em jogo agora são as
  20. estratégias usadas por essas plataformas para gerar engajamento a qualquer custo – inclusive
  21. de crianças e adolescentes.
  22. A acusação deve seguir duas linhas de argumentação. A primeira é a de que as big techs
  23. formataram suas plataformas para serem viciantes mesmo. “Quanto mais engajamento, mais
  24. publicidade” é o novo “quanto mais fumantes, mais lucro”. A segunda busca apoio em estudos
  25. que relacionam o aumento dos casos de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes ao
  26. advento das mídias sociais.
  27. Ao contrário da montanha de evidências provando que fumar pode causar câncer, os efeitos
  28. das redes sociais sobre a saúde mental dos nossos filhos ainda não estão provados. Ainda assim,
  29. é difícil encontrar um pai ou mãe de adolescente que não esteja preocupado (o fato de que o
  30. livro Geração Ansiosa está há mais de 90 semanas na lista de best-sellers do New York Times
  31. dá a dimensão dessa preocupação).
  32. ___ esta altura do campeonato, nem Don Draper conseguiria nos convencer de que está
  33. tudo bem com as crianças.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/02/no-banco-dos-reus-cml3q4kl40086012yz36sq4a4.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, analise os trechos abaixo, retirados do texto:

  1. “dose extra de fôlego indispensável para enfrentar o dia ___ dia”.
  2. “o ‘momento tabaco’ parece estar batendo ___ porta das big techs”.
  3. “___ esta altura do campeonato”.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.

 

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No banco dos réus

Por Cláudia Laitano

  1. Médicos fumando no consultório, enfermeiras acendendo um cigarrinho para relaxar,
  2. dentistas recomendando sua marca preferida de tabaco: figuras como essas povoavam jornais
  3. e revistas até o início dos anos 1960. Alguns anúncios chegavam a sugerir que fumar ajudava
  4. na digestão, aliviava dores de garganta e garantia aquela dose extra de fôlego indispensável
  5. para enfrentar o dia ___ dia.
  6. O primeiro relatório reunindo estudos que apontavam a ligação entre o cigarro e o câncer
  7. foi publicado em 1964. O piloto da série Mad Men, que se passa em 1960, retrata a ginástica do
  8. publicitário Don Draper para tornar atraente um produto que já começava a soar como cilada.
  9. Em 1998, as quatro maiores empresas de tabaco dos EUA assinaram um acordo para encerrar
  10. dezenas de processos judiciais que tentavam recuperar bilhões de dólares gastos com assistência
  11. médica de fumantes. Ou seja: entre o médico baforando sem culpa no nariz do paciente e a
  12. responsabilização de quem lucrava com uma mercadoria perigosa e altamente viciante,
  13. passaram-se mais ou menos 40 anos.
  14. Então, o “momento tabaco” parece estar batendo ___ porta das big techs em 2026. O
  15. julgamento do primeiro de dois grandes lotes de ações coletivas contra empresas de tecnologia
  16. previstos para este ano começou em Los Angeles na semana passada. Até aqui, empresas como
  17. Meta, Tik Tok, Snapchat e YouTube conseguiram escapar das acusações que envolvem conteúdo
  18. apelando para leis que isentam as plataformas de responsabilidade com relação ao que os
  19. usuários publicam. As novas ações atacam por outro flanco. O que está em jogo agora são as
  20. estratégias usadas por essas plataformas para gerar engajamento a qualquer custo – inclusive
  21. de crianças e adolescentes.
  22. A acusação deve seguir duas linhas de argumentação. A primeira é a de que as big techs
  23. formataram suas plataformas para serem viciantes mesmo. “Quanto mais engajamento, mais
  24. publicidade” é o novo “quanto mais fumantes, mais lucro”. A segunda busca apoio em estudos
  25. que relacionam o aumento dos casos de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes ao
  26. advento das mídias sociais.
  27. Ao contrário da montanha de evidências provando que fumar pode causar câncer, os efeitos
  28. das redes sociais sobre a saúde mental dos nossos filhos ainda não estão provados. Ainda assim,
  29. é difícil encontrar um pai ou mãe de adolescente que não esteja preocupado (o fato de que o
  30. livro Geração Ansiosa está há mais de 90 semanas na lista de best-sellers do New York Times
  31. dá a dimensão dessa preocupação).
  32. ___ esta altura do campeonato, nem Don Draper conseguiria nos convencer de que está
  33. tudo bem com as crianças.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/02/no-banco-dos-reus-cml3q4kl40086012yz36sq4a4.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Grandes empresas do ramo dos cigarros deliberaram, em conjunto com aqueles que lhes acionaram judicialmente, uma forma de pôr termo às demandas financeiras destes.

( ) No que tange às big techs, uma vez que elas são blindadas legalmente de qualquer responsabilização em relação às ações dos usuários, não se pode falar em culpabilização relacionada à dependência gerada pelas redes sociais.

( ) A propaganda teve um papel importante no primeiro caso abordado pelo texto, mas a autora não acredita que possa ter o mesmo sucesso no que se refere ao caso enfrentado pelas big techs.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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4084068 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC
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Vou ali e já volto

Por Fabrício Carpinejar

  1. Uma cidade cresce quando você não frequenta os lugares de sempre, os lugares da moda,
  2. os lugares badalados, os lugares incensados, mas valoriza o comércio do seu bairro.
  3. Alarga os seus limites quando você prestigia os restaurantes perto de casa, quando ajuda
  4. os negócios menores a prosperar, quando oferece condições àqueles que escolheram a sua
  5. esquina, a sua calçada, a sua vizinhança.
  6. É assim que se ampliam as possibilidades de um bairro: fomentando o consumo dos
  7. pequenos empresários. Por isso, eu mantenho a minha farmácia, o meu açougue, a minha
  8. padaria, o meu supermercado, o meu boteco, o meu buffet a quilo, a minha sapataria, a minha
  9. lavanderia, a minha feirinha, o meu martelinho de ouro, o meu posto de gasolina, a minha
  10. ferra....em. Não troco por nada. Ficam a algumas quadras do meu apartamento, num
  11. quadrilátero favorito.
  12. Resolvo tudo a pé, sem depender de carro. Subo e desço lombas, cumprimentando os meus
  13. pensamentos. Trato todos os espaços como se fossem meus. Eu protejo a subsistência das
  14. minhas redondezas. Priorizo quem está próximo, quem conhece os meus filhos, a minha esposa,
  15. os meus pais. Como se integrasse os galhos da minha árvore genealógica.
  16. Sei de cor cada caminho, cada beco, cada praça. Jamais recorro à bengala do Google Maps.
  17. Armazeno fofocas para o momento do café, leite e pãezinhos no fim da tarde com a família.
  18. Nem preciso me arrumar para passear pelo seu território. Saio com roupas informais e caseiras,
  19. de chinelo, bermuda e regata. A rua é o pátio que eu não tenho, o quintal que eu não tenho.
  20. Não me exige a mesma produção dos deslocamentos a um shopping, a um cinema ou a lojas de
  21. outros centros.
  22. Mais do que a qualidade do serviço, prepondera a intimidade do atendimento: ser chamado
  23. pelo nome, ter as urgências compreendidas, ouvir um “deixa comigo”, puxar o reboque das
  24. lembranças com uma conversa à toa. A afeição não tem preço. Fideliza acima de qualquer
  25. desconto.
  26. Só na minha fruteira, o dono me estende gomos de uma bergamota para provar o quanto
  27. está docinha. Ou me alcança uma fatia de melancia para mostrar que está madura. Só na minha
  28. fruteira, ainda aceito troco em balas.
  29. O melhor bairro é o nosso.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2026/02/vou-ali-e-ja-volto-cml9vcnd501nr012tec0oq39s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto, NÃO pertence à classe dos substantivos?

“Só na minha fruteira, o dono me estende gomos de uma bergamota para provar o quanto está docinha”.

 

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4084060 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC
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Vou ali e já volto

Por Fabrício Carpinejar

  1. Uma cidade cresce quando você não frequenta os lugares de sempre, os lugares da moda,
  2. os lugares badalados, os lugares incensados, mas valoriza o comércio do seu bairro.
  3. Alarga os seus limites quando você prestigia os restaurantes perto de casa, quando ajuda
  4. os negócios menores a prosperar, quando oferece condições àqueles que escolheram a sua
  5. esquina, a sua calçada, a sua vizinhança.
  6. É assim que se ampliam as possibilidades de um bairro: fomentando o consumo dos
  7. pequenos empresários. Por isso, eu mantenho a minha farmácia, o meu açougue, a minha
  8. padaria, o meu supermercado, o meu boteco, o meu buffet a quilo, a minha sapataria, a minha
  9. lavanderia, a minha feirinha, o meu martelinho de ouro, o meu posto de gasolina, a minha
  10. ferra....em. Não troco por nada. Ficam a algumas quadras do meu apartamento, num
  11. quadrilátero favorito.
  12. Resolvo tudo a pé, sem depender de carro. Subo e desço lombas, cumprimentando os meus
  13. pensamentos. Trato todos os espaços como se fossem meus. Eu protejo a subsistência das
  14. minhas redondezas. Priorizo quem está próximo, quem conhece os meus filhos, a minha esposa,
  15. os meus pais. Como se integrasse os galhos da minha árvore genealógica.
  16. Sei de cor cada caminho, cada beco, cada praça. Jamais recorro à bengala do Google Maps.
  17. Armazeno fofocas para o momento do café, leite e pãezinhos no fim da tarde com a família.
  18. Nem preciso me arrumar para passear pelo seu território. Saio com roupas informais e caseiras,
  19. de chinelo, bermuda e regata. A rua é o pátio que eu não tenho, o quintal que eu não tenho.
  20. Não me exige a mesma produção dos deslocamentos a um shopping, a um cinema ou a lojas de
  21. outros centros.
  22. Mais do que a qualidade do serviço, prepondera a intimidade do atendimento: ser chamado
  23. pelo nome, ter as urgências compreendidas, ouvir um “deixa comigo”, puxar o reboque das
  24. lembranças com uma conversa à toa. A afeição não tem preço. Fideliza acima de qualquer
  25. desconto.
  26. Só na minha fruteira, o dono me estende gomos de uma bergamota para provar o quanto
  27. está docinha. Ou me alcança uma fatia de melancia para mostrar que está madura. Só na minha
  28. fruteira, ainda aceito troco em balas.
  29. O melhor bairro é o nosso.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2026/02/vou-ali-e-ja-volto-cml9vcnd501nr012tec0oq39s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica uma palavra de sentido próximo ao de “informais”, considerando sua ocorrência no trecho “Saio com roupas informais e caseiras, de chinelo, bermuda e regata” (l. 18-19).

 

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4084054 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC
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Vou ali e já volto

Por Fabrício Carpinejar

  1. Uma cidade cresce quando você não frequenta os lugares de sempre, os lugares da moda,
  2. os lugares badalados, os lugares incensados, mas valoriza o comércio do seu bairro.
  3. Alarga os seus limites quando você prestigia os restaurantes perto de casa, quando ajuda
  4. os negócios menores a prosperar, quando oferece condições àqueles que escolheram a sua
  5. esquina, a sua calçada, a sua vizinhança.
  6. É assim que se ampliam as possibilidades de um bairro: fomentando o consumo dos
  7. pequenos empresários. Por isso, eu mantenho a minha farmácia, o meu açougue, a minha
  8. padaria, o meu supermercado, o meu boteco, o meu buffet a quilo, a minha sapataria, a minha
  9. lavanderia, a minha feirinha, o meu martelinho de ouro, o meu posto de gasolina, a minha
  10. ferra....em. Não troco por nada. Ficam a algumas quadras do meu apartamento, num
  11. quadrilátero favorito.
  12. Resolvo tudo a pé, sem depender de carro. Subo e desço lombas, cumprimentando os meus
  13. pensamentos. Trato todos os espaços como se fossem meus. Eu protejo a subsistência das
  14. minhas redondezas. Priorizo quem está próximo, quem conhece os meus filhos, a minha esposa,
  15. os meus pais. Como se integrasse os galhos da minha árvore genealógica.
  16. Sei de cor cada caminho, cada beco, cada praça. Jamais recorro à bengala do Google Maps.
  17. Armazeno fofocas para o momento do café, leite e pãezinhos no fim da tarde com a família.
  18. Nem preciso me arrumar para passear pelo seu território. Saio com roupas informais e caseiras,
  19. de chinelo, bermuda e regata. A rua é o pátio que eu não tenho, o quintal que eu não tenho.
  20. Não me exige a mesma produção dos deslocamentos a um shopping, a um cinema ou a lojas de
  21. outros centros.
  22. Mais do que a qualidade do serviço, prepondera a intimidade do atendimento: ser chamado
  23. pelo nome, ter as urgências compreendidas, ouvir um “deixa comigo”, puxar o reboque das
  24. lembranças com uma conversa à toa. A afeição não tem preço. Fideliza acima de qualquer
  25. desconto.
  26. Só na minha fruteira, o dono me estende gomos de uma bergamota para provar o quanto
  27. está docinha. Ou me alcança uma fatia de melancia para mostrar que está madura. Só na minha
  28. fruteira, ainda aceito troco em balas.
  29. O melhor bairro é o nosso.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2026/02/vou-ali-e-ja-volto-cml9vcnd501nr012tec0oq39s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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4084051 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC
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Vou ali e já volto

Por Fabrício Carpinejar

  1. Uma cidade cresce quando você não frequenta os lugares de sempre, os lugares da moda,
  2. os lugares badalados, os lugares incensados, mas valoriza o comércio do seu bairro.
  3. Alarga os seus limites quando você prestigia os restaurantes perto de casa, quando ajuda
  4. os negócios menores a prosperar, quando oferece condições àqueles que escolheram a sua
  5. esquina, a sua calçada, a sua vizinhança.
  6. É assim que se ampliam as possibilidades de um bairro: fomentando o consumo dos
  7. pequenos empresários. Por isso, eu mantenho a minha farmácia, o meu açougue, a minha
  8. padaria, o meu supermercado, o meu boteco, o meu buffet a quilo, a minha sapataria, a minha
  9. lavanderia, a minha feirinha, o meu martelinho de ouro, o meu posto de gasolina, a minha
  10. ferra....em. Não troco por nada. Ficam a algumas quadras do meu apartamento, num
  11. quadrilátero favorito.
  12. Resolvo tudo a pé, sem depender de carro. Subo e desço lombas, cumprimentando os meus
  13. pensamentos. Trato todos os espaços como se fossem meus. Eu protejo a subsistência das
  14. minhas redondezas. Priorizo quem está próximo, quem conhece os meus filhos, a minha esposa,
  15. os meus pais. Como se integrasse os galhos da minha árvore genealógica.
  16. Sei de cor cada caminho, cada beco, cada praça. Jamais recorro à bengala do Google Maps.
  17. Armazeno fofocas para o momento do café, leite e pãezinhos no fim da tarde com a família.
  18. Nem preciso me arrumar para passear pelo seu território. Saio com roupas informais e caseiras,
  19. de chinelo, bermuda e regata. A rua é o pátio que eu não tenho, o quintal que eu não tenho.
  20. Não me exige a mesma produção dos deslocamentos a um shopping, a um cinema ou a lojas de
  21. outros centros.
  22. Mais do que a qualidade do serviço, prepondera a intimidade do atendimento: ser chamado
  23. pelo nome, ter as urgências compreendidas, ouvir um “deixa comigo”, puxar o reboque das
  24. lembranças com uma conversa à toa. A afeição não tem preço. Fideliza acima de qualquer
  25. desconto.
  26. Só na minha fruteira, o dono me estende gomos de uma bergamota para provar o quanto
  27. está docinha. Ou me alcança uma fatia de melancia para mostrar que está madura. Só na minha
  28. fruteira, ainda aceito troco em balas.
  29. O melhor bairro é o nosso.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2026/02/vou-ali-e-ja-volto-cml9vcnd501nr012tec0oq39s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

É correto afirmar que o objetivo principal do texto é fazer uma

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4595364-1 que continua no mercadoEnunciado 4595364-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4595364-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4595364-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4595364-5em 1975Enunciado 4595364-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4595364-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4595364-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4595364-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as conjunções destacadas aos sentidos que elas estabelecem nos trechos retirados do texto.

Coluna 1

1. Causa.

2. Finalidade.

3. Explicação.

Coluna 2

( ) “Os pais ofereciam aos filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite” (l. 01-02).

( ) “que o ajudou na popularização do fortificante, visto que ele criou o Jeca Tatuzinho” (l. 18-19).

( ) “O Biotônico já não contém álcool etílico na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu” (l. 21-22).

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4595354-1 que continua no mercadoEnunciado 4595354-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4595354-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4595354-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4595354-5em 1975Enunciado 4595354-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4595354-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4595354-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4595354-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Analise a figura a seguir e as asserções a respeito de sua relação com o texto-base desta prova:

Enunciado 4595354-10

Fonte: https://www.instagram.com/p/DHJBSuptlln/

I. A figura pode ser classificada como um meme que tem uma relação intertextual direta com o tema central do texto-base desta prova.

POIS

II. Empregando uma propaganda do produto sobre o qual versa o texto, o humorista usa uma das características do Biotônico para fazer uma piada transmitida em meio digital.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

 

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Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

Por Leandro Staudt

01 O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos

02 filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a

03 promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônicoEnunciado 4595350-1 que continua no mercadoEnunciado 4595350-2 foi criado _____

04 mais de cem anos no interior de São Paulo.

05 Após se formar em FarmáciaEnunciado 4595350-3 com a ajuda financeira da mãe e de um irmãoEnunciado 4595350-4 Cândido

06 Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910,

07 buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para

08 preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos

09 medicamentos.

10 A revista Manchete publicouEnunciado 4595350-5em 1975Enunciado 4595350-6que a receita do tônico reunia “ferro, cálcio,

11 ácido fosfórico, um pouco de ______ e vinho do Porto, obedecendo proporções

12 homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores

13 da cidade. Diante da procuraEnunciado 4595350-7 Fontoura lançou oficialmente o tônico.

14 O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um

15 sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a

16 fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

17 O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria

18 com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto

19 que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

20 As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater “anemiaEnunciado 4595350-8

21 neurastenia (______)Enunciado 4595350-9 debilidade e tuberculose”. O Biotônico já não contém álcool etílico

22 na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a

23 substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura-como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto:

“foi criado ___ mais de cem anos no interior de São Paulo”.

“um pouco de ___________ e vinho do Porto”.

“anemia, neurastenia (___________), debilidade e tuberculose”.

 

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